Cidades

FOI PRESO EM BODOQUENA

Ela foi se matar e eu segurei, diz acusado de asfixiar cabeleireira

Acusado chegou na Capital no fim desta manhã

RAFAEL RIBEIRO E VALDENIR REZENDE

29/07/2019 - 12h44
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E exatos 47 dias depois, Fabio Braga do Amaral, 39 anos, enfim foi preso pela Polícia Civil acusado de matar asfixiado Érica Aguilar Pereira, 38, na casa dela, em um condomínio do Jardim Campo Nobre, região sul de Campo Grande. Escondido em Bodoquena, onde estava trabalhando como pedreiro, ele chegou detido à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na região oeste, no final da manhã e jurou inocência, alegando que fugiu do apartamento achando que a vítima "tinha apenas desmaiado."

"Foi um acidente. Ela ia pular a janela, se matar. E eu segurei ela. Segurei a boca dela para que não gritasse. Achei que ela tinha desmaiado", disse Amaral. "até chamei a filha dela pra me ajudar, ela me viu fazendo a respiração boca a boca", completou.

Em seu depoimento, a filha da vítima, uma adolescente de 14 anos, tem versão diferente. No dia dos fatos, em 11 de junho, acordou naquela madrugada com Amaral, conhecido como 'Biscoito' com as mãos em seu pescoço.

No rápido contato com os jornalistas, 'Biscoito' negou que tivesse qualquer relacionamento sério com Érica. E que inclusive o ocorrido no dia se deve pelo fato dela ameaçar contar à sua mulher verdadeira os encontros entre os dois. "Eu sou casado, ela queria contar à minha mulher (o caso entre os dois). Tem problemas, epilepsia", desconversou.

Mais cedo, o advogado de Amaral, Amilton Ferreira de Almeida, disse que ainda não conversou pessoalmente com o cliente, mas que a linha é de homicídio culposo (quando não há intenção).

'Biscoito' foi preso por uma equipe da polícia que estava atuando no Festival Internacional de Bonito. Os responsáveis pelo caso falarao com os jornalistas no final da tarde para passar detalhes sobre o ocorrido.

Érica Aguilar Pereira foi asfixiada no aparatamento onde morava com os filhos (Reprodução/Facebook)
 

O CASO

A cabeleireira Érica Aguilar Pereira foi morta por estrangulamento pelo namorado na manhã do dia 11 de junho, em um condomínio do Jardim Campo Nobre, região sul de Campo Grande, após perguntar a ele se havia abusado sexualmente de sua filha, de 14, contaram testemunhas. 

O acusado, conhecido como 'Biscoito', de 39, já foi preso em flagrante pelo crime em 2008, além de ter passagem anterior pela polícia por tráfico de drogas. O casal estava separado há alguns meses e decidiu reatar há poucas semanas.

A polícia ainda busca esclarecer o ocorrido. Segundo a delegada Sueili Araújo, responsável pelo trâmites iniciais do caso, a adolescente acordou com o acusado já com as mãos em seu pescoço. "Falou para ela não gritar e que sua mãe estava dormindo", disse.

No relato de vizinhos, uma briga aconteceu por volta das 23h. Às 3h, a menina começou a pedir ajuda nas casas vizinhas, alertando que a mãe estava morta. A polícia suspeita que foi quando ela conseguiu de livrar do acusado e correr de dentro de casa.

Em seu depoimento, a adolescente diz que não haviam sinais de anormalidade na rotina da família. A mãe passava por dificuldades financeiras e o acusado a ajudava, inclusive com seus filhos, a menina e seu irmão , de 4.

Durante a noite, como ficaria um tempo a mais no salão em que trabalha, no mesmo bairro, Érica ligou a 'Biscoito' pedindo para ele levar as crianças para jantar. Quando o acusado voltou, a briga começou.

Vizinhos e a própria adolescente confirmam que o acusado passou a ficar agressivo quando questionado se abusou sexualmente dela. É apurado se Érica não sabia do antecedente do namorado, com quem brigara e reatara a relação há apenas algumas semanas.

De concreto, a polícia encontrou o apartamento sem energia elétrica. A suspeita é de que o autor tenha cortado para invadir a residência pela madrugada, já que, pelo relato da jovem, 'Biscoito' saiu enfurecido dizendo que iria tomar banho após a discussão. E ela dormiu junto do irmão sem notar qualquer troca de agressão física. Só voltou a vê-lo quando estava com as mãos em seus pescoço.

