Cidades

Vai que dá sorte

Bolão de MS junta R$ 75 mil para tentar a sorte na Lotofácil da Independência

Grupo reúne mais de 1,7 mil participantes em aposta coletiva de olho nos R$ 300 milhões do concurso especial, que será sorteado às 21h desta terça-feira (15).

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Quanto vale a tentativa de colocar as mãos em uma bolada de R$ 300 milhões? Para um grupo de Mato Grosso do Sul, a resposta passa dos R$ 75 mil. Mais de 1,7 mil pessoas estão reunidas no bolão “Vamos Ganhar”, que prepara uma aposta de grandes proporções para a Lotofácil da Independência, concurso especial que será sorteado nesta terça-feira (15) e tem prêmio estimado em R$ 300 milhões.

As informações obtidas inicialmente pelo Correio do Estado apontam que o grupo surgiu entre amigos, mas, ao longo do tempo, cresceu e já ultrapassou a marca de 1.700 participantes. Juntos, eles devem destinar mais de R$ 75 mil somente às apostas do concurso.

O tamanho da mobilização chama atenção. De um lado, uma verdadeira multidão de apostadores e dezenas de milhares de reais destinados aos jogos. Do outro, um prêmio milionário que pode mudar a vida de quem conseguir acertar as 15 dezenas sorteadas.

O concurso nº 3.780 é a 15ª edição da Lotofácil da Independência e será sorteado a partir das 21h desta terça-feira (15), pelo horário de Brasília, segundo a Caixa Econômica Federal. O prêmio principal está estimado em R$ 300 milhões.

A equipe de reportagem do Correio do Estado procurou o responsável pela organização do “Vamos Ganhar” para obter mais detalhes sobre o bolão, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O grupo, que reúne mais de 1,7 mil participantes e prevê investir mais de R$ 75 mil em apostas, afirma ser o maior bolão entre amigos de Mato Grosso do Sul.

R$ 75 mil de olho em R$ 300 milhões

A dimensão dos números ajuda a explicar a expectativa em torno da aposta. Enquanto o grupo sul-mato-grossense prepara mais de R$ 75 mil em jogos, o prêmio estimado para quem acertar as 15 dezenas chega a R$ 300 milhões.

A Lotofácil da Independência funciona de maneira semelhante à modalidade convencional. O apostador pode escolher entre 15 e 20 números, entre os 25 disponíveis no volante, e recebe premiação caso consiga acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 dezenas.

A principal diferença está justamente no tamanho do prêmio e na regra de acumulação. Por se tratar de um concurso especial, a Lotofácil da Independência não acumula.

Caso ninguém consiga acertar os 15 números, o prêmio passa para os apostadores que acertarem 14 dezenas e, se necessário, segue para as faixas seguintes. 

Em bolões, o valor arrecadado pelo grupo é utilizado para registrar diferentes apostas e ampliar a quantidade de combinações que concorrem ao prêmio.

Os participantes ficam vinculados às cotas adquiridas e, caso algum dos jogos seja premiado, o valor é dividido proporcionalmente entre os cotistas, conforme a participação de cada um.

Na Lotofácil, também é possível utilizar o dinheiro para fazer uma quantidade maior de jogos simples ou apostar em mais dezenas no mesmo volante. Quanto mais números são marcados, maior é a quantidade de combinações possíveis e, consequentemente, maior o valor da aposta.

Qual é a chance de levar os R$ 300 milhões?

Apesar do nome Lotofácil, acertar sozinho os 15 números está longe de ser simples. De acordo com a Caixa, uma aposta mínima, com 15 números, custa R$ 3,50 e oferece uma chance em 3.268.760 de acertar todas as dezenas.

A probabilidade melhora à medida que mais números são marcados no volante. Uma aposta com 16 dezenas tem uma chance em 204.298 de atingir os 15 acertos. Com 17 números, a possibilidade passa para uma em 24.035.

Para quem aposta 18 dezenas, a chance é de uma em 4.006. Com 19 números marcados, passa para uma em 843. Já a aposta máxima, com 20 dezenas, apresenta uma chance em 211 de acertar os 15 números. 

O aumento das probabilidades, entretanto, vem acompanhado de uma diferença expressiva no preço.

Enquanto o jogo simples, com 15 números, custa R$ 3,50, a aposta de 16 dezenas custa R$ 56. Com 17 números, o valor chega a R$ 476; com 18, R$ 2.856; e com 19 números, R$ 13.566.

A aposta máxima, com 20 dezenas marcadas, custa R$ 54.264.

É justamente a possibilidade de dividir custos e realizar um volume maior de apostas que costuma levar grupos de amigos a se organizar em bolões.

No caso do grupo sul-mato-grossense, os mais de R$ 75 mil arrecadados permitem ampliar o volume de jogos e de combinações disputadas.

Ainda assim, independentemente do valor investido, o resultado depende das dezenas sorteadas e nenhuma estratégia garante que o bolão alcance o prêmio principal.

