Cidades

Maior Apreensão

DOF apreende quase 500 canetas emagrecedoras vindas do Paraguai

Também foram encontrados frascos de perfume e suplementos, resultando em um prejuízo de R$ 800 mil

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Policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam na noite da última segunda-feira (2) em Ponta Porã 491 canetas emagrecedoras que eram transportadas em um veículo Renault Logan pela MS-164. 

Essa foi a maior apreensão do produto no Estado registrada pela Polícia até o momento. 

A intercepção dos produtos foi feita enquanto os militares realizavam um bloqueio na rodovia, na zona rural do município, quando abordaram o veículo.

O motorista, um homem de 36 anos, afirmou que pegou os produtos na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e levaria até Campo Grande, onde receberia R$1 mil pelo transporte. 

Além das canetas emagrecedoras, durante a vistoria também foram encontrados 586 suplementos e 140 frascos de perfume.

O material apreendido foi avaliado em aproximadamente R$ 800 mil e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Ponta Porã. 

A ação ocorreu através da Operação Codesul II e do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Nova proibição da ANVISA

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é proibida a fabricação, distribuição, importação, comercialização, propaganda e o uso de alguns medicamentos agonistas de GLP-1, as canetas emagrecedoras. 

Até o momento, os medicamentos que se aplicam às resoluções já divulgadas pelo órgão são o T.G. 5 (RE 4.030); Lipoless (RE 3.676); Lipoless Eticos (RE 4.641); Tirzazep Royal Pharmaceuticals (RE 4.641) e T.G. Indufar (RE 4.641). 

Já os produtos como Mounjaro e Ozempic podem ser utilizados normalmente, por já serem regulamentados pela Anvisa. 

As medidas foram adotadas pelo aumento das propagandas e comercialização irregulares das canetas, inclusive na Internet, o que é proibido para medicamentos no Brasil. 

Medicamentos sem registro no País só podem ser importados de forma excepcional e para uso exclusivamente pessoal mediante prescrição médica e cumprimento de requisitos adicionais. 

No Brasil, os medicamentos agonistas de GLP-1 só podem ser adquiridos com prescrição médica e retenção de receita. 

“Nenhum medicamento pode ser comercializado no Brasil com orientações ou bula em língua estrangeira, o que implica riscos aos pacientes, como dificuldade de compreensão para o paciente e erros de administração. Além disso, casos eventuais de falsificação, adulteração ou produto clandestino fogem à governabilidade brasileira, uma vez que o produto está sob regulação de outros países”, afirmou o Ministério da Saúde. 

Outras apreensões

Este ano, quando esse tipo de produto se tornou mais popular, várias apreensões já foram feitas em Mato Grosso do Sul.

Anteriormente, no mês de novembro, policiais militares do Batalhão de Choque apreenderam 44 quilos de cocaína e 95 canetas emagrecedoras contrabandeadas em uma carreta dos Correios, durante operação realizada na BR-262, em Campo Grande.

A apreensão só foi possível porque os cães farejadores do Batalhão de Choque identificaram 43 tabletes de cocaína, que pesaram 44,9 kg, além de 95 caixas de canetas emagrecedoras contrabandeadas. O motorista disse que o caminhão tinha como destino o estado de São Paulo.

Uma das maiores apreensões deste produto noticiadas pelo Correio do Estado ocorreu em junho, quando a Polícia Federal encontrou aproximadamente 140 canetas emagrecedoras durante fiscalização no Aeroporto Internacional de Ponta Porã.

A substância de uso controlado foi encontrada na bagagem de um passageiro e não possuía registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nem prescrição médica. Na época, o indivíduo foi conduzido à delegacia da Polícia Federal.

BONITO

Turma da Boiadeirinha ganha R$ 2,25 mil por minuto para apresentação em Festival de Inverno

Atração infantil vinculada à cantora Ana Castela receberá dos cofres públicos R$ 90 mil por show de 40 minutos em Festival de Inverno de Bonito

04/08/2026 11h00

Reprodução redes sociais / agroplaykids

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura do Estado (FCMS) contratou o show musical da "Turma da Boiadeirinha" por R$ 90 mil para se apresentar no Festival de Inverno de Bonito (FIB) no fim deste mês.

A apresentação financiada pelos cofres públicos terá a duração de 40 minutos e acontecerá a partir das 14h no dia 28 de agosto, na Praça da Liberdade, em Bonito. A divulgação aconteceu por meio do Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (4).

Firmada com a empresa AgroPlay Kids LTDA, responsável pelas apresentações e eventos do grupo infantil, a contratação acontece pelo Projeto Ações Culturais para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul, sem necessidade de licitação por inviabilidade de competição.

