Cidades

Alerta

Dourados confirma 374 novos casos de chikungunya em 4 dias

Além das reservas indígenas, outros três bairros estão em alerta sobre progressão da arbovirose

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O número de casos confirmados de chikungunya em Dourados disparou em poucos dias e acendeu um alerta máximo das autoridades de saúde do município. De acordo com o boletim mais recente da Vigilância Epidemiológica divulgado nesta segunda-feira (23), o município saiu de 274 confirmações no último dia 19 para 648 casos, 374 novos registros no período.

Ao todo, já são 1.426 notificações da doença, além de 576 exames em análise. Até o momento, quatro mortes foram confirmadas, todas na área de Reserva Indígena, região que concentra os casos mais graves e onde a situação é considerada mais preocupante.

Diante do avanço acelerado da arbovirose transmitida pelo mosquito aedes aegypti, a Prefeitura de Dourados decretou, na última sexta-feira (20), estado de emergência em saúde pública. A decisão foi tomada um dia antes, após reunião entre autoridades municipais, estaduais e federais, diante do crescimento expressivo de casos tanto na área urbana quanto, principalmente, nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

A disseminação da doença, que inicialmente se concentrava na Reserva Indígena, já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito.

No último sábado (21), representantes das três esferas de governo se reuniram com a imprensa para reforçar o pedido de apoio na conscientização da população. Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, uma força-tarefa já está em andamento, com ações intensificadas nas áreas mais afetadas.

Como parte das estratégias de enfrentamento, o município deve receber ainda nesta semana as chamadas Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), tecnologia do Ministério da Saúde que atua no controle do mosquito transmissor. 

De acordo com o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stábeli, o dispositivo funciona ao atrair as fêmeas do mosquito, que acabam contaminadas com o larvicida e o espalham para outros criadouros, interrompendo o ciclo de desenvolvimento das larvas.

As autoridades reforçam que, apesar das ações governamentais, o combate à doença depende diretamente da população. A principal orientação é eliminar recipientes que possam acumular água parada, já que os ovos do mosquito podem permanecer viáveis por até um ano.

“Se olhar 10 minutos por semana a sua residência, consegue eliminar o vetor. Se tem mosquito na nossa casa, o foco está na nossa casa”, alertou Stábeli, ao destacar a necessidade de mobilização coletiva.

Especialistas também chamam atenção para a gravidade da chikungunya. Considerado uma das principais referências no país sobre o tema, o infectologista Rivaldo Venâncio destacou o impacto da doença no sistema de saúde. Segundo ele, pacientes podem precisar de múltiplos atendimentos, o que gera sobrecarga nas unidades.

O médico ainda alertou para grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas (incluindo diabetes, hipertensão e condições autoimunes), que têm maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Além das medidas emergenciais, o avanço da chikungunya em Dourados levou o Governo do Estado a intensificar a articulação para incluir Mato Grosso do Sul na estratégia nacional de vacinação. O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, informou que o pedido foi baseado no cenário crítico enfrentado pelo município.

Vacina

O Estado deve receber a vacina contra a chikungunya, imunizante já aprovado pela Anvisa e em fase 4 de monitoramento, etapa que avalia a efetividade em condições reais de uso.

No Brasil, a vacina está sendo utilizado de forma controlada, dentro de uma estratégia piloto conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan, já implementada em municípios selecionados de diferentes estados. 

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, destacou que a inclusão do Estado foi construída de forma integrada entre as áreas técnicas da SES.


“Essa é uma construção coletiva, que envolveu as equipes de imunização, vigilância e assistência. Trabalhamos de forma coordenada para apresentar um cenário técnico consistente, que demonstrasse a necessidade e a capacidade do Estado em participar dessa estratégia”, afirmou.

Nesse contexto, Dourados se enquadra como área prioritária, especialmente pelo impacto da doença nas comunidades indígenas.

