Cidades

POLÍCIA

Em 24h, PRF apreende 4,5 toneladas de drogas com 'fujões' em MS

Substâncias entorpecentes traficadas foram interceptadas no interior do Estado e na Capital com indivíduos que tentaram "despistar" os agentes durante abordagem

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Na madrugada desta quarta-feira (19) a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais mil quilos de drogas traficadas por estradas federais que cortam Mato Grosso do Sul, somando aproximadamente 4,5 toneladas de substâncias entorpecentes encontradas com "fujões" em um intervalo de 24 horas no Estado. 

A mais recente dessas apreensões aconteceu em trecho da BR-060, em Campo Grande, quando os agentes tentaram realizar a abordagem a um veículo Fiat Toro e seu condutor havia realizado uma ultrapassagem em local proibido, sendo que em seguida ignorou as ordens de parada e deu início a uma tentativa de fuga. 

Feito o acompanhamento tático em um primeiro momento, a picape pôde ser alcançada e seu motorista detido. Na vistoria, os agentes constataram que o automóvel estava abarrotado de substâncias entorpecentes. Confira as imagens divulgadas pela PRF-MS: 

Em conversa com os agentes, o responsável por conduzir o veículo confessou que pegou essa Fiat Toro em Ponta Porã, município sul-mato-grossense que é cidade gêmea de Pedro Juan Caballero (PJC), no Paraguai, enquanto que seu destino seria a Capital do Estado. 

Além disso, foi verificado que essa Fiat Toro na verdade transitava com placas falsas, tendo, segundo a PRF-MS, registro de roubo/furto na cidade mineira de Igarapé (MG). O caso foi levado para a delegacia de Polícia Civil em Campo Grande.

4,5 toneladas em 24 horas

Parte do trabalho cotidiano das forças de segurança do Estado, que possui 12 municípios considerados fronteiriços e uma faixa de fronteira de cerca de 143 mil quilômetros quadrados, aproximadamente quatro toneladas e meia de substâncias entorpecentes foram apreendidas pela Polícia Rodoviária Federal no Mato Grosso do Sul (PRF-MS) com "fujões", em um intervalo de menos de 24 horas.

Feitas entre o interior do Estado e a Capital, a primeira dessas apreensões aconteceu durante fiscalização da PRF em trecho da BR-376, em Ivinhema, município distante aproximadamente 289 quilômetros de Campo Grande que fica na microrregião de Iguatemi. 

Durante abordagem a um caminhão e seu condutor desacompanhado, que seguia viagem pelo trecho ainda na terça-feira (18), o motorista em questão aproveitou o momento em que os agentes verificaram as devidas documentações para tentar fugir a pé pela rodovia, sendo posteriormente frustrado e alcançado pelos policiais rodoviários federais que atenderam a ocorrência. 

Diante das suspeitas sobre o veículo, o compartimento de carga do caminhão foi aberto e os policiais encontraram um carregamento de substâncias entorpecentes. 

Traficada pela BR-376, rota de escoamento de Dourados com conexão em direção ao Paraná e Santa Catarina, a droga apreendida foi pesada e somou 3.220 quilos de substância entorpecente análoga a maconha, encaminhada em seguida junto do motorista e do caminhão até a unidade da Polícia Civil em Ivinhema. 

 

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CRIME

PM é preso por abuso sexual contra adolescente no interior de MS

De acordo com os relatos, o militar se passou por dono de uma loja de roupas e ofereceu uma vaga de jovem aprendiz para atrair a vítima

19/08/2026 08h15

O caso ocorreu em maio deste ano, no município de Aquidauana

O caso ocorreu em maio deste ano, no município de Aquidauana Divulgação: PCMS

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Um policial militar, do município de Aquidauana, foi preso novamente, por determinação da Justiça, após ser acusado de atrair uma adolescente com falsa promessa de vaga de emprego e prática de abuso sexual. O caso ocorreu em maio deste ano.

Segundo o relato apresentado às autoridades, o militar se passou por dono de uma loja de roupas e ofereceu uma vaga de jovem aprendiz. Ele teria buscado a adolescente e, durante o trajeto, as ameaças teriam acontecido no bairro Arara Azul, nas imediações do Morrinho.

Ainda conforme o relato, o policial teria mostrado uma arma e ameaçado a adolescente para que ela mantivesse contato sexual com ele. Em determinado momento, ele teria parado em uma farmácia para comprar preservativo. Foi quando, segundo a vítima, ela conseguiu escapar e procurar ajuda.

