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Dilma empossa quatro novos ministros nesta segunda-feira

Dilma empossa quatro novos ministros nesta segunda-feira

G1

03/02/2014 - 07h18
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A presidente Dilma Rousseff vai dar posse, nesta segunda-feira (3) a quatro ministros que assumem na primeira etapa da reforma ministerial. Aloizio Mercadante tomará posse na Casa Civil, José Henrique Paim vai para Educação, Arthur Chioro, para a Saúde, e Thomas Traumann será empossado na Secretaria de Comunicação Social.

A cerimônia vai ser às 11h no Palácio do Planalto. Parlamentares e outros ministros também vão participar do evento.

As nomeações dos quatro novos ministros e as exonerações dos quatro que deixam os cargos foram publicadas nesta segunda no "Diário Oficial da União".

Dilma Rousseff iniciou na última quinta-feira (30) as mudanças no ministério. Além de substituir ministros que serão candidatos nas eleições de 2014, a presidente também pretende acomodar partidos da base aliada que não estão na Esplanada para garantir o tempo dos aliados na propaganda eleitoral de rádio e televisão. A presidente estuda como incluir legendas como PTB, Pros e PSD e ainda ampliar o espaço do seu principal aliado, PMDB, que reclama por mais pastas na Esplanada.

Trocas
A ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann deixa a pasta para concorrer ao governo do Paraná. Em 2013, em café da manhã com jornalistas, ela já havia dito que teria pedido à Dilma para sair já em janeiro, para poder se dedicar à campanha.

Para sucedê-la, Dilma escolheu Aloizio Mercadante, que além de coordenar os principais projetos do governo terá a missão de fazer a interlocução entre o Palácio do Planalto e a equipe de campanha à reeleição da presidente.

Já para o Ministério da Educação, Dilma optou por uma solução técnica, José Henrique Paim, que vinha exercendo o cargo de secretário-executivo da pasta. Com isso, a presidente pretende manter o estilo da gestão do MEC em projetos como, por exemplo, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A última troca, confirmada somente na sexta-feira, foi na Secretaria de Comunicação Social, de onde sai Helena Chagas para assumir o Porta-Voz da Presidência, Thomas Traumann.

Aloizio Mercadante
Aloizio Mercadante nasceu em Santos (SP), em 13 de maio de 1954. Ele se formou em Economia pela Universidade de São Paulo (USP). O novo chefe da Casa Civil tem mestrado e doutorado na área econômica e é professor licenciado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Estadual de Campinas.

A vida política de Mercadante começou em 1975, quando ele foi presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. Foi ainda presidente da Associação de Professores da PUC-SP e vice-presidente da Associação Nacional de Docentes do Ensino Superior (Andes).

Mercadante é um dos quadros do PT que fez parte da fundação da sigla. Em 1982, foi coordenador de programa de governo e de campanha ao governo de São Paulo. Em 1989, 1994 e 1998, coordenou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, sendo que, em 1994, foi vice na chapa de Lula.

O novo ministro da Casa Civil foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos (entre 1991 e 1995, e entre 1999 e 2003) e senador, entre 2003 e 2010. Nesse período, foi líder de governo, líder do PT e presidente da Comissão de Assuntos Econômicos. Como deputado, participou da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Collor e do Orçamento.

Em 2010, o petista foi candidato ao governo de São Paulo, mas perdeu para o opositor tucano, Geraldo Alckmin. Após a derrota, Mercadante foi convidado, por Dilma Rousseff, a assumir o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

José Henrique Paim
Paim ocupou o cargo de secretário-executivo da pasta desde a gestão de Fernando Haddad, que deixou o ministério em 2012 para concorrer à prefeitura da capital paulista. Paim foi o escolhido como uma solução "técnica" para a sucessão de Mercadante, para dar continuidade aos projetos do antecessor.

O novo ministro da Educação é economista, com pós-graduação na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Gaúcho, ele nasceu em 1966. Paim foi também subsecretário da Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, em 2002. Ele foi presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Paim é réu em uma ação civil pública por suspeita de irregularidades em um convênio de R$ 491 mil com a ONG Central Nacional Democrática, para alfabetizar jovens e adultos, na época em que era presidente do FNDE. Auditores do Tribunal de Contas da União identificaram falhas na prestação de contas, como a falta de documentos que comprovassem os pagamentos. Em 2009, o tribunal aceitou a alegação de Paim de que teria sido induzido ao erro.