'Biscoito' foi indiciado por homicídio qualificado, entre eles quando praticado contra mulher e tentativa de assassinato da adolescente.

Eleições 2026

MS terá 3,3 mil agentes de segurança no segundo turno das eleições

Operação mobiliza 584 viaturas e dois helicópteros para atender 1.036 locais de votação; primeiro turno teve oito ocorrências eleitorais no Estado

22/10/2026 14h02

Reprodução/GOVMS

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Mato Grosso do Sul mobilizará 3.348 profissionais de segurança pública neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições para a Presidência da República. A operação contará com 584 viaturas e dois helicópteros para reforçar o policiamento nos 1.036 locais de votação do Estado.

A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi definida no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com isso, os eleitores sul-mato-grossenses voltarão às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República.

O efetivo mobilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) será complementar às equipes que já atuam nos plantões e no policiamento de rotina. A operação envolverá as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Científica, com foco na prevenção de crimes eleitorais e no atendimento de ocorrências.

O Estado tem 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 7.272 seções eleitorais e 54 zonas eleitorais. O policiamento será reforçado nos locais de votação, cartórios eleitorais, pontos de totalização dos votos e vias públicas.

PRIMEIRO TURNO

Durante o primeiro turno, foram registradas oito ocorrências relacionadas a crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Entre os casos estavam violações do sigilo do voto, compra de votos e propaganda eleitoral irregular no dia da votação.

O monitoramento será realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com participação de representantes das instituições de segurança e órgãos parceiros, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército e Agência Brasileira de Inteligência.

Remédio Proscrito

PF prende casal e fecha laboratório que produzia emagrecedor proibido

Operação foi desencadeada após apreensão feita pela PRF e objetivo era cumprir mandados de busca, mas um policial aposentado e a esposa foram flagrados no laboratório clandestino

22/10/2026 12h12

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

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Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (22) em Dourados acusadas de atuaram num laboratório clandestino que produzia medicamentos à base de clobenzorex, uma substância de uso proibido no Brasil e normalmente utilizada para produção de inibidores de apetite ou para produção de drogas como o chamado rebite, frequentemente usado por caminhoneiros para evitar o sono.

A operação Remédio Proscrito (proibido), que teve apoio da Polícia Militar, foi realizada para cumprir dois mandados de busca e apreensão, mas resultou na prisão em flagrante de um policial militar aposentado, Marcos Roberto da Silva, de 54 anos, e da sua mulher, Valdenice Silveira Goes, de 48 anos, acusados de serem os responsáveis pela manipulação e distribuição dos medicamentos.

O laboratório clandestino funcionava na casa do policial, no Jardim Hilda, na região sul de Dourados. Além de centenas de cápsulas já prontas para consumo, os agentes apreenderam uma série de  insumos e equipamentos usados para produção das pílulas. A estimativa é que havia material para produzir em torno de 15 mil comprimidos, os quais renderiam em torno de R$ 100 mil, acreditam os investigadores. 

Os policiais não informaram se eles também estavam produzindo os chamados rebites, mas as imagens divulgadas pela PF indicam que o policial e a esposa produziam principalmente os emagrecedores. O problema, apontam os investigadores, é que normalmente os compradores não sabem que em sua composição existe a substância proibida que inibe o apetite. 

Conforme a PF, as investigações aconteceram depois de uma apreensão de medicamentos feita pela PRF, contendo clobenzorex, substância de uso proscrito no Brasil, inclusa em lista similar a outros tipos de drogas ilícitas. A suspeita dos policiais é de que o casal detido tivesse apoio de profissionais da saúde para conseguir vender sua a produção.

A substância clobenzorex é permitida em uma série de países para tratamento da obesidade, sendo comercializada com os nomes de Asenlix e Dinintel. Porém, existe o risco de o usuário tornar-se dependente se a dosagem não tiver acompanhamento médico.

Instituições de pesquisa em todo o mundo têm explorado seus potenciais benefícios e riscos, com uma quantidade significativa de pesquisas focadas em sua eficácia e perfil de segurança no tratamento da obesidade. Ao mesmo tempo, outros pesquisadores ainda estudam sua eficácia como estimulante, mas em dosagens adequadas. Embora alguns estudos tenham mostrado resultados promissores, a avaliação contínua de sua segurança a longo prazo e potencial de abuso permanece crucial. No Brasil, porém, o uso da substância segue proibida. 
 

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