Cidades

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EcoSport: mudanças bem-vindas

EcoSport: mudanças bem-vindas

Redação

05/02/2010 - 00h49
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E viva realmente o novo! A Ford abriu a temporada de lançamentos do ano, com a apresentação do novo EcoSport para jornalistas especializados de todo o País, em Maceió, nesta semana. O carro que deve chegar às concessionárias na primeira quinzena deste mês já vem com a chancela de modelo 2011, reformulado por fora e por dentro. A evolução do carro vem acompanhada de boas estratégias de marketing: três anos de garantia e valores reduzidos em média R$ 2 mil, podendo ultrapassar os 3 mil nas versões mais caras. A estratégia da Ford é para manter ou quem sabe aumentar o volume de vendas do veículo que tem mantido a média de 4 mil unidades/ mês desde o lançamento em abril 2003 e já emplacou 550 mil unidades. Na região Centro-Oeste, por exemplo, o EcoSport é responsável por 21% dos veículos vendidos. Não é à toa que o EcoSport é a “menina dos olhos da Ford”. Segundo o gerente-geral de Marketing, Antonio Baltar o utilitário-esportivo marcou a virada da marca conquistando novos consumidores para a montadora. “Com este produto rejuvenescemos a Ford”, enfatizou Baltar. Assim, com a competição cada vez mais acirrada e um leque cada vez maior de produtos na mesma faixa de preço, a Ford correu para renovar seu carro-chefe, no sentido literal da expressão. Agora, proprietários do EcoSport 2011 poderão exibir o modelo que faz questão de firmar seu nome no capô em letras cromadas, bem ao estilo Land Rover. Entre as novidades também destacam- se: nova grade do radiador, faróis com novo acabamento cromado escuro, novas rodas, novo bagageiro de teto, novo quadro de instrumentos, novas chaves (tipo canivete), novo acabamento no revestimento dos bancos, com nova opção de cor também para o couro (marrom). Não houve mudança nem na traseira nem na motorização do veículo, portanto, também não há redução no consumo. O pacote de reestilização privilegiou o que mais incomodava os donos de EcoSport: acústica, conforto e design. Com as novidades citadas acima, a equipe de engenharia conseguiu redução em 40% no ruído do carro e aprimoramento no acabamento. E aquela velha sensação de muito plástico foi resolvida com a mudança de alguns detalhes internos. “Acreditamos que o EcoSport hoje representa o melhor custo-benefício entre os modelos SUV”, afirma o engenheiro-chefe de Desenvolvimento de Produto, Milton Lubraico. Segundo Milton, o EcoSport faz parte de um programa de qualidade que inclui desde o aprimoramento de materiais e pacotes acústicos até elementos como economizador de bateria que desliga as luzes internas após 10 minutos de inatividade, faróis principais com maior área útil e bancos dianteiros com maior suporte laterial e conforto. Preços mais baixos A versão FreeStyle, responsável por mais de 50% das vendas, é o foco principal das novidades, com itens que reforçam o seu custo-benefício e estilo personalizado. Ela agora vem equipada com computador de bordo e controle do rádio no volante, além de aviso de portas abertas e revisão periódica, novas rodas de liga leve de 15 polegadas, bagageiro longitudinal no teto, chave tipo canivete e o emblema EcoSport no capô, por R$ 57.190 na motorização 1.6, ou seja, R$ 1.490 a menos que o modelo anterior. Arcondicionado, direção hidráulica, trio elétrico e rádio My Connection também fazem parte do pacote. Por R$ 1 mil a mais, o cliente pode levar o EcoSport XLT 1.6 com air bag duplo (R$ 58.190). Nessa versão, a redução no preço em relação ao modelo 2010 passa de R$ 2.200. O EcoSport XLT 1.6 com freios ABS e bancos de couro é ofertado a R$ 60.190, apenas R$ 2.000 a mais que a versão anterior. Nas versões com motor 2.0 flex, a redução de preços chega a R$ 3.000. O EcoSport FreeStyle 2.0, assim como o FreeStyle 1.6, ganhou computador de bordo, controle do rádio no volante e novos detalhes de aparência, e sai por R$ 59.480 (R$ 2.480 a menos que o modelo 2010). O EcoSport Automático 2.0 XLT, com air bag duplo, freios ABS e novo descansa-pé para o motorista custa R$ 60.910 (o modelo anterior era R$ 63.970). Já o modelo 4WD com tração integral, air bag duplo Na traseira, nada de mudanças. O estepe continua por lá dando aquele ar mais aventureiro ao jipinho. Por dentro, novas forrações com menos plástico e barulho, detalhes que eram alvo de muitas críticas dos donos do modelo e freios ABS, teve o preço reduzido para R$ 61.880, ante os R$ 64.960 cobrados anteriormente. “Além de reduzir o preço de todos os modelos, o EcoSport 2011 baixou também o custo de equipamentos como air bag e freios ABS, ajudando a tornar mais acessíveis esses itens de segurança. Ambos estão disponíveis pelo preço de R$ 1 mil, o mais baixo dentro da categoria”, diz Adriana Carradori.

