Cidades

MATO GROSSO DO SUL

El Niño traz preocupação sobre incêndios no Pantanal em 2026

Fenômeno promete trazer chuvas mais irregulares até abril e um retorno no segundo semestre, com temperaturas acima da média e as ondas de calor

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Fenômeno característico por esquentar as águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial, o El Niño já traz preocupações para uma maior incidência de incêndios no Pantanal em Mato Grosso do Sul. 

Além da maior planície alagável, esse fenômeno climático deve atingir também outros biomas com uma maior possibilidade de ocorrências de incêndios, como no Cerrado e na Mata Atlântica. 

Reprodução/Inmet

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mostram que o território nacional sentiu a influência do fenômeno nos anos de  2023/2024, 2015/2016, 1997/1998 e 2009/2010, o que já fez com que o País atingisse uma última década ainda mais quente que a anterior. Confira: 

Agora, conforme análise feita através do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), em 2026 essa sensação de temperaturas mais quentes deve durar, inclusive, durante também o inverno local. 

Com uma previsão de chuvas mais irregulares, a meteorologista do Cemtec, Valesca Fernandes, aponta que a situação tende a se agravar nos próximos meses, o que acende um alerta inclusive para os municípios que já registraram um fevereiro com chuvas acima da média. 

Conforme a meteorologista do Cemtec, o El Niño, ainda para o trimestre que se estende até o mês de abril, trará condições mais neutras para Mato Grosso do Sul, o que não deve durar muito. 

"Porém, no segundo semestre, há um indício de retorno do fenômeno e que pode favorecer a ocorrência de temperaturas acima da média e as ondas de calor. "Essa situação casa exatamente durante o período seco, que seria quando a gente tem umidade muito baixa. As condições das altas temperaturas, ondas de calor, baixo valor de umidade relativa do ar, todo esse cenário pode intensificar o aumento para a ocorrência de incêndios florestais", cita Vanessa em nota. 

Ação em resposta

Por outro lado, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul indica que já têm preparado as chamadas ações de combate aos incêndios, feitas através do Corpo de Bombeiros tanto por terra quanto também pelo uso de aeronaves. 

Em 2025, por exemplo, foram detectados por satélite aproximadamente 924 eventos de fogo, com o combate direto em 88 desses e um total de 1.105 ações. Foram quase 1,3 mil militares mobilizados e pelo menos 60 viaturas empregadas nas 4.391 ocorrências registradas, boa parte em perímetro urbano e periurbano. 

 

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TABOCO-CORGUINHO (MS)

Rio transborda e ponte é arrastada após 393 milímetros de chuva em Corguinho

Segundo o Cemtec, 393,2 milímetros foram registrados em Corguinho em 4 dias, o dobro do que é esperado para o mês inteiro

05/02/2026 10h15

Água tomou conta e levou/destruiu ponte

Água tomou conta e levou/destruiu ponte Foto: divulgação/WhatsApp

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Fortes chuvas atingem, desde domingo (1°), os municípios de Corguinho, Rio Negro e Rochedo, em Mato Grosso do Sul.

Ponte sobre o Rio Taboco, localizada em um distrito de Corguinho (MS), foi arrastada e destruída pela força da água, na tarde desta quarta-feira (4). Veja o vídeo abaixo.

Com isso, comunidades rurais de pequenos assentamentos estão ilhadas e não tem como sair ou entrar no distrito via terrestre.

De acordo com a Defesa Civil de Corguinho, os locais mais afetados até o momento são: Fazenda Independência, Indaiá, Assentamento Liberdade Camponesa, Córrego da Areia, Jeromão, Lageado e Taboco.

Dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) apontam que 393,2 milímetros foram registrados em Corguinho, 146 em Rochedo e 200 em Coxim, em um período de quatro dias, de domingo (1°) a quarta-feira (4).

Isto significa que choveu 102% a mais do que é esperado para o mês em Corguinho, ou seja, foi registrado o dobro de chuvas em apenas cinco dias.

A chuvarada causou diversos estragos nos municípios, como:

  • Elevou drasticamente nível do Rio Aquidauana, Rio Taquari e Rio Tabaco em poucas horas - nível do Rio Aquidauana está em 7,71m e Rio Taquari 5,26m, às 7h30min desta quinta-feira (5)
  • Transbordamento do Rio Aquidauana, Rio Taboco, Rio Taquari e Córrego Barrinha
  • Arrastou e destruiu pontes inteiras
  • Deixou comunidades rurais ilhadas
  • Comprometeu estradas vicinais
  • Interditou temporariamente a MS-080
  • Rompeu represa em Rio Negro
  • Deixou áreas temporariamente sem acesso
  • Causou danos em cabeceiras de pontes
  • Corguinho e Coxim decretaram situação de emergência após as fortes chuvas

QUANDO VAI PARAR DE CHOVER?

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuvas intensas até domingo (8) na região de Corguinho (MS). 

METEOROLOGIA

O mês de fevereiro começou com muita chuva na região centro-norte de Mato Groso do Sul.