Mais de 1,7 mil pessoas na torcida

O número de participantes é um dos aspectos que mais chamam atenção no “Vamos Ganhar”.

Mais de 1,7 mil pessoas estão reunidas em torno da mesma aposta coletiva, quantidade que transformou uma iniciativa entre amigos em uma pequena multidão à espera dos números sorteados.

Na edição passada da Lotofácil da Independência, em 2025, 54 apostas dividiram o prêmio principal, e cada uma levou aproximadamente R$ 4,29 milhões. 

Inicialmente, o sorteio da Lotofácil da Independência estava programado para ocorrer às 10h desta terça-feira (15). No entanto, a Caixa alterou o cronograma para ampliar o período disponível aos apostadores.

Com a mudança, as apostas poderão ser registradas até as 18h desta terça-feira. Já as cotas do Bolão Caixa continuarão disponíveis até as 20h, exclusivamente pelo aplicativo e pelo portal Loterias Caixa. O sorteio será realizado às 21h, pelo horário de Brasília.

Até lá, a expectativa aumenta entre os participantes do “Vamos Ganhar”, que aguardam para saber se o investimento coletivo será suficiente para colocar o bolão entre os premiados da noite.

Apesar do tamanho do investimento, colocar mais dinheiro em apostas não garante que o grupo saia vencedor. O resultado continuará dependendo das combinações registradas e das 15 dezenas que serão sorteadas.

Até que isso aconteça, porém, três números já dão a dimensão da expectativa em Mato Grosso do Sul: mais de 1,7 mil participantes, mais de R$ 75 mil em apostas e um prêmio estimado em R$ 300 milhões.

Agora, resta saber se a sorte será tão grande quanto o bolão.

 

emergência

Mais de 420 árvores caíram durante temporal em Campo Grande

Quinta-feira foi o dia com maior número de ocorrências, devido ao vendaval de quase 90 km/h, e equipes seguem mobilizadas para reparar estragos na Capital

14/09/2026 18h29

Houve, pelo menos, 420 quedas de árvores em Campo Grande

Houve, pelo menos, 420 quedas de árvores em Campo Grande Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

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Desde a última quinta-feira (10), quando uma tempestade com vendaval atingiu Campo Grande, a Prefeitura da Capital registrou 450 ocorrências, sendo 423 envolvendo quedas de árvores e galhos. Devido aos estragos, foi decretada situação de emergência e 35 equipes continuam mobilizadas nesta segunda-feira (14) em todas as regiões da cidade para reparos.

Conforme o Executivo Municipal, a região central concentrou o maior volume de chamados, com mais de 120 chamados.

“Desde quinta-feira, nossas equipes estão nas ruas trabalhando de forma ininterrupta para minimizar os impactos causados pelas chuvas. Foram centenas de árvores caídas, e nossa prioridade, desde o primeiro momento, foi desobstruir as vias, garantir a segurança da população e restabelecer a normalidade na cidade”, disse a prefeita Adriane Lopes (PP).

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), desde a quinta-feira até a tarde desta segunda-feira, o acumulado de chuvas ultrapassou os 102 milímetros, quase 40% acima da média histórica registrada para o mês de setembro em Campo Grande. 

Para contar e reparar os danos, uma força-tarefa foi montada na semana passada, com equipes focadas em corte de árvores, recolhimento de entulhos e desobstrução de bueiros, além da atuação da Defesa Civil.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) também atua com desvios de rota, auxílio aos condutores e reparo de 213 semáforos. Sete grupos atuam no conserto dos equipamentos semafóricos, além do efetivo da Guarda Civil Metropolitana na ordenação do fluxo de veículos.

No âmbito operacional, foram concluídas 118 ações emergenciais pela Agência Municipal de Habitação (Emha). Moradores das comunidades Nova Esperança, Jardim Seminário e Moreninhas precisaram de lonas em residências que sofreram destelhamentos durante as chuvas.  

A força-tarefa também inclui a área de assistência, com todos os 26 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) com as portas abertas para acolhimento da população e distribuição de cestas básicas, cobertores e colchões em algumas unidades.

A ação conta com parceria Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil Estadual e da Secretaria de Obras, além das concessionárias Energisa e Águas Guariroba.

“O trabalho continua e ainda temos muitos pontos que precisam de atenção. O apoio do Governo do Estado foi fundamental, somando esforços com o município e colocando equipes e estrutura à disposição para que pudéssemos avançar mais rapidamente no atendimento às regiões afetadas”, destacou a prefeita.

Articulação

Brasil e Bolívia articulam proteção binacional contra incêndios na fronteira de MS

Encontro realizado na sede do Instituto Homem Pantaneiro, em Corumbá

14/09/2026 18h15

Fotos: Divulgação

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Corumbá  recebeu, na manhã desta segunda-feira (14) uma reunião decisiva para uma articulação binacional inédita entre Brasil e Bolívia voltada à prevenção de incêndios florestais no Pantanal e no Chaco boliviano.

