Cidades

sem transporte coletivo

Donos de ônibus atribuem greve a dívida de R$ 39 milhões da prefeitura

Consórcio Guaicurus afirmou que os salários dos motoristas só serão pagos caso o poder público repasse o valor

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Campo Grande está sem ônibus nesta segunda-feira (15). Terminais amanheceram fechados, pontos vazios e garagens cheias. Os motoristas estão em greve por tempo indeterminado. Está é a segunda vez no ano que o transporte coletivo para na Capital.

A greve ocorre por falta de pagamento: os motoristas do Consórcio Guaicurus estão sem salário há 10 dias. Com isso, reivindicam por:

  • Pagamento do 5º dia útil, que deveria ter sido depositado em 5 de dezembro – foi depositado apenas 50% - está atrasado
  • Pagamento da segunda parcela do 13º salário – vai vencer em 20 de dezembro
  • Pagamento do vale (adiantamento) – vai vencer em 20 de dezembro

O Consórcio Guaicurus, prestador do serviço de transporte coletivo urbano em Campo Grande (MS), afirmou que está sem dinheiro para pagar a folha salarial, 13º salário e custos operacionais básicos (combustível, manutenção da frota e encargos).

De acordo com o Consórcio, a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) deve R$ 39 milhões à empresa desde 2022 e que os salários dos motoristas só serão pagos caso o poder público repasse o valor.

“O atraso e o pagamento parcial não decorrem de má gestão, mas sim da inadimplência reiterada do Município de Campo Grande/MS no repasse do subsídio financeiro contratualmente instituído no quarto termo aditivo previsto. O valor devido pelo Poder Concedente, apenas no período compreendido desde 2022, quando foi designada a tarifa técnica no quarto termo aditivo do contrato de concessão, já soma um subsídio superior a R$ 39 milhões ainda não repassados ao Consórcio. A dificuldade financeira é uma consequência direta da quebra do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão pelo Poder Concedente. O pagamento da complementação do salário de novembro, do adiantamento de dezembro de 2025 (vencível em 20/12/2025) e da segunda parcela do 13º salário está condicionado à regularização desses repasses públicos”, explicou o Consórcio Guaicurus por meio de nota enviada à imprensa.

O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, Themis Oliveira, detalhou o montante de R$ 39 milhões devido pela prefeitura.

“A tarifa técnica é a que a prefeitura tem que pagar a diferença de uma para a outra, é uma maneira da prefeitura decidir ‘olha, eu quero que a população só pague tanto, o resto eu pago’. O quarto termo aditivo coloca que a prefeitura tem que todo mês, via as agências, aferir esse valor e informar a prefeitura para que ela pague esse valor. As agências nunca fizeram esse cálculo, porque na hora que ela conclui o cálculo, a prefeitura passa a dever, então elas nunca fizeram. Nós estamos desde 2022 com uma tarifa pública aqui, uma técnica aqui e sem receber essa diferença. Só nos últimos 12 meses, essa diferença já dá R$ 8,5 milhões. Se eu levar desde o começo de 2022, esse valor chega em R$ 39 milhões”, explicou o diretor-presidente.

“Além disso, eu estou com hoje R$ 4.874.000,00 em aberto do transporte dos alunos. Hoje, de 3 milhões e 200 mil passageiros, mais ou menos, que andam por meio dos ônibus, 1 milhão é gratuidade. Um milhão andando de graça e eu recebo só um pedacinho disso. A maioria desses 1 milhão que anda por mês eu não estou recebendo e isso está quebrando a economia do Consórcio. Então, agora, chegou num ponto que nós não conseguimos recursos para pagar, nós estamos devendo fornecedor, estamos devendo banco, E não conseguimos os recursos para pagar 100% da folha, pagamos 50% da folha", complementou.

 O Correio do Estado entrou em contato com a PMCG pessoalmente e via e-mail, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

Campo Grande amanheceu sem ônibus nesta segunda-feira (15). Esta é a segunda vez no ano em que o transporte coletivo para na Capital.

Os terminais Morenão, Julio de Castilho, Bandeirantes, Nova Bahia, Moreninhas, Aero Rancho, Guaicurus, General Osório e Hércules Maymone amanheceram fechados sem nenhuma "alma viva". Em contrapartida, as garagens amanheceram lotadas de ônibus estacionados. 

O transporte coletivo está em greve por tempo indeterminado e deixou usuários “na mão” em pleno início de semana. A greve foi alertada antecipadamente, estava prevista e não pegou passageiros de surpresa.

As pessoas que dependem do transporte coletivo tiveram que recorrer a caronas, transporte por aplicativo, táxi ou bicicleta para chegar ao trabalho na manhã desta segunda-feira (15). A greve ocorre por falta de pagamento.

DECISÃO JUDICIAL

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou, em decisão judicial, que 70% dos motoristas trabalhem durante a paralisação, sob multa diária de R$ 20 mil.

A decisão foi desrespeitada, pois 100% dos motoristas estão em casa e declararam greve nesta segunda-feira (15).

Desembargador Federal do Trabalho, César Palumbo, intimou o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano para que cumpra com urgência a decisão judicial em questão.

Audiência de conciliação, entre TRT e sindicato, será realizada nesta terça-feira (16), às 15h45min, na sede no tribunal.

