Cidades

FRONTEIRA

DOF intercepta caminhonetes com maconha que pode chegar aos 10 mil kg

A pesagem oficial está sendo realizada pelos agentes, mas estima-se que cada veículo tenha, no mínimo, uma tonelada cada; nenhum suspeito foi preso, com a alegação de fuga, segundo o DOF

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O Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreendeu, na manhã desta terça-feira (1º), uma grande quantidade de maconha na divisa entre o Mato Grosso do Sul e o Paraguai, presente em sete caminhonetes, oriundas de duas ocorrências diferentes.

A primeira ocorrência aconteceu em uma estrada, do qual foram encontradas quatro caminhonetes lotadas com o ilícito e estima-se que nesses veículos somados há 6 toneladas do entorpecente. A segunda ocorrência aconteceu em um entreposto de drogas, que o DOF invadiu e localizou mais três caminhonetes, também cheias de maconha.

Ainda não houve a pesagem oficial para saber quantas toneladas foram apreendidas nessas ações, mas é previsto que cada caminhonete tenha de 1 mil a 1,5 mil quilos da droga, ou seja, ao todo teriam sido apreendidos pelos agentes cerca de 7 a 10,5 toneladas. 

Não houve prisão, pois todos os suspeitos fugiram no momento da apreensão. Ainda, ambas as ocorrências estão em andamento, já as drogas e os veículos foram escoltados até a sede do DOF, em Dourados, do qual todos os procedimentos oficiais serão realizados.

Maconha no MS em 2024

Segundo dados presentes no portal do DOF, do dia 1º de janeiro a 28 de agosto deste ano, 85 toneladas de maconha foram apreendidas, somente considerando as ações do departamento especializado. Ainda não houve atualização dos dados de 29 de agosto até o dia de hoje.

Outro dado de apreensão é da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul (Sejusp), onde informa que aproximadamente 1,4 milhão de quilos de maconha foram confiscadas, do qual não considera as ocorrências do DOF.

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aniversário

Miranda celebra 248 anos com show de Guilherme & Benuto

Feira, em comemoração ao aniversário, oferece exposição, rodeio, música, gastronomia, parque de diversões e muita alegria

16/07/2026 11h45

Miranda: cidade que nasceu de um presídio

Miranda: cidade que nasceu de um presídio Divulgação/Prefeitura de Miranda

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Miranda celebra 248 anos nesta quinta-feira, 16 de julho. O município foi fundado em 16 de julho de 1778.

Está localizado na região centro-oeste de Mato Grosso do Sul e a 202 quilômetros de Campo Grande.

O nome 'Miranda' é uma homenagem a Caetano Pinto de Miranda Montenegro, que foi o 6º Capitão-General das Capitanias de Mato Grosso e Cuiabá.

Foi por ordem dele que, em 16 de julho de 1778, o capitão João Leme do Prado fundou o Presídio de Nossa Senhora do Carmo do Rio Mondego, núcleo que deu origem ao atual município.

Prefeito, Fábio Florença, parabenizou o município em suas redes sociais e diz que tem orgulho de comandar a cidade.

“Parabéns, Miranda, pelos seus 248 anos de história! Tenho orgulho de ser prefeito desta terra que tanto amo e de seguir trabalhando, ao lado da minha esposa Carmem Florença, com respeito, dedicação e compromisso por cada mirandense. Que Deus continue abençoando nossa cidade e toda a nossa população. Viva Miranda!”, celebrou.

Miranda se destaca por sua localização estratégica entre o Pantanal e a Serra da Bodoquena, pela expressiva presença de comunidades indígenas (povo Terena) e por sua importância para o turismo ecológico, histórico e cultural de Mato Grosso do Sul.

PROGRAMAÇÃO DE ANIVERSÁRIO

Miranda vai celebrar aniversário em grande estilo.

Feira de exposição Comercial, Industrial e Rural (FECIR 2026) ocorre de quinta-feira (16) a domingo (19), no Parque de Exposições, localizado na Travessa 1, em Miranda. A festa é gratuita e aberta ao público.

O evento faz parte das comemorações dos 248 anos do município e oferece exposição, rodeio, shows, gastronomia, parque de diversões e muita alegria para os mirandenses e visitantes da região.

Confira a agenda de shows:

  • 16 de julho, quinta-feira: Guilherme & Benuto
  • 17 de julho, sexta-feira: Trazendo a Arca
  • 18 de julho, sábado: Fiorella
  • 19 de julho, domingo: Ícaro & Gilmar

A realização é da Prefeitura Municipal de Miranda, com apoio do Governo de MS e da Senadora Soraya Thronicke.

