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Em época de chuvas no Pantanal, focos de calor atingem 28 propriedades em Corumbá e Aquidauana

Neste ano, Bombeiros confirmaram que focos registrados dobraram com relação a 2025

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Os registros de incêndios florestais no Pantanal estão ocorrendo nesse período considerado de chuva para o território. Para esta terça-feira (27), o sistema Pantanal em Alerta, referência para os Bombeiros de Mato Grosso do Sul e para o Ministério Público Estadual, indicou que as condições geraram alerta para 86 focos de calor em 28 propriedades localizadas nos municípios de Corumbá e Aquidauana. Em Mato Grosso, há casos com menor intensidade sendo registrados em Cáceres.

Entre Corumbá e Aquidauana, no Pantanal do Nabileque, é onde os focos estão mais concentrados neste dia 27. Essa região é de difícil acesso e vem recebendo equipes dos Bombeiros de Corumbá para combate às chamas. Um outro ponto fica entre Brasil e Bolívia, na baía do Tuiuiú, rio Paraguai acima.

Para acessar essa área, somente com embarcação e onde o fogo foi identificado não é acessível facilmente. Por conta da complexidade da ação, além dos Bombeiros, o Prevfogo/Ibama também está com equipe mobilizada.

De acordo com informe dos Bombeiros divulgado na noite de segunda-feira (26), na região do Nabileque, onde três fazendas estão com os incêndios sendo registrados, a situação demonstrava maior controle e equipes chegaram a ser desmobilizadas.

Contudo, o foco voltou a ser registrado por sistemas de satélite. Esse ponto, em linha reta, fica a cerca de 60 km de Corumbá, mas por conta das condições de acesso, o tempo de deslocamento é de mais de 2h.

Na área da baía do Tuiuiú, cerca de 20 km de distância de Corumbá em linha reta, mas pouco mais de 1h de deslocamento de barco via rio Paraguai, ainda há mobilização e focos ativos.

Os dados apresentados pelo Firms (Fire Information for Resource Management System), operado pela Nasa, indicou que a área de influência dos incêndios na baía do Tuiuiú chega a 17 km², enquanto no Nabileque, a área está em cerca de 60 km². Os satélites não indicam diretamente a área queimada, mas mostram como o incêndio acaba afetando a região pelas altas temperaturas.

“Historicamente, há incêndios nessa época de chuvas, mas este ano os focos se apresentam com maior intensidade. Considerando esse cenário, já estamos nos preparando estruturalmente para que tenhamos capacidade de resposta, o que está sendo feito nesse momento pela nossa unidade de Corumbá, que tem empregado equipes para combater os focos que atingem a região pantaneira”, explicou o subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros Militar de MS, major Eduardo Rachid Teixeira.

Os dados deste mês de janeiro mostram um aumento na comparação com 2025. Entre o dia 1º e a segunda-feira (26), os satélites de referência detectaram 69 focos ativos no Pantanal. Ano passado, no mesmo período, foram 34 registros. Essa comparação foi feita com dados do BDQueimadas. 

Conforme os Bombeiros, já está disponível para combate dos incêndios no Pantanal a aeronave Air Tractor da corporação. O equipamento está sendo usado na região do Morro do Azeite, que fica no Pantanal do Nabileque.

“Os sobrevoos auxiliam na identificação de focos e no direcionamento das equipes em solo, trabalho fundamental para barrar o fogo”, divulgou nota dos Bombeiros.

No município de Corumbá, um decreto de situação de emergência segue válido até o final deste mês de janeiro. Além disso, mesmo que as autoridades não confirmaram prejuízos que os incêndios possam ter causado nesses casos de maior impacto, imagens e vídeos dos combates mostram que há registro de animais mortos. Em geral, anfíbios e serpentes são os primeiros a morrerem queimados por conta da mobilidade deles.

Conforme o balanço da Operação Pantanal em 2025, o ano passado foi o melhor da série histórica iniciada em 1998 no que se refere aos focos de calor em Mato Grosso do Sul. Até 31 de dezembro, foram registrados 1.844 focos, número inferior aos 2.111 contabilizados no primeiro ano da série.

Formação de brigadas

Como o município de Corumbá é um dos mais afetados pelos incêndios, houve um incremento na capacidade de combate com a formação da primeira brigada comunitária do Assentamento Taquaral. A capacitação aconteceu pela Prefeitura da cidade, por meio da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil.

O curso aconteceu nos dias 31 de outubro, 1 de novembro e 20 de dezembro de 2025 na Associação Escola Família Agrícola e Agroecológica do Pantanal (AEFAAP).

No total, 10 moradores da região tornaram-se brigadistas para atuar de forma preventiva e emergencial nessa região, que faz fronteira com a Bolívia. A Defesa Civil está mobilizada para formar em outros assentamentos, mais brigadistas.

