Cidades

PREVISÃO

Do calor a tempestades, instabilidade predomina no feriado prolongado

Semana começa instável, tem certo equilíbrio e sol a partir de tarde de terça-feira, mas frente fria deve trazer leve queda na temperatura a partir de quinta-feira

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Ainda que o desejo de muitos fosse curtir o feriado prolongado com o "sol a pino", a instabilidade está prevista para abrir e fechar essa semana em Mato Grosso do Sul, o que também não significa que o astro-rei ficará em segundo plano, já que a previsão apresenta, sim, estabilidade para o feriado da Divisão do Estado.  

Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) evidenciam esse começo de semana mais instável, com chuvas moderadas, que podem levar até mesmo tempestades com raios e rajadas de vento, principalmente para o centro-norte e nordeste do Estado. 

A explicação é justamente o avanço de uma frente fria, que derruba os termômetros para mínimas entre 14 e 18°C e máximas que chegam à casa dos 32°C até esta terça-feira (09). 

Amanhã, a maior amplitude térmica (com mínimas entre 17-20°C e máximas de até 33°C) é observada mais nas regiões do bolsão, pantaneira, sudoeste e norte de Mato Grosso do Sul. 

No sul do Estado, o município de Sete Quedas indica tendência de elevação na temperatura até amanhã, com mínimas de 15°C e máximas que chegam aos 29°C, com leve queda na umidade relativa, prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Diferente do extremo-sul, Dourados já revela uma leve possibilidade de chuva já a partir de amanhã, clima esse que se acentua na quarta-feira (11), até as pancadas e trovoadas isoladas previstas para município durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida (12), ainda segundo o Inmet. 

A partir da quinta-feira (12), o avanço de uma fraca frente fria oceânica pode derrubar levemente as temperaturas em Mato Grosso do Sul, principalmente para o sudoeste e região pantaneira. Situação essa que não se observa nas demais regiões, que registram máximas de até 39°C.

Ainda assim, a partir da sexta-feira (13) os termômetros devem, sim, ter quedas registradas em todo o território sul-mato-grossense. 

Entretanto, para quem achava que o mau tempo ia acabar com todo o feriado prolongado, a estabilidade deve aparecer entre a tarde de amanhã e quarta-feira (11), apesar da possibilidade de pancadas de chuva, principalmente no norte, leste e norte. 

Apesar disso, o Cemtec frisa que os termômetros devem estar elevados, entre 39 até 42°C nesses próximos dois dias. Estão sendo esperados também baixos valores de umidade relativa (de 14 a 45%) e rajadas de vento que passam dos 60 km/h.

Situação na Capital

Neste início de semana a Capital entra para o time das temperaturas mais amenas, com mínimas entre 17 e 20°C e máximas de até 33°C. Até a data da Divisão do Estado, porém, os termômetros devem subir e atingir máximas de 36°C, expõe o Cemtec. 

Segundo informações do Inmet, a possibilidade de chuva isolada ronda Campo Grande, com trégua prevista apenas a partir de sexta-feira (13) quando, apesar do "alívio" das águas, os termômetros devem baixar e a umidade relativa subir. 

Sem trégua para o Norte e Leste 

Apesar de estarmos na primavera, nem tudo são flores neste feriado prolongado para os municípios que ficam mais ao leste e norte de Mato Grosso do Sul, já que a chuva promete não dar trégua nessas regiões. 

Coxim, por exemplo, tem possibilidade de chuvas isoladas durante toda a semana, com mínimas de 21°C entre hoje (09) e amanhã (10) e máximas que chegam aos 40°C durante o feriado. 

Pedro Gomes também apresenta chuva prevista a partir de hoje (09) até a sexta-feira (13). No município as temperaturas oscilam e podem chegar aos 40°C na quinta (12). 

Mais ao leste de Mato Grosso do Sul a situação não é diferente, já que Três Lagoas está entre os municípios com chuva prevista durante todo o feriado, semelhante à Paranaíba, que tem inclusive trovoadas previstas para o início do fim de semana. 

Ainda, os acumulados de chuva previstos para este mês, até o dia 25, devem chegar na casa dos 80 mm, sendo o sul; sudeste; a região central e nordeste de Mato Grosso do Sul, os pontos mais afetados. 

