Cidades

AQUIDAUANA

Dois são autuados em R$ 7 mil por pesca predatória

Dois são autuados em R$ 7 mil por pesca predatória

DA REDAÇÃO

25/09/2013 - 09h35
Continue lendo...

Policiais Militares Ambientais de Aquidauana (MS) autuaram ontem (24), dois turistas, residentes em Tatuí (SP) por pesca predatória.

Os policiais fiscalizavam o Rio Miranda, em Nioaque (MS), quando encontraram um freezer, às margens do rio, próximo a um pesqueiro, contendo 50 kg de pescado da espécie pacu, sendo que vários exemplares estavam fora da medida permitida pela legislação. 

Pescado e freezer foram apreendidos. Os dois pescadores foram multados em R$ 3.500,00 cada um. Eles responderão por crime ambiental. Se condenados, poderão pegar pena de um a três anos de detenção.

Espaços Públicos

Empresas poderão assumir manutenção de áreas públicas em Campo Grande

Programa amplia parceria com a iniciativa privada para conservação de canteiros, rotatórias e espaços públicos; interessados poderão assumir manutenção em diferentes regiões da Capital.

30/07/2026 15h52

Rotatórias e canteiros centrais estão entre as áreas que poderão ser adotadas por empresas em Campo Grande.

Rotatórias e canteiros centrais estão entre as áreas que poderão ser adotadas por empresas em Campo Grande. Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande abriu um novo processo para que empresas, instituições e demais interessados possam adotar áreas públicas da Capital por meio do Programa de Parceria Municipal (Propam).

A iniciativa busca ampliar a participação da iniciativa privada na conservação de espaços urbanos, permitindo que canteiros centrais, rotatórias, praças e outras áreas recebam manutenção permanente sem custos diretos para o poder público. 

O chamamento público foi oficializado em edição do Diário Oficial do Município e contempla diversos locais distribuídos por diferentes regiões da cidade.

Entre os espaços disponíveis estão áreas localizadas nos bairros Novos Estados, Tiradentes, Carandá, Santa Fé e em outros pontos estratégicos de Campo Grande, que poderão receber investimentos em jardinagem, paisagismo, limpeza e melhorias urbanísticas por parte dos futuros parceiros. 

O modelo de adoção de áreas públicas é utilizado em diversas cidades brasileiras como alternativa para fortalecer a conservação dos espaços urbanos, estimular o cuidado com o patrimônio coletivo e ampliar a integração entre o setor público e a iniciativa privada.

Em contrapartida aos serviços executados, os adotantes podem receber autorização para divulgar institucionalmente a parceria, observando as regras previstas na legislação municipal.

Na prática, o programa permite que empresas contribuam diretamente para a melhoria da paisagem urbana, auxiliando na manutenção de jardins, gramados, sistemas de irrigação, arborização, pintura de meios-fios, limpeza periódica e pequenos reparos necessários para preservar as áreas adotadas.

Além do aspecto urbanístico, a administração municipal aposta na iniciativa como forma de reduzir os custos de manutenção desses espaços e concentrar recursos públicos em outras demandas prioritárias da cidade.

A expectativa é que a participação da iniciativa privada contribua para manter áreas de grande circulação em melhores condições durante todo o ano.

Outro objetivo do programa é incentivar a responsabilidade socioambiental das empresas instaladas em Campo Grande, fortalecendo ações de valorização dos bairros e promovendo ambientes urbanos mais organizados, seguros e agradáveis para moradores e visitantes.

Os interessados deverão observar os critérios estabelecidos no edital publicado pela Prefeitura, apresentando a documentação exigida e a proposta de adoção da área pretendida.

Após a análise técnica, os termos de parceria serão formalizados pelo Município, definindo as responsabilidades de cada parte e o período de vigência da adoção. 

A administração municipal destaca que a iniciativa não transfere a propriedade dos espaços públicos, que permanecem pertencentes ao Município. O objetivo é estabelecer uma cooperação para ampliar a qualidade da manutenção e incentivar o cuidado compartilhado com o patrimônio urbano.

Caso haja ampla adesão ao chamamento, a expectativa é de que novos espaços públicos recebam melhorias nos próximos meses, contribuindo para a valorização da paisagem urbana e para a qualidade de vida da população de Campo Grande.

sinal de alerta

Tráfego na BR-163 cai e Motiva pode pedir reajuste extra no pedágio

Publicado às vésperas do aumento de 40,5%, balanço revela que é o segundo trimestre seguido de retração no movimento, o que pode justificar futuro pedido de reequilíbrio financeiro

30/07/2026 14h00

Desde a retomada dos investimentos, há um ano, foram liberados seis km de terceira faixa e pouco mais de cinco quilômetros de duplicação

Desde a retomada dos investimentos, há um ano, foram liberados seis km de terceira faixa e pouco mais de cinco quilômetros de duplicação

Continue Lendo...