Essa equipe também pode atuar em conjunto com Bombeiros, e também em parceria com a Defesa Civil Municipal de Corumbá, para tentar atuar antes que o fogo possa propagar-se.

“É importante destacar que as ações que foram adotadas em 2025, especialmente em relação à integração entre os órgãos do sistema ambiental, continuam neste ano. Essas instituições estão fazendo reuniões e promovendo o alinhamento dos planos operativos para que no momento de maior criticidade da seca tenhamos condições de atuar, tendo como objetivo alcançar resultados semelhantes aos que foram obtidos no ano passado, quando conseguimos chegar próximo aos melhores resultados históricos”, destacou o major Eduardo Rachid Teixeira.

 

corrupção

Fraude no Farmácia Popular em MS leva PF a descobrir desvios em 4 estados

Beneficiadas por programa do Governo Federal, esquema fraudulento utilizava 'laranjas' para venda e compra fictícia de medicamentos

10/02/2026 09h20

Divulgação

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Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Federal junto a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagrou uma operação com mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Brasil. O início da investigação foi no interior de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as informações, a nomeada Operação Over The Counter (OTC), iniciou com a descoberta de fraudes em farmácias beneficiadas pelo Programa Farmácia Popular, em Dourados (MS), a menos de 230 quilômetros de Campo Grande. 

Na ocasião, o estabelecimento agia de forma fraudulenta em que utilizavam pessoas como laranjas, com a coleta de nome e CPF, com objetivo de simular venda de inúmeros medicamentos em compras fictícias, em que os remédios nunca foram adquiridos pelos CPFs informados.

Comandada por uma organização criminosa, a ação movimentou milhões de reais e mantinha a criminalidade em diversas rede farmacêuticas pelo país.

Em Juízo Federal da 2ª Vara de Dourados, a investigação expediu mandados de busca e apreensão de provas, bens e sequestro bancário, além de veículos e imóveis nas cidades de João Pessoa (PB), Pirangi (SP), Carazinho (RS) e Lagoa Santa (MG).

O valor do montante de bens apreendidos da Operação OTC é referente ao sequestro de bens de sete pessoas jurídicas e nove pessoas físicas integrantes do esquema fraudulento, totalizando R$ 8.725.000,00.

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rotina

Ministério Público faz devassa contra corrupção em mais duas prefeituras

Os alvos desta vez, segundo informação preliminar, são as prefeituras de Corguinho e Rio Negro. Desde o ano passado 14 prefeituras foram alvo de operações

10/02/2026 09h04

Policiais do Batalhão de Choque acompanham integrantes do Ministério Público que cumprem mandado em loja na 14 de Julho

Policiais do Batalhão de Choque acompanham integrantes do Ministério Público que cumprem mandado em loja na 14 de Julho Marcelo Victos

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Integrantes do Ministério Público e da Polícia Militar estão nas ruas em Campo Grande e  em várias cidades do interior do Estado em mais uma operação contra supostos esquemas de corrução em prefeituras. Desde o começo do ano passado, pelo menos 14 prefeituras já foram alvo de operações 

Segundo informações iniciais, o foco principal agora é suposto desvio de recursos públicos nas cidades de Rio Negro e Corguinho. A investigação chegou a estas duas prefeituras depois de operações realizadas em cidades como Terenos, Bonito e Itaporã.

Além das prefeituras das duas cidades, integrantes do O GECOC (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) estão em uma loja de materiais escolares e de escritório na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. 

Homens do Batalhão de choque chegaram cedo à loja e impediram a entrada dos funcionários. Somente por volta das 08:30 horas é que representantes do Ministério Público chegaram à loja e o mandado de busca e apreensão começou a ser cumprido. 

Indagada pela reportagem, uma das integrantes do MPMS que acompanha os trabalhos se limitou a dizer que informações seriam repassadas pela assessoria de comunicação do MP. A assessoria, por sua vez, informou que ainda não dispõe de detalhes. 

O advogado da loja, Nilton Ribeiro Júnior, confirmou que os policiais e promotores estão cumprindo mandado de busca e apreensão de documentos, mas alegou que não dispõe de mais informações. Disse, também, que este mandado é somente mais um em uma série de decisões judiciais que estão sendo cumpridas em diferentes cidades. 

E, conforme informações preliminares, além de Corguinho e Rio Negro, os investigadores do voltaram a cumprir mandados em Terenos, onde o prefeito Henrique Budke (PSDB) chegou a ser preso no ano passado e até agora segue afastado do cargo por suspeita de um grande esquema de corrupção. 

Desde o começo do ano passado, operações do Ministério Público revelaram supostos esquemas de corrupção em Aquidauana, Água Clara, Rochedo, Três Lagoas, Coxim, Sidrolândia, Bonito, Jardim, Terenos, Miranda, Itaporã e Campo Grande. 

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