O tempo está nublado, instável, úmido e chuvoso, desde domingo (1°), em Campo grande, Rochedo, Corguinho, Coxim, São Gabriel do Oeste, Camapuã, Bandeirantes, Miranda, Porto Murtinho, Rio Brilhante e Ribas do Rio Pardo.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta amarelo e laranja de chuvas intensas para Mato Grosso do Sul:

  • Chuvas intensas - alerta amarelo - perigo potencial: chuva de 20-30 mm/h ou 50 mm/dia e ventos intensos de 40-60 km/h. Há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos

  • Chuvas intensas - alerta laranja - perigo potencial: chuva de 30-60 mm/h ou 50-100 mm/dia e ventos intensos de 60-100 km/h. Há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e alagamentos

Veja os acumulados de chuva nas últimas 24 horas e 96 horas:

Água tomou conta e levou/destruiu ponte
Água tomou conta e levou/destruiu ponte

 

EMERGÊNCIA

Rio Aquidauana passa da cota de emergência e eleva risco de alagamentos em MS

Com níveis de água subindo quase 10 centímetros pela manhã desta quinta-feira (5), rio Aquidauana agrava risco de inundações em áreas urbanas e rurais aos municípios próximos

05/02/2026 09h45

Rio pode transbordar nas próximas horas e afetar municípios de Aquidauana e Anastácio

Rio pode transbordar nas próximas horas e afetar municípios de Aquidauana e Anastácio Divulgação/ O Pantaneiro

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O Rio Aquidauana ultrapassou a cota de emergência e mantém os municípios de Aquidauana e Anastácio em estado de atenção máxima nesta quinta-feira (5). O avanço das águas é resultado do alto volume de chuvas registrado nos últimos dias em toda a bacia hidrográfica, somado à previsão de continuidade das precipitações ao longo do dia.

Segundo informações do chefe da Defesa Civil de Aquidauana, Cláudio Alviço, o rio iniciou o dia com nível de 7,65 metros e chegou a 7,71 metros ao longo da manhã, superando a cota de emergência, que é de 7,30 metros. A elevação reforça o risco de alagamentos e possíveis inundações em áreas urbanas e rurais próximas ao leito.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, um “Aviso de Evento Crítico” já apontava a proximidade da cota de emergência às 9h de quarta-feira (4), a Plataforma de Coleta de Dados (PCD) registrava 6,97 metros, enquanto medições feitas por leiturista da Agência Nacional de Águas (ANA) indicavam que o nível já havia chegado a 7,06 metros às 7h, evidenciando uma elevação mais rápida do que a inicialmente apontada pelos sistemas automáticos.

O cenário é agravado pela previsão do tempo. De acordo com o portal O Pantaneiro, a população de Aquidauana e Anastácio deve enfrentar um dia de tempo instável, com céu nublado a encoberto e pancadas de chuva a qualquer hora. Os acumulados podem ser elevados, principalmente entre a tarde e a noite, com possibilidade de temporais acompanhados de descargas elétricas e rajadas de vento. As temperaturas variam entre 22°C e 31°C, com alta umidade do ar.

Os institutos de meteorologia mantêm alertas para a região em função do solo já saturado pelas chuvas recentes, o que aumenta o risco de alagamentos. A orientação da Defesa Civil é para que a população evite áreas de risco, como margens de rios e córregos, além de redobrar a atenção no trânsito.

A cheia do Rio Aquidauana também já provoca reflexos em outros municípios. De acordo com o portal Hora MS, o distrito de Palmeiras, em Dois Irmãos do Buriti, entrou em situação de alerta após aviso emitido pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) na noite de terça-feira (4). Este é o terceiro alerta relacionado à elevação de rios no Estado em curto intervalo de tempo, somando-se aos já emitidos para Aquidauana e Coxim.

Segundo o Imasul, o aumento do nível do rio está diretamente ligado às chuvas registradas desde o último fim de semana. Apesar da previsão de redução gradual do volume acumulado, ainda são esperadas pancadas de chuva nos próximos dias. O Cemtec indica continuidade das chuvas até esta quinta-feira enquanto o Inmet emitiu aviso com grau de severidade classificado como “perigo”.

Com o avanço das águas, já há registros de invasão em áreas ribeirinhas. De acordo com o gerente de Recursos Hídricos do Imasul, Leonardo Sampaio, em declaração reproduzida pelo Hora MS, o nível do rio ultrapassou a cota de emergência e pode provocar alagamentos. “A orientação é para que a população fique atenta aos comunicados oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil”, alertou.

Em Aquidauana, o estado de atenção mobilizou as autoridades locais. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e a Defesa Civil Municipal classificaram a situação como de emergência, com risco real de inundação em áreas rurais e em bairros urbanos vulneráveis.

A prefeitura já iniciou a mobilização de abrigos públicos, como o Salão Paroquial da Igreja Imaculada Conceição, para acolher famílias que podem precisar deixar suas casas de forma preventiva. As autoridades orientam que moradores de áreas baixas não esperem a água atingir as residências para agir, recomendando a separação de documentos e medicamentos, o desligamento da energia elétrica em caso de alagamento iminente e a retirada antecipada de crianças, idosos e animais.

A Defesa Civil segue monitorando a situação em tempo real e reforça que novos avisos podem ser emitidos caso o nível do rio continue subindo ou as chuvas persistam nas regiões de cabeceira.

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