Cidades

Saúde da mulher

Desvendando a maternidade: I Encontro com Gestantes de 2024 aborda parto, amamentação e cuidados

Curso gratuito acontecerá nos dias 4,6,7 e 8 de março com dicas também de mala maternidade, anestesia e outros temas

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Os cursos preparatórios para gestantes e seus parceiros pretendem diminuir dúvidas e humanizar o atendimento, contrapondo-se ao pré-natal, considerado impessoal e muito técnico. Em Campo Grande, o programa 'Encontro com Gestantes da Unimed' tem como objetivo proporcionar experiência positiva, ativa e consciente da gestação e do parto. 

Com o objetivo de esclarecer temas que envolvem a maternagem e todo o cuidado pré e pós-parto, a Unimed Campo Grande promove a primeira edição do Encontro em 2024, que ocorrerá nos dias 4, 6, 7 e 8 de março. Dúvidas e mitos serão esclarecidos por profissionais especializados.

Cabe destacar que o evento gratuito é direcionado a gestantes e suas redes de apoio, com o objetivo de oferecer conhecimentos práticos e desmistificar questões relacionadas à maternidade, pré e pós-parto. A iniciativa visa humanizar o atendimento, contrastando com a percepção de que o pré-natal é impessoal e excessivamente técnico.

Nesta 79ª edição, profissionais especializados, como a médica obstetra Dra. Rubia Borges Loureira e a pediatra Dra. Hemilene Lucas Mendes de Lima, abordarão temas como escolha da via de parto, recepção do recém-nascido, analgesia de parto, cuidados iniciais com o bebê e muito mais. A programação inclui também a palestra "Montando a Mala da Maternidade", atendendo a uma preocupação frequente das futuras mães.

“O público é formado, em sua maioria, por pais de primeira viagem, jovens, e com dúvidas, por exemplo, com a amamentação, privação do sono, falta de rede de apoio e o papel do pai”, explica a obstetra, Rubia Borges.

“É uma fase de muita ansiedade e muitas informações, nem todas corretas. Por isso, nas palestras, procuro ensinar os pais e mães sobre o manejo do seu bebê, por meio de uma linguagem didática e de fácil compreensão, colocando exemplos do dia a dia com muita interação com o público. Procuramos mostrar as diferentes formas de agir, de acordo com cada fase de desenvolvimento do bebê", pontua a pediatra, Hemilene.

Por fim, a enfermeira Alessandra Silva, responsável pela Linha de Cuidado Gestante do Programa Viver Bem da cooperativa, destaca a importância do encontro como uma oportunidade única para trocar experiências e esclarecer dúvidas com base nas demandas reais das gestantes.

“Como montar a mala de maternidade, foi um assunto inserido pois traz preocupações para as futuras mamães. Teremos muita informação de valor”, acrescenta Alessandra. 

Inscrições

As inscrições para o evento, que ocorrerá no auditório da Unimed Campo Grande às 19h, podem ser realizadas pelo link unimed.me/051/encontro-gestantes1.

O evento é parte do movimento "Jeito de Cuidar Unimed", que busca conectar todos na cooperativa em torno do cuidado, definindo um novo padrão de atenção à saúde e bem-estar, proporcionando uma experiência positiva e única aos beneficiários, clientes e à comunidade em geral.

Confira a programação

DIA 4

19h - Escolha da via de parto
Dra. Rubia Borges, Ginecologista e obstetra

20h - Anestesia no parto
Dr. Rodrigo Laudo, Anestesiologista
 
DIA 6

19h - Conhecendo seu bebê
Dra. Hemilene Mendes, Pediatra

20h - Primeiros socorros em bebês
SOS Unimed
 
DIA 7

19h - Montando a mala da maternidade 

20h - Amamentação 
Suzana Bahmad, Enfermeira e Consultora em Amamentação
 
DIA 8 

19h - Primeiros cuidados com o bebê
Suzana Bahmad, Enfermeira e Consultora em Amamentação


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Mobilidade

Transporte público terá operação especial no aniversário de Campo Grande

Medida busca adequar a oferta de ônibus à movimentação do feriado

25/08/2026 18h15

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) preparou um plano operacional especial para o transporte público nesta quarta-feira (26), feriado em comemoração aos 127 anos de Campo Grande.

De acordo com o planejamento, as linhas do transporte coletivo irão operar conforme o Plano Funcional de Domingos e Feriados, medida que busca adequar a oferta de ônibus à movimentação esperada na Capital durante a programação especial. 

As linhas 080, 081, 515 e 522, no entanto, funcionarão com o Plano Operacional de Sábado. Já a linha 234 seguirá a programação rotineira. 

A prefeitura disponibilizará dois veículos na reserva com tripulação nos terminais Guaicurus, Morenão, Bandeirantes, Aero Rancho, Júlio de Castilho, General Osório, Nova Bahia e Hércules Maymone. A estrutura estará disponível das 5h às 19h para atender eventuais necessidades durante a operação.

