Cidades

'BRASIL NA RUA'

Em ano eleitoral, ministro passa o dia na periferia de Campo Grande

Guilherme Boulos comenta que prioridade do Governo é reeleger Lula em 2026, sendo difícil cravar uma vinda do presidente à Campo Grande graças às agendas internacionais marcadas

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Neste 2026, ano de eleições gerais em que a população volta às urnas em outubro para mais uma "festa da democracia", Campo Grande foi palco da visita ministerial nesta quinta-feira (05) do Secretário-Geral do Governo Lula, Guilherme Boulos, que deve usar todo seu tempo na Cidade Morena em agendas pela periferia da Capital. 

Através da ação Governo do Brasil na Rua, Boulos veio até Campo Grande, na região Parque do Sol e Lageado, para ouvir as reivindicações de organizações ligadas à reforma agrária e demais mobilizações que atuam na luta pela terra e pelo direito à moradia, compilando cartas entregues, por exemplo, pelo Movimento de Reforma Agrária; Nacional de Luta por Moradia (MNLM), pela Central Única dos Trabalhadores do Mato Grosso do Sul (CUT-MS), etc.

Questionado pela equipe do Correio do Estado em quebra-queixo com a imprensa, Guilherme Boulos foi categórico em esclarecer que esse não trata-se de um "programa eleitoral", com o ministro apenas atendendo pedido feito por Luiz Inácio Lula da Silva, para que as diversas iniciativas desenvolvidas pelo Governo Federal chegassem à população. 

"Qual era a preocupação do Lula? Seguinte, nós lançamos um monte de programa... dos estandes que têm aqui, o pé-de-meia, tem um monte de gente que têm direito, que os filhos já podiam estar recebendo todo mês, mas a pessoa não se cadastrou, não tinha a informação adequada ou o acesso digital para se inscrever.

E aqui, no 'Governo do Brasil na Rua', ela vindo aqui sem fila, sem inscrição, sem burocracia, ela vai sair com o pé-de-meia do filho dela", comenta. Quanta gente tem o seu BPC, o seu benefício cortado porque não no CRAS atualizar? Eu já vi milhares, às vezes mãe com filho autista em grau severo, que perdeu o único rendimento que tinha porque não foi fazer a atualização do cadastro único", comentou. 

"Até dia 4 de julho nós vamos rodar o Brasil inteiro. Ano que vem, dando tudo certo, se Deus quiser, o Lula se reelegendo presidente do Brasil, a gente possa continuar isso e fazer disso uma política permanente no governo federal", afirma Guilherme Boulos. 

Sobre a região escolhida para a vista na Capital, Boulos detalhou também que a agenda atende pedido do próprio presidente, de que, ao viajar para o Brasil, o programa chegue até as periferias. 

"Quando vai pra Campo Grande não vai só pra praça central da cidade, onde todo mundo passa e tira foto. Vá pras periferias, converse com o povo. Semana passada eu estava na periferia de Macapá, no Norte do Brasil, hoje aqui numa região periférica de Campo Grande e na outra semana em Vitória, no Espírito Santo. Não adianta, as pessoas veem o governo federal como uma coisa distante, lá em Brasília, no palácio", diz.

Ano eleitoral

Apesar da prefeita pela Capital, Adriane Lopes (PP) não estar presente na visita do ministro do Governo Federal à Campo Grande, o evento controu com a participação e fala da vice, Camilla Nascimento, além da presença de diversos parlamentares locais, como: Luiza Ribeiro; Landmark Rios; Camila Jara, além do superintendente do Patrimônio da União em MS, Tiago Botelho. 

Segundo o ministro, essa diretriz para entregar políticas públicas visitará 27 Estados brasileiros até o mês de julho, em respeito ao período de "defeso eleitoral", o que impede ações governamentais próximas às eleições. 

Em comparação, Boulos cita ainda o passado de Mato Grosso do Sul, que segundo o ministro viu uma queda de 18% na gestão federal anterior, diante de 5 bilhões de reais para esse setor em MS, tanto através do pé-de-meia, como também pelo investimento em reformas e melhorias de escolas, etc. 

"Se você pegar moradia, São quase 6 mil apartamentos do Minha Casa Minha Vida, apartamentos e casas contratados nesse governo. No governo anterior foi zero, não teve, não teve nada", comenta. 

