Cidades

Campo Grande

Detentos são transferidos do Presídio de Trânsito e provocam tumulto na Capital

Também houve pente-fino e Batalhão de Choque ajudou na contenção dos presos

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Detentos do Presídio de Trânsito de Campo Grande (Ptran) foram transferidos para outras unidades penais do Estado na tarde de hoje. Durante operação, que também contou com pente-fino, alguns presos resistiram a ação e precisaram ser contidos. 

De acordo com a Agência Estadual de Administração do Sistema Peninteciário (Agepen), grupo de policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar auxiliou os trabalhos, atuando na contenção dos presos. Situação foi controlada no local antes que se instalasse o motim.

Inspeções foram realizadas por agentes penitenciários e alunos do curso de formação para ingressarem na carreira em oito celas do pavilhão 2. Foram apreendidos dois celulares e 100 gramas de cocaína.

Agepen informou que transferências foram feitas atendendo a “demandas administrativas”. Presidente da Agepen, Aiton Stropa, informou que ação no Ptran teve como objetivo manutenção da ordem e segurança.

“É um trabalho constante de vistorias e movimentações, que executamos de maneira pontual e rotineira”, disse.

Não foram informados os nomes dos presos transferidos nem as unidades de destino.  

preso desde 2013

Maníaco da Cruz será interrogado nesta terça por jogar urina em policial

Dyonathan Celestrino está preso desde 2013, acusado de uma série de assassinatos, e tem comportamento recorrente de desobediência na cadeia

27/04/2026 10h00

Dyonathan Celestrino em audiência realizada em dezembro de 2025

Dyonathan Celestrino em audiência realizada em dezembro de 2025 Foto: Reprodução

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Dyonathan Celestrino, de 34 anos, conhecido como Maníaco da Cruz, responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, passará por audiência, onde será interrogado, nesta terça-feira (28). A audiência é referente ao processo que ele responde por resistência mediante violência ou ameaça, por ter se recusado a voltar para a cela e jogar uma garrafa com urina em um policial penal.

Conforme reportagem do Correio do Estado, o caso aconteceu em setembro de 2024, quando Dyonathan estava no solário do Instituto Penal de Campo Grande, onde está preso desde 2013, e, depois de expirado o horário de banho de sol, um policial penal solicitou que ele retornasse à cela.

O Maníaco da Cruz se negou a obedecer a ordem e resistiu, tendo sido necessário o uso de escudo por parte dos funcionários do Instituto Penal para conter o detento.

Neste momento, Dyonathan se tornou agressivo e arremessou urina, que estava armazenada em uma garrafa pet, contra o policial penal, que foi atingido no corpo e no olho direito.

O policial relatou que tal comportamento por parte do denunciado é recorrente, sendo comum a prática de agressões e o arremesso de dejetos biológicos contra os servidores.

Denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e uma primeira audiência de instrução, com participação do acusado, foi realizada no dia 1º de dezembro de 2025. Na ocasião, a defesa discordou dos termos da denúncia e afirmou a improcedência da inicial acusatória, mas se reservou ao direito de adentrar com profundidade no mérito da causa ao final da instrução criminal em alegações finais.

A juíza recebeu a denúncia e designou audiência de instrução em continuidade para o dia 28 de abril de 2026, onde será realizada a oitiva das testemunhas e interrogatório do Maníaco da Cruz.

Recorrente

A conduta do preso é recorrente, no sentido de agredir e atirar dejetos biológicos contra os servidores.

No dia 27 de setembro de 2023, conforme noticiou o Correio do Estado, ele agrediu um policial penal e ameaçou de morte outros agentes após o banho de sol.

Na ocasião, Dyonathan estava no solário de cela especial e, durante o procedimento de fechamento da ala, ele estava alterado e se recusou a voltar para sua cela, se jogando ao solo e contra as paredes, gritando que mataria os policiais penais.

Equipe de resistência foi acionada para ajudar a conter o preso, ma ele continuou demonstrando resistência, desferindo socos e pontapés. Um dos policiais foi atingido por socos no rosto. 

Internação em presídio

Dyonathan Celestrino é responsável por uma série de assassinatos em Rio Brilhante, em 2008, e desafia o sistema penitenciário. Isto porque ele segue internado na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) por falta de um ambiente adequado ao seu quadro de psicopatia.  