A AgroPlay é uma gravadora e empresa de gerenciamento artístico, que a cantora sul-mato-grossense Ana Castela, popularmente também conhecida por "Boiadeira" faz parte e a mesma empresa responsável pela divisão Kids, que comanda o projeto 'Turma da Boiadeirinha, também idealizado pela cantora sertaneja.

A apresentação conta com a caracterização de personagens como a Boiadeirinha e o Perereirinha, referências à cantora Ana Castela e ao cantor Luan Pereira, idealizadores do projeto para as crianças, e que levam a voz dos cantores nas músicas.

Foto: Reprodução / agroplaykids.com.br

Ainda fazem parte do show outros três personagens, Blake e Pierre, representação de animais que participam das aventuras nos desenhos infantis e a personagem Professora Maria Rosa, que conduz a apresentação e interação com o público nos espetáculos.

A atração infantil já veio para o Estado neste ano e o valor cobrado pela empresa teve um acréscimo de aproximadamente 157,14%, com alteração de mais R$ 55 mil no valor para um show dentro do período de três meses.

O valor de R$ 90 mil para uma única apresentação de 40 minutos equivale a R$ 2.250 por minuto para a atração infantil.

Outras contratações

Em maio deste ano, a 'Turma da Boiadeirinha' foi contratada para a programação festiva em comemoração aos 46 anos de emancipação político-administrativa do município de Sete Quedas, no interior de Mato Grosso do Sul e onde a cantora Ana Castela foi criada.

Na época, o Diário Oficial do Estado divulgou em três edições diferentes a contratação do show infantil para o dia 16 de maio, no valor de R$ 35 mil, mas em nenhuma das publicações foi divulgada a duração da apresentação.

O que se sabe é que no período de três meses, de maio a agosto, o valor da atração infantil subiu R$ 55 mil, de R$ 35 mil (valor em maio) para R$ 90 mil (valor em agosto).

A primeira vez, em maio, o ordenador de despesas era o Prefeito de Sete Quedas, Erlon Fernando (PSDB). Para a apresentação no Festival de Inverno, em 28 de agosto, o responsável é o presidente da FCMS, Eduardo Mendes.

FIB 2026

O 25º Festival de Inverno de Bonito (FIB 2026) ocorrerá de 26 a 30 de agosto em Bonito, no interior de Mato Grosso do Sul. E é realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, com apoio da Prefeitura de Bonito.

Durante cinco dias, a cidade turística é palco de apresentações de música, dança, teatro, literatura, moda, artes visuais e gastronomia. O evento é considerado um dos maiores e mais importantes eventos culturais de Mato Grosso do Sul e da Região Centro-Oeste

O festival reafirma valores de acessibilidade e sustentabilidade, com tradução em Libras, gerenciamento de resíduos, plantio de mudas e ações de educação ambiental.

As entradas são gratuitas e para este ano conta com shows nacionais já confirmados de Ferrugem, Léo Foguete, Seu Jorge e da dupla sertaneja Humberto e Ronaldo.

A programação prevê espetáculos de teatro, dança, circo, além de feiras de artesanato e gastronômica, exibições de artes visuais, oficinas culturais e atividades educativas, com espaço infantil voltado para crianças, chamado de Festival Bonitinho.

"PROBLEMA CRÔNICO"

Prefeitura de Campo Grande aponta para 20 mil buracos tapados em julho

Quase três mil toneladas de asfalto quente foram usadas na operação do último mês e Executivo espera ampliar para operação para dez frentes de trabalho até o fim de agosto

04/08/2026 10h43

Antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da

Antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" Marcelo Victor/Correio do Estado

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Com a buraqueira sendo um dos principais problemas enfrentados cotidianamente pelos campo-grandenses, o Executivo da Cidade Morena afirma, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), que quase 21 mil buracos foram tapados em julho. 

Conforme a Sisep, as obras executadas somaram a recupração de 20.950 buracos no último mês, o que teria sido possível graças à uma ampliação das equipes e consequente aumento dos serviços em julho. 

Em balanço divulgado no início deste mês, a Prefeitura de Campo Grande aponta que quase três mil toneladas (2.858 t.) do chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), foram empregadas em julho para a recuperação de 39,7 mil metros quadrados de pavimento em regiões distintas da Capital. 