Veja a decisão judicial na íntegra:

PAVIMENTAÇÃO MS-040

Governo investirá R$ 80,3 milhões em obras de pavimentação na MS-040

Obras dependem da Ordem de Início dos Serviços da Agesul e devem ser concluídas em menos de 2 anos

30/07/2026 11h00

Foto: Marcelo Victor / Arquivo Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) firmou contratação com a empresa MS Fator Obras e Serviços SA para implantar e pavimentar a MS-040, com valor estimado em mais de R$ 80,3 milhões.

A divulgação aconteceu no Diário Oficial desta quinta-feira (30), e as obras estão previstas para acontecer no trecho entre Santa Rita do Pardo e Brasilândia, no lote 04 da rodovia estadual, com pavimentação de 23,746 quilômetros totais, entre o KM 294,154 e o KM 317,9.

Os serviços devem ser executados e entregues dentro do período de 1 ano e 9 meses, contados a partir da Ordem de Início dos Serviços (OIS). Porém, não há indícios de quando a Agesul emitirá à ordem, sendo impossível estabelecer uma data definitiva de entrega.

Sob responsabilidade da concessionária Caminhos da Celulose, a qualidade da rodovia é alvo de uma série de reclamações devido aos buracos e más condições. A empresa tem concessão de cinco rodovias: BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395.

E em matéria recente do Correio do Estado, a empresa afirmou que realiza serviços de conservação e manutenção das rodovias MS-040 e BR-267, mas no momento, aguarda processos contratuais para iniciar as obras.

A contratação da empresa foi por processo de licitação, em Concorrência Eletrônica nº 134/2025 com resultado homologado em 03 de julho. O valor total estimado é de R$ 80.399.806,26.

Outro trecho

Ainda na MS-040, um outro contrato foi assinado no início desta semana e divulgado no DOE ontem, que prevê a implantação e pavimentação de 24,7 quilômetros entre os municípios de Santa Rita do Pardo e Brasilândia, mas este no lote 1.

A empresa Contek Engenharia SA é a responsável pelas obras que devem acontecer do KM 228,7 ao KM 253,4. O valor deste contrato está estimado em R$ 100.286.853,74, a quantia é quase R$ 20 mil a mais do estimado para a realização das obras no lote 4.

A contratação da empresa foi por processo de licitação, em Concorrência Eletrônica nº 135/2025 com resultado homologado também em julho.

Ambas os contratos tiveram como procurador Gil Márcio Franco, agora responsável a frente da Agesul, após exoneração de Rudi Fioresi, envolvido em escândalo de desvio de dinheiro público na prefeitura de Campo Grande.

As licitações dos dois loteamentos somavam o valor estimado de R$ 187 milhões para pavimentar aproximadamente 50 quilômetros entre os municípios do interior do Estado, que ainda não possuem asfalto e são parte importante no trajeto de atividades de pecuária e celulose.

POLÍCIA

Homem tenta roubar carro de casal de policiais e morre durante confronto

Homem teria invadido veículo de integrante do Batalhão de Choque e apontado uma arma contra o casal de policiais

30/07/2026 10h30

Suspeito morreu após confronto com policiais militares durante tentativa de furto de veículo, na madrugada desta quinta-feira

Suspeito morreu após confronto com policiais militares durante tentativa de furto de veículo, na madrugada desta quinta-feira Divulgação

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Na madrugada desta quinta-feira (30), um homem morreu após trocar tiros com um policial militar durante uma tentativa de furto de veículo em Campo Grande. O caso ocorreu em frente à residência de um integrante do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), que estava em casa acompanhado da esposa, também policial militar.

Segundo informações da corporação, o casal ouviu o motor do carro, que estava estacionado em frente ao imóvel, ser ligado por volta das 3h da madrugada. Ao sair para verificar a situação, o policial encontrou um homem dentro do veículo, aparentemente tentanto fugir. 

Ainda conforme a PM, o militar se identificou e deu ordem para que o suspeito parasse. Nesse momento, de acordo com o relato apresentado pelos envolvidos, o homem teria apontado uma arma de foto em direção ao casal, levando os policiais a efeturarem disparos para conter a ameaça.

Mesmo ferido, o suspeito conseguiu sair do veículo, mas caiu poucos metros à frente. Equipes da Força Tática foram as primeiras a chegar ao local e realizaram o isolamento da área até a chegada do Batalhão de Choque.

O homem ainda apresentava sinais vitais e foi socorrido pelos policiais até a Santa Casa de Campo Grande, porém não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar.

A ocorrência foi acompanhada por equipes da Polícia Judiciária Militar, Polícia Civil e Polícia Científica, que realizaram a perícia no local.

Durante os trabalhos, foi apreendido um revólver calibre .38, sem numeração aparente, carregado com seis munições, sendo quatro intactas e outras duas. Também foi encontrada uma chave do tipo “micha”, geralmente utilizada para arrombamento e furto de veículos. A perícia ainda recolheu oito munições intactas para análise.

Após o encerramento da perícia, os policiais militares envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol), onde foram realizados os procedimentos legais previstos para ocorrências desse tipo.

A dinâmica do caso será investigada pelas autoridades competentes.

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