HISTÓRIA

A ocupação da área começou após as expedições do sertanista João Leme do Prado, que explorou os rios Miranda e Aquidauana e identificou vestígios da antiga cidade espanhola de Santiago de Xerez, fundada no século XVI e posteriormente destruída. Essas expedições forneceram informações estratégicas para a instalação de um posto militar português na região.

Em 16 de julho de 1778, por ordem do capitão-general Caetano Pinto de Miranda Montenegro, foram lançados os alicerces do Presídio de Nossa Senhora do Carmo do Rio Mondego, considerado o marco inicial da povoação. O presídio tinha como principal finalidade proteger a fronteira contra possíveis invasões espanholas vindas de Assunção e consolidar a presença portuguesa na região.

Nas décadas seguintes, o povoado desenvolveu-se lentamente devido às dificuldades de transporte e comunicação. Em 1797, já contava com cerca de 40 casas, uma igreja dedicada a Nossa Senhora do Carmo e aproximadamente 500 habitantes, entre colonizadores e indígenas pacificados.

A localidade foi elevada à categoria de vila pela Lei Provincial nº 1, de 30 de maio de 1857, desmembrando-se de Corumbá. Após os conflitos da Guerra do Paraguai, Miranda passou por um período de reconstrução e fortalecimento, impulsionado pela instalação de uma colônia militar destinada à defesa da região.

A inauguração da estação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1912, e do serviço telegráfico favoreceu o desenvolvimento econômico e a integração de Miranda com outras regiões do país. Em 16 de julho de 1918, a vila foi elevada à categoria de cidade.

MATO GROSSO DO SUL

MPMS cobra cumprimento de medidas para educação inclusiva

Publicada nesta quinta-feira (16), recomendação do Ministério Público cobra adaptações pedagógicas, atendimento especializado e cumprimento da legislação para assegurar o direito à educação inclusiva

16/07/2026 11h30

Ministério Público deu prazo de 15 dias para que os destinatários informem se irão cumprir as medidas recomendadas

Ministério Público deu prazo de 15 dias para que os destinatários informem se irão cumprir as medidas recomendadas Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) publicou, nesta quarta-feira (16), uma recomendação para reforçar o cumprimento das normas de educação inclusiva na rede de ensino de Miranda. O documento assinad pela promotora de Justiça Cínthia  Giselle Gonçalves Latorraca, estabelece uma série de orientações destinadas a assegurar o acesso, a permanência e a aprendizagem de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e transtorno do espectro autista (TEA). 

A recomendação tem como base a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva.

No documento, o MPMS reforça que o direito à educação deve ser garantido sem qualquer tipo de discriminação e lembra que pessoas com deficiência não podem ser excluídas do ensino regular sob alegação de sua condição. A promotoria destaca que cabe ao poder público assegurar um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, com igualdade de oportunidades e oferta dos recursos necessários para que os estudantes possam desenvolver plenamente suas atividades escolares. 

Entre as medidas apontadas, o Ministério Público ressalta a necessidade de oferta de adaptações razoáveis, tecnologias assistivas e apoio individualizado aos estudantes da educação especial, conforme as necessidades de cada aluno. O texto também enfatiz a importância do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e da atuação integrada entre gestores, professores, profissionais especializados e familiares.

Outro ponto destacado é a obrigatoriedade da elaboração de instrumentos pedagógicos individualizados. A recomendação cita que a identificação das necessidades de cada estudante deve ocorrer por meio de estudo de caso, que servirá de base para a elaboração e atualização contínua do Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e do Plano Educacional Individualizado (PEI).

O MPMS lembra ainda que a legislação determina que os sistemas de ensino disponham de profissionais com formação adequada para o atendimento especializado, além de professores capacitados para atuar em salas comuns com estudantes da educação especial.

Ao longo da recomendação, a promotoria também reforça que a Lei Brasileira de Inclusão determina ao poder público a responsabilidade de criar, implementar e acompanhar políticas que garantam condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, eliminando barreiras físicas, pedagógicas e atitudinais.

O documento ainda recorda que a Lei nº 12.764/2012 equipara, para todos os efeitos legais, a pessoa com transtorno do espectro autista à pessoa com deficiência, assegurando o direito ao acesso à educação e ao ensino profissionalizante.

Além disso, o Ministério Público destaca que negar matrícula a aluno com deficiência constitui crime previsto na Lei nº 7.853/1989, com pena de reclusão de dois a cinco anos e multa. A legislação também obriga instituições de ensino públicas e privadas a garantir condições de acessibilidade em salas de aula, bibliotecas, laboratórios, quadras esportivas, áreas de lazer e demais dependências.

Os destinatários da recomendação terão prazo de 15 dias, contados do recebimento da notificação, para informar ao Ministério Público se irão acatar as medidas propostas, encaminhando documentos que comprovem as providências adotadas. Segundo o órgão, o descumprimento poderá resultar na adoção das medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis.

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