Arthur Chioro
Médico concursado da Prefeitura de Santos (SP) desde 1989, Chioro já havia trabalhado no Ministério da Saúde anteriormente. Ele retorna à pasta nove anos após ter exercido o cargo de diretor do Departamento de Atenção Especializada da pasta entre 2003 e 2005.

Chioro se formou pela Fundação Serra dos Órgãos e especializou-se em medicina preventiva e social pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Anos depois, tornou-se mestre e doutor em saúde coletiva, cadeira que leciona na Faculdade de Fisioterapia Unisanta e na Faculdade de Medicina (Unimes). É também pesquisador na área de planejamento e gestão em saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em São Bernardo do Campo, o petista integra o primeiro escalão da prefeitura desde o primeiro mandato do atual prefeito Luiz Marinho, que foi eleito em 2008 e reeleito em 2012. Marinho é ex-ministro do Trabalho e da Previdência Social do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem mantém amizade próxima.

Chioro também deixa o cargo de presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, que agora será ocupado pelo vice-presidente da entidade, Fernando Monti.

Thomas Traumann
O novo ministro nasceu em 29 de julho de 1967, em Rolândia (PR). É formado em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná.

Em 2008, Traumann deixou as redações de jornal para trabalhar na área de assessoria de imprensa. Dois anos depois assumiu a assessoria do então ministro da Casa Civil, Antônio Palocci. Em seguida, exerceu o cargo de assessor especial da ministra Helena Chagas, na Secretaria de Comunicação Social até que, em 2012, foi nomeado porta-voz da Presidência.

Como porta-voz, Traumann foi ganhando a confiança da presidente. Despachos com o chefe de gabinete de Dilma, Giles Azevedo, se tornaram frequentes. No ano passado, Traumann assumiu o gabinete digital da presidente e capitaneou o retorno de Dilma às redes sociais. O papel como auxiliar de Dilma na internet foi um dos fatores que contaram para que ele assumisse a Secretaria de Comunicação.

Violência na Capital

Homem é morto a tiros dentro de piscina durante festa em Campo Grande

Dois homens em uma motocicleta invadiram espaço de eventos no Jardim Tarumã e abriram fogo contra as vítimas; outra pessoa foi baleada e socorrida pelo Samu.

08/10/2026 19h03

Imagens de câmera de segurança mostram a área da piscina onde um homem foi morto a tiros durante uma confraternização no Jardim Tarumã, em Campo Grande, nesta quinta-feira (8).

Imagens de câmera de segurança mostram a área da piscina onde um homem foi morto a tiros durante uma confraternização no Jardim Tarumã, em Campo Grande, nesta quinta-feira (8). Foto: Reprodução/Câmera de segurança do local.

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Uma festa terminou com um homem morto e outro ferido a tiros na tarde desta quinta-feira (8), no Jardim Tarumã, em Campo Grande. O crime aconteceu por volta das 16h, em um imóvel alugado para uma confraternização.

Dois homens chegaram de motocicleta, entraram no local e começaram a atirar contra as vítimas. Um dos participantes estava dentro da piscina quando foi baleado e morreu no local.

A vítima fatal, que ainda não teve a identidade divulgada, estava na piscina quando foi baleada. Apesar da gravidade da ocorrência, não foram informados, até o momento, quantos disparos atingiram o homem nem se ele era o principal alvo dos criminosos.

Outra pessoa que participava da confraternização também foi atingida pelos tiros. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro e encaminharam a vítima à Santa Casa de Campo Grande. O estado de saúde da pessoa ferida não foi informado.

Policiais são mobilizados após ataque

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, incluindo agentes do Batalhão de Choque, além de integrantes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil.

Os policiais estiveram no imóvel onde aconteceu o ataque para realizar os primeiros levantamentos sobre as circunstâncias do crime.

Uma equipe funerária também foi acionada para realizar a remoção do corpo da vítima fatal.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identificação dos dois homens que chegaram ao estabelecimento na motocicleta.

