Cidades

SETE DIAS DE PERSEGUIÇÃO

Durante operação no Pantanal, policial leva tiro e três morrem em confronto

Trio vinha sendo perseguido por equipe do Bope desde a segunda passada

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Depois de sete dias de perseguição no Pantanal, trio de suspeitos que estava com uma caminhonete e uma SUV furtadas terminaram mortos durante operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

A primeira abordagem foi na segunda (24) passada, quando um dos homens morreu. Nessa sexta (28), outro suspeito foi localizado e faleceu após troca de tiros. O último homem que era procurado entrou em confronto com policiais no domingo (30) e também foi morto.

Eles são suspeitos de integrarem quadrilha que atua na travessia ilegal de veículos roubados e furtados no Brasil para a Bolívia.

Nesse último confronto, ocorrido no domingo, um policial chegou a ser atingido por uma bala. O projétil atingiu o colete e não transfixou o equipamento.

Os homens que morreram foram Christian Bastos de Oliveira, 27 anos, na madrugada de terça-feira (25); na sexta-feira (28) foi Gian Carlos Amarillo do Nascimento, 29 anos; e neste domingo, João Paulo do Nascimento Ferreira, 25 anos.

A operação do Bope foi realizada na região da Nhecolândia, no Pantanal, em áreas diferentes. Nessa área, neste sábado, ocorreu um leilão que reuniu dezenas de produtores rurais e movimento alto volume financeiro.

Os três suspeitos estavam com uma caminhonete e uma SUV que ficaram atoladas na segunda-feira. Como a região onde estavam fica distante de Corumbá, município mais próximo, e é de difícil acesso, trabalhadores que avistaram o trio suspeitaram da presença deles e avisaram as autoridades.

Uma equipe do Bope foi informada do caso e se deslocou para o Pantanal para averiguar a situação. O primeiro confronto dos policiais com os suspeitos ocorreu ainda na segunda-feira (24).

Houve troca de tiros e dois homens fugiram, enquanto Christian Bastos foi baleado. Ele morreu a caminho de Corumbá, quando era levado para receber atendimento médico. 

Com a fuga de dois suspeitos, os policiais permaneceram com rondas na região e encontraram o outro suspeito na sexta-feira (28).

Gian do Nascimento foi morto após ser baleado em outro confronto com os policiais militares.

No dia 29, houve forte esquema de policiamento em área que concentrava produtores rurais, porém o terceiro suspeito não chegou a ser localizado.

A operação prosseguiu e no domingo o terceiro suspeito foi encontrado perto da fazenda Novo Horizonte, onde o leilão ocorreu.

João Paulo do Nascimento resistiu à abordagem e também foi alvejado. Ele estava com uma pistola .380, que acabou apreendida.

Todas as armas que estavam com os suspeitos foram apreendidas, bem como os dois veículos que eles conduziam. Conforme apurado, as armas foram encaminhadas para perícia de balística.

Os homens viviam em Corumbá e ao menos Christian e Gian já tinham passagens policiais, de acordo com as autoridades que atuam na Capital do Pantanal.

As mortes deles foram registradas em boletins de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

Na última semana, além do Bope, a Polícia Civil também desencadeou ação contra criminosos que atuam na trave.

INÍCIO DA ESTAÇÃO SECA

Bombeiros de MS empenham 20 militares, 2 aviões e drones para evitar incêndios

Em treinamento, bombeiros usam queima controlada no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari para reduzir a biomassa acumulada

19/06/2026 18h00

Aeronave AirTractor do Governo de MS

Aeronave AirTractor do Governo de MS Foto: Cabo Lima/CBM-MS

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Às vésperas do inverno, estação mais seca do ano, bombeiros de Mato Grosso do Sul se preparam para a temporada de incêndios florestais. 

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) realizou a queima prescrita - uso planejado e controlado do fogo em vegetação -, nesta semana, no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

Aeronave AirTractor do Governo de MSAeronave AirTractor do Governo de MS. Foto: Cabo Lima/CBM-MS

A ação empenhou 20 militares, 2 aeronaves AirTractor, drone com sensor de calor, abafador, soprador e estação meteorológica portátil. Os equipamentos auxiliam na identificação de focos de incêndio e realização de treinamentos específicos para as equipes.

A atividade contou com o apoio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Prefeitura Municipal de Costa Rica, Brigada de Incêndio de Alcinópolis e representantes do Núcleo de Estudos do Fogo em Áreas Úmidas da UFMS.

O objetivo é reduzir riscos de grandes incêndios em meses de estiagem (julho, agosto, setembro e outubro), reduzir a biomassa acumulada e diminuir o material combustível disponível. O manejo contribui para a eliminação de espécies exóticas e favorece a regeneração da vegetação nativa.

