Cidades

PARQUE LAGEADO

Programação de Boulos na Capital têm desde oficinas até intervenções culturais

Ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos vêm até a Cidade Morena nesta quinta (5), recebido no Ceu do Parque do Lageado

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Marcada para acontecer a partir das 08h de amanhã (04), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU) do Parque do Lageado, a visita do Ministro da Secretaria-Geral do Governo Lula, Guilherme Boulos, à Cidade Morena será acompanhada por uma ocupação realizada pelo Comitê de Cultura de Mato Grosso do Sul, através da ação Governo do Brasil na Rua. 

Essa iniciativa, marcada para acontecer na rua Maria Del Horno Samper, nº 981, no bairro Parque Lageado, como abordado recentemente no Correio do Estado, visa auxiliar a população mais necessitada, garantindo que os cidadãos fiquem a par dos seus direitos e tirem suas dúvidas sobre os mais diversos programas do Governo Federal, como acesso à previdência e ações como o popular "pé-de-meia". 

Ou seja, além de um atendimento geral à população, já que no local haverá, por exemplo, emissão de carteiras do ID Jovem; microchipagem para cães e gatos, entre outros serviços, artistas das periferias campo-grandenses encontrarão no local todo um suporte que pode facilitar o acesso a futuros recursos federais. 

Isso porque, já no primeiro horário, por exemplo, haverá o plantão para inscrições no chamado "Mapa da Cultura", considerada plataforma fundamental que compila informações a respeito dos artistas; espaços; grupos e iniciativas culturais, o que garante visibilidade e oportunidades para os profissionais locais da arte. 

Cabe lembrar que, os comitês de cultura tratam-se de diversas redes, compostas por agentes culturais e instituições da sociedade civil que são selecionadas através de editais públicos, tudo para fortalecer as políticas públicas desse setor nas mais variadas Unidades da Federação. 

No Mato Grosso do Sul a ganhadora do edital lançado pelo Ministério da Cultura (Minc) foi a Organização Flor & Espinho, responsável por realizar as ações do Comitê pelos municípios que foram pré-indicados no plano de trabalho que pode ser conferido no site do grupo (CLICANDO AQUI).

Ocupação comitê cultural

Além disso, a ação desenvolvida através do Comitê de Cultura no Lageado trará um plantão da Lei Aldir Blanc (Pnab), com o devido suporte técnico para artistas se inscreverem em editais abertos, bem como uma escuta pública em debate direto com a comunidade pela tema "A cultura que eu quero no meu bairro". 

Dos serviços, a ação prepara ainda uma oficina de brinquedos educativos, que deve acontecer entre às 10h e o meio dia de amanhã (05), ministrada por Ruano Filártiga. 

Como se não bastasse, também está marcada para acontecer durante a ocupação uma oficina de vivência circense, ministrada através dos integrantes do Grupo Circo do Mato, com a programação ainda prevendo a intervenção da Cia. Pisando Alto, além de um espetáculo de palhaçaria com o Grupo Flor e Espinho.  

Para além dessa programação, entre os principais serviços disponibilizados através do programa Governo do Brasil na Rua aparecem: 

