Cidades

CONCURSO PÚBLICO

Deputado solicita que reprovados no TAF da Polícia Militar e Bombeiros refaçam a prova

Pedro Kemp (PT) fez o pedido formalmente, por meio de requerimento e verbalmente, em discurso na Assembleia Legislativ

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Deputado estadual, Pedro Kemp (PT) apresentou, na manhã desta quarta-feira (30), uma solicitação que prevê que os candidatos reprovados no Teste de Aptidão Física (TAF) da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros refaçam a prova e sejam reavaliados. Em um dos dias de teste, um candidato morreu.

A indicação foi apresentada durante sessão na Assembleia Legislativa e, segundo o deputado, o pedido também foi feito formalmente, por meio de requerimento enviado à secretária de Estado de Administração, Ana Caralina Nardes. 

Veja o requerimento na íntegra:

Indico à Mesa Diretora, ouvido o colendo plenário, na forma regimental, que seja encaminhado expediente deste Poder à Excelentíssima Senhora Ana Carolina Araujo Nardes, Secretária de Estado de Administração, solicitando estudos no sentido de possibilitar a realização de reavaliação da etapa do teste de aptidão física - TAF, do concurso da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, somente para os candidatos reprovados, tendo em vista que a falta de isonomia das condições das provas que ocorreram no período de 02 a 05 de agosto de 2023.

De acordo com Kemp, os candidatos que realizaram a prova à tarde não tiveram as mesmas condições climáticas favoráveis em comparação à quem fez o teste de manhã. Portanto, não houve isonomia.

“Essa indicação estamos fazendo por solicitação de candidatos que se submeteram ao teste físico, ao TAF no período da tarde, principalmente, com sol escaldante e sem poder ter acesso a água e banheiro por horas e horas e quando realizaram não estavam nas mesmas condições dos candidatos que fizeram no período da manhã. Então, sentimos que não houve isonomia. Os candidatos não tiveram a igualdade de condições para a realização deste teste. Estamos fundamentando nosso pedido com informações que nos foram repassadas por esses candidatos e também embasados em estudos técnicos sobre a realização deste TAF e estamos solicitando essa segunda oportunidade para esses candidatos que foram prejudicados”.

O requerimento traz a cláusula segunda, item 1.5, do contrato 016/2022, firmado entre o Governo de Mato Grosso do Sul e o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional – IDECAN, que diz:

"a prestação dos serviços pela CONTRATADA abragerá, também, as eventuais avaliações ou reavaliações de candidatos em quaisquer das atividades que integram os certames, decorrentes de cumprimento de decisão administrativa ou judicial, de caráter provisório, definitivo, e/ou de imposição legal nos termos do determinado pela autoridade competente durante toda a vigência do contrato”.

Assim, de acordo com o requerimento, em sede de processo administrativo, a Secretária de Estado de Administração, Ana Nardes, na condição de representante do Estado (autoridade competente), possui condições legais e contratuais para exigir da IDECAN a reavaliação dos candidatos reprovados no TAF do certame.

MORTE

Arthur Matheus Martins Rosa, de 25 anos, faleceu após passar mal no Teste de Aptidão Física (TAF) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, em 3 de agosto de 2023.

Ele chegou a ser socorrido e encaminhado para uma unidade de saúde, mas não resistiu ao quadro de desidratação.

O teste físico foi realizado no Centro Poliesportivo Vila Nasser, sob sol forte de 33,1°C e umidade abaixo de 20%. O candidato saiu de Anápolis (GO) para prestar concurso em Campo Grande (MS).

A Secretaria de Estado de Administração (SAD), pasta responsável por organizar a prova, divulgou uma nota de esclarecimento sobre o ocorridon na ocasião. Confira na íntegra:

O governo do Estado de Mato Grosso do Sul lamenta profundamente o óbito ocorrido em decorrência do TAF (Teste de Aptidão Física) da prova da Polícia Militar, de um candidato de 25 anos oriundo do Estado de Goiás, e informa que já determinou que sejam tomadas as devidas providências para esclarecer o fato, com compromisso de apurar as possíveis negligências e responsabilidades.

Apesar de todo arcabouço legal que as provas de teste físico requerem, bem como todo cuidado e responsabilidade pela aplicação da mesma é necessário uma apuração célere que não deixe margens para novas tragédias, motivo pelo qual já iniciou uma apuração isenta e objetiva.

O governo de MS se solidariza com familiares e amigos do candidato que teve seu sonho de ingressar nas forças de Segurança Pública interrompido, e prestará toda assistência necessária neste momento de luto.

O candidato aparece no vídeo caindo, na corrida, a partir de 25 segundos. Confira:

 

 

Anastácio

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Mandado é cumprido em Anastácio e equipamentos são apreendidos; investigação apura possível envolvimento de outros suspeitos e reforça alerta sobre riscos na internet

23/04/2026 17h32

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS

Polícia Federal deflagra operação contra abuso sexual infantil em MS Foto: Arquivo PF

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Aeges 2 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet. A ação resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão no município de Anastácio.

