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Em meio à pandemia, dupla sertaneja reúne multidão em show na Capital

No evento da dupla Ícaro e Gilmar o cenário era de normalidade, muitas pessoas aglomeradas sem qualquer cumprimento das normas de biossegurança

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A dupla sertaneja Ícaro e Gilmar reuniu uma multidão em show realizado na noite de sábado (23) em Campo Grande. A festa aconteceu no espaço Terra Nova Eventos, na MS-080, saída para Rochedo.

O evento contraria o decreto 14.601 da Capital, que estabelece lotação máxima de 40% da capacidade do local, e o toque de recolher municipal e estadual, que se iniciam às 22h. 

Até o dia 22 de janeiro, a prefeitura estabelecia que locais com grande capacidade de público deveriam reunir no máximo até 80 pessoas, mas o decreto saiu de vigência.

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O público, que pagou cerca de R$ 120 para prestigiar a festa "Open Covid", não se intimidou em publicar fotos e vídeos da apresentação nas redes sociais. Diferente da dupla, que não fez registro algum do evento.

Para as pessoas que estão há quase um ano em isolamento social, as fotos podem até assustar. É possível ver a quantidade de pessoas aglomeradas e sem máscaras, violando todos os protocolos de biossegurança estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Em nota, a prefeitura informou que os promotores não tinham autorização para realização do evento, que precisa de licença específica da Vigilância Sanitária, seguindo o que determina o artigo 29 da Resolução 558 da Sesau, de 15 de setembro de 2020. 

"A Prefeitura vai autuar os responsáveis pelo evento, que terão prazo legal para justificar o possível descumprimento da legislação. A multa para descumprimento varia de 100 a 15 mil reais, odendo levar a interdição do local", diz a nota.

No mesmo dia do show, Mato Grosso do Sul registrou 23 óbitos e novos 962 casos da Covid-19. São 2.794 mortes e 155.972 mil infectados com o coronavírus em todo o Estado.

O espaço de festas possui estrutura de cerca de 6,5 mil m² e conta 46 bangalôs, com capacidade de até 15 pessoas cada. O Terra Nova já está divulgando outro show, desta vez um baile funk, previsto para 6 de março.

Mais infrações

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizou fiscalizações na noite de sábado para verificar cumprimento do toque de recolher nas regiões de Anhanduizinho, Bandeira, Centro, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo.

Os 60 agentes averiguaram 32 estabelecimentos e orientaram 387 pessoas a retornarem e permanecerem em suas residências.

Nas blitzes, os servidores da GCM, Detran-MS e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) abordaram 303 veículos, sendo 18 autuados por irregularidades.

Corrida contra o tempo

Na segunda-feira (18) da semana passada, Mato Grosso do Sul recebeu pouco mais de 158 mil doses de um dos imunizantes autorizados para uso emergencial no Brasil, a CoronaVac. A vacina é produzida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan.

Com a nova autorização concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Butantan iniciou, ontem (22), a distribuição de mais 900 mil doses da CoronaVac.

O primeiro lote, que já foi distribuído pelos estados e deu início à campanha, tinha 6 milhões de doses.

Também na tarde de ontem, o Brasil recebeu 2 milhões de doses da vacina AtraZeneca/Oxford, segundo imunizante autorizado, e a distribuição para os 5 cantos do país começou neste domingo (24).

* Matéria atualizada às 17h06 para acréscimo de informações

Vôlei

Brasil sofre com saques italianos e arbitragem polêmica e perde 2º jogo na Liga das Nações

Com a derrota, o Brasil caiu para a sexta posição da Liga

26/06/2026 23h00

Patricy Albuquerque/Soho/CBV

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Em jogo com muita reclamação com a arbitragem e cartões amarelos, a seleção brasileira masculina de vôlei sofreu sua segunda derrota seguida na Liga das Nações. Nesta sexta-feira, a equipe de Bernardinho caiu diante da Itália por 3 a 1, parciais de 19/25, 23/25, 25/22 e 23/25, muito por sofrer com o saque adversário - fez novo pontos direto no quesito e dificultou muita a recepção.

Com a derrota, o Brasil caiu para a sexta posição da Liga das Nações, ultrapassada pelos italianos - sete se garantem na fase final. O Japão lidera com seis vitórias e 100% de aproveitamento Sem tempo a perder, a seleção verde e amarela busca reação já neste sábado, diante da Eslovênia (15h30 de Bra´silia).

Pressionado pela derrota para a Ucrânia no último confronto da Liga das Nações, a equipe liderada pelo técnico Bernardinho demorou a entrar na partida e viu a Itália ser mais eficiente em quadra.

O Brasil iniciou sofrendo com o saque forçado dos italianos e permitiu que o adversário abrisse folga no placar de seis pontos A desvantagem fez Bernardinho pedir tempo a fim de corrigir as falhas de recepção da equipe nacional.

Lucarelli, com um ace, deu sinais de melhora. O bloqueio eficiente recolocou o Brasil no duelo e o jogo ficou mais equilibrado. Em um rali de 26 segundos, Darlan foi eficiente na rede e reduziu a diferença para três pontos (20 a 17).

A reação brasileira, porém, não se sustentou. O ataque rival voltou a funcionar, o time europeu chegou a 24 a 19 e encerrou a primeira parcial num belo ace de Sani para definir o set em 25 a 19.

