Cidades

Depressão

"Dezembrite": conheça a síndrome depressiva de fim de ano que pode afetar qualquer idade

Também conhecida como depressão de fim de ano ou síndrome do fim do ano, a "dezembrite" é um Transtorno Afetivo Sazonal

Continue lendo...

O período de fim de ano é marcado pelas festividades do Natal e Ano Novo, férias ou recesso. O que para muitos é motivo de alegria e celebração, para outros é um momento em que as crises de depressão e ansiedade se tornam mais comuns.

Também conhecida como depressão de fim de ano ou síndrome do fim do ano, a “dezembrite” é classificada pelos profissionais da saúde mental como um Transtorno Afetivo Sazonal (TAS). A “dezembrite”, apesar de considerada como algo passageiro, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir e se tornar um transtorno recorrente, causando sofrimento ao indivíduo.

A psicóloga Keyth Barros, explica que esse é um período que é um período de finalização do ano, onde naturalmente vamos dando conta do final de um ciclo e com isso algumas reflexões passam a nos rondar. 

"Quando conseguimos fazer lá o nosso check list do ano e concluímos que foi um ano produtivo, um ano bom, isso já dá um reforçador positivo. Mas quando a gente faz o contrário, o contraponto disso, que é um ano do qual você chega no final dos dias, do último mês, e a gente se dá conta de que não cumpriu as metas, que muita coisa aconteceu, estava fora do previsto, isso pode desencadear alguns quadros de ansiedade", explica. 

Atualmente a forte influência da mídia social, também influência muito neste período, pois há uma enxurrada de informações que levam a aumentar o pensamento ansioso. 

“Esse movimento de fazer várias reflexões e análises do ano todo acabam muitas vezes prejudicando essa pessoa. Simbolicamente, dezembro é o mês mais ansioso. O mês onde as pessoas querem concluir as demandas. E o risco maior é desencadear tanto para uma crise de ansiedade e até mesmo para um processo depressivo”, pondera a psicóloga.

Mas o que é a “dezembrite”? 

Keyth esclarece que nessa época realmente há momentos de grandes níveis de ansiedade e de depressão, sendo observado também muitos comportamentos relacionados à exaustão emocional ou física. Dezembro é um mês em que os psicólogos e psiquiatras ficam mais atentos, como cuidadores da saúde mental.

“Além de todo o efeito da própria data da finalização, a gente tem toda a questão da simbologia desse mês, porque é um mês muito forte, é um mês carregado de símbolos, tem o Natal, que tem uma questão familiar que muitas vezes vem à tona, tem a questão da finalização do ano que muitas vezes vem à tona. Então é sempre um momento de acolhimento e muita atenção”, observa.

Quais são as principais causas?

Um estudo feito pela International Stress Management Association Brasil (ISMA-BR) revelou que o nível de estresse do brasileiro aumenta cerca de 75% no mês de dezembro. A pesquisa analisou 678 homens e mulheres de 25 a 55 anos e mostrou que, apesar das festividades, sentimentos negativos como angústia, ansiedade e tristeza também se fazem presentes nessa época do ano.

Segundo o Dr. Henrique Bottura, médico psiquiatra e diretor clínico do Instituto de Psiquiatria Paulista, esse tipo de manifestação pode estar relacionado a problemas financeiros, estresse de fim de ano, sobrecarga na organização das festas e, inclusive, ao período de reflexão e nostalgia, típico em situações de fechamento de ciclos.  

Vale lembrar que os últimos anos foram marcados pela pandemia da COVID-19, que causou grande impacto na vida de dezenas de milhares de pessoas ao redor do mundo. É normal então que nessa época de confraternizações as pessoas fiquem mais sentimentais, por isso esse transtorno tem se tornado cada vez mais comum.

“Como o Natal é o período em que as pessoas que se amam buscam estar juntas, aqueles que não mais estão aqui fazem mais falta, ativando um sentimento de tristeza relacionado à perda”, acrescenta o Dr. Bottura.

Quais os principais sintomas do transtorno?

Para a psicóloa Keyth, entre os sinais do corpo, o principal é a exaustão. Nesse final do ano o que mais se percebe nas clínicas é o cansaço mental, físico e emocional dos pacientes.