Durante a operação, foram apreendidos equipamentos eletrônicos considerados relevantes para o avanço das investigações. 

O material será submetido à perícia técnica, que deve analisar o conteúdo armazenado e verificar a possível participação de outras pessoas nos crimes investigados.

A corporação também destacou a importância da atualização na forma de tratar esse tipo de crime. Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” previsto no artigo 241-E do Estatuto da Criança e do Adolescente, há uma orientação internacional para que se utilize expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”.

A mudança de nomenclatura busca evidenciar a gravidade das violações e o impacto causado nas vítimas.

Prevenção 

Além da repressão, a Polícia Federal reforçou o papel fundamental da prevenção. Em nota, a instituição orienta pais e responsáveis a acompanharem de perto o uso da internet por crianças e adolescentes, estabelecendo diálogo aberto sobre os riscos presentes no ambiente virtual.

O monitoramento de redes sociais, jogos online e aplicativos, aliado à educação digital, é apontado como uma das principais formas de proteção.

A recomendação inclui ainda atenção a mudanças de comportamento, como isolamento, uso excessivo ou sigiloso de dispositivos eletrônicos, que podem indicar situações de risco.

A orientação é que crianças e adolescentes sejam incentivados a relatar qualquer abordagem inadequada, tanto no ambiente virtual quanto no convívio presencial.

Para a Polícia Federal, a informação e o acompanhamento familiar continuam sendo ferramentas essenciais no enfrentamento desse tipo de crime, considerado um dos mais graves por atingir diretamente a dignidade e o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Operação Oncojuris

Fraude milionária envolvia ex-servidor, donos de farmácias e candidato a vereador

Esquema manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos

23/04/2026 17h20

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina

Delegada titular do Dracco, Ana Claudia Medina Foto: Marcelo Victor/ Correio do Estado

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Guilherme de Oliveira Neto, Luiz Henrique Marino, Reginaldo Pereira dos Santos, Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada presos na manhã desta quinta-feira (23) no âmbito da 'Operação Oncojuris' são apontados como integrantes de um esquema criminoso que teria causado prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos do Estado.

Segundo apurado pela polícia, os cinco exerciam diferentes funções no esquema que manipulava decisões judiciais para compra de medicamentos e desviava recursos públicos por meio de pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem qualquer capacidade financeira ou estoque. O grupo ingressava em ações judiciais como parte interessada, oferecendo medicamentos com valores muito abaixo do Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).

As investigações começaram há sete meses após o Núcleo de Atendimento à Saúde (Nas) identificar um padrão considerado atípico em decisões sobre a compra de medicamentos, inclusive para tratamento de câncer.

Outro ponto crítico revelado pela investigação é que os medicamentos, em muitos casos, eram importados de forma irregular, sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias mínimas de segurança, colocando em risco pacientes, especialmente aqueles em tratamento oncológico.

Donos de farmácias, Luiz Henrique Marino e Reginaldo Pereira dos Santos são investigados por atuar como empresários locais, fornecer orçamentos e participar diretamente da execução financeira das fraudes.

Ex-servidor público, Guilherme de Oliveira Neto e Victor Guilherme Lezo Rodrigues e Altair Penha Malhada, estes advogados, são investigados por compor o chamado "núcleo jurídico" do esquema, responsável por viabilizar as decisões que autorizavam o bloqueio de verbas públicas.

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados em diferentes regiões do país. Entre os cinco mandados de prisão expedidos em Mato Grosso do Sul, apenas  Luiz Henrique Marino foi preso em Ribas do Rio Pardo. Os demais foram detidos em Campo Grande.  

Operação

Exonerado em junho de 2025, Guilherme de Oliveira Neto trabalhava na Secretaria de Estado de Saúde apontado como uma das peças de articulação interna do esquema. A apuração aponta ele como um dos que direcionavam os orçamentos de empresas específicas para subsidiar decisões judiciais.

Reginaldo Pereira dos Santos aparece como responsável por empresas como a Medic Import, além da Drogaria Vitória, localizada na Avenida Ernesto Geisel. Conforme as investigações, as empresas atuariam fornecendo orçamentos e, posteriormente, recebiam os valores liberados judicialmente.

Conhecido como "Henrique da Farmácia", Luiz Henrique Marino, foi candidato a vereador em Ribas do Rio Pardo em 2024 pelo PL, obteve 381 votos e não se elegeu. 

Segundo as autoridades, após a liberação dos recursos, grande parte dos valores era desviada por meio de cobranças de taxas de serviço ou assessoria, que podiam ultrapassar 70% do total repassado. Apenas uma pequena fração era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos.

Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente R$ 78 milhões, afirmou o superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar.

As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos desviados.

A deflagração da Operação Oncojuris, foi conduzida pela Receita Federal em conjunto com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado.

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