Guilherme Boulos ainda aponta que não pretende sair como candidato, uma vez que já é deputado federal, o mais votado no Estado de São Paulo, licenciado para o cargo de ministro, evidenciando ainda o seu olhar sobre a vida política. 

"Acho que política é missão. Ela não pode ser só você ir de um cargo para o outro, querer ser eleitor da hora. E o presidente me pediu para ajudar na coordenação da campanha dele, rodar o Brasil para ouvir o povo. Nesse momento estou cumprindo essa missão, então devo ficar com o presidente até o final, porque, para mim, a prioridade é a gente reeleger o Lula esse ano, para que não deixe que um projeto que não olha para o povo, que olha mais para os privilegiados do que para o povo, volte nesse País", complementou Boulos. 

Guilherme Boulos diz que sequer é possível falar de uma sucessão, com o ministro concorrendo à presidência, por exemplo, uma vez que Lula está com um bom estado de saúde e deve conseguir alcançar um quarto mandato como presidente. 

"Como você vai falar em sucessão dum homem que, apesar de ter 80 anos, é presidente e será de novo, pela quarta vez, batendo o recorde e vai ser tetra na eleição deste ano e está com a saúde perfeita, arrebentando e estourando a boca do balão. Eu, com 43, queria ter a disposição do Lula de fazer uma academia às cinco horas da manhã que ele tem", brincou.  

Também, o ministro evidenciou um desejo de que Lula tenha mais uma agenda em Campo Grande neste ano, o que segundo ele está "complicado" até pelos compromissos internacionais do presidente brasileiro. 

"O Trump veio com essa coisa aí de primeiro era tarifa, agora quer criar problema, guerra com todo mundo, não sei o quê. E o Lula, ele é um cara que sempre trabalhou pela paz, um estadista, vocês viram que foi o único cara que bateu de frente [com o presidente dos EUA]. Lula está tendo que fazer várias viagens internacionais, inclusive em março agora vai ter que ir pros Estados Unidos conversar com o próprio Trump, pra poder garantir a paz na América Latina e os interesses do povo brasileiro", concluiu. 

 

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CARNAVAL

Acadêmicos de Niterói cai após desfile polêmico; entenda o que pesou contra a escola

O quesito que a escola teve menor pontuação foi em fantasias. O enredo, que conta a história de Lula, foi considerado o pior entre todas as 12 escolas

18/02/2026 17h24

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A escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no desfile do Grupo Especial do carnaval carioca, foi rebaixada para a Série Ouro, o segundo escalão do desfile, após apuração das notas dos jurados do torneio nesta Quarta-Feira de Cinzas. A Viradouro foi a campeã, com um enredo que homenageou o mestre de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça.

Apesar de ter tido uma repercussão com os louvores ao petista e as críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os apoiadores dele, como conservadores enlatados e o Bolsonaro como um palhaço preso entre grades, a Acadêmicos de Niterói ficou atrás em todos os quesitos pontuados pelos jurados do carnaval carioca.

O quesito que a escola teve menor pontuação foi em fantasias. O enredo, que conta a história de Lula, foi considerado o pior entre todas as 12 escolas. Outros pontos onde a Acadêmicos de Niterói ficou muito atrás das outras agremiações foram alegoria e adereços, bateria, mestre-sala e porta-bandeira.

O desfile que homenageou Lula foi alvo de ações da oposição à Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou um pedido do Partido Novo que pretendia barrar o desfile da Acadêmicos de Niterói, acusando Lula, o PT e a agremiação de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder. O entendimento da Corte foi o de que não é possível reconhecer abuso de poder de forma preventiva, antes da ocorrência dos fatos e da formalização de eventual candidatura.