“Notamos muitos sintomas relacionados a síndrome do pânico, a queixa de crise de ansiedade, a pessoa não dorme, está muito estressada, tem dor de cabeça, dor no estômago. É um período que aumenta muito a procura por profissionais, por médicos”, aponta.

É preciso fazer primeiramente uma análise, se os sintomas são em decorrência de algo físico ou psíquico.

“Questione como que está o meu autocuidado? Como estão as minhas válvulas de escape? Como está a minha autocobrança? Se a gente conseguir diminuir esses pontos, melhoramos os sintomas físicos e conseguimos fazer projeções realistas para o próximo ano, não mais frutos só de desejo”, acrescenta.

Também é importante pensar na questão do sono. “Num quadro instável, elas têm também uma instabilidade no sono, o que contribui para todo o resto. Quando a gente está exausto, temos uma tendência a querer desistir, e muitas vezes não é uma questão de desistência, é uma questão de descansar. Descansa primeiro, descansa a cabeça, o corpo, deixa as coisas se organizarem para que aí você tome outras decisões”.

Quem pode desenvolver a “dezembrite”?

Todos nós estamos sujeitos a desenvolver esse transtorno. Conforme a psicóloga, geralmente são pessoas mais ansiosas ou pessoas que de algum modo têm um processo de autocobrança muito forte. Por entenderem pela sua análise que não conseguiram concluir aquilo que tinha se proposto, essa ansiedade vem muito mais forte. 

“Temos, assim como os ansiosos, as pessoas com uma tendência mais melancólica, que também fazem análise e acabam por concluir que não foi um ano que conseguiu emagrecer, que mudou de emprego, que melhorou a vida”, cita Keyth, como exemplo.

Outra razão que pode ajudar a desenvolver a 'dezembrite', são as metas, os desejos para o próximo ano, que é um movimento que acaba se fazendo como um aspecto de projeção. 

“O que é legal, do ponto de vista do desejo da gente buscar algo melhor para o próximo ano, mas é muito arriscado quando as metas e os sonhos estão muito fora do que a realidade propõe. Então muitas vezes as pessoas se vêem frustradas e acabam condensando tudo. Isso nessa época do ano, porque inevitavelmente o próximo ano vai chegar”, pondera.

Cuidado com os excessos!

Os comportamentos compensatórios, a questão das confusões,  segundo profissional estão muito ligadas a uma forma de dar conta daquilo que está sendo sentindo, como a falta, a frustração etc. 

“Percebemos um aumento de consumos compulsivos, seja de bebida, de comida, de compra, muito para tentar apaziguar aquilo que está dentro que não está organizado. E a gente sabe que isso não é duradouro, é um efeito que, às vezes, é naquele momento, primeiro ele não resolve o problema e segundo que ele acaba piorando porque depois tem todas as consequências desse primeiro ato compulsivo”, pontua.

Busque ajuda e tente entender se isso é fruto de um desejo, ou se isso é fruto de um pensamento compulsivo.

“Se você está comendo, comprando, bebendo, uma questão de eu sei, eu quero, eu tenho controle, ou não, já virou um comportamento compulsivo. Até para que a gente possa tratar esse comportamento para que isso não fique permanente. Porque se a gente não olha para esses sintomas, muitas vezes isso se torna parte da gente”, aconselha.

O que fazer para evitar ou até mesmo prevenir?

Uma vez que a gente já se percebe mais ansioso, mais estressado, ou mais depressivo. A primeira coisa é diminuir a autocobrança.

"Não é possível a gente concluir um ano inteiro em dias do mês, do único mês. Então criar metas claras, fazer pequenas coisas que vão até dar corpo para o próximo ano, para metas que não foram possíveis ser realizadas, poderem ser realizadas no ano seguinte”, orienta a psicóloga. 

Diminuir a autocobrança e buscar algo que traga prazer, “seja um autocuidado, seja numa alimentação, seja estar com a família, mas buscar algum recurso que vai te ajudar a diminuir esse grau de ansiedade, depressão”, analisa Keyth.

Por um 2024 mais saudável

Psicóloga Keith Barros

E como ajuda para o próximo ano? A psicóloga orienta a estabelecer metas mais realistas, coisas que, dos quais realmente dependem primeiramente de quem as está fazendo.

