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Em 1º no ranking, professor de MS recebe 167% mais que último colocado

Com R$ 13 mil no início da carreira e R$ 26,5 mil no final, professores da rede estadual de MS estão bem à frente dos demais estados

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Pesquisa divulgada pelo Movimento Profissão Docente nesta semana revela que os professores da rede estadual de Mato Grosso do Sul recebem R$ 13 mil no início da carreira por 40 horas semanais e estão em primeiro lugar no ranking nacional das redes estaduais. 

O estudo revela que o rendimento dos docentes de Mato grosso do Sul é 53,8% maior que o do segundo colocado, o Maranhão, e 167% acima  daquilo que é pago a professores do Rio de Janeiro, que estão em último lugar nesse ranking. 

E, se forem considerados os salários no final da carreira, Mato Grosso do Sul segue no topo desta pirâmide, com R$ 26,5 mil. Neste caso, o segundo lugar cabe aos paulistas, que chegam ao final da carreira recebendo R$ 14,4 mil. 

O que o estudo não aponta é que na rede estadual de educação de Mato Grosso do Sul existem duas categorias de remuneração: a dos concursados e a dos contratados.

Em torno de 60% são temporários e uma das promessas de campanha do governador Eduardo Riedel foi equiparar os salários e abrir concursos para aumentar o número de efetivos. Desde o início do seu Governo, convocou em torno de 1,1 mil concursados. 

Segundo os dados, da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems) a diferença entre os contratados e os concursados chega a 61% no salário-base, dependendo da especialização do educador.  E, o estudo realizado pelo Movimento Profissão Docente levou em consideração os dados relativos aos educadores efetivos. 

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) criticou a pesquisa e disse que “comparações descontextualizadas entre unidades federativas, sem considerar especificidades fiscais, jurídicas e administrativas, não contribuem para o fortalecimento da educação pública.”

Segundo os organizadores do estudo, antes de serem publicados, os dados foram enviados para todos os Estados e para o Distrito Federal para serem validados e eventuais ajustes foram feitos. Conforme reportagem do Estadão, a divulgação da comparação dos salários causou mal-estar entre secretários de educação, em especial em ano eleitoral.

A docência costuma ser a preferência dos estudantes que tiveram notas mais baixas em avaliações e que não conseguiram ser aprovados em outras graduações. Os cursos que formam professores, como os de Licenciaturas, são mais fáceis de ingressar porque oferecem muitas vagas, mensalidades baixas e educação a distância (EAD).

“É uma tradição que não é boa do setor público: quem ganha bem está no fim na carreira, independentemente do mérito”, diz o coordenador geral do Movimento Profissão Docente, Haroldo Correa Rocha, ex-secretário da Educação do Espírito Santo.

“Além de não fazer distinção dos melhores profissionais e não atrair os talentos, o Estado acaba não tendo dinheiro para pagar quem está no início”, explica Rocha, que também foi secretário executivo da pasta em São Paulo. O Movimento Profissão Docente inclui organizações do terceiro setor, como Fundação Lemann, Instituto Natura, Fundação Itaú e Todos pela Educação.

IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR

Estudo realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) com apoio do Instituto Península mostrou que, no Brasil, o professor é responsável por quase 60% do resultado dos alunos no ensino fundamental.

Isso quer dizer que ele é mais relevante que todas as outras variáveis da escola pública somadas, como número de alunos por turma, escolaridade dos pais, se há ou não internet e até o partido do prefeito. “A remuneração ajuda a motivar e melhorar a qualidade técnica, atraindo os melhores”, afirma Rocha.

Diferenças entre os salários no começo e no fim de carreira
O relatório também traz o conceito de amplitude remuneratória: a diferença percentual entre o salário inicial e quanto o professor ganha depois de 15 anos de serviço e no fim da carreira.

Em dois Estados - Piauí e Santa Catarina -, a amplitude remuneratória é inferior a 3%, o que faz com que o salário de um docente praticamente não mude ao longo da carreira. Outros oito Estados registram amplitudes inferiores a 25%, patamar considerado baixo para estimular o desenvolvimento profissional, mostra o estudo.

