Cidades

ELEIÇÃO 2026

Em MS, 20 candidatos já estão fora da disputa eleitoral

Balanço do TRE-MS aponta 16 renúncias, três registros indeferidos e um pedido não conhecido

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Vinte candidatos que apresentaram pedidos de registro para disputar as eleições deste ano em Mato Grosso do Sul já estão fora da corrida eleitoral. Conforme dados da Justiça Eleitoral, o Estado contabiliza 16 renúncias, três candidaturas com registro indeferido e um registro não conhecido.

Entre os três indeferimentos está o pedido de Urias Fonseca Rocha, rejeitado por ausência de quitação eleitoral e pelo não cumprimento das condições de registrabilidade. João Farias Alves também teve o registro indeferido por não atender às condições de registrabilidade.

O terceiro caso é o de Milena Fernandes da Silva, cujo pedido foi indeferido pelo mesmo motivo: não cumprimento das condições de registrabilidade.

Além dos três registros rejeitados, Mato Grosso do Sul soma 16 renúncias. Nesses casos, os próprios candidatos formalizaram a desistência de participar da eleição. 

Nacional

Os casos registrados em Mato Grosso do Sul fazem parte do processo de análise das candidaturas realizado pela Justiça Eleitoral em todo o País.

Segundo levantamento divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 1,2 mil registros de candidatura já foram indeferidos para as eleições gerais de outubro. Desse total, 335 estão indeferidos definitivamente e outros 869 ainda podem ser questionados por meio de recursos às instâncias superiores

O descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral aparece como a principal causa dos indeferimentos no País. Em