Faltando sete dias para começar a vigorar o reajuste de 40,5% nas nove praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul, a concessionária Motiva Pananal voltou a reportar queda no volume do tráfego na rodovia, o que pode ser utilizado futuramente pela concessionária para alegar desequilíbrio financeiro e automaticamente solicitar reajuste extra no pedágio. 

Conforme o balanço relativo ao segundo trimestre do ano divulgado na noite desta quarta-feira (29), o tráfego na rodovia recuou 3,8% no segundo trimestre, na comparação com igual período de 2025, passando de 12,855 milhões de veículos para 12,368 milhões. 

E esta queda no tráfego, atribuída pela concessionária ao aumento dos combustíveis após os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, no final de fevereiro, e o consequente encarecimento dos fretes, não é caso isolado. 

No primeiro trimestre do ano, a Motiva Pantanal já havia reportado queda de 2,6% no número de veículos que passou nas praças de pedágio. Nos três primeiros meses do ano passado foram 13,416 milhões. Em igual período deste ano, o total caiu para 13,017 milhões. Por conta disso, o faturamento com a cobrança de pedágio recuou de R$ 108 milhões para R$ 107 milhões.

No segundo trimestre ocorreu fenômeno parecido, apesar do reajuste da tarifa em junho do ano passado. A queda no faturamento, segundo a empresa, foi de 5,7%, passando de R$ 105 milhões para R$ 99 milhões. Na soma dos dois trimestres, a empresa reporta recuo de 3,3% na arrecadação, que caiu de R$ 213 milhões para R$ 206 milhões. 

Um possível pedido de reajuste extra, previsto em todos os contratos de concessão, pode ser feito se houver alteração significativa no volume de tráfego e, em tese, poderia ser feito cinco anos depois da repactuação, assinada em agosto do ano passado. 

Mas, apesar da queda na quantidade de veículos, a concessionária informa que fechou o primeiro semestre do ano com lucro líquido de R$ 14 milhões. No primeiro trimestre de 2026, havia informado aos investidores que estava no vermelho, com prejuízo de R$ 1 milhão. 

O lucro de agora, contudo, está longe dos valores reportados no primeiro semestre do ano passado, quando a então CCR MSVia disse ter fechado os primeiros seis meses do ano com lucro de R$ 510 milhões. Naquele período, porém, praticamente não havia investimentos. Agora, conforme o balanço, foram aplicados R$ 538 milhões em melhorias no pavimento, desapropriações e duplicações.  

Estes investimentos começaram em julho do ano passado e até agora foram entregues em torno de 6 quilômetros de terceira faixa, próximo a Mundo Novo, e 5,6 quilômetros de duplicação, perto de Campo Grande. 

TAFIRAÇO

A partir do dia 5 de agosto, as tarifas de pedágio terão aumento de 40,5%. A maior parte deste percentual, de 33,64%, é decorrente do chamado primeiro degrau tarifário definido na repactuação do contrato de concessão. Ao longo dos próximos quatro anos, se a Motiva Pantanal cumprir suas metas de investimentos, as tarifas devem subir novos degraus. Ao final desta escada, o pedágio terá subido 101%.

Além deste primeiro degrau, no próximo dia 5 de agosto ainda haverá a correção da inflação dos últimos doze meses, de 5,16%. Como um incide sobre o outro, o percentual ultrapassa os 40%. 

Mesmo assim, alega a concessionária, o pedágio na BR-163 ainda é um dos mais baratos do País. Antes da aplicação do primeiro degrau tarifário, a tarifa quilométrica da Motiva Pantanal corresponde a aproximadamente nove centavos por quilômetro, enquanto a média das concessões rodoviárias brasileiras é de aproximadamente 16 centavos. 

Depois do reajuste da próxima semana, este valor sobe para um pouco mais de 12 centavos por quilômetro. A média das rodovias estaduais nas quais existe pedágio, o custo é da ordem de 19 centavos,

A repactuação do contrato prevê investimentos de R$ 9,31 bilhões para ampliar a capacidade e modernizar a BR-163. Entre as principais intervenções estão a duplicação de 203 quilômetros, incluindo os primeiros 65 quilômetros, e a conclusão do Contorno de Mundo Novo nos três primeiros anos,

Além disso, está prevista a implantação de 150 quilômetros de faixas adicionais, 23 quilômetros de vias marginais, 467 quilômetros de acostamentos e 29 quilômetros de contornos em Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí, Vila São Pedro e Vila Vargas. O contrato também prevê dois ciclos estruturais de restauração do pavimento e renovação da sinalização ao longo da concessão.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).