Cidades

TRANSPORTE PÚBLICO

Em meio a CPI, prefeitura determina a retirada de 98 ônibus velhos de circulação

A decisão foi divulgada no Diário Municipal nesta quarta-feira (21)

Continue lendo...

A Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Agência Municipal dos Serviços Públicos (Agereg), determinou, nesta quarta-feira (21), a retirada de circulação de 98 ônibus do Consórcio Guaicurus. Segundo a Agência, os veículos estão em desconfor midade com os limites de idade útil previstos em contrato. 

A publicação feita no Diário Oficial da cidade (Diogrande) foi assinada pelo diretor-presidente da Agereg, José Mário Antunes da Silva, que deu o prazo de 30 dias para que os veículos sejam substituídos por outros que atendam às exigências contratuais. 

Além disso, o despacho determina a abertura do processo administrativo para a aplicação de multa, que é de 5% sobre o valor da receita diária, segundo o contrato de concessão. 

Caso o Consórcio não cumpra os prazos, poderá sofrer novas sanções previstas em contrato e até a declaração de caducidade da concessão. 

O edital de licitação estabelece critérios para a idade máxima dos veículos que são utilizados no transporte público. Os ônibus convencionais não poderiam ultrapassar oito anos de uso e, os articulados, 12 anos. A idade média da frota não deveria ultrapassar os cinco anos. 

Porém, a Agereg informou, no processo, que os limites eram válidos no início da concessão e que durante a vigência do contrato, a idade útil dos veículos foi alterada para 15 anos para os convencionais e 10 anos para os ônibus articulados.

CPI investiga Consórcio

Desde o início da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Consórcio Guaicurus, foram recebidas 521 denúncias até o dia 19 de maio. Entre as principais queixas dos usuários estão a má conservação, falta de ônibus e atrasos constantes, além da superlotação dos veículos.  

Em audiência da CPI do dia 06 de maio, o atual diretor-presidente da Agereg mostrou um relatório que mostra que 65% da frota de ônibus da Capital está acima do tempo máximo de uso, que é de dez anos de circulação. 

Quero fazer uma denúncia à CPI

Os canais disponíveis para denúncia são:

  • Pelo WhatsApp: (67) 3316-1514;
  • Através do e-mail [email protected];
  • Pelo formulário anônimo disponível no site www.camara.ms.gov.br ou pelo link.

A CPI do Transporte Público é composta pelo vereador Lívio (União Brasil) que preside a Comissão, pelos vereadores Ana Portela (PL), que está na relatoria, Júnior Coringa (MDB), Luiza Ribeiro (PT) e Maicon Nogueira (PP).

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

Assine o Correio do Estado

Cidades

TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).