“É importante que a gente tenha metas, é importante ter desejos e tal, mas que sejam realmente fruto de uma análise, que não sejam só pelo desejo de conquistar alguma coisa que de repente nem está ali sobre o escopo da pessoa”, recomenda. 

E diminuir a expectativa. Se o ano anterior não foi um ano tão positivo, você colocou lá 10 metas e não concluiu, coloque menos.

“Diminui, avalie ao longo do ano, se você de fato está conseguindo aquilo que deseja, não deixa lá para o final do ano, para justamente diminuir esses sintomas e não ficar uma coisa recorrente”, orienta.

“Para ajudar essas pessoas a lidarem da melhor forma e não desistirem, inclusive do ano que vem, que está chegando. Como cuidadora de saúde mental, cuidamos muito para que as pessoas tenham um mínimo de qualidade e consigam se organizar para poder projetar um ano bom, que é o ano seguinte. Para poder ter até esperança”, finaliza a psicóloga, Keyth.


Assine o Correio do Estado.

Impasse no Amambaí

Centro POP perto de escola provoca reação de moradores em Campo Grande

Prefeitura pretende ampliar atendimento à população em situação de rua no bairro Amambaí até setembro; comunidade cobra diálogo e medidas de segurança.

12/08/2026 18h39

Unidade onde funciona o Centro POP, no bairro Amambaí, em Campo Grande; instalação do serviço na região provoca preocupação e divide opiniões entre moradores.

Unidade onde funciona o Centro POP, no bairro Amambaí, em Campo Grande; instalação do serviço na região provoca preocupação e divide opiniões entre moradores. Foto: Divulgação.

Continue Lendo...

A instalação de uma nova estrutura do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) no bairro Amambaí abriu um impasse entre a Prefeitura de Campo Grande e moradores da região. Embora reconheçam a importância do serviço de assistência social, comerciantes e famílias questionam a escolha do endereço, a proximidade com uma escola municipal e a falta de diálogo antes da definição do local.

A controvérsia foi discutida em uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (11), com a participação de moradores, do vereador Landmark, da vice-prefeita e secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento, e do chefe da Guarda Civil Metropolitana (GCM), Anderson Gonzaga.

O serviço deverá ser implantado no antigo prédio da Secretaria Municipal de Assistência Social, próximo à Escola Municipal José Rodrigues Benfica e a outros equipamentos públicos.

A proposta envolve não apenas a transferência da unidade, mas também a ampliação do período de funcionamento e dos serviços oferecidos às pessoas em situação de rua.

A mudança está prevista em um acordo firmado entre o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a Prefeitura de Campo Grande. Conforme termo aditivo assinado em 6 de agosto, o Município deverá instalar o Centro POP em um novo espaço físico até 1º de setembro de 2026.

Pelo documento, a unidade deverá funcionar de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, oferecer jantar aos usuários e manter atendimento também aos sábados.

A ampliação busca reforçar a rede de proteção destinada à população em situação de vulnerabilidade, com acolhimento, orientação e encaminhamento para outros serviços públicos.

Moradores cobram participação

Durante a reunião, moradores afirmaram que não foram consultados antes da escolha do imóvel. A principal reivindicação é que a Prefeitura apresente informações mais detalhadas sobre a rotina da unidade, o número estimado de atendimentos e as medidas que serão adotadas para preservar a segurança e a tranquilidade no entorno.

“Não somos jamais contra o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade. Isso é necessário. Mas, do jeito que está sendo imposto no bairro Amambaí, nós, comerciantes e moradores, não fomos sequer ouvidos”, afirmou o morador José Roberto Vieira.

Paulo Cesar Lani também manifestou preocupação com eventuais mudanças na rotina do bairro, principalmente para idosos, famílias e estudantes que frequentam a região.

Os relatos apresentados, contudo, representam receios da comunidade e não indicam, por si só, que a presença da unidade resultará no aumento da criminalidade.

O Centro POP é um equipamento público voltado ao atendimento especializado de pessoas em situação de rua. A unidade oferece serviços como orientação social, apoio para obtenção de documentos, higiene pessoal, alimentação e encaminhamento para políticas de saúde, assistência, trabalho e moradia.