 

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Sobreaviso

Com mais de mil denúncias Conselho Tutelar Norte suspende atendimento

Responsável por região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes fechou as portas ao público para tentar reduzir demanda acumulada por falta de servidores

24/08/2026 17h40

Conselho Tutelar região Norte

Conselho Tutelar região Norte Foto: Paulo Ribas

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Uma região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes, cinco conselheiros tutelares e, atualmente, apenas uma servidora administrativa trabalhando seis horas por dia. O resultado dessa conta é uma fila de 1.581 denúncias e relatórios ainda sem atendimento no Conselho Tutelar da Região Norte de Campo Grande.

Diante do acúmulo, os conselheiros decidiram suspender temporariamente o atendimento ao público para concentrar esforços na demanda represada. A medida, segundo as conselheiras, foi tomada após quase dois meses de quadro administrativo incompleto e semanas de espera pela reposição de funcionários.

“Hoje nós fizemos um levantamento e vimos que temos, em média, 1.581 denúncias e relatórios que ainda não receberam atendimento por conta da falta da equipe administrativa”, afirmou a conselheira Suellen Gomes, em entrevista ao jornal Correio do Estado. 

A situação é considerada crítica porque as demandas recebidas pelo Conselho Tutelar passam primeiro pela equipe administrativa. São os servidores que fazem a triagem, registram as denúncias, verificam documentos e localizam os históricos das famílias antes de os casos chegarem aos conselheiros.

Sem essa estrutura, o atendimento praticamente trava.“Tudo que chega dentro do Conselho Tutelar primeiro passa pela equipe administrativa. Quando chega à mesa do conselheiro, já deveria estar tudo certo para a gente notificar a família, fazer o atendimento e aplicar as medidas de proteção”, explicou Suellen.

O número, inclusive, não para de crescer. Poucos minutos depois de concluído o levantamento das 1.581 denúncias e relatórios pendentes, uma escola chegou ao Conselho com mais 60 fichas escolares, ampliando imediatamente a demanda.

A área atendida pelo Conselho Norte é uma das maiores de Campo Grande e se estende do fim da região do Nova Lima até o José Abrão. Segundo levantamento citado pelas conselheiras, realizado pela Planurb em 2023 para a divisão das áreas dos conselhos tutelares, a região concentra cerca de 58 mil crianças e adolescentes.

Portões fechados 

A suspensão do atendimento ao público, segundo as conselheiras, não significa a interrupção completa do serviço. Casos emergenciais continuam sendo atendidos, assim como as ocorrências acionadas pelo plantão, que permanece disponível 24 horas.Conselho Tutelar região Norte

A decisão, porém, expõe um problema mais profundo: para tentar dar conta das denúncias já acumuladas, o Conselho precisou fechar temporariamente as portas para novas demandas presenciais.

Administrativamente, a unidade é vinculada à SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). De acordo com o relato das conselheiras, houve solicitação para reposição dos servidores e a situação também foi levada ao Ministério Público, responsável pela fiscalização dos Conselhos Tutelares.

A expectativa era de que funcionários fossem encaminhados para a unidade, o que não ocorreu até o momento. Conforme informado durante a entrevista, a prefeitura teria indicado a possibilidade de envio de servidores, mas, até a decisão pela suspensão do atendimento, a equipe não havia sido recomposta.

Para a conselheira Eliane Diniz, a medida é extrema, mas foi considerada necessária diante da dimensão da demanda e da natureza dos casos atendidos pela unidade.

“Isso é muito ruim, tanto para nós quanto para a população. A gente atende pessoas em situação de vulnerabilidade, que às vezes não têm nem dinheiro para uma passagem de ônibus e chegam aqui com o portão fechado. Isso, para a gente, é frustrante. Não é o que queremos”, afirmou.

Ela ressalta que o acúmulo não representa apenas números ou procedimentos burocráticos, mas casos envolvendo crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. “A gente trabalha com vidas. Às vezes é preciso tomar medidas drásticas para as pessoas acordarem. Do jeito que está, precisamos de socorro”, declarou Eliane.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para questionar a falta de servidores, a previsão de reposição e quais medidas serão adotadas diante das mais de 1,5 mil denúncias e relatórios pendentes. O espaço permanece aberto para manifestação.

Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

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O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

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