Polícia investiga motivação do crime

A Polícia Civil ficou responsável pela investigação do homicídio e das circunstâncias em que a segunda vítima foi baleada.

Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão a motivação dos disparos, a identidade dos envolvidos e a possível relação entre os autores e as vítimas.

Também não foi informado se os suspeitos conheciam as pessoas que participavam da confraternização ou se o ataque foi direcionado a um dos presentes.

Até a divulgação das primeiras informações, não havia confirmação de prisões relacionadas ao caso. As circunstâncias do crime seguem sob investigação.

 

justiça

Homem que matou cadela envenenada é condenado a pagar R$ 15 mil aos tutores

Carne com veneno foi arremessada pelo homem no quintal vizinho, causando a morte do animal, em 2022

08/10/2026 18h44

Cadela Pantera foi morta por envenenamento em 2022

Cadela Pantera foi morta por envenenamento em 2022 Foto: Arquivo pessoal

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Um homem foi condenado a pagar R$ 15 mil de indenização por ter envenenado e matado uma cadela sem raça definida, em Amambai. O caso aconteceu em 2022 e a sentença foi divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

A decisão é do juiz Ricardo Adelino Suaid, da 2ª Vara da comarca de Amambai, que também determinou o ressarcimento de R$ 250 referentes a despesas veterinárias.

Conforme os autos do processo, no dia 16 outubro de 2022, o homem, que morava na casa ao lado de onde a cadela era criada, arremessou pedaços de carne envenenados pelo portão da residência dos vizinhos.

Um dos moradores da casa viu o momento em que o acusado jogou o alimento e correu para tentar evitar que a cadela comesse, mas não conseguiu impedi-la a tempo.

Após aproximadamente duas horas da ingestão da carne, a cachorra começou a apresentar sintomas de envenenamento e foi encaminhada ao médico veterinário.

Segundo consta no processo, Pantera apresentava sialorreia, ataxia, tremores e arritmia, bem como, após os primeiros atendimentos, apresentou convulsões, cianose, frequência cardíaca diminuída e baixa saturação.

A cadela morreu depois de cerca de 20 horas internada, com o atestado de óbito apontando a causa da morte como envenenamento.

O tutor da cadela registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil e também entrou com processo pedindo indenização e alegando que Pantera tinha cerca de 9 meses e servia de apoio emocional para sua tia-avó, que tinha idade avançada.

Na esfera criminal, o homem foi condenado pelo crime de maus-tratos a animais e a condenação foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. O processo criminal transitou em julgado em setembro de 2026.

Na ação de indenização, em depoimento, o acusado negou a prática criminosa, dizendo que não arremessou nenhum objeto ou alimento para o animal no dia dos fatos.

O juiz destacou que, diante da decisão definitiva na esfera criminal, não era mais possível discutir a existência do fato ou a autoria. A prova produzida no processo cível também confirmou o envenenamento.

A médica veterinária que atendeu a cachorra relatou que o animal chegou à clínica em estado de emergência, com salivação excessiva, tremores, convulsões, arritmia, hipertermia, cianose e baixa saturação. Segundo a profissional, o quadro era característico de intoxicação e a morte decorreu de envenenamento.

Ao analisar os danos morais, o magistrado considerou que a cadela fazia parte da rotina familiar e que havia vínculo afetivo concreto entre o animal e os autores.

Ele também levou em consideração o sofrimento provocado ao animal antes da morte, reconhecido no processo criminal, que apontou que o envenenamento ocorreu de forma cruel, causando tremores, convulsões, hemorragias e dor intensa.

Desta forma, o juiz fixou indenização de R$ 5 mil para cada um dos três tutores, totalizando R$ 15 mil por danos morais. O réu também deverá ressarcir R$ 250 em despesas com atendimento veterinário.

Também havia sido pedido para que o condenado custeasse campanhas educativas, doasse ração ou medicamentos a entidades de proteção animal ou apoiasse projetos de adoção, mas foi rejeitado pela Justiça.

Segundo a sentença, a ação tinha caráter individual e a responsabilidade civil não poderia ser convertida em obrigação de realizar prestações em favor de terceiros. Além disso, a questão preventiva já havia sido considerada na esfera criminal, que impôs ao réu a proibição de manter animais.

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