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Desmonte da Embrapa no Estado é ampliado com risco de demissões

Unidade do Pantanal está sob ameaça de ser fechada e em Dourados já houve perda de uma fazenda experimental

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Unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em Mato Grosso do Sul entraram na mira de uma política definida pela direção da entidade de promover a demissão de pesquisadores e funcionários da autarquia que tenham 75 anos ou mais. 

No Estado, um pesquisador que fica na Embrapa Gado de Corte, em Campo Grande, entrou na lista de demissão compulsória, enquanto em Dourados e Corumbá, que têm funcionários com idade próxima dessa faixa de corte, foi gerada preocupação e instabilidade na condução de pesquisas. 

Desde 2014, não há inserção de novos pesquisadores e técnicos nos quadros das unidades em MS.

Os rumores para um possível fechamento de unidade no Pantanal aumentaram com a determinação da demissão compulsória e falta de perspectiva de contratação, por concurso, de pessoal. 

O centro de pesquisa da autarquia no Estado que mais carece de investimento tanto em pessoal como infraestrutura para conseguir manter-se na ativa e promovendo a condução de pesquisas fica no bioma pantaneiro, em Corumbá.

A definição sobre as demissões aconteceu depois de 30 de outubro, quando houve o segundo turno da eleição e o presidente Jair Bolsonaro (PL) acabou derrotado para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) da unidade da Embrapa Mandioca e Fruticultura de Cruz das Almas (BA) foi o primeiro órgão a manifestar sobre a situação e alertar outras regionais, chegando o comunicado a Campo Grande, Dourados e Corumbá.

Inicialmente, 59 colaboradores da Embrapa no País, que estão com 75 anos ou mais, foram demitidos, incluindo o colaborador de Campo Grande. 

A decisão foi tomada com base na Emenda Constitucional (EC) nº 103/2019, que se refere à reforma da Previdência, aprovada no governo de Jair Bolsonaro.

Os desligamentos foram todos programados para ocorrer no dia 21 de novembro, depois passaram para 29 deste mês.

As determinações foram expedidas de Brasília para serem executadas pelos chefes-gerais das unidades, incluindo a de Campo Grande.

A determinação ocorreu em 9 de novembro e sem previsão para ser revista ou adaptada para o caso de o pesquisador incluído na lista repassar pesquisas em andamento.

“Depois de três anos e quatro meses de um mandato marcado pela tentativa de fechamento de Unidades, desligamento de trabalhadores sem reposição, corte de recursos públicos para o custeio de pesquisas e a implantação de um sistema informatizado a preços inexplicavelmente maiores que os de mercado, a gestão encabeçada por Celso Moretti, atual presidente da Embrapa, tenta agora uma investida final contra os empregados. A empresa, que já teve mais de 10.000 empregados, agora conta com menos de 8.000. Os trabalhadores estão sobrecarregados e existe perseguição a seus representantes sindicais e às respectivas seções do Sinpaf”, comunicou o sindicato da seção de Cruz das Almas, por meio de nota.

As demissões já estavam sendo processadas, de forma administrativa, mas a determinação foi parar na Justiça do Trabalho, que revogou os desligamentos sumários de forma liminar. A decisão foi dada na quarta-feira (23), após recurso do Sinpaf. 

No caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 10 mil por demissão efetivada. O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, de Campo Grande, chegou a receber, nesta semana, um documento de despedida e apontou que a decisão não foi política, mas jurídica. A decisão liminar cabe recurso da direção da autarquia federal.

A situação frágil que as unidades de Mato Grosso do Sul enfrentam foi abordada pelo Correio do Estado no dia 28 de outubro deste ano.

A Embrapa Pantanal, em Corumbá, apresenta condições de desmonte maiores que as outras duas no Estado após ter fechamento de laboratórios, redução de servidores, falta de equipamentos para pesquisas de campo no bioma ao longo dos últimos sete anos.

Com a demissão que a direção em Brasília determinou neste mês, a unidade ficou sob risco de perder mais pesquisadores – ainda não há previsão para que novos servidores sejam contratados para continuidade de pequisas –, como de sementes e plantas existentes no Pantanal e que podem servir de alternativa para geração de renda em comunidades.

Em Dourados, na Embrapa Agropecuária Oeste, não existe laboratório em propriedade rural, foi repassada para outra instituição.

A Embrapa Gado de Corte, na Capital, que tem maior estrutura física em funcionamento, entrou na mira do desmonte com a lista de pesquisadores e servidores a serem demitidos neste mês.

“Nas unidades de Corumbá e Dourados, não há servidores na faixa etária definida para demissões, mas a unidade de Campo Grande tem um pesquisador que seria demitido, mas por conta do desdobramento da ação do Sinpaf Nacional na Justiça do Trabalho, ele pode permanecer. A situação ainda é instável. A liminar obtida para suspender as demissões saiu logo no prazo que as demissões já estavam em curso”, especificou o Sinpaf em Mato Grosso do Sul, a partir de comunicado encaminhado ao Correio do Estado.

