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Fim

Despedida: Anatel vai dar fim aos últimos 106 orelhões de MS

Ao todo, 56 aparelhos ainda estão ativos e 50 já estão inativos

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai "aposentar" os últimos 106 telefones telefones de uso público (TUP), popularmente conhecidos como"orelhões" existentes em Mato Grosso do Sul.

A retirada faz parte do processo de extinção gradual do serviço de telefonia fixa no país e deve ser concluída até o fim de 2028, prazo final definido nos novos contratos do setor.

De acordo com dados da Anatel, dos 106 orelhões instalados no Estado, 56 ainda estão ativos e 50 já estão inativos.

Os aparelhos estão distribuídos pelas 79 cidades sul-mato-grossenses e são operados por três concessionárias: Algar, com 10 orelhões (7 ativos e 3 inativos); Claro, com 33 (21 ativos e 12 inativos); e Oi, responsável por 63 equipamentos (32 ativos e 31 inativos).

A retirada dos aparelhos ocorre após o fim das concessões da telefonia fixa, que vigoravam desde 1998 e se encerraram em dezembro de 2025. Com a mudança do modelo de concessão para autorizações de serviço, em regime privado, ficou definida a descontinuidade dos telefones públicos dentro do plano de universalização do acesso à telefonia no Brasil.

Segundo a Anatel, a extinção não será imediata em todo o país. Desde janeiro, já começou a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões remanescentes serão mantidos apenas em localidades sem cobertura de telefonia móvel, mesmo assim, somente até 31 de dezembro de 2028.

Lembrança 

Natural de Naviraí, Elza da Silva, de 64 anos, disse ao Correio do Estado que em "tempos áureos", o charme do equipamento consistia em enfrentar as longas filas de espera por um telefonema. Vivendo em Campo Grande desde 1984, ela ligava um dia antes para uma vizinha da família, com a missão de mandar notícias à falecida mãe.

Elza da Silva, vendedora ambulante Elza da Silva, vendedora ambulante / Foto: Alison Silva

"Ligava muito para minha família, não existiam muitos orelhões naquela época. Era uma dificuldade, porque minha mãe não tinha telefone em casa, então eu ligava para a casa da vizinha no dia anterior e avisava ela a hora que ligaria, e só no dia seguinte falávamos", destacou a vendedora de pipocas da Praça Ary Coelho. 

A mística daquele tempo, segundo ela, era se apegar as fichas, que se assemelhavam a pequenas moedas, período em que uma ligação intermunicipal custava cerca de seis créditos. "A gente tinha que ficar atento, era falar o essencial e sempre reabastecer o orelhão, caso contrário a ligação caía", disse a ambulante. Foto: Anatel 

Término

Criados em 1972, os orelhões marcaram época no Brasil. O design conhecido dos brasileiros é assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, chinesa radicada no país. No auge, a rede chegou a contar com mais de 1,5 milhão de terminais espalhados pelo território nacional, mantidos pelas concessionárias como contrapartida obrigatória do serviço de telefonia fixa.

Atualmente, o Brasil ainda possui cerca de 38 mil orelhões. A redução acelerada se intensificou com o encerramento das concessões das cinco empresas responsáveis pela operação dos aparelhos. Um dos fatores que aumentaram a complexidade da transição foi a crise financeira da OI, que enfrenta dificuldades desde 2016 e tem processo de falência em andamento.

Em nota, a Anatel informou que as empresas assumiram o compromisso de manter a oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz, inclusive por meio de novas tecnologias, em localidades onde forem as únicas prestadoras pelos próximos dois anos.