  • Previdência: atendimento geral, perícia médica, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e Conselho de Recursos. 
  • Saúde: vacinação para todas as idades, unidade odontológica móvel, teste rápido de DST/Aids e divulgação de programas como Dignidade Menstrual, Implanon (contraceptivo de longa duração que está sendo incorporado ao SUS) e Ouvidoria Itinerante. 
  • Microchipagem para cães e gatos: ação do programa SinPatinhas, que emite o RG animal, e inclui também a vacinação dos pets. 
  • Identidade Jovem: emissão de carteiras do ID Jovem no local, documento que garante meia entrada em eventos culturais e esportivos, bem como vagas gratuitas ou com desconto no sistema de transporte coletivo interestadual. 
  • Tenda Lilás: iniciativa itinerante voltada à mobilização social e ao enfrentamento da violência de gênero, com foco especial no combate à importunação sexual. 
  • Gov.BR: cadastro ou ajustes na conta Gov.BR, que permite acessar vários serviços digitais do governo como, por exemplo, os serviços digitais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a carteira de trabalho digital e o seguro-desemprego. 
  • Reforma Casa Brasil: empréstimo para melhorar a casa, para que todos os brasileiros tenham um lar seguro e digno. Faixas I e II para famílias com renda abaixo de R$3.200,00 ou de R$3.200,00 até R$9.600,00. 
  • Caixa Atendimentos: unidade móvel da Caixa Econômica Federal.
  • Carreta digital: coleta de resíduos eletrônicos; atendimento para participar de cursos de capacitação e inscrição de Pontos de Inclusão Digital (PIDs), destinados a organizações interessadas em receber doações de computadores.
  • Programa do Artesanato Brasileiro (PAB): emissão e renovação da Carteira Nacional do Artesão e orientações sobre o SICAB - Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro. Haverá Instrução e letramento digital com apoio ao uso do aplicativo “Meu MEI Digital”.

 

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TRANSPORTE PÚBLICO

Conselho administrativo autoriza venda do Consórcio Guaicurus

O ato de concentração aprova a transferência à Maas Administração e Participações Ltda., empresa criada pelo Grupo HP Mobilidade

14/10/2026 08h45

Intervenção nos ônibus do Consórcio Guaicurus revelou dívida de R$ 48,5 milhões

Intervenção nos ônibus do Consórcio Guaicurus revelou dívida de R$ 48,5 milhões Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra das quatro empresas de ônibus do Consórcio Guaicurus, de Campo Grande, pelo Grupo HP Mobilidade, de Goiânia. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na edição do dia 8 de outubro.

As empresas que compõe o Consórcio Guaicurus são: Viação Cidade Morena, Jaguar Transportes Urbanos, Viação Campo Grande e Viação São Francisco. O ato de concentração tem a Maas Administração e Participações Ltda., como compradora. Ela foi criado pelo Grupo HP Mobilidade para conduzir a compra do Consórcio Guaicurus.

Com a aprovação, o órgão federal encerrou a análise concorrencial sem impôr restrições à transação. A venda, porém, depende do avala da Prefeitura de Campo Grande. Adriane Lopes (PP) já manifestou que o negócio só será concluído se a empresa apresentar propostas concretas para melhorar o serviço, como a renovação da frota, ônibus com ar-condicionado e melhorias nos terminais.

Desde o dia 21 de julho, o Consórcio Guaicurus anunciou que havia chegado a um acordo de compra e venda com a concessionária goianiense HP Mobilidade, que é responsável pelo transporte coletivo de Goiânia. Desde então, a Prefeitura de Campo Grande aguarda uma proposta formal da empresa que aponte os planos de melhorias no transporte público, para decidir se aceita ou não a transação.

O Cade é o órgão responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e reprimir abusos do poder econômico no Brasil e que analisa fusões, aquisições entre empresas para evitar monopólios.

Intervenção revela dívidas milionárias

A intervenção administrativa decretada no transporte coletivo urbano de Campo Grande revelou um diagnóstico financeiro preocupante no Consórcio Guaicurus. O levantamento preliminar realizado pela equipe responsável pela intervenção de 180 dias concessionária aponta R$ 48,5 milhões em débitos e obrigações acumuladas que comprometem a estabilidade das operações na Capital sul-mato-grossense.

O relatório é assinado pelo interventor-geral Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, e pelos outros interventores, Alexandre Souza Moreira (jurídico), Rodolfo Bahiense Fernandes (administrativo-financeiro) e Robson Tadeu Pereira (operacional).

No centro desse passivo financeiro estão os parcelamentos fiscais consolidados perante a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, que somam R$ 31,29 milhões. Esse montante exige um desembolso mensal constante de R$ 721.486,16 para amortização, gerando um comprometimento anual de cerca de R$ 8,66 milhões do fluxo de caixa operacional.