Prefeitura promete base da Guarda

A secretária Camilla Nascimento informou que o prédio já abriga atividades de assistência social há vários anos e que a mudança prevista representa uma ampliação do atendimento existente. Segundo ela, uma base da Guarda Civil Metropolitana deverá ser instalada dentro do próprio Centro POP.

A estrutura seria responsável por reforçar a segurança tanto dos servidores e usuários da unidade quanto dos moradores e comerciantes da região. Ainda não foram apresentados detalhes sobre o número de guardas que atuarão no local nem sobre os horários de funcionamento da base.

O chefe da GCM, Anderson Gonzaga, afirmou que o monitoramento por câmeras será ampliado nas proximidades.

Ele também defendeu a criação de um canal direto de comunicação entre a corporação e a comunidade, para facilitar o registro de ocorrências e o acompanhamento de eventuais problemas.

A implantação coloca a Prefeitura diante do desafio de cumprir o acordo firmado com o MPMS e, ao mesmo tempo, reduzir a resistência dos moradores. A administração municipal tem até 1º de setembro para colocar a nova estrutura em funcionamento.

O vereador Landmark afirmou que buscará acompanhar as providências anunciadas e defendeu que a implantação definitiva seja precedida por medidas concretas de segurança e pela participação da comunidade nas discussões.

Até o momento, não foi informado se a Prefeitura realizará uma nova reunião com os moradores antes da abertura da unidade. Também não foram divulgados a capacidade diária de atendimento do futuro Centro POP, o efetivo previsto para a base da Guarda Municipal e o custo da adaptação do imóvel.

Sob Investigação

Gerente de obras da Agesul foi alvo da Operação Máquinas de Areia

Adriano Kawahata Barreto responde pela Gerência de Obras Viárias do órgão rodoviário do Estado; Ministério Público o aponta como articulador de contratações sem licitação em Três Lagoas.

12/08/2026 18h21

Adriano Barreto durante visita a obra de infraestrutura; empresário morreu nesta quarta-feira (12).

Adriano Barreto durante visita a obra de infraestrutura; empresário morreu nesta quarta-feira (12). Foto: Reprodução.

Continue Lendo...

O engenheiro civil Adriano Kawahata Barreto, gerente de obras viárias da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), foi um dos alvos da Operação Máquinas de Areia no último dia 06 de agosto, que apura fraudes em contratos de locação de máquinas pesadas da Prefeitura de Três Lagoas que somam mais de R$ 100 milhões.

Nomeado em 22 de setembro de 2025 na Agesul, Kawahata ocupa cargo comissionado com remuneração fixa de R$ 24.617,25 e jornada de 40 horas. Na competência de julho de 2026, última disponível para consulta, seu registro constava como ativo.

Ele foi diretor de Infraestrutura em Três Lagoas e assinou, em 2017, a justificativa que permitiu a Três Lagoas aderir a uma ata de registro de preços da Prefeitura de Campo Grande para alugar máquinas pesadas, sem licitação própria. Foi um dos principais contratos avaliados pelo MPMS e que está no olho do furacão da investigação. 

A quebra de sigilo bancário e fiscal, solicitada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apontou 517 depósitos em dinheiro sem origem identificada em suas contas entre 2018 e 2023, somando R$ 762.115,00, com pico de R$ 60.450,00 em dezembro de 2021, quando ele era secretário municipal.

Segundo o MP, "a finalidade incondicional, protagonizada por Adriano Kawahata Barreto e, posteriormente, assumida por Osmar dias Pereira, era, desde o início, a contratação das empresas gêmeas JR Comércios e Serviços Ltda e MS Brasil Comércios e Serviços Ltda, sob o comando empresarial de André Luiz dos Santos, vulgo “Patrola”, algo que não só continuou, como evoluiu, na realidade local, ao longo de praticamente oito anos”, citando que ele era articulador da contratação das empresas.

O pregão que originou aquela ata foi depois anulado pelo Tribunal de Contas. A adesão, segundo o Ministério Público, foi declarada ilegal.

A solução, apresentada como emergencial e temporária, gerou dois contratos assinados no mesmo dia, 22 de dezembro de 2017, que duraram até o fim de 2023 e foram sucedidos por um terceiro, ainda vigente e hoje avaliado em R$ 26,5 milhões.