A Coordenadora de Imunização, Ana Paula Goldfinger, explicou que Mato Grosso do Sul não estava entre os territórios inicialmente contemplados.

“Foram selecionados municípios em outros estados e, naquele momento, Mato Grosso do Sul não havia sido incluído. Por isso, elaboramos um documento técnico conjunto, envolvendo imunização e arboviroses, para demonstrar que o Estado reúne os critérios necessários para participação na estratégia”, destacou.

Segundo ela, o cenário recente foi determinante para reforçar a solicitação.
“A emergência no território indígena de Dourados, com ocorrência de óbitos por chikungunya, reforçou o pedido de inclusão com prioridade para a aldeia, considerando o risco e a necessidade de resposta rápida”, completou.

Por se tratar de uma estratégia piloto, a vacinação contra a chikungunya ainda ocorre de forma restrita e monitorada no país. A expectativa é que, a partir dos resultados obtidos, haja ampliação progressiva da oferta do imunizante no SUS.

Neste momento,não há previsão para a chegada de doses ao Estado. As autoridades reforçam que a prevenção segue como principal ferramenta para conter o avanço da doença.

*Atualizado para acréscimo de informações

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SUSPENSÃO

TCE trava andamento do pacote de obras de R$ 188 milhões de Adriane

Decisão do conselheiro Osmar Domingues Jeronymo foi baseada na análise prévia da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente

04/09/2026 12h00

Pavimentação deve contemplar 40 bairros da Capital até 2028

Pavimentação deve contemplar 40 bairros da Capital até 2028 FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) decidiu pela suspensão cautelar dos itens 1 e 11 do procedimento licitatório da Prefeitura de Campo Grande, a qual trata-se da contratação de empresas especializadas para execução das obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diversos bairros do Município. Ao todo, o investimento é de aproximadamente R$ 188,5 milhões. 

O item 1 em questão trata-se de obras nos bairros Vila Nossa Senhora Aparecida e o Bosque da Saúde, com investimento total de R$ 16.821.643,03; já o 11 refere-se ao lote no Jardim São Conrado, com R$ 9.959.984,17 de recursos previstos na licitação.

Além disso, a Corte de Contas também determinou a suspensão cautelar da formalização dos contratos dos itens 4 e 9, adjudicados e homologados pelo Executivo, no dia 24 de agosto de 2026.

O investimento de R$ 4.995.603,89 é previsto no item 4, que engloba obras no bairro Complexo Jardim Itatiaia. A empresa Gradual Engenharia e Consultoria Eireli venceu esta licitação.

A do item 9 teve como vencedora a TST Construções e refere-se ao lote nas regiões do Coophavilla II e Batistão, com valores de R$ 13.080.365,52.

A prefeita Adriane Lopes terá o prazo de cinco dias úteis para comprovar o cumprimento das suspensões cautelares, sob pena de responsabilização, reparação de eventual dano ao erário e aplicação de multa de 1.800 Uferms. A decisão foi do relator Osmar Domingues Jeronymo.

Análise do certame

Uma análise prévia da equipe técnica da Divisão de Fiscalização de Obras, Serviços de Engenharia e Meio Ambiente identificou pendências de instrução e propôs a intimação da prefeita de Campo Grande para manifestação e envio de documentos pertinentes.

Diante do pedido, a prefeita de Campo Grande compareceu aos autos, apresentando justificativas e documentos que foram submetidos à nova análise da equipe técnica.