Além disso, as operadoras se comprometeram a investir em infraestrutura, como implantação de fibra óptica, ampliação da telefonia móvel com tecnologia mínima 4G, instalação de antenas em áreas sem cobertura, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

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Nesta segunda-feira

Com Freddie Mercury e estátua de Wagner Moura, Capivara Blasé reúne 15 mil foliões

De acordo com a Guarda Civil Metropolitana, 50 mil pessoas curtiram folia na esplanada ferroviária no último final de semana

16/02/2026 19h15

Guarda Metropolitana estima que 15 foliões estejam na Esplanada Ferroviária nesta segunda-feira

Guarda Metropolitana estima que 15 foliões estejam na Esplanada Ferroviária nesta segunda-feira Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Nem a chuva repentina desta segunda-feira de Carnaval foi capaz de esfriar a animação na Esplanada Ferroviária, que recebeu diversas famílias e foliões fantasiados de Freddie Mercury, Pantera Cor-de-Rosa e até mesmo uma estátua do ator Wagner Moura, vencedor do Globo de Ouro e indicado ao Oscar.

O espaço que segunda a Guarda Metropolitana recebeu cerca de 50 mil foliões entre sexta-feira e domingo, e deve receber outras 15 mil pessoas ainda nesta noite.

Quem começou a semana na farra garantiu que o Carnaval 2026 da Capital tem sido, de modo geral, bastante seguro e com espaço para todo tipo de folião.

“Com chuva ou sem chuva, a gente vai ficar aqui de qualquer jeito. Sexta e sábado eu fui bem demais, fiquei por aqui até às 7h da manhã. Domingo eu dei uma descansada e hoje eu vou até a hora que acabar. No geral, o carnaval de Campo Grande está bom, nota 10 sempre. Só saio daqui quando a polícia me mandar embora (risos)”, destacou o cientista de dados Hugo César, de 28 anos, entusiasta da Pantera Cor-de-Rosa.

Guarda Metropolitana estima que 15 foliões estejam na Esplanada Ferroviária nesta segunda-feira Eduardo Ferreira ao lado da amiga Thaisa Maluf  / Foto: Gerson Oliveira 

Há duas semanas em ritmo de festa, o pesquisador acadêmico na área da saúde Eduardo Ferreira, de 47 anos, garantiu que nem a intensa pancada de chuva entre o fim da tarde e o início da noite conseguiu afastar o bloco da rua.

“A chuva rápida não atrapalhou em nada. Mostrou o que tinha que mostrar, escondeu o que tinha que esconder e nossa noite ainda promete”, disse.

Para ele, a folia campo-grandense tem melhorado ao longo dos anos. “O carnaval de Campo Grande tem melhorado, me sinto seguro, inclusive hoje ‘eu tô com o diabo’”, destacou Eduardo. Inimigo do fim, acrescentou que vai até o encerramento da festa nesta segunda-feira.

Guarda Metropolitana estima que 15 foliões estejam na Esplanada Ferroviária nesta segunda-feira Lilian Veron ao lado das amigas Debora Bordin e Eliane Nobre/ Foto: Gerson Oliveira - Correio do Estado 

Para a jornalista Lilian Veron Garcia, 43 anos, a esplanada foi palco para uma homenagem a Wagner Moura, vencedor do Oscar, representado por uma estátua quase em tamanho real.

“Escolhemos o Wagner Moura porque achamos que ele é um grande ator brasileiro e hoje vamos entregar o Oscar para ele”, destacou ao Correio do Estado. Para ela, o carnaval de rua deste ano tem sido lindo e poderia se estender além da meia-noite. “Tem sido lindo. Na dispersão acontecem algumas confusões, e isso acaba quebrando um pouco o ritmo dos jovens que querem ficar mais. Mas, no geral, está tudo muito lindo e bem organizado”, frisou.

Guarda Metropolitana estima que 15 foliões estejam na Esplanada Ferroviária nesta segunda-feira Vitória Insabraude e a amiga Vitória Nantes / Foto: Gerson Oliveira

Em homenagem ao “Freddie Mercury Prateado”, a estudante Vitória Insabraude, de 20 anos, foi para o bloquinho caracterizada com visual prateado. Em seu terceiro dia de festa, disse ao Correio do Estado que a ideia da fantasia surgiu em uma conversa entre amigos.

“Decidimos juntos, em uma conversa em que todos estávamos bêbados, que viríamos de Freddie Mercury Prateado”, contou. Para ela, a folia deste ano está muito bem organizada. “Dá para beber e curtir. Todo mundo está bastante respeitoso, mas, como tudo que é bom acaba, hoje é meu último dia. Estou encerrando hoje (risos)”, declarou.