A pena de internação pelos crimes cometidos em 2008, quando ainda era adolescente, já foi cumprida entre os anos de 2008 e 2011. Ele atingiu a maioridade penal, de 21 anos, em 2013, quando deveria ter sido solto, mas devido à impossibilidade de reintegração à sociedade e a falta de vagas em hospitais de custódia, segue no Instituto Penal.

Dyonathan é avaliado regularmente por perícia médica, para constatar se há a cessação de periculosidade ou permanência, tendo laudos apontando que ele continua com transtornos de psicopatia que impedem o convívio social, sendo mantida a medida de segurança de internação.

Os crimes

O serial killer conhecido como Maníaco da Cruz, escolhia as vítimas de forma aleatória, e obrigava que respondessem diversas perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas, tendo seus corpos posicionados em sinal de crucificação.  

A primeira vítima do Maníaco da Cruz foi seu vizinho, o pedreiro Catalino Gardena, de 33 anos, morto no dia 2 de julho de 2008. No julgamento de Dyonathan, Catalino “mereceu” morrer porque era alcoólatra e homossexual.  

A segunda vítima foi Letícia Neves de Oliveira, de 22 anos, foi assassinada no dia 24 de agosto do mesmo ano, por ser LGBTQIAPNA+.

No dia 3 de outubro de 2008, o Maníaco da Cruz fez a terceira vítima, Gleice Kelly da Silva, de 13 anos, encontrada seminua em uma obra, com um bilhete próximo ao corpo citando que “morto não responde aos recados”.

Na época em que foi apreendido, Dyonathan disse que matou as vítimas porque elas não seguiam os preceitos de Deus. O Maníaco da Cruz foi apreendido em sua casa em outubro de 2008, e posteriormente, encaminhado à Unei de Ponta Porã.  

Em 2013, ele fugiu da unidade para o Paraguai, sendo encontrado e preso novamente.  

Há mais de 10 anos ele está submetido a interdição e medida de segurança, o que o mantém como interno na ala de saúde do Instituto Penal de Campo Grande.

VACINAS

Pelo 2º ano consecutivo, Mato Grosso do Sul lidera ranking nacional em cobertura vacinal

Em 2025, o Estado ampliou o acesso à vacinação e manteve indicadores acima das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde

27/04/2026 09h45

Mato Grosso do Sul aplicou mais de 2,5 milhões vacinas em 2025

Mato Grosso do Sul aplicou mais de 2,5 milhões vacinas em 2025 Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), apontou Mato Grosso do Sul como o líder em cobertura vacinal no Brasil. Este é o segundo ano consecutivo que o Estado alcança a nota máxima (100 pontos) e o 1º lugar no indicador de imunizações.

O CLP considera o número de vacinas aplicadas, incluindo primeira, segunda, terceira ou dose única, em relação à população-alvo, evidenciando a capacidade da rede pública de alcançar níveis elevados de proteção coletiva. Mato Grosso do Sul aplicou mais de 2,5 milhões doses em 2025.

Mato Grosso do Sul aplicou mais de 2,5 milhões vacinas em 2025

Em 2025, Mato Grosso do Sul intensificou campanhas, ampliou o acesso à vacinação e manteve indicadores acima das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. 

O "MS Vacina Mais" é a principal estratégia do governo para ampliação das coberturas vacinais. Entre as ações, destacam-se as realizadas em escolas, o programa Aluno Imunizado, uma exigência de declaração de vacinação atualizada em parceria entre as áreas de saúde e educação, além de estratégias voltadas à busca ativa de não vacinados.

Outra medida para ampliar o alcance da vacinação é o "Cuidar de Quem Cuida", uma estratégia voltada à imunização de profissionais de saúde.

Para a coordenadora estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Paula Rezende Goldfinger, o desempenho contínuo está diretamente relacionado à qualificação da gestão e ao monitoramento permanente dos indicadores.

“Trata-se de um resultado sustentado por planejamento técnico, monitoramento sistemático das coberturas vacinais e adoção de estratégias baseadas em evidências. A integração entre Estado e municípios tem sido determinante para ampliar o acesso, reduzir bolsões de não vacinados e garantir homogeneidade nas coberturas”, destacou.

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