A lista de dívidas tributárias e regulatórias inclui ainda débitos com outros órgãos federais e municipais. O consórcio registra um saldo devedor de R$ 183,7 mil em parcelamentos de multas ambientais aplicadas pelo Ibama, além de R$ 4,86 milhões referentes a impostos e contribuições sobre a folha de pagamento, como INSS e Imposto de Renda.

Completando a conta de penalidades registradas pelos órgãos de fiscalização, a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande (Agereg) aplicou uma multa de R$ 12,24 milhões contra o grupo concessionário. A sanção decorre do descumprimento contratual continuado na manutenção do seguro de responsabilidade civil obrigatório, exigência descumprida por quase dez anos pela administração afastada.

Além disso, o relatório aponta outras dívidas e contingências operacionais, como R$ 5,86 milhões em combustível vencido em junho de 2026, R$ 2,15 milhões com outros fornecedores em aberto, R$ 17,44 milhões em estimativa de processos cíveis e a condenação não transitada em julgado de R$ 30 milhões por dano moral coletivo.

Criminalidade

Nhecolândia e Paiaguás desafiam combate ao tráfico de cocaína no Pantanal

Polícia Federal já teria recebido várias denúncias há cerca de um ano sobre transporte de drogas em aeronaves voando baixo

14/10/2026 08h30

Foto: Divulgação

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Um dos desafios das autoridades para tentar bloquear a ação de criminosos e o tráfico transnacional de cocaína é criar barreiras mais efetivas para bloquear o transporte de drogas por aeronaves em áreas remotas do Pantanal, principalmente entre regiões da Nhecolândia e do Paiaguás. 

Há mais de um ano, conforme apurado pelo Correio do Estado, diferentes denúncias já chegaram à Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul apontando para o uso de aeronaves para transporte de drogas e as cargas ilegais sendo arremessadas em áreas rurais remotas ou aviões usando pistas clandestinas para descarregamento.

Em uma das tentativas de barrar essas ações criminosas, neste mês, a PF divulgou alguns detalhes de operação para desarticular organização criminosa com atuação no norte de Mato Grosso do Sul (Sonora, Pedro Gomes e Coxim), mas que tinha ramificações em Corumbá, Aquidauana, Terenos, Anastácio e Campo Grande. 

Apesar de as autoridades não oferecerem muitos detalhes sobre a operação Kathárisma, deflagrada no dia 8, o foco das investigações resvala em grupos que costumam usar do espaço aéreo do Pantanal, em especial no Paiaguás, para o tráfico. 

Forças de segurança bolivianas já apreenderam mais de 80 aeronaves com drogas só neste ano - Foto: DIVULGAÇÃO

Isso porque na logística, os aviões saem da Bolívia, muitas vezes à noite, cruzam os céus do Pantanal, em áreas remotas, e descarregam a droga em áreas do Paiaguás, que estão próximas de Coxim e Sonora. 

Depois disso, criminosos agindo no norte do Estado acabam usando estradas de difícil tráfego para concluir o transporte da droga e despachar a cocaína para outras regiões por meio rodoviário.

Esse não é um problema recente. Após algumas investigações da PF e também da Polícia Civil entre 2022 e 2023, o fluxo de aeronaves teria sido reduzido ou quem vive nessas regiões remotas passou a observar menos fluxo no céu, a reportagem apurou. 

Porém, desde 2025, os aviões passaram a ser mais observados voando baixo principalmente na região do Paiaguás. A reportagem recorreu a algumas pessoas que vivem em propriedades rurais nesses locais e há uma sensação de que há mais aviões sobrevoando os céus a altura abaixo dos 200 metros.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou que o desafio de criar combate aéreo efetivo no Pantanal ainda enfrenta uma lacuna. 

“Nossos interlocutores afirmaram, ainda, que algumas regiões do Estado são marcadas pelo tipo de droga comercializada e pelo modelo de transporte adotado. Em Corumbá, por exemplo, o tráfico internacional da cocaína é feito principalmente pelos modais aéreo e hidroviário”, identificou a pesquisadora Ana Clara Figueiredo em “Dinâmicas da violência no território brasileiro: Mato Grosso do Sul”, publicado neste ano.