Com base nos procedimentos de auditoria realizados, o controle prévio do certame quanto aos aspectos relevantes está com atendimento parcial, com os critérios aplicados. Portanto, a Divisão de Fiscalização de Obras opinou por:

  • determinar à Administração a suspensão da licitação para os Lotes 01 e 11, além de republicar o edital para tais itens, com as planilhas orçamentárias revisadas, e reabrir o prazo legal para a formulação de novas propostas;
  • autorizar o prosseguimento regular da licitação para os lotes (02 ao 10 e 12 ao 18, incluindo o 13), e retificar os memoriais descritivos quanto às referências normativas do DNIT;
  • solicitar à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP) que, antes de iniciar a execução contratual e emitir as ordens de serviço dos lotes liberados, defina, em Especificação Técnica/Termo de Referência, a faixa granulométrica a ser utilizada e espessura mínima do CBUQ;
  • determinar que as medições somente sejam processadas mediante apresentação dos relatórios de controle tecnológico; não processar e/ou atestar, nenhuma medição para pagamento, se, junto a ela, não anexar relatório de controle da qualidade com resultados dos ensaios laboratoriais e determinações devidamente interpretados, caracterizando a conformidade técnica do serviço executado.
  • após às providências cabíveis quanto aos lotes 1 e 11, nos quais a revisão técnica repercutiu sobre a solução, os quantitativos e o orçamento, remeter a documentação para análise do Projeto Básico/Orçamentos dos lotes.

Pacote de obras

O pacote de R$ 188 milhões divulgado pela Prefeitura de Campo Grande é parte do planejamento municipal de ampliação da infraestrutura urbana, com intervenções para diversas regiões da Capital.

Conforme divulgado, esses recursos fazem parte do planejamento do Executivo de Campo Grande a serem empregados para cobertura da pavimentação e drenagem. A previsão da Capital do Mato Grosso do Sul é alcançar um volume de 640 milhões de reais em investimentos até o ano de 2028.

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Em Campo Grande

Operação fiscaliza lava-jato e conveniência suspeitos de funcionarem como pontos de drogas

Ação ocorreu após denúncias sobre tráfico, consumo de entorpecentes, som alto e circulação de pessoas armadas no Jardim Aero Rancho

04/09/2026 11h00

Ação foi realizada após denúncias de que os locais poderiam ser utilizados para a venda de drogas

Ação foi realizada após denúncias de que os locais poderiam ser utilizados para a venda de drogas Foto: Divulgação

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Na última quinta-feira (3), uma ação de fiscalização e repressão à crimes foi realizada no Jardim Aero Rancho, em Campo Grande, após suspeitas de que dois estabelecimentos estavam sendo utilizados como pontos de vendas de drogas. As denúncias eram contra um lava-jato e uma conveniência. 

A operação realizada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul contou com a participação do PROCON e equipes da 6ª Delegacia de Polícia, GOI e DECAT. No decorrer da ação foram apreendidos 522 gramas de maconha, um GM Corsa e o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. 

As denúncias recebidas pela Polícia Civil apontavam intensa movimentação de pessoas em ambos os estabelecimentos durante o período noturno. Além de reclamações sobre o consumo de entorpecentes, som alto e ostentando armas. 

Durante a fiscalização feita na conveniência, foi localizado pelos policiais bebidas com suspeitas de falsificação, cigarros de origem estrangeira, jóias e dinheiro em espécie. 

Além de anotações que a princípio mostravam indícios relacionados à uma possível prática de agiotagem e extorsão. O material encontrado foi apreendido e será analisado no decorrer das investigações. 

A operação também resultou na prisão de um homem de 27 anos. Ele foi encontrado em um dos estabelecimentos fiscalizados e era procurado por meio de um mandado de prisão preventiva. 

O suspeito é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas na região da Vila Fernanda e por possíveis furtos contra empresas locais.

Os responsáveis pelo lava-jato e pela conveniência não estavam nos imóveis quando as equipes chegaram. Identificados pelos policiais, eles serão chamados para depor e explicar as irregularidades encontradas, além de esclarecer se tinham conhecimento ou participação em eventuais crimes relacionados aos estabelecimentos.

Como medida administrativa, o Procon determinou o fechamento dos dois pontos comerciais. A investigação continua com novas diligências e depoimentos, que devem ajudar a esclarecer o caso e verificar se outras pessoas estão envolvidas.

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