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Em duas horas, já choveu mais de 40 mm em Campo Grande e, mais uma vez, bairros alagam

Estado está em alerta para chuvas intensas desde o início da semana

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Em alerta para chuvas intensas desde o início da semana, Campo Grande já registrou mais de 40 milímetros de chuva na tarde desta quarta-feira (25) de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Somente na região central, foram 44 milímetros desde às 14h. Já na região noroeste, o acumulado chegou a 39,2 milímetros. 

O acumulado mensal no mês de março até agora na Capital é de 123 milímetros, número dentro do esperado segundo o prognóstico de outono divulgado pelo Centro de Monitoramento de Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul, que prevê uma estação com chuvas abaixo da média no Estado. 

Mesmo com períodos de estiagem, as chuvas chegaram de forma intensa na tarde de hoje e, como de praxe, trouxe transtornos em diversos trechos de Campo Grande com inundações e alagamentos. 

Abaixo do viaduto Nain Dibo, entre as avenidas Fábio Zahran e Fernando Corrêa da Costa, a água acumulou por não ter por onde escoar. Motoristas que trafegam no local precisam ter cautela ao atravessar. Motoqueiros que se aventuram passam com a água na altura dos joelhos. 

No trecho da avenida Mascarenha de Moraes, carros estão parados em virtude do alagamento da via. 

Na Ernesto Geisel entre a Rua Santos Drummond e a Jacarandá, a rua também está alagada. 

No Bairro Santo Antônio, a Rua Itatiaia está completamente embaixo d’água, chegando a inundar estacionamentos de um condomínio, como passado ao Correio do Estado por um leitor. 

Em trecho crítico da Rua Joaquim Murtinho, o córrego Vendas ainda não transbordou, mas a água vem descendo com bastante força, invadindo completamente o meio fio e boa parte da rua. 

Na Avenida Ministro João Arinos, o canteiro está tomado pela água em vários pontos. No bairro Jardim Centro-Oeste, a água tomou as ruas e calçadas, invadindo estabelecimentos. A Avenida Guaicurus também inundou, impedindo o tráfego. 

A temperatura também caiu na cidade, passando de 28ºC para 21ºC em duas horas, segundo o Inmet. 

De acordo com o meteorologista Natalio Abrão, foram registrados ventos de 52 km/h entre o Aeroporto Internacional de Campo Grande e o bairro Indubrasil e pode chover mais até o final do dia. 

O que fazer em áreas alagadas?

Se você estiver dentro do carro e se deparar com um trecho de alagamento, a orientação é não tentar dar a partida no motor. Isso porque a água pode subir rapidamente e comprometer o funcionamento do veículo. Ao dar partida, o motor pode ser danificado e o risco de pane elétrica aumenta. 

Se o nível da água ultrapassar a metade das rodas, saia do veículo imediatamente. No entanto, a pressão da água pode dificultar a abertura da porta. Nesse caso, sair pelas janelas do carro é a melhor opção.

Se possível, evite trafegar em trechos com histórico de alagamento e procure vias alternativas. 


 

Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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