Guarda Metropolitana estima que 15 foliões estejam na Esplanada Ferroviária nesta segunda-feira Aline Rocha (à direita) ao lado da filha Amanda Rocha e a amiga Larissa Viegas 

Professora e psicóloga, Aline Rocha, 40 anos, foi à esplanada somente nesta segunda-feira, exclusivamente para curtir com a filha Amanda, de 14 anos. “Só viemos hoje, e está ótimo. Minha intenção é mostrar para minha filha um carnaval sadio e que possa ser aproveitado por todo mundo. O carnaval campo-grandense está melhor do que há alguns anos, mais seguro para os foliões”, afirmou.

Atração da noite, o cantor Silveira, de 37 anos, destacou a organização do evento e afirmou que, com chuva ou sem chuva, a música seguiria em alto e bom som.

“A organização está excelente. Alguns pontos destoam de forma isolada, como casos de assédio e homofobia, mas o diferencial é estar preparado para combater essas atitudes. Com chuva ou sem, vamos cantar”, finalizou o corumbaense, que vive há 20 anos na Capital.

Com diversos bloquinhos desde o dia 7 de fevereiro, o carnaval de rua de Campo Grande segue com programação até o próximo dia 21.

Programação

17 de fevereiro

  • 15h – Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h – Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h – Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

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ATENÇÃO, PASSAGEIROS

Horário especial do transporte coletivo na Capital segue até a quarta-feira de cinzas

Durante o Carnaval, os ônibus terão trajetos específicos para atender as demandas

16/02/2026 18h04

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) iniciou nesta segunda-feira (16) a Operação Carnaval 2026, com um esquema especial dos transportes públicos até a quarta-feira de cinzas, dia 18 de fevereiro.

O planejamento para este período é voltado tanto ao atendimento da demanda das indústrias quanto ao fluxo de foliões durante o Carnaval.

Funcionamento dos ônibus

Plano Funcional “Especial”

As linhas 244, 322, 417, 418, 419, 422, 424 e 426 atenderão conforme a necessidade das indústrias.

As demais linhas operarão de acordo com o Plano Especial, conforme Ordem de Serviço.

Itinerários especiais

Durante o Carnaval, os transportes públicos terão trajetos específicos, passando pelos principais pontos de concentração, com circulação entre a Praça Ary Coelho e a Praça do Papa.

O trajeto que parte da Praça Ary Coelho até a Praça do Papa é o seguinte:

Rua 13 de Maio (Peg Fácil) → Rua 13 de Maio → Rua 7 de Setembro → Rua Rui Barbosa → Rua Maracaju → Avenida Presidente Ernesto Geisel → Rua Marechal Rondon → Avenida Júlio de Castilho → Avenida Presidente Vargas → Rua Zákia Nahas Siufi.

Já o caminho contrário, ou seja, partindo da Praça do Papa para a Praça Ary Coelho será:

Rua Zákia Nahas Siufi → Avenida dos Crisântemos → Avenida Júlio de Castilho → Rua Marechal Rondon → Rua 13 de Maio → Rua 13 de Maio (Peg Fácil).

Veículos reserva

Nesta segunda-feira, três veículos ficaram à disposição na reserva dos terminais para atender as demandas, além dos dois já habituais, totalizando cinco ônibus disponíveis para atendimento de eventual aumento de demanda no período das 5h às 19h30.

Monitoramento e ajustes operacionais

De acordo com a Prefeitura de Campo Grande, o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação, deverá acompanhar o desempenho das linhas e, se necessário ou por determinação da fiscalização do Agetran, realizar ajustes operacionais após os horários de pico, sendo estes:

  • 04h40 às 08h30
  • 10h30 às 13h30
  • 16h às 18h30

Os ajustes serão realizados exclusivamente para ampliação da oferta de veículos, conforme a demanda observada.

A fiscalização e o acompanhamento do serviço serão feitos pela Agetran, garantindo segurança, organização e eficiência no transporte coletivo durante o período carnavalesco.

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