O encontro realizado na sede do Instituto Homem Pantaneiro (IHP) serviu para fechar a logística de uma expedição de reconhecimento que vai passar por território boliviano até a região da Baía Gaíva, que fica além da Serra do Amolar.

Do lado brasileiro, o acesso a essa região só é feito por embarcação, Rio Paraguai acima, a partir de Corumbá. Porém, do lado da Bolívia, há uma estrada de acesso que depende de manutenção.

O debate reuniu representantes da instituição, do Prevfogo/Ibama, da Armada Boliviana, da Defesa Civil boliviana e da Sub-governação da Província de Germán Busch, composta pelos municípios de Puerto Suárez, Puerto Quijarro e Carmen Rivero Tórrez, órgão vinculado ao Departamento de Santa Cruz.

A operação segue até 18 e contará com veículos e equipes da Defesa Civil da Bolívia, Armada Boliviana, Prevfogo/Ibama e IHP, por meio da Brigada Alto Pantanal.

O trajeto terrestre parte da região de Puerto Quijarro, na Bolívia, e segue em direção à Baía Gaíva, viabilizando o acesso das equipes a pontos de atuação já em território brasileiro, no Pantanal.

A articulação começou a ganhar corpo após atuação conjunta envolvendo a Armada Boliviana, o IHP, o Prevfogo/Ibama e o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul. Depois disso, a Sub-governação da Província de Germán Busch somou-se aos esforços de estreitar atividades coordenadas.

“Temos como prioridade trabalhar com a prevenção dos incêndios florestais. Essa condição nos fez avançar nas tratativas para haver essa ação conjunta entre instituições de Brasil e Bolívia. Isso envolve também uma articulação entre departamentos. Em épocas anteriores, não tínhamos essa articulação direta, mas hoje isso está mudado, as normativas das autoridades estão caminhando para um trabalho coordenado conjuntamente. Precisamos compartilhar informações, compartilhar tarefas e avançarmos para conseguir realizarmos trabalho conjuntos em maior escala”, detalhou o sub-governador da Província Germán Busch, Luis Delgadillo.

Na Bolívia, o 5º Distrito Naval “Santa Cruz” da Armada Boliviana, que fica em Puerto Quijarro, abriga também o Centro Nacional de Formação para Especialistas em Eventos Adversos, que tem formado brigadistas militares e civis para todo o território boliviano. Por conta da importância dessas unidades para prevenção e combate a incêndios florestais, o tema de atuação transfronteiriça ganhou ainda mais peso na região.

“Essa reunião só reforça a importância de se manter um compromisso de amizade e coordenação entre países vizinhos. Estamos empenhados em abrir caminhos, manter acesso a vias para permitir que localidades remotas possam ser alcançadas e garantir um atendimento para ambos os países e a suas populações que vivem nessas áreas. A Armada Boliviana está preparada, vem realizando capacitações e treinamentos, incluindo atividades com as instituições brasileiras”, disse o comandante do 5º Distrito Naval da Armada Boliviana em Santa Cruz, Capitão de Navio Cadmiel Mouzon Terán.

Em paralelo, o Ministério de Defesa da Bolívia, por meio do VIDECI, formalizou apoio a uma frente complementar da cooperação: o ingresso e deslocamento de brigadistas do Ibama entre a localidade de El Carmen e a fronteira com o Brasil, na região da Serra do Amolar, entre os dias 13 e 15 de setembro.

Para isso, a Bolívia designou o Tenente-Coronel Alexis Paredes Ferrufino, responsável departamental do Viceministerio de Defensa Civil da Bolívia como ponto focal encarregado de articular as ações com o Prevfogo/Ibama, o 5º Distrito Naval da Armada Boliviana e demais instituições envolvidas.

“Esta coordenação interinstitucional tanto da Bolívia, como do Brasil é para tratar de forma mais efetiva a prevenção de incêndios que são fronteiriços. Com esta expedição, vamos realizar um importante reconhecimento de pontos fronteiriços mais sensíveis e permitir que possamos agir mais efetivamente na proteção de populações de ambos os lados”, comentou o Tenente-Coronel diplomado Estado Mayor Alexis Paredes Ferrufino.

Juntas, as duas frentes formam a construção de uma resposta binacional coordenada a um dos maiores desafios ambientais da região transfronteiriça, os incêndios florestais que ameaçam, ao mesmo tempo, o Pantanal (reconhecido pela Unesco como Reserva da Biosfera e Patrimônio Natural da Humanidade) e a floresta chiquitana, no Chaco boliviano.

“Essa mobilização fortalece uma ação coordenada internacional para proteger um patrimônio natural da humanidade como o Pantanal, além da floresta chiquitana. É um passo inédito de cooperação entre instituições brasileiras e bolivianas que atuam na região transfronteiriça, e a colaboração da Armada Boliviana é fundamental para dar segurança e viabilizar o acesso das equipes durante toda a operação”, afirma o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

A expedição tem caráter estritamente preventivo e busca fortalecer os canais de comunicação, os pontos de contato e os protocolos de apoio mútuo entre os dois países diante da temporada de incêndios florestais transfronteiriços.

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