Ações que tem atuação direta ou ligação em algum momento com o Comando Vermelho (CV) ou o Primeiro Comando da Capital (PCC) nesse tipo de tráfico com aeronaves também já foram identificadas. 

“O CV, do RJ, foi a primeira facção a atuar na fronteira sul-mato-grossense, ainda nos anos 1990, com o intuito de eliminar intermediários no transporte da droga e estabelecer parcerias com grandes produtores. (...) No início dos anos 2000, surgiram oportunidades para novos arranjos criminais, o que favoreceu a maior entrada do PCC na região. A literatura sugere que a presença do CV partia de indivíduos associados, sendo diluída e de caráter pessoal. Já o PCC, principalmente a partir de 2008, procurava ocupar espaços no mercado criminal de forma ‘institucional’, como uma organização dotada de estratégia de expansão e controle”, analisou Ana Clara Figueiredo.

Esse levantamento extenso do Ipea também detalhou como é o esquema no uso de aeronaves e pontuou que tanto o Pantanal, que está na fronteira com a Bolívia, como a região sul do Estado, na fronteira com o Paraguai, possuem dinâmicas criminosas semelhantes. 

“As mercadorias também são transportadas do país de origem por aeronaves e aterrissam em propriedades rurais localizadas em MS e MT, entre outros estados. De lá seguem, de caminhão, até os mercados consumidores nacionais ou aos portos e aeroportos da costa atlântica brasileira, onde são enviadas para Europa e África”, identificou o estudo do Ipea.

Tanto a Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul (SR/PF/MS) quanto a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) não possuem bases diretas nas regiões remotas do Pantanal. Em geral, o acesso a esses locais remotos exige viagens terrestres de seis a oito horas por estradas de terra e com muita areia, o que facilita não só que os veículos atolem, como também pneus sejam danificados. 
Tudo isso deixa as operações ainda mais complexas. Os acessos mais facilitados são por meio aéreo.

EM ANDAMENTO

Fora do eixo de atuação direta da SR/PF/MS e da PCMS, uma das medidas para tentar identificar essas rotas aéreas de criminosos envolve o uso do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que é gerido pelo Exército Brasileiro. 

“Nesse contexto, o Sisfron contribui para reduzir ‘zonas cinzentas’ de baixa presença estatal, fortalecendo o controle sobre fluxos e dificultando a infiltração criminosa”, detalharam Silvana do Valle Leone, Elisa Pinheiro de Freitas e Lia Andrea Barbato Tafarel, pesquisadoras do Mestrado em Estudos Fronteiriços da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Corumbá.

Porém, a tecnologia significa uma ferramenta a ser usada. Também é preciso que haja integração entre órgãos públicos federais e estaduais para aumentar a efetividade no combate ao crime e continuidade de investimentos. 

“Essa integração, considerada um dos maiores desafios da gestão fronteiriça, ajuda a enfrentar problemas que vão desde tráfico de drogas e contrabando até crimes ambientais (...). Mas para que o sistema alcance todo o seu potencial, precisa de continuidade administrativa e de investimentos estáveis. Projetos dessa dimensão não sobrevivem a interrupções políticas ou cortes sucessivos”, reconheceram as pesquisadoras no artigo “O Sisfron como projeto estratégico do Exército Brasileiro na defesa da fronteira Oeste”, publicado no fim de 2025.

NA BOLÍVIA

O Ministério do Interior da Bolívia vem divulgado que está com um trabalho de inteligência em curso para tentar identificar pistas clandestinas e destruí-las, e assim dificultar as ações de criminosos. 

Outra frente é o sequestro de aviões ilegais no país. Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 80 aeronaves foram apreendidas durante operações conduzidas por autoridades policiais do país vizinho. Todas estavam preparadas para serem usadas para o tráfico de cocaína.

* Saiba 

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 80 aeronaves foram apreendidas durante operações conduzidas por autoridades policiais da Bolívia. Segundo informações, todas estavam preparadas para serem usadas para o tráfico de cocaína.

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