Cidades

OBRA ESTRUTURANTE

DNIT promete concluir pavimentação do 2º trecho da BR-419 até julho

Estão em obras em torno de 55 quilômetros da rodovia na região pantaneira, mas ainda faltam 125 km, que devem ser licitados em 2026

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Depois de ter investido aproximadamente R$ 500 milhões ao longo de 2025 em Mato Grosso do Sul, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) promete concluir até meados deste ano as obras do lote quatro da BR-419 e licitar antes do fim do ano os lotes dois e três para asfaltar os 125 quilômetros que ainda faltam na rodovia na região pantaneira.

As obras de pavimentação dos 233 quilômetros ligando as cidades de Rio Verde de Mato Grosso a Aquidauana começaram ainda em 2018. O primeiro lote, de 52,5 quilômetros entre Rio Verde e Rio Negro, já está concluído. 

Uma segunda etapa, chamada de lote quatro, foi iniciada em agosto de 2022 e a previsão é de que os 55 quilômetros deste  trecho, próximo da cidade de Aquidauana, sejam concluídos até julho. Até agora foram investidos R$ 158 milhões no trecho. 

Conforme o DNIT, já foram concluídos  53,2 quilômetros de terraplanagem e uma cobertura inicial de pavimento. Agora, falta somente  a última camada de asfalto. Além disso, foram concluídas duas pontes e atualmente os trabalhos estão concentrados na finalização do contorno de Aquidauana e Anastácio, onde também está finalizando a ponte sobre o Rio Aquidauana e o restante da pavimentação.

Com relação aos Projetos dos lotes 2 e 3 da BR-419 foram contratados em julho do ano passado. A previsão de conclusão dos projetos é julho de 2026. Depois disso o DNIT promete licitar as obras que compreendem 125 quilômetros. 

De acorco do o DNIT, a pavimentação da BR-419 é estratégica para o desenvolvimento regional e nacional, sobretudo por sua integração direta à rota bioceânica. Essa rodovia consolida um eixo logístico essencial ao conectar o Mato Grosso do Sul às rotas internacionais de exportação que ligam o Brasil aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, reduzindo distâncias, custos de transporte e tempo de escoamento da produção.

A BR-419 servirá como uma rota alternativa à BR-163. Hoje, a distância por rodovias pavimentadas entre Rio Verde e Aquidauana, por exemplo, é de 350 quilômetros. Com o asfaltamento desta rodovia, serão em torno de 115 quilômetros a menos. 

OUTROS PROJETOS

Além da BR-419, outro foco de investimentos do DNIT ocorreu na BR-267. Pouco mais de  101 quilômetros de rodovia, entre Porto Murtinho e Alto Caracol, estão sendo refeitos. 

Com investimento de R$ 254 milhões, o Departamento já entregou 63 quilômetros de recapeamento. Deste total, 23 quilômetros foram concluídos em 2025, com implantação de acostamentos em ambos os lados e 11,06 quilômetros concluídos de terceiras faixas.

Na mesma região do Estado, ao longo de 2025 foram desembolsados R$ 168 milhões relativos às obras de construção dos 13 quilômetros ligando a BR-267 à ponte sobre o Rio Paraguai. O projeto todo está orçado em R$ 496 milhões. Inicialmente, a obra foi licitada por R$ 472 milhões. 

De acordo com o DNIT, 40% dos trabalhos de terraplanagem já foram executados, mas atualmente estão parados. Os trabalhos atualmente estão focados na execução dos serviços de concretagem de vigas no pátio da construtora. 

Já na BR-262, o DNIT iniciou, em 2025, a implantação de 170 quilômetros de cercas condutoras de fauna, sete passagens superiores de fauna, dez passagens subterrâneas, sinalização vertical e redutores de velocidade, que visam reduzir os atropelamentos de animais.

A rodovia recebe, hoje, o maior investimento público do país em mitigação de fauna, com o valor provisionado de mais de R$ 30 milhões. 

Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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