De acordo com o site A Princesinha News, de Aquidauana, na época, o caso chegou ao conhecimento do veículo de comunicação, porém a publicação não foi feita a pedido das autoridades, para não atrapalhar as investigações.

Agora, com o avanço das apurações, a Justiça determinou novamente a prisão preventiva do militar, que está à disposição da Justiça.

O caso tramita em segredo de Justiça, por isso o nome do policial e outras informações não foram divulgadas.

Clima

Pantanal vive verão em pleno inverno e tem recorde de calor

Altas temperaturas são registradas durante a influência do super-El Niño em Mato Grosso do Sul

19/08/2026 07h55

Foto: Rodolfo César

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A onda de calor que vem atingindo Mato Grosso do Sul nessa semana tem sido mais intensa no território pantaneiro. Os dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS) identificaram que as maiores temperaturas foram registradas em seis pontos diferentes do Pantanal no domingo e outras sete localidades na segunda-feira. A maior temperatura registrada foi de 39,9ºC, na área urbana de Corumbá.

Historicamente, o recorde absoluto para a região de Corumbá foi de 43,9ºC, registrados no dia 21 de setembro de 2021, último dia de inverno daquele ano. A temperatura medida na segunda-feira foi a segunda maior nesse período de ondas de calor intensa que o País vem registrando desde 2020.

Apesar de o inverno ser um período com possibilidade de temperaturas mais baixas, desde 2020 a região do Pantanal vem enfrentando um cenário inverso. 

Em 2024, quando houve registro do El Niño, mesma situação deste ano, os termômetros chegaram a marcar 38ºC, com sensação térmica de 42ºC no dia 28 de julho. Naquela época, na região de Corumbá, já eram registrados incêndios florestais no Pantanal também.

Essas temperaturas elevadas não devem ser registradas de forma isolada no inverno. O diagnóstico feito pelo Cemtec-MS para o trimestre setembro, outubro e novembro indicou persistência do mesmo cenário. 

“A análise climática para o trimestre indica uma tendência de precipitação ligeiramente acima da média histórica em Mato Grosso do Sul, acompanhada por temperaturas persistentemente elevadas e com risco elevado para a formação de períodos de temperatura acima da média e ondas de calor severas e precoces”, indicou o relatório divulgado ontem.

O período seco e a alta temperatura trazem risco para incêndios florestais no Pantanal. “Do ponto de vista da gestão de riscos e prevenção, a combinação entre temperaturas elevadas, períodos de estiagem e irregularidade temporal das chuvas podem favorecer condições mais críticas para a ocorrência e propagação de incêndios florestais, especialmente em áreas de vegetação nativa, no Pantanal e em regiões que ainda apresentem deficit de umidade no solo e na vegetação”, identificou o Cemtec-MS.

A análise feita pelo Centro é usada como referência para órgãos como os Bombeiros, Defesas Civis Estadual e municipais, bem como é entregue à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O risco elevado para incêndios, principalmente em áreas remotas do Pantanal, gera danos às pessoas e à biodiversidade.

“A frequência e a extensão dos incêndios no Pantanal têm aumentado, resultando em impactos significativos na fauna, na flora, no clima, na saúde humana e na qualidade do ar e da água. (...) Essas ocorrências colocam as comunidades tradicionais em situação de risco, causando danos severos ao meio ambiente”, alertaram os pesquisadores Izabely Cristina da Silva Morais e Mauro Henrique Soares da Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na pesquisa “Precipitação, ondas de calor, focos de incêndios no Pantanal Sul, região de Corumbá-MS, para o ano climático de 2020”.

Névoa seca encobriu o céu de Corumbá no fim da tarde de ontem - Foto: Rodolfo César

CAMPO GRANDE

Pelo terceiro dia consecutivo, Campo Grande ultrapassou a casa dos 35°C de temperatura máxima, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A maior máxima do ano foi registrada justamente durante o inverno, no domingo, quando os termômetros marcaram 35,3°C e desde segunda-feira a temperatura mais alta é de 35,2°C.

No verão deste ano a maior temperatura registrada foi no dia 7 de fevereiro, quando os termômetros marcaram 34,2°C. 

Segundo a meteorologista Valesca Rodriguez Fernandes, coordenadora do Cemtec-MS, essa forte onda de calor já é uma consequência do super-El Niño, que está em atuação em Mato Grosso do Sul desde junho.

“Ele deve intensificar nos próximos meses, mas já está atuando desde junho, quando foi confirmado pela Noaa [Centros Nacionais de Informação Ambiental]”, avisa a meteorologista. (Colaborou Daiany Albuquerque)

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