Mesmo assim, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, afirmou que o desfile da agremiação parecia ser um "cenário de areia movediça". A ministra também afirmou que a Corte não estava dando um "salvo-conduto" para o cometimento de crimes eleitorais

"Não me parece ser um cenário de areias claras. Me parece um cenário de areia movediça. Quem entra, entra sem saber o final. Não pode haver propaganda eleitoral antecipada. O tribunal é claro. (...). Hoje, consideramos a falta de requisitos legais, por isso, indeferimos a liminar, mas a Justiça eleitoral não está dando salvo-conduto para quem quer que seja", complementou

Os pontos mais criticados pela oposição a Lula foram o surgimento de alegorias contendo o número "13", utilizado pelo PT nas urnas e a ida de Lula até a passarela do Sambódromo da Sapucaí para cumprimentar integrantes da escola de samba. Até o momento, novas ações judiciais contra o desfile não foram incluídas no sistema da Justiça Eleitoral.

O rebaixamento da Acadêmicos de Niterói é um revés para a iniciativa de Lula em prestigiar o desfile, ocorrido no último domingo, 15. Enquanto o governo buscou capitalizar os elogios à Lula e as críticas a Bolsonaro, agora a situação se inverteu e os políticos que fazem oposição a Lula devem explorar a repercussão do descenso da agremiação que, pela primeira vez, homenageou um presidente em exercício e candidato à reeleição em ano eleitoral.

Com o samba-enredo intitulado como "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", a Acadêmicos de Niterói fez odes a Lula, contando a história do presidente desde a ida a São Paulo como retirante, a vida como liderança sindical e a chegada à Presidência da República. Programas sociais e críticas a oposicionistas também foram explorados pela agremiação rebaixada.

Previsão

Mato Grosso do Sul entra em alerta para tempestades até sexta-feira

As temperaturas altas tendem a recuar, dando lugar a pancadas de chuva até a próxima segunda-feira (23)

18/02/2026 17h15

Pancadas de chuva são comuns nessa época de verão

Pancadas de chuva são comuns nessa época de verão FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul entrou, mais uma vez, na rota de tempestades até o final dessa semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu dois alertas para o Estado, sendo um de perigo potencial de tempestade e outro de perigo, concentrado especialmente nas regiões Sudoeste, Pantaneira, Central, Cone-Sul e Grande Dourados. 

Os alertas têm início nesta quinta-feira (19) às 10 horas da manhã e se estendem até o o mesmo horário de sexta-feira (20). Em todos os municípios do Estado, são esperadas chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos podendo chegar até 60 km/h. 

Já em 59 municípios sul-mato-grossenses, os volumes de chuva podem ultrapassar os 100 milímetros diários com ventos intensos podendo chegar a 100 km/h com queda de granizo. Há risco de corte de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e estragos em plantações. 

Pancadas de chuva são comuns nessa época de verãoFonte: Inmet

As altas temperaturas no Estado nos últimos dias, causadas pela circulação anticiclônica em médios níveis da atmosfera, tendem a diminuir pela perda da intensidade do fenômeno, permitindo o retorno gradual das chuvas. 

Segundo a previsão divulgada pelo Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), na quinta-feira e na sexta-feira são esperadas pancadas de chuvas e aumento da nebulosidade ao longo do dia em diversas regiões. I

Isso porque o aquecimento diurno e a disponibilidade de umidade na atmosfera tendem a favorecer a formação de instabilidades, especialmente na região centro-sul do Estado, podendo ocorrer chuvas com descargas elétricas e rajadas de vento na região. 

Já nas regiões pantaneiras e sudoeste, as temperaturas tendem a continuar altas, podendo chegar a 38ºC, atrelados a baixos valores de umidade relativa do ar, entre 20% e 40%. 

No final de semana, a previsão indica tempo com sol e variação de nebulosidade ao longo dos dias, com condições favoráveis à pancadas de chuva típicas de verão. Em pontos isolados, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades, com possibilidade de acumulados significativos, podendo ultrapassar os 40 milímetros em 24 horas. 

Nas regiões Sul, Cone-Sul e Grande Dourados, são esperadas mínimas entre 21°C e 23°C e máximas podendo chegar a 35°C. 

Nas regiões Pantaneira e Sudoeste, as mínimas chegam a 23°C e as máximas chegam a 36°C. 

Já no Bolsão, Norte e Leste do Estado, as mínimas variam entre 21°C e 24°C e as máximas esperadas chegam a 34°C. 

Na Capital, o final de semana deve ser de temperaturas amenas, com máxima de 30°C e previsão de chuva todos os dias até a próxima segunda-feira (23). 
 

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