Serão mantidos cinco veículos reserva, com tripulação, na Praça do Rádio Clube, das 11h às 13h, período de maior movimentação previsto no local.

O Consórcio Guaicurus deverá acompanhar a operação das linhas e, quando necessário ou mediante determinação da fiscalização da Agetran, realizar ajustes após os horários de pico. Os períodos considerados são das 5h30 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30. As adequações ficarão limitadas ao aumento da oferta de veículos para atender à demanda.

A Agetran também fará o acompanhamento da operação em tempo real, com possibilidade de ajustes ao longo do dia. A medida tem como objetivo garantir maior agilidade e eficiência no transporte coletivo durante o feriado e os eventos que integram a programação dos 127 anos de Campo Grande.

Erro Médico

Mulher trata HIV por oito anos sem ter o vírus em Campo Grande

TJMS manteve condenação da Prefeitura de Campo Grande ao pagamento de R$ 50 mil; documentos médicos indicaram que a paciente nunca foi portadora do vírus

25/08/2026 18h01

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV.

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul manteve indenização de R$ 50 mil a mulher que passou oito anos em tratamento após falso diagnóstico de HIV. Foto: Divulgação TJMS.

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Uma mulher submetida durante aproximadamente oito anos a tratamento contínuo contra o HIV descobriu que jamais esteve infectada pelo vírus. O caso, iniciado com um diagnóstico positivo realizado em 2016 na rede pública de saúde de Campo Grande, terminou com a manutenção de uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

A decisão foi proferida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que rejeitou por unanimidade o recurso apresentado pelo município. O colegiado confirmou a sentença da 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos da Capital.

De acordo com o processo, a paciente recebeu o diagnóstico de HIV em 2016 e, desde então, passou a seguir o tratamento indicado pelos profissionais da rede municipal.

Durante os anos seguintes, fez uso contínuo de medicamentos antirretrovirais, acreditando ser portadora de uma infecção crônica e ainda cercada por forte estigma social.

A situação começou a ser esclarecida somente em 2024, quando um novo exame apresentou resultado não reagente.

A própria equipe de saúde passou a registrar a possibilidade de falso positivo no diagnóstico inicial. Posteriormente, um documento médico atestou que a mulher nunca havia sido infectada pelo HIV.

Oito anos convivendo com um diagnóstico equivocado

Ao analisar o caso, o Tribunal considerou que o dano não se limitou à informação incorreta recebida em 2016. Para os desembargadores, a falha também esteve na manutenção do diagnóstico e do tratamento durante cerca de oito anos, sem que a condição da paciente fosse devidamente confirmada.

Nesse período, a mulher permaneceu exposta a medicamentos considerados potencialmente tóxicos e às consequências emocionais de acreditar que possuía uma doença incurável.

O acórdão destacou ainda o impacto psicológico e social associado ao HIV, condição que, apesar dos avanços da medicina, continua sendo alvo de preconceito e desinformação.

No recurso, a Prefeitura de Campo Grande sustentou que não houve falha na prestação do serviço público.

O município argumentou que os exames poderiam apresentar limitações científicas e que a responsabilização dependeria da comprovação de culpa dos profissionais envolvidos. Também pediu, alternativamente, a redução do valor da indenização.

As alegações não foram acolhidas. Segundo o relator, desembargador Alexandre Raslan, o município não apresentou prova técnica capaz de demonstrar que o resultado não reagente, ou seja, negativo para a presença do HIV, obtido em 2024 seria compatível com uma infecção verdadeira diagnosticada oito anos antes.

Também não comprovou que o erro teria decorrido de uma limitação científica inevitável.

Ainda que o primeiro resultado positivo pudesse ser atribuído a uma eventual falha do método de testagem, o Tribunal entendeu que essa possibilidade não explicaria a continuidade do diagnóstico equivocado e da medicação por um período tão prolongado.

Responsabilidade do poder público

O julgamento reconheceu a responsabilidade objetiva do município porque o diagnóstico, a prescrição e o fornecimento dos medicamentos decorreram de ações praticadas por agentes públicos.

Nesses casos, conforme prevê a Constituição Federal, não é necessário demonstrar individualmente a culpa de cada profissional, desde que estejam comprovados o dano e a relação entre a atuação estatal e o prejuízo sofrido.

Para os magistrados, não houve culpa da paciente nem qualquer acontecimento externo capaz de afastar a responsabilidade da administração municipal. A mulher apenas seguiu as orientações médicas que recebeu e cumpriu durante anos o tratamento estabelecido pela própria rede pública.

O valor de R$ 50 mil foi mantido por ser considerado proporcional à gravidade do dano, ao sofrimento provocado e aos cerca de oito anos de tratamento desnecessário, além de cumprir a função pedagógica de evitar falhas semelhantes na rede pública de saúde.

A decisão foi publicada no Diário da Justiça de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (25). Embora a condenação tenha sido mantida pelo TJMS, ainda podem ser apresentados recursos às instâncias superiores, dentro dos prazos previstos em lei.

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