A média nacional é de 49%. No outro extremo, redes como as de Tocantins, Amapá, Ceará, São Paulo e Mato Grosso do Sul têm amplitudes entre 70% a 100%, intervalo semelhante ao observado em países com sistemas educacionais de alto desempenho, como Canadá, Luxemburgo, Áustria e Japão.

PISO SALARIAL

O mecanismo atual determina que o piso salarial dos professores seja reajustado em janeiro com o mesmo porcentual de crescimento do valor anual mínimo investido por aluno no Fundeb, principal fundo de custeio da educação.

O fundo é o principal mecanismo de financiamento da educação no País e funciona como uma cesta de impostos, redividida conforme o número de estudantes em cada cidade ou Estado. Se a economia cresce e há mais arrecadação, esse valor total aumenta.

Segundo o relatório, entre 2009, quando foi criado, e o ano passado, o valor do piso teve reajuste total de 412,4% - de R$ 950 para R$ 4.868.

O processo vem sendo questionado por especialistas, entidades de classe e pelo Ministério da Educação. O governo editou uma medida provisória este ano para que o piso fosse reajustado pela inflação e, em 2026, ele cresceu 5%, ficando em R$ 5.130,63.

A previsibilidade maior dos reajustes também ajuda na organização dos orçamentos estaduais e municipais, já que todos devem seguir o piso. A discussão para mudar a Lei do Piso definitivamente ainda está em discussão no Congresso.

(Com informações do Estadão)

tráfico internacional

Excursões clandestinas entram com drogas engolidas por pessoas e mercadorias no Brasil

Fronteira da Bolívia com Corumbá vem se consolidando como uma trota para o tráfico transnacional

06/03/2026 17h30

Cão de fato ajudou a encontrar drogas durante fiscalização em ônibusk9 droga

Cão de fato ajudou a encontrar drogas durante fiscalização em ônibusk9 droga Foto: Divulgação

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O uso de ônibus de transporte clandestino a partir da fronteira do Brasil com a Bolívia vem consolidando uma rota para tentar praticar o tráfico de drogas transnacional. Os traficantes têm utilizado esconderijos dentro dos veículos e também contratado pessoas, principalmente bolivianos, para trazer entorpecente dentro do corpo e tentar chegar a diferentes localidades, principalmente São Paulo.

Em operação conjunta, forças de segurança encontraram 4 kg de pasta base de cocaína em um veículo de excursão clandestina, além de 1 tonelada de alimentos que entrou no Brasil sem a devida declaração, nesta semana.

O flagrante foi feito na base da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Corumbá e a ocorrência também envolveu Receita Federal, Exército Brasileiro, Polícia Militar e servidores da fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Esse tipo de transporte, algumas vezes também envolvendo tráfico de pessoas, vem sendo feito principalmente na madrugada. No caso da ocorrência divulgada neste dia 6/3, o veículo tentou atravessar Corumbá na madrugada do dia 4/3.

Durante a fiscalização do ônibus, os agentes das forças de segurança encontraram um compartimento dentro do banheiro com cápsulas que se assemelhavam à pasta base de cocaína. Possivelmente, elas seriam engolidas por algum passageiro. 

“Em decorrência desse fato, com o apoio do cão de faro, procedeu-se a entrevista dos suspeitos, o que acarretou o encaminhamento de três pessoas de nacionalidade boliviana ao hospital. Lá, exames foram feitos e comprovaram a ingestão das cápsulas. Após expelirem, foram conduzidos à Polícia Federal para prestarem depoimento e em seguida foram presos. Ao todo, foram apreendido cerca de 4 kg do entorpecente”, divulgou nota conjunta emitida pela Receita Federal, nesta sexta-feira (6).

Investigação da PF agora vai tentar cruzar dados para verificar ligação desse caso com outras ocorrências que vêm sendo registradas em Corumbá. Em quase a totalidade, são bolivianos que acabam engolindo cápsulas com drogas para tentar driblar a fiscalização. O inquérito vai ser instaurado.

