Cidades

EDUCAÇÃO

Em meio a protestos, Adriane e professores retomam negociação salarial

Após paralisação que fechou 87 escolas da Rede Municipal, comissão da ACP se reúne com a prefeita e o secretário de Educação para tentar destravar cumprimento do piso nacional

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Em meio à maior mobilização da categoria nos últimos anos, a prefeita Adriane Lopes (PP) retomou nesta sexta-feira (12) as negociações com os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme), após uma paralisação que, segundo a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), fechou integralmente as 87 escolas municipais de Campo Grande.

De acordo com a presidente da Fetems, Deumeires Morais, cerca de 4 mil professores participaram do ato organizado pela Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), que percorreu ruas da região central até a Prefeitura para cobrar o cumprimento do acordo firmado entre o Executivo e a categoria.

Enquanto centenas de manifestantes permaneciam em frente ao Paço Municipal, uma comissão formada por representantes da ACP, vereadores da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal e integrantes da administração municipal se reuniu com Adriane Lopes e o secretário municipal de Educação, Lucas Bittencourt, para discutir uma saída para o impasse.

O principal ponto da reivindicação é a implementação dos 5% previstos em lei para garantir o cumprimento do piso nacional do magistério para a jornada de 20 horas semanais.

Presente na reunião, o secretário municipal de Governo (Segov) de Campo Grande, Ulisses Rocha, afirmou que o diálogo continua sendo o principal caminho para uma solução.

“A gente forma uma comissão que representa a categoria, nesse caso representada aqui pela ACP, a comissão dos vereadores da Educação, e a gente vai para um diálogo com a prefeita municipal. O diálogo sempre esteve à mesa”, declarou.

Segundo ele, a administração municipal enfrenta desafios relacionados ao equilíbrio fiscal e aos repasses federais para a educação.

“Temos um plano de equilíbrio fiscal em andamento. O Fundeb não aumentou, então tem um monte de condições que precisam ser avaliadas, mas nós estamos dialogando permanentemente com a categoria. O diálogo nunca se encerra”, acrescentou.

Questionado sobre a possibilidade de a paralisação evoluir para uma greve caso não haja acordo, o secretário municipal de Educação, Lucas Bittencourt, evitou comentar cenários futuros e reforçou a aposta na negociação.

“Existe uma movimentação, existe uma paralisação. A prefeita reconhece o direito de paralisação e agora a gente já está trabalhando para a recomposição desse dia também e, assim, cumprir o currículo escolar”, afirmou.

Sobre uma eventual greve, o secretário respondeu que “a principal possibilidade é o diálogo para que possamos buscar o melhor para os nossos alunos e para os nossos professores também”.

Entre os participantes do protesto, o sentimento predominante era de frustração com o não cumprimento do acordo firmado anteriormente.

Professora da Escola Municipal Professor Vanderlei Rosa, Elisângela afirmou que a categoria cobra apenas aquilo que já havia sido prometido pela Prefeitura.

“A gente está reivindicando o aumento que a prefeita ficou de dar e não deu até agora. A gente precisa do piso e ela só está prometendo e não está fazendo nada”, declarou.

Já o professor Rotenio Barros, da Escola Municipal Consulesa Margarida Maksoud Trad, afirmou que a mobilização demonstra o desgaste da categoria com sucessivos adiamentos.

“O movimento é pelo cumprimento da lei, pelo cumprimento do piso nacional. A valorização do professor foi lá para baixo. A mobilização hoje está grande e ela vai ter que chamar os secretários e arrumar uma maneira de contentar todos”, disse.

Fetems critica recuo da Prefeitura

O tesoureiro da Fetems, Jaime Teixeira, classificou como desrespeito o descumprimento da legislação aprovada para garantir o reajuste.

“Os professores hoje estão nas ruas para receber um acordo que já virou lei. Existe uma lei que diz que a prefeita teria que dar 5% agora em maio para os professores. Ela agora diz que não vai cumprir. Isso é desrespeito”, afirmou.

Na mesma linha, a presidente da entidade, Deumeires Morais, argumentou que a Prefeitura deveria ter avaliado previamente sua capacidade financeira antes de firmar o compromisso.

“Quando a prefeita fez a negociação lá atrás, com certeza a equipe financeira deve ter feito a análise financeira do município. A partir da hora que negociou, a Prefeitura tem que adequar as contas da administração para cumprir o que foi combinado com os trabalhadores”, declarou.

Até o fechamento desta matéria, a reunião entre representantes da categoria e a administração municipal seguia em andamento. A ACP já sinalizou que poderá convocar greve caso não haja avanço nas negociações sobre o reajuste salarial.

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Justiça

PGR repete pedido por acesso integral a dados de Vorcaro

Procuradoria reafirma que ministros devem conhecer íntegra do material

12/09/2026 19h00

Supremo Tribunal Federal

Supremo Tribunal Federal Divulgação

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A manifestação foi encaminhada ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em meio à disputa sobre quais documentos devem ser disponibilizados antes do julgamento marcado para terça-feira (15).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que os integrantes do STF tenham conhecimento prévio de todo o material necessário para formar entendimento sobre as questões em análise.

“Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos os ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para à formação de juízo sobre o tema posto em debate”, afirmou Gonet na manifestação deste sábado.

Dados do celular

Na sexta-feira (11), Fachin havia pedido a disponibilização integral das mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro. O relator de parte do caso, ministro André Mendonça, afirmou, porém, que não estava com o celular e que os dados obtidos pela PF permaneciam em um envelope lacrado em seu gabinete.

Horas depois, Mendonça tornou públicas outras partes da investigação que ainda estavam sob sigilo, mas não liberou aos demais ministros o acesso às mensagens armazenadas no envelope.

Em nova manifestação, a PGR sustentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

“Tal providência é necessária para que seja assegurado a todos os Ministros o conhecimento de todas as informações relevantes para o julgamento, já que a subsistência de acesso assimétrico ao acervo informativo compromete a paridade entre os integrantes da Corte e, em última análise, a própria colegialidade que deve presidir o julgamento”, escreveu Gonet.

Disputa no STF

O pedido ocorre em meio a uma série de manifestações de ministros sobre o acesso aos documentos que serão considerados pelo Plenário. Na sexta-feira, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin também defenderam que os colegas tenham acesso integral ao material relacionado ao julgamento. Neste sábado, o ministro Gilmar Mendes reiterou a posição.

O pedido deste sábado é assinado, além de Gonet e do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

Julgamento na terça

Está marcada para terça-feira (15) uma sessão plenária extraordinária para analisar a Petição 16.662 e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Fachin também negou neste sábado o pedido de Moraes para que o processo relacionado a ele fosse julgado conjuntamente com outro procedimento que analisa a atuação de Mendonça como relator de parte do Caso Master.

Segundo o presidente do STF, o processo envolvendo Mendonça ainda está em fase preliminar de instrução e não reúne condições para ser levado ao plenário. A análise desse segundo caso foi marcada para 23 de setembro. 

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

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