OUTRO LADO

Nota oficial da Embrapa sobre as demissões compulsórias diz que a resolução foi reconhecida por decisão judicial.

“No início de novembro de 2022, foi proferida nova decisão judicial, na qual foi reconhecida a regularidade da Resolução 218 do Conselho de Administração da Empresa [que trata da aposentadoria compulsória para empregados que já atingiram 75 anos de idade] e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho [de que o empregado público está sujeito à aposentadoria compulsória quando atinge os 75 anos, assim como qualquer outro empregado regido pela CLT e também os servidores ocupantes de cargos públicos]”, informou.

A diretoria-executiva negou perseguição política.

 “São falsas as afirmações que atribuam qualquer outro motivo ao desligamento, como motivações políticas resultantes do processo eleitoral ou, ainda, que o desligamento está sendo realizado de forma urgente com o intuito de prejudicar os trabalhadores, inclusive porque os empregados contribuem de modo significativo para que a Embrapa cumpra sua missão de gerar soluções para a agricultura brasileira”.

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Educação

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu. Bolsas são de R$ 1.050 mensais

20/09/2026 18h50

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Mudança no Tempo

Frente fria chega a MS com ventos acima de 70 km/h, granizo e queda de temperatura

Sistema começa a avançar pelo sul do Estado na noite de segunda-feira; meteorologista alerta para chuva forte, muitos raios e risco de enchentes e inundações.

20/09/2026 18h29

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul.

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Uma frente fria que começa a avançar sobre Mato Grosso do Sul na noite desta segunda-feira (21) deve provocar uma mudança brusca no tempo, com queda nas temperaturas e risco de temporais em diferentes regiões do Estado.

O alerta é do meteorologista Natálio Abrão e é reforçado pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que apontam condições para chuva forte, rajadas de vento, grande incidência de raios e possibilidade de granizo.

O sistema deve entrar inicialmente pelo sul de Mato Grosso do Sul e avançar gradualmente para as regiões central, leste e sudoeste.

Entre os municípios apontados com maior risco estão Campo Grande, Amambai, Paranhos, Naviraí, Ponta Porã, Dourados, Ivinhema, Bataguassu, Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia e Campo Grande.

 “Atenção para alerta forte. A frente fria atinge o sul do Estado a partir da noite desta segunda-feira, com rajadas de vento acima de 70 km/h”, alerta Natálio.

Além das tempestades, a passagem da frente fria deve provocar queda significativa das temperaturas em Campo Grande.

Na segunda-feira, os termômetros devem variar entre 21°C e 32°C. Na terça-feira (22), durante o avanço do sistema, a mínima cai para 16°C, enquanto a máxima fica em torno dos 25°C. Na quarta-feira (23), a previsão indica temperaturas entre 19°C e 26°C.

Apesar do cenário de alerta, os dados são previsões meteorológicas e podem sofrer alterações ao longo dos próximos dias.

A intensidade das chuvas, a velocidade das rajadas de vento e até mesmo as temperaturas podem variar conforme o deslocamento e o comportamento da frente fria sobre Mato Grosso do Sul.

Por isso, os boletins e avisos são atualizados à medida que novas informações são registradas.

A mudança representa uma queda de aproximadamente 7°C na temperatura máxima entre segunda e terça-feira, justamente no período em que a frente fria deverá avançar sobre a região central do Estado.

Na terça-feira, a instabilidade deve ganhar força sobre outras áreas de Mato Grosso do Sul. Conforme Natálio, são esperadas pancadas de chuva de forte intensidade, acompanhadas de trovoadas, grande quantidade de descargas elétricas, ventos fortes e possibilidade de granizo.

Campo Grande está entre as cidades que exigem atenção durante a passagem do sistema. A previsão é de que a instabilidade permaneça durante terça e quarta-feira, antes de avançar em direção às regiões norte e nordeste do Estado.

Alerta para enchentes

O período considerado mais preocupante pelo meteorologista começa na noite de terça-feira e segue até a manhã de quinta-feira (24). Natálio aponta alto nível de atenção para a possibilidade de enchentes e inundações, além de danos estruturais provocados pelas tempestades.

A combinação de chuva intensa em curto intervalo de tempo, rajadas de vento e elevada incidência de raios pode provocar transtornos principalmente nas áreas urbanas mais vulneráveis a alagamentos.

Com ventos que podem superar os 70 km/h, também há risco de queda de árvores, galhos e danos em estruturas mais frágeis. A possibilidade de granizo amplia o potencial de prejuízos durante os episódios mais intensos.

A instabilidade também deve alcançar municípios das regiões leste e do Pantanal conforme a frente fria avança por Mato Grosso do Sul.

Segundo o Inmet, o sistema favorece a ocorrência de tempestades no Estado, com ventos intensos e possibilidade de granizo. A intensidade e a localização dos temporais podem variar conforme o deslocamento da frente fria.

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