Além da droga, outra ilegalidade foi identificada diante da fiscalização conjunta. “O veículo continha quantidade volumosa de mercadorias em seu interior, principalmente alimentos oriundos do contrabando. O que resultou na apreensão de mais de 1 tonelada de alimentos e outras mercadorias com destinação comercial”, completaram as autoridades.

Esse trabalho conjunto entre diferentes instituições está ocorrendo no âmbito da operação interagências, que foi proposta pelo Gabinete de Gestão Integrada de Fronteiras e Divisas (GGI-FRON-DIV). Por conta de investigações de setores de inteligência de diferentes órgãos de fiscalização e policiamento, foi definida uma linha de trabalho para tentar enfrentar o crime organizado que vem atuando em Mato Grosso do Sul.

“A Receita Federal reafirma seu compromisso no combate aos crimes transfronteiriços por meio de operações integradas com as forças armadas, com os órgãos de segurança pública e com demais órgãos de fiscalização, contribuindo para a proteção da economia nacional e para o fortalecimento da segurança nas fronteiras brasileiras”, divulgou a Receita, que mantém ativo o Posto Esdras, na fronteira com a Bolívia e com vigilância 24 horas. Contudo, o trabalho envolve um fluxo de mais de 1 mil veículos por dia e até 700 caminhões diariamente.

Transporte clandestino

Esquemas que envolvem imigração ilegal de bolivianos ou só o transporte clandestino de estrangeiros e nacionais já vêm sendo alvo de apurações na região de Corumbá. Um número maior de ocorrências foi registrado em 2022, com mais de quatro ônibus abordados e a identificação de uma quadrilha.

A Polícia Federal chegou a identificar um grupo criminoso que tinha toda uma família envolvida em diferentes etapas de abordagem, organização do ônibus, venda de passagens, monitoramento na fronteira para garantir a entrada de estrangeiros sem a fiscalização.

Em geral, os criminosos cobravam entre R$ 250 a R$ 450 por pessoa para uma passagem até São Paulo e há outros destinos também. A lotação chegava a ter entre 30 a 40 pessoas e as viagens vinham sendo feitas de forma diária a partir de Corumbá. Por conta dos horários para tentar driblar a fiscalização, esse transporte clandestino também vem sendo utilizado para ser levado drogas e outros produtos ilegais.

 

CRIME

Homem rouba e tenta estuprar mulher durante corrida de aplicativo em Campo Grande

Suspeito foi localizado e preso no bairro Coronel Antonino, na manhã desta sexta-feira

06/03/2026 17h15

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Um homem de 48 anos, identificado pelas inicias de J.R.R, foi preso em flagrante, na manhã desta sexta-feira (6), por cometer os crimes de roubo e tentativa de estupro na noite de quinta-feira (5), em Campo Grande.

Conforme registrado no boletim de ocorrência, a vítima, uma mulher motorista de aplicativo, relatou que foi abordada enquanto aguardava corrida na Rua Fábio Zahran, na região da Vila Carvalho. Neste momento,  o autor entrou no veículo ameaçando e obrigando-a a circular por diversos pontos da Capital.

Durante a ação, J.R.R roubou o aparelho celular da vítima e, em determinado momento, em local escuro, passou a constrangê-la, mediante violência e ameaça, tentando obrigá-la a praticar ato sexual.

Após o registro da ocorrência, foram imediatamente realizadas buscas para localizar o suspeito. A Equipe de Capturas da 1ª Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) identificou e prendeu o autor no bairro Coronel Antonino, por volta das 10h30 desta sexta-feira. O homem foi conduzido à 1ª DEAM.

Segundo os policiais, após o crime, o investigado raspou o cabelo e fez a barba, como forma de tentar dificultar sua identificação.

Na unidade policial, a vítima realizou o reconhecimento pessoal do suspeito em sala própria, entre outros indivíduos, apontando-o com segurança como autor dos fatos, inclusive em razão da voz e de uma cicatriz específica percebida no momento do crime.

A Polícia Civil segue com as providências de polícia judiciária cabíveis, e o preso permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

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