DIREITOS HUMANOS

Guajajara repudia fala de técnico do Palmeiras; Abel reconhece erro

Treinador fez declaração xenófoba após jogo contra Atlético Goianiense

13/07/2024 20h00

Foto: Frame / Canal Gov

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse neste sábado (13) que foi procurada pelo Palmeiras e informada sobre o pedido de desculpas do técnico Abel Ferreira. Na última quinta-feira (11), depois da vitória sobre o Atlético Clube Goianiense por 3 a 1, pelo Brasileirão, ele afirmou que o time paulista “não é uma equipe de índios”. A expressão foi usada como sinônimo de desorganização.

“A assessoria do Palmeiras entrou em contato com nosso gabinete para informar sobre o posicionamento do técnico Abel Ferreira, após sua fala. Importante o reconhecimento do erro e o pedido de desculpas às comunidades indígenas do Brasil”, escreveu Guajajara nas redes sociais.

O pedido de desculpas citado pela assessoria do clube foi postado nas redes sociais de Abel Ferreira na sexta-feira (12).

“Repudio toda e qualquer forma de preconceito e discriminação. Infelizmente, há expressões que continuamos a perpetuar sem que nos debrucemos sobre o seu conteúdo. Errei ao usar uma dessas expressões na coletiva de imprensa. Reconheço que palavras têm poder e impacto, independentemente da intenção. Devemos todos questionar, pensar e melhorar todos os dias. Peço desculpa a todos e, em especial, às comunidades indígenas”, escreveu o técnico.

Também na sexta-feira, a ministra escreveu que as falas de Abel Ferreira eram “inadmissíveis”, por revelar a permanência de estereótipos em relação aos povos indígenas.

“O técnico do Palmeiras errou, e muito, na sua declaração. Gostaria de convidá-lo a conhecer a história dos povos indígenas do Brasil. E também conhecer a história de colonização de Portugal, seu país de origem, em relação ao Brasil e como estamos trabalhando para rever isso”, escreveu.

Guajajara também citou os posicionamentos recentes do governo português, que em junho assinou Memorando de Entendimento com o Observatório do Racismo e Xenofobia do país, durante visita da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.

“O próprio presidente de Portugal, recentemente, admitiu que o país foi responsável por uma série de crimes contra escravos e indígenas no Brasil. Uma declaração muito importante porque o reconhecimento de tais crimes é o primeiro passo para ações concretas de reparação”.

“Seu posicionamento, naquele momento, trouxe para o debate público a relevância inadiável de avançarmos numa agenda de igualdade étnico racial como premissa para a cidadania, com o resgate, a preservação e a valorização da história e dos saberes da cultura afro-indígena do BR”, completou a ministra.

*Com informações da Agência Brasil

VÍRUS

Com caso em MS, Saúde recomenda atenção para casos de febre Oropouche no país

Estados e municípios devem intensificar vigilância para possibilidade de transmissão do vírus

13/07/2024 18h00

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS

Sesau confirma que não há foco do mosquito Oropouche em MS Foto: Divulgação

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O Ministério da Saúde (MS) emitiu uma recomendação aos estados e os municípios para que intensifiquem a vigilância em saúde para a possibilidade de transmissão vertical do vírus Oropouche. Em Mato Grosso do Sul, apenas um caso foi registrado neste ano, em Campo Grande.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o caso registrado no dia 12 de junho trata-se de uma mulher de 42 anos, que contraiu o vírus na cidade de Ilhéus, na Bahia, onde passava férias, no início de junho.

Desta forma, o caso foi tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade

Um dia após o registro do primeiro caso, a Sesau emitiu um comunicado informando que não há foco do mosquito transmissor na Capital até o momento.

Nesta semana, o Ministério da Saúde emitiu a recomendação de intensificação de vigilâmcia após o Instituto Evandro Chagas detectar presença do anticorpo do vírus em amostras de um caso de abortamento e quatro casos de microcefalia.

“Significa que o vírus é passado da gestante para o feto, mas não é possível afirmar que haja relação entre a infecção e o óbito e as malformações neurológicas”, disse o Ministério em nota divulgada na quinta-feira (11).

No documento, a pasta orienta que estados e municípios também intensifiquem a vigilância nos meses finais da gestação e no acompanhamento dos bebês de mulheres que tiveram infecções por dengue, Zika e Chikungunya ou febre de Oropouche.

O Ministério recomenda ainda coletas de amostras e preenchimento da ficha de notificação; que se alerte a população sobre medidas de proteção a gestantes, como evitar áreas com a presença de maruins (tipo de inseto) e mosquitos, instalar telas em portas e janelas, usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente.

Segundo as informações, o serviço de detecção de casos de Oropouche foi ampliado para todo o país em 2023, após o Ministério da Saúde disponibilizar testes diagnósticos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen).

Com isso, os casos, até então concentrados prioritariamente na Região Norte, passaram a ser identificados também em outras regiões do país.

“A descoberta reforça a eficiência da vigilância epidemiológica no SUS, principalmente em relação a possíveis transmissão vertical de doenças, fundamental para antecipar diagnósticos e proteger gestantes e recém-nascidos”, informou o ministério.

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada pelo  arbovírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, além de tontura, dor na parte posterior dos olhos, calafrios, náuseas, vômitos.

Em cerca de 60% dos pacientes, algumas manifestações, como febre e dor de cabeça persistem por duas semanas

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

A prevenção é feita a partir da proteção contra os mosquitos transmissores.

* Com Agência Brasil

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