Os promotores afirmam que a justificativa assinada por ele é genérica e não especifica quais equipamentos faltavam ao município nem qual área seria atendida.

No mesmo ato de adesão, Kawahata foi designado fiscal suplente dos contratos que havia articulado, situação que o Ministério Público descreve como “evidente conflito de interesses”.

Interrogado em janeiro de 2024, ele disse não se recordar se o contrato proibia a terceirização dos serviços e, ao ser confrontado com a cláusula que a vedava expressamente, respondeu que “pode ter sido um erro ou passou batido”.

Quanto aos depósitos encontrados nas contas de Kawahata, os promotores escrevem que não é possível descartar a hipótese de que os depósitos correspondam a pagamento de vantagem indevida. A investigação está em fase preliminar.

A Operacao Máquinas de Areia cumpriu mandados de busca na residência de André Luis dos Santos, o Patrola, Edcarlos Jesus Silva, Augusto César Lima Romualdo, Paulo de Lima Vieira, Paulo Vieira, (filho de Paulo de Lima), Idete Lange, Henrique Canisso Maia, Adriano Kawahata Barreto e Osmar Dias Pereira.

Também esteve nas empresas MS Brasil, JR Comércios, Cerplan Obras e Locações, Cerplan Locação de Máquinas, Lange Locações e Engenex. E a sede da Secretaria de Infraestrutura de Três Lagoas.

Histórico

Em menos de um ano, vários nomes ligados à Agesul cruzaram com operações policiais e processos judiciais, nenhum deles, até aqui, condenado pela Justiça. Rudi Fiorese, ex-diretor-presidente, foi preso preventivamente em maio de 2026 na Operação Buraco Sem Fim, suspeito de comandar fraude de R$ 113 milhões em contratos de tapa-buraco em Campo Grande. 

Felipe Jafar, engenheiro da equipe técnica, foi preso em julho na Operação Gutemberg, que apura desvio de R$ 27 milhões em compras de livros e exonerado em seguida. Ele é réu pelo caso.

Adriano Kawahata Barreto, gerente de Obras Viárias, foi alvo de busca e apreensão em agosto na Operação Máquinas de Areia, apontado pelo Ministério Público como articulador de contratos sem licitação de mais de R$ 100 milhões em Três Lagoas, foi réu por improbidade e investigado pela Polícia Federal. 

Marcos Tadeu Enciso Puga, gerente de Projetos e Orçamentos Viários, responde por organização criminosa em processo da Operação Lama Asfáltica hoje parado no STJ, ao lado do ex-governador André Puccinelli. 

Adriano Trassi, diretor, foi preso em 2018 na Operação Pedra no Caminho, da Lava Jato paulista, e teve a denúncia rejeitada por falha formal do próprio MPF, de acordo com decisão da justiça federal, sem nunca ser julgado no mérito. 

E Gil Márcio Franco, conforme revelado pelo Correio do Estado, atual diretor-presidente, não responde a acusação formal, mas foi responsável por um asfalto que esfarelou dias antes da inauguracao, quando ainda era responsável técnico da empresa Engr Engenharia. 

Kawahata, cita o MP, também é denunciado na Operação Pedras de Toque, da Polícia Federal, que apura fraude em uma licitação de 2017 também em Três Lagoas.

E respondeu por ação de improbidade que tratava da contratação em cadeia da empresa Financial Construtora Industrial para a coleta de lixo em Três Lagoas, entre 2017 e 2019, por meio de sucessivas dispensas de licitação.

A juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda declarou nulos os contratos, firmados, segundo a sentença, sobre uma situação de “emergência fabricada”.

Adriano Kawahata foi absolvido, no dia 09 de setembro de 2025, ao lado de outros dois ex-servidores, por ausência de dolo específico. A sentença, porém, registra ressalva sobre sua conduta.

O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça pedindo a condenação de Kawahata e dos outros dois absolvidos. Sustenta que eles “não foram meros executores, mas agentes essenciais à frustração da licitude do procedimento”.

A Procuradoria de Justiça opinou pelo provimento do recurso em 19 de dezembro de 2025. Até a última peça juntada aos autos, de 28 de janeiro de 2026, a 4ª Câmara Cível não havia julgado.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).