Esse retomada e reforço iniciados no último mês acontecem após a devassa da "Operação Buraco Sem Fim" - que desmantelou um esquema de corrupção na Sisep de Campo Grande com contratos de tapa-buracos, envolvendo mais de R$ 113 milhões entre 2018 e 2025 -, com o Executivo ainda atrás da solução para esse problema crônico na Capital que é mirado até mesmo pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS). e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS)

Relembre

Após o conselheiro do TCE-MS, Osmar Domingues Jeronymo, pedir que o executivo comandando pela prefeita Adriane Lopes explicasse a situação da buraqueira em Campo Grande, a chefe do Executivo precisou indicar quais seriam as providências a serem tomadas, tendo em vista que parte dos contratos voltados para esse tipo de serviço teria a vigência prevista até os dias 24 e 31 de julho. 

Campo Grande conta com uma extensão de malha viária que ultrapassa os 4.000 km, dos quais mais de três mil quilômetros seriam vias pavimentadas e distribuídas pelas mais diversas regiões da Cidade Morena. 

Diante das dimensões da Capital e com os contratos prestes a vencer, sendo que inclusive um certame não levaria menos de 30 dias para ser concluído, Campo Grande estava sob o risco de  ficar um período sem o serviço em todas as regiões enquanto se via também envolta em escândalos e tomada pelos buracos. 

Vale lembrar que, antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente - que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Quando houve essa operação em 12 de maio, a própria empresa teria solicitado, conforme repassado pela prefeitura,  a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Em resposta ao TCE-MS, a Prefeitura de Campo Grande indica que espera tratar da "buraqueira" economizando quase R$ 3 milhões com o uso da usina do Consórcio Central-MS. Cabe esclarecer que, até concluir uma licitação própria, a Prefeitura não pretende trocar um pelo outro, e tampouco trataria-se de uma "alteração de rota administrativa".

Como adiantado anteriormente, o Executivo da Capital não desistirá da licitação, mas deverá optar em paralelo e, simultaneamente, por essa ampliação da disponibilidade de empresas aptas à mobilização de diversas frentes de trabalho e à redução do tempo de resposta às demandas identificadas na malha viária.

Entretanto, já no começo deste mês, o Executivo cita que tal credenciamento com o objetivo de ampliar a capacidade de atuação até o momento não foi concluído e, ainda em andamento, a intenção é que Campo Grande atinja 10 frentes de trabalho até o fim de agosto. 

Através deste credenciamento de empresas para execução de serviços de restauração e manutenção de pavimentos em vias urbanas, o município espera que a iniciativa privada forneça a mão de obra, equipamentos, transporte e demais meios necessários à execução dos serviços, enquanto o Executivo se encarregará de fornecer o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). 

Economia de milhões

Esse é justamente o principal insumo empregado para serviços de conservação e restauração da malha viária urbana, que por sua vez, sozinho, representa em média de 60 a 70% do custo total do objeto.

Com essa frente voltada tanto para recomposição da capa asfáltica nos pontos degradados, como também para recuperação estrutural da base do pavimento,
quando tecnicamente necessária, o fornecimento do CBUQ será de responsabilidade exclusiva do Consórcio Central-MS. 

As empresas ficarão encarregadas de, com frota própria, retirar e transportar esse material diretamente na usina do Consórcio, bem como fornecer os demais insumos necessários à execução dos serviços como, por exemplo:

  • material granular para base, 
  • emulsões asfálticas, 
  • equipamentos,
  • mão de obra e 
  • demais componentes previstos nas composições de custos.

Vale lembrar que a usina móvel de R$5 milhões que promete "asfaltar uma rua inteira em dois dias" foi adquirida ainda em 2023, sendo um equipamento com capacidade mínima de processamento de 100 a 110 toneladas/hora, prometendo à época reduzir os custos de pavimentação em mais de 35%.

O Executivo de Campo Grande lista três referências convergentes que permitem  avaliar a vantajosidade econômica do modelo, sendo: 

  1. o valor de referência do insumo conforme tabela Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi);
  2. o histórico de competitividade com base em licitação anterior pelo Município e 
  3. o valor praticado pelo Consórcio para o fornecimento do CBUQ.

Com base no certame nº 005/2022, voltado para empresas especializadas para manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recomposição da estrutura do pavimento nas regiões urbanas do Município, a comparação de preço dos sete lotes por esse processo de licitação e o valor a ser desprendido através do Consórcio Central, à uma economia constatada de quase trinta por cento (28,83%). 

Se comparada o preço do tal concreto betuminoso fornecido através do Consórcio e o valor de referência conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), a diferença entre ambas as referências é de 30,79%. 

Na ponta do lápis, isso representaria uma diferença de quase três milhões de reais (economia de R$2.943.253,64) em favor do Consórcio Central-MS para ampliar essa capacidade operacional e reduzir os riscos de descontinuidade na manutenção da pavimentação asfáltica. 

 

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