Cidades

ROTA BIOCEÂNICA

Após 2 anos, obra de acesso à ponte bioceânica está em apenas 40%

Embora a ponte internacional esteja em fase final de implantação, a operação comercial plena da Rota Bioceânica poderá ocorrer apenas em 2028

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Apesar das chuvas intensas e acima do esperado para o período prejudicarem algumas etapas da obra de acesso ao corredor da Rota Bioceânica, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informa que o cronograma final não sofreu nenhuma alteração e, até o momento, foram executados 40% dos serviços. A previsão da autarquia federal é de que a obra seja concluída até o fim de 2027. 

As obras começaram no dia 20 de setembro de 2024. À época, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, em visita à Campo Grande, afirmou que as obras seriam concluídas em até 24 meses, ou seja, até setembro de 2026.

Em dezembro de 2025, quando houve interrupção parcial das obras e apenas 27,25% dos 13 quilômetros da alça de acesso à ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, tinham sido executados, o DNIT manteve a previsão de concluir os trabalhos até o final de 2026. Contudo, apenas 40% dos serviços foram concluídos até esta quinta-feira (29).

Até o momento, foram investidos R$ 499,9 milhões. Este valor teve uma suplementação orçamentária na ordem de R$ 28 milhões. Em julho deste ano, o Correio do Estado noticiou que o investimento era de R$ 472 milhões, dos quais já haviam sido empenhados R$ 220,7 milhões e utilizados R$ 184,7 milhões, de acordo com o DNIT.

O departamento informa que já foram executados o canteiro de obras, instalações industriais (central de concretagem e pátio de concretagem e protensão de vigas), limpeza da faixa de domínio do traçado (13,63 km), implantação de cercas de limite da faixa de domínio e implantação de cercas condutoras de fauna.

Além disso, também foram executados 10,1 km de serviços de terraplenagem e de movimentação de terra no segmento. As Obras de Arte Correntes (OACs), que remete aos bueiros, galerias e passagens de fauna, estão 97% concluídas. O empreendimento conta com a implantação de sete Obras de Arte Especiais (OAEs), que são as pontes e viadutos, e todos estão em execução. 

As obras preveem a implantação de um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia, que ligará a BR-267 à ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. 

Operação comercial apenas em 2028

Embora a ponte internacional esteja em fase final de implantação, a operação comercial plena da Rota Bioceânica poderá ocorrer apenas em 2028, devido aos atrasos na infraestrutura brasileira de acesso e controle de fronteira.

A operação comercial depende da conclusão dos acessos rodoviários, da estrutura aduaneira e dos procedimentos necessários para a fiscalização integrada. Em setembro de 2026, a Receita Federal estimou que o início da operação comercial plena poderá ocorrer em 2028.

Centro aduaneiro

As tratativas para a implantação do Centro Integrado de Controle de Fronteira da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho, avançam com a elaboração do projeto arquitetônico e a articulação entre Brasil e Paraguai para viabilizar o funcionamento da aduana integrada.

O governo do Paraguai mantém a expectativa de liberar o acesso do seu lado em fevereiro de 2027. Já a conclusão dos acessos brasileiros está prevista para 2027.

O centro aduaneiro será construído em território brasileiro, junto ao acesso de 13,1 quilômetros que ligará a BR-267 à ponte internacional sobre o Rio Paraguai. A estrutura deverá concentrar os procedimentos de fiscalização dos dois países, reunindo controles aduaneiros, migratórios, sanitários e de segurança.

Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a consolidação da Rota Bioceânica exige planejamento conjunto e integração entre os países, além da conclusão das obras físicas.

“O avanço da Rota Bioceânica depende de uma atuação coordenada entre os países envolvidos. A ponte representa um passo importante, mas precisamos garantir que os acessos, a estrutura aduaneira e os procedimentos de fiscalização estejam preparados para atender ao fluxo de cargas e pessoas. Mato Grosso do Sul tem trabalhado para que esse corredor se consolide como uma alternativa logística competitiva, capaz de ampliar o acesso aos mercados internacionais e gerar novas oportunidades de investimentos e desenvolvimento para o Estado”, destaca o secretário.

A avaliação está alinhada à atuação da Semadesc na governança do corredor e à defesa de que a infraestrutura seja planejada de acordo com as necessidades logísticas e comerciais da região. A Secretaria coordena o Comitê Estadual da Rota Bioceânica, que articula órgãos públicos e entidades privadas em ações relacionadas à implantação e ao desenvolvimento do corredor.

Projeto arquitetônico

O DNIT assumiu a elaboração do projeto arquitetônico dos dois lados do complexo, incluindo o espaço destinado aos órgãos paraguaios. Um grupo de trabalho formado por engenheiros brasileiros e paraguaios está finalizando os estudos e as adequações necessárias para atender às exigências dos órgãos de controle dos dois países.

A proposta de cabeceira única prevê a realização dos procedimentos de fiscalização em uma mesma estrutura, mesmo com a participação de autoridades dos dois países. O modelo busca reduzir etapas burocráticas, facilitar a passagem de cargas e passageiros e dar maior eficiência às operações de comércio exterior.