O Brasil voltou mais concentrado no segundo set e isso foi refletido no início da partida. Em duas ações seguidas, Bovolenta foi para tentar o ponto na rede e parou no bloqueio liderado por Lucarelli. Com 4 a 1 e cheio de confiança, a seleção melhorou em fundamentos como recepção e saque mudando o ritmo do confronto.

Os centrais da equipe brasileira passaram a ser mais acionados na partida. A eficiência no passe seguiu funcionando bem e a vantagem brasileira de três pontos foi sendo administrada com um 20 a 17.

Na reta final, porém, o Brasil se desconcentrou. O saque italiano voltou a funcionar, a recepção teve dificuldades e a Itália buscou a virada: 22 a 21. Bernardinho pediu tempo para colocar a casa em ordem. Em um final dramático, o duelo ficou empatado em 23 pontos. Com dois aces seguidos, Sani novamente definiu a parcial em favor dos italianos levando a Itália a ter a vantagem de 2 sets a 0 na partida.

Com cabeça no lugar e acertando mais as jogadas, a seleção reduziu a desvantagem ao ir bem na terceira parcial, fechada por 25 a 22. E o Brasil tinha tudo para levar a decisão ao tie-break após abrir sete pontos no quarto set. Mas começou a se enervar com anotações polêmicas da arbitragem que permitia golpes questionáveis mesmo com a nova regra de aceitar que o jogo role com menos paralisações, e acabou permitindo a reação.

O lance polêmico do quarto set veio em um desafio com 22 a 21 para os italianos, que cobraram toque o bloqueio de Lucarelli, enquanto o Brasil reclamava de condução de rival no ataque. A arbitragem , como em toda a partida,apenas anotou o desvio. Brasília acabou levando cartão ao questionar a decisão.

Dois pontos na frente da Itália que poderiam definir a partida. Mas um erro e depois bloqueio de Judson deixou tudo igual. Na hora de colocar pressão, Lucarelli sacou na rede e, depois, Adriano não matou a jogada e o Brasil permitiu o contragolpe, caindo com 25 a 23.

Saúde

Como será o estudo que vai avaliar canetas para tratamento da obesidade no SUS

O projeto vai avaliar o uso da semaglutida por pessoas com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica

26/06/2026 21h00

Divulgação

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O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira, 26, uma pesquisa que vai avaliar como medicamentos à base de semaglutida podem ser utilizados no tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo será realizado pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e acompanhará 250 pacientes durante dois anos.

"O objetivo é entender como essa medicação pode ser usada dentro do Sistema Único de Saúde e quais são os efeitos e os impactos para os pacientes e para o próprio sistema", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a coletiva.

O projeto vai avaliar o uso da semaglutida por pessoas com obesidade grave que aguardam cirurgia bariátrica. A dose prevista é de até 2,4 mg por semana, no período anterior ao procedimento.

Como será o acompanhamento?

Os pacientes serão acompanhados por dois anos. Além das consultas médicas no ambulatório, o estudo terá uma equipe de pesquisa responsável por aplicar questionários e monitorar diferentes aspectos do tratamento.

"Vamos avaliar a perda de peso, a qualidade de vida, as condições para a cirurgia bariátrica e indicadores clínicos importantes, como os níveis de colesterol e glicose", afirmou durante a coletiva Fernando Anschau, coordenador do Núcleo de Avaliação de Tecnologias em Saúde do GHC.

O acompanhamento será multiprofissional. Padilha afirmou que os participantes já recebem assistência de médicos, enfermeiros, nutricionistas e psicólogos, além de incentivo à prática de atividade física, e que esse cuidado será mantido durante todo o estudo.

Segundo o ministro, além dos resultados clínicos, os pesquisadores vão observar como os pacientes utilizam a medicação em casa, incluindo armazenamento, aplicação, descarte e possíveis dificuldades durante o tratamento.

O protocolo também prevê o monitoramento contínuo da segurança. Para o ministro, acompanhar possíveis efeitos adversos é uma etapa essencial da pesquisa.

Por que foram escolhidos esses pacientes?

Os 250 participantes já são acompanhados no GHC e têm indicação para cirurgia bariátrica. Eles foram selecionados porque possuem obesidade grave, comorbidades e maior risco clínico.

Na apresentação feita durante a coletiva, o GHC informou que 91% dos pacientes com indicação para bariátrica no hospital têm obesidade mórbida. Além disso, 72% convivem com duas ou mais comorbidades, como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos e depressão. Apenas 47% têm condições clínicas de realizar a cirurgia.

A expectativa do estudo é avaliar se o medicamento pode ajudar esses pacientes a reunir melhores condições para a cirurgia ou, em alguns casos, reduzir a necessidade do procedimento.

O que pode mudar no SUS?

Atualmente, medicamentos à base de semaglutida não estão incorporados ao SUS. A expectativa do Ministério da Saúde é que o estudo produza evidências sobre a eficácia, a segurança e a viabilidade do tratamento na rede pública, subsidiando uma eventual discussão sobre a incorporação dessa tecnologia.

Segundo Padilha, um dos diferenciais da pesquisa será avaliar o uso da medicação em condições reais, acompanhando como os pacientes utilizam o medicamento fora do ambiente hospitalar.

"A nossa expectativa é que, com a introdução dessas medicações de forma controlada no contexto do sistema público de saúde, haja redução de custos no SUS", disse o ministro durante a coletiva.

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