“A queima foi realizada em área de difícil acesso, a qual servirá como um ponto de controle para possíveis incêndios. Mensuramos as condições adequadas para essa atividade, aferindo a velocidade do vento, a humidade relativa do ar e a temperatura do local. Nesse momento do ano, temos uma temperatura mais amena, com previsão de chuva para os próximos dias, sendo o momento ideal para esse tipo de ação”, destacou o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental dos Bombeiros, capitão Pedrozo.

Os incêndios aumentam nesta estação devido à combinação de clima seco, baixa umidade do ar, ventos fortes

QUEIMA PRESCRITA

Queima prescrita é o uso planejado e controlado do fogo em vegetação, para reduzir o acúmulo de material orgânico seco (combustível) e biomassa acumulada.

A atividade também é chamada de queima controlada e Manejo Integrado do Fogo (MIF).

A queima controlada é permitida nas práticas de prevenção e combate aos incêndios. Com isso, uma das formas de evitar incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense é justamente realizar queimadas em vegetações que serviriam de combustível para o fogo.

A queima prescrita é conduzida de forma lenta e com baixa intensidade, permitindo a fuga da fauna e preservando a estrutura da vegetação.

O fogo é benéfico para o Pantanal sul-mato-grossense, se utilizado da maneira, frequência e na época correta. O fogo por si só não é um problema, mas incêndios florestais sim.

A fauna e flora estão adaptadas com a presença do fogo no Pantanal e Cerrado. Porém, a frequência a qual ocorre se torna um problema quando utilizado da maneira e época errada.

Operação Suffragium

Adriane Lopes diz que investigação sobre compra de votos não envolve a gestão atual

A prefeita ainda afirmou que recebeu a notícia da Operação da PF com "surpresa" e "tranquilidade"

19/06/2026 17h30

Operação cumpriu mandados de busca em endereços ligados à Adriane Lopes

Operação cumpriu mandados de busca em endereços ligados à Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A prefeita Adriane Lopes (PP), ligada à Operação Suffragium da Polícia Federal que investiga um esquema de compra de votos durante as eleições de 2024, afirmou que as diligências não envolvem nenhum órgão da Administração Municipal nem tem relação com "atos da atual gestão". 

Afirmou, ainda, que a recebeu a notícia da Operação com "surpresa" e "tranquilidade".

Adriane Lopes teve o nome ligado à investigação durante ação da PF na manhã desta sexta-feira (19), quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à prefeita de Campo Grande. 

Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE/MS), em endereços residenciais e comerciais localizados em Campo Grande e Taquarussu. 

A PF identificou movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix, além de utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.

As condutas configuram os crimes de corrupção eleitoral e falsidade ideológica eleitoral, prática conhecida como "caixa dois". As investigações permanecem em andamento e tramitam sob sigilo.

Em nota, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que "o objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília". 

Leia a nota na íntegra:

A prefeita Adriane Lopes recebeu com surpresa a notícia da deflagração da Operação Suffragium, mas também com tranquilidade, uma vez que o objeto da ação já foi analisado pelo Poder Judiciário, tendo a defesa obtido decisões favoráveis nas duas primeiras instâncias, no Mato Grosso do Sul, e parecer favorável do Procurador-Geral em Brasília.

Importante destacar que as diligências desta sexta-feira não envolvem qualquer órgão da Administração Municipal nem guardam relação com atos da atual gestão.

A prefeita reafirma seu respeito às instituições e ao trabalho dos órgãos de controle e investigação, mantendo-se à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, com a convicção de que a verdade dos fatos prevalecerá, como já ocorreu nas decisões judiciais anteriormente proferidas.

A Administração Municipal segue concentrada em seu compromisso diário de trabalhar por Campo Grande, com ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

A Polícia Federal afirmou que não vai dar detalhes nesta fase da operação e que irá se pronunciar apenas quando a investigação estiver concluída. 

Investigação

A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) e a vice-prefeita Camilla Nascimento (Avante) já haviam sido alvo de investigação envolvendo compra de votos nas eleições para mandado de prefeito da Capital em 2024. 

Em maio de 2025, por cinco votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) decidiu pela manutenção dos mandatos, negando provimento da ação proposta pelo PDT e pelo DC por compra de votos nas eleições municipais.

De acordo com o presidente do TRE-MS, o desembargador Carlos Eduardo Contar, as provas apresentadas contra Adriane e Camilla eram "frágeis" e qualquer penalidade aplicada deveria ser com base em "provas substanciais". 

Os fatos têm de ser provados de forma idônea e incontestes. Por isso, a solução dada pelo relator é a mais acertada", disse, finalizando o julgamento.
 

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