SAÚDE E EDUCAÇÃO

Escolas de MS recebem nova edição do programa Aluno Imunizado em novembro

Mobilização será realizada entre 3 e 13 de novembro em escolas municipais, estaduais e privadas dos 79 municípios do Estado

29/10/2026 10h45

Programa Aluno Imunizado levará vacinação e a Declaração de Vacinação Atualizada a escolas municipais, estaduais e privadas de todo o Estado

Programa Aluno Imunizado levará vacinação e a Declaração de Vacinação Atualizada a escolas municipais, estaduais e privadas de todo o Estado Foto: Reprodução/SES

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Entre os dias 3 e 13 de novembro a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (SED), realizará mais uma edição do programa “Aluno Imunizado”. A ação irá ofertar vacinas e a Declaração de Vacinação Atualizada. As ações acontecerão em escolas municipais, estaduais e privadas em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. 

O programa de vacinação busca ampliar o acesso à imunização dentro do ambiente escolar, além de facilitar a atualização da caderneta de vacinação dos estudantes. A mobilização reunirá a equipe da coordenadoria de Imunização da SES e o Programa Saúde na Escola. 

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, fala sobre a importância da participação das famílias e da atuação conjunta com os profissionais da saúde.

“Levar a vacinação para o ambiente escolar é uma forma de facilitar o acesso das crianças e dos adolescentes aos imunizantes e de identificar quem precisa iniciar ou completar o esquema vacinal. A parceria entre Saúde e Educação é fundamental para ampliar a cobertura vacinal em todo o Estado e fortalecer a prevenção de doenças imunopreveníveis”, afirma.

Além das vacinas que serão aplicadas, as equipes também irão verificar as cadernetas de vacinação, identificar doses pendentes e orientar pais e responsáveis sobre a importância de manter o calendário de vacinas em dia. 

A segunda edição busca repetir o sucesso da primeira, já que a ação realizada entre os dias 5 e 15 maio, vacinou cerca de 30.339 alunos, entre crianças e adolescentes. Na ocasião a mobilização abrangeu 78 dos 79 municípios.

A vacina contra a Influenza registrou o maior número de aplicações, com 17.275 doses, aproximadamente 57% do total contabilizado. Também tiveram destaque a vacina meningocócica ACWY, com 1.717 doses, e a vacina HPV quadrivalente, destinada ao público de 9 a 14 anos, com 1.551 aplicações.

Durante a ação, também foram aplicados outros imunobiológicos, incluindo as vacinas contra difteria e tétano, febre amarela, poliomielite, hepatite B, pneumocócica 10-valente, tríplice viral e DTP infantil.

Entre os municípios participantes, Rio Brilhante apresentou o maior número de aplicações, com 4.018 doses. Em seguida, aparecem Três Lagoas, com 2.212; Corumbá, com 2.020; Chapadão do Sul, com 1.589; e Coxim, com 1.563 doses.

Saúde

Estado valida pedido de empréstimo no BNDES para PPP do Hospital Regional

A empresa Inova Saúde será responsável pela administração após vencer o leilão em dezembro de 2025

29/10/2026 10h04

Hospital Regional de Campo Grande

Hospital Regional de Campo Grande Divulgação, Arquivo

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) confirmou a homologação do pedido de empréstimo de R$ 360 milhões que a Inova Saúde MS S.A. fará junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O financiamento será feito pelo Fundo de Investimento em Infraestrutura Social-Saúde (FIIS-Saúde) e será destinado às ações da Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital Regional Rosa Maria Pedrossian, mais conhecido como Hospital Regional de Mato Grosso do Sul.

Em setembro, o Governo de Mato Grosso do Sul já havia publicado uma aprovação ad referendum, ou seja, uma decisão provisória da Comissão Intergestores Bipartite, sujeita à confirmação posterior, que ocorre agora. Nesta quinta-feira (29), foi publicada a homologação da aprovação.

Hospital Regional

Em maio deste ano, o Governo de Mato Grosso do Sul assinou o contrato de concessão do Hospital Regional com a Inova Saúde, subsidiária da Construcap CCPS Engenharia e Comércio. A empresa venceu o leilão para assumir a gestão dos serviços administrativos e de apoio do hospital por meio de uma PPP.

O leilão foi realizado na sede da B3, em São Paulo, e contou com cinco empresas interessadas. A Construcap ofereceu um deságio de 22% sobre o valor de referência da contraprestação mensal do Estado, que era de R$ 20,3 milhões. A proposta vencedora foi de R$ 15,9 milhões, abaixo das ofertas dos outros quatro concorrentes.

A implementação da PPP será feita em etapas. Em janeiro de 2027, a empresa assumirá os serviços de apoio não assistenciais, como hotelaria, limpeza, lavanderia, segurança, recepção e infraestrutura de tecnologia da informação (TI).

Após 20 meses, a Inova assumirá a gestão da indústria farmacêutica, responsável pela compra de medicamentos. Um ano depois, ficará encarregada da reforma e modernização do chamado “Bloco Velho”. As demais áreas serão incorporadas após a conclusão das intervenções, até a consolidação total da operação, prevista para ocorrer em 56 meses.

Considerado o maior hospital de alta complexidade de Mato Grosso do Sul, o Hospital Regional atende mais de 1,5 milhão de pacientes por ano. A PPP prevê a modernização e a ampliação dos serviços de apoio e da infraestrutura hospitalar ao longo de um contrato de 30 anos.

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