Cidades

MAIOR DO CENTRO-OESTE

Em meio a questionamentos, carnaval de Corumbá tem números positivos

A verba destinada a Corumbá não atendeu a previsão orçamentária feita pelas entidades carnavalescas, o que acendeu um alerta sobre critérios de prioridade.

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Mais de oito mil turistas, sendo 300 mil bolivianos, movimento econômico recorde de R$ 16,9 milhões e 1.770 empregos temporários diretos, a maioria gerada pelas agremiações carnavalescas. Os números, mais uma vez, comprovam a força do carnaval de Corumbá. Contudo, a cidade quer rediscutir seu formato depois que o Governo do Estado decidiu priorizar a folia da Capital.

Ao divulgar as estatísticas do Observatório de Turismo do Pantanal, da Fundação Municipal de Turismo, nesta segunda-feira, o prefeito corumbaense Gabriel Alves de Oliveira sustentou que sua cidade faz o melhor carnaval do Centro-Oeste e o investimento do município tem retorno garantido. Disse que está aberto ao diálogo com a comunidade carnavalesca para discutir possíveis mudanças.

A cobrança por um choque na estrutura da festa, em especial no planejamento do desfile das escolas de samba e estratégias para captura de recursos, foi uma das primeiras reações da cidade ao investimento de R$ 2,6 milhões do Estado no carnaval de Campo Grande. A verba destinada a Corumbá (R$ 1,2 milhão) não atendeu a previsão orçamentária feita pelas entidades carnavalescas, o que acendeu um alerta sobre critérios de prioridade. 

“Vamos sentar e discutir o que é melhor, precisamos saber o que queremos e o que podemos para os ajustes”, disse o prefeito, garantindo empenho na discussão com o Estado para a liberação de mais recursos no próximo ano. “Sempre contamos com a parceria do Governo do Estado e vamos buscar ampliar os investimentos”, adiantou.

Maior evento

A construção de um novo espaço para o carnaval de rua - a Avenida General Rondon limita os desfiles e montagem de estruturas alegóricas mais volumosas -, voltou também a ser discutida. “O povo faz o carnaval e deve ser ouvido”, sustenta Gabriel, disposto a buscar apoio para o projeto de um sambódromo, o qual divide a cidade.

Cidade volta a discutir a construção de um sambódromo: ruas centrais limitam os desfiles. Foto: divulgação

Conforme os índices estatísticos do Observatório de Turismo do Pantanal, a folia pantaneira concentrou um público diário de 18,5 mil pessoas durante a programação oficial de seis dias, o que totaliza 111 mil expectadores. A cidade recebeu 8.300 turistas, a maioria do próprio estado, e o giro da economia superou o ano passado: R$ 16,9 milhões. A prefeitura teve um gasto de R$ 6 milhões na organização.

Foi um dos carnavais mais seguro, segundo relatório das forças de segurança. Foto: divulgação

“O carnaval é o nosso maior evento em movimento econômico, fluxo turístico ao destino e geração de empregos”, observa Zelinho Carvalho, diretor-presidente da Fundação de Turismo do Pantanal, salientando que é proposta da prefeitura ampliar a divulgação do evento em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, origem da maioria dos três mil bolivianos que visitaram a cidade no período.

As agremiações carnavalescas (dez escolas de samba, 14 blocos oficiais e cinco cordões) foram responsáveis por 1.200 vagas de trabalho, de um total de 1.770 geradas durante 2025 e os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Com 18 eventos e a grande consagração na passarela do samba, o carnaval foi aprovado pela população e ganhou 88,6% de avaliação positiva dos turistas.

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CAMPO GRANDE

Júri condena traficante a mais de 18 anos por assassinato na Orla Ferroviária

Crime de abril de 2025 aconteceu por disputa territorial para tráfico de drogas na região central da Capital

25/04/2026 13h00

Arquivo

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Nesta sexta-feira (24), o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) conseguiu a condenação de Guilherme Martins Lima, conhecido por "Alemãozinho" com a pena de 18 anos e 8 meses em regime fechado pelo assassinato de Wilver Sander de Souza com apelido de "Corumbá".

O crime aconteceu há um ano, em abril de 2025, sob motivação de disputa por território para o tráfico de drogas, que acontecia na região da Orla Ferroviária. De acordo com as informações, Guilherme Martins atirou contra Wilver Sander de surpresa, com alvo direto na cabeça da vítima e fugiu em um carro de aplicativo.

Durante o julgamento, o Promotor de Justiça João Augusto Arfeli Panucci sustentou a acusação com a intencionalidade e premeditação que o crime aconteceu.

O Conselho de Sentença concordou integralmente com a acusação e apontou o motivo torpe do crime, por controle territorial de outro crime, de tráfico, além da vítima ter sido surpreendida sem chance de reação.

A sentença ainda determinou o valor fixo de R$ 10 mil para os familiares de Wilver Sander, por reparação de danos morais, além da proibição de recorrer em liberdade. Guilherme Martins estava preso desde julho de 2025.

Relembre o crime

No dia 5 de abril de 2025, Guilherme Martins Lima, ou "Alemãozinho", teria ido até a Orla Ferroviária, na região central de Campo Grande por volta das 21h40 portando uma arma de fogo.

Conforme análise da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) das imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades, os disparos aconteceram na região da cabeça sem chances de Wilver Sander ter alguma reação.

O atirador então teria fugido do local para encontrar uma mulher e uma criança, em que os três embarcaram em um carro de aplicativo.

Com as investigações policiais foi identificado que Guilherme Martins era da região fronteiriça do Estado, em Amambai, e pretendia comandar o tráfico de drogas na região central. A vítima então não teria aceitado as condições e a perda de posto no local, o que motivou a execução.

Além de como ocorreu o crime, as investigações apontaram que o envolvido possuía ficha criminal por roubos cometidos em São Paulo. Com o dinheiro do tráfico ele havia adquirido duas armas, além da que usou para matar Wilver e as utilizava para roubar casas e pessoas que saiam de agências bancárias.

Armas e objetos apreendidos em abril de 2025 quando o suspeito foi preso - Foto: Divulgação

Com mandado de busca e apreensão, e prisão temporária na época, foram apreendidos na casa do então investigado dois revólveres, uma pistola, carregador para submetralhadora, munições, máscaras e luvas, além de maconha, pasta base e cocaína.

Guilherme então teria confessado o crime de homicídio, alegando que Wilver estaria "atrapalhando os negócios", e afirmou que as armas eram para se defender, pois era parte de uma facção criminosa que possuía rivais e desavenças em Mato Grosso do Sul.

Ele ainda revelou que a mulher era uma amiga, que ele teria convidado para o acompanhar após o crime como disfarce e tentativa de não chamar atenção de policiais em possível abordagem.

O homem foi preso um mês depois do crime e estava preso desde então, agora ele cumpre a pena de 18 anos e 8 meses em regime fechado.

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DECISÃO JUDICIAL

Justiça determina reestruturação de onze UBSs em Campo Grande

Inquéritos civis constataram a precariedade estrutural, insuficiência de profissionais e a ausência de equipamentos mínimos necessários ao atendimento da população nas unidades

25/04/2026 12h30

UBS Dr. Jair Garcia de Freitas (26 de Agosto)

UBS Dr. Jair Garcia de Freitas (26 de Agosto) Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinou que sejam adotadas melhorias em 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Campo Grande.  Foram constatadas graves falhas na prestação dos serviços da atenção básica. A decisão é resultado de uma ação civil pública do Ministério Público Estadual (MPE), que tramitou na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

O MPE, através da 76ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, investigou a situação, por meio de vistorias técnicas e inquéritos civis, constatando a precariedade estrutural, a insuficiência de profissionais e a ausência de equipamentos mínimos necessários ao atendimento da população.

As irregularidades foram identificadas nas UBSs dos bairros Caiçara, Jockey Club, Coophavila II, Pioneira, Vila Popular, Aero Rancho, 26 de Agosto, Silvia Regina, Lar do Trabalhador, Dona Neta e Buriti.

As vistorias in loco, realizadas entre 2017 e 2019 por assessores técnicos do MPE, revelaram problemas recorrentes, como ambientes físicos inadequados, falta de materiais básicos, ausência de equipamentos para atendimentos de urgência de baixa complexidade e falta de profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, etc.

Ação civil pública

Diante da persistência das irregularidades, mesmo após recomendações administrativas expedidas ao Município desde 2016, o MPE ingressou com uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência, sustentando que a omissão do poder público compromete diretamente o direito fundamental à saúde.

O órgão ministerial destacou que as irregularidades produzem consequências graves, como a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos Centros Regionais de Saúde (CRSs), que passam a absorver demandas de baixa complexidade que deveriam ser resolvidas nas UBSs.

Na ação, o MPE solicitou que o Município de Campo Grande fosse obrigado a regularizar o quadro de profissionais das 11 unidades no prazo de 60 dias e a providenciar todos os materiais e equipamentos básicos e de urgência no prazo de 120 dias, sob pena de multa diária.

A determinação judicial estabelece a necessidade de melhorias estruturais e operacionais nas UBSs, com o objetivo de garantir condições mínimas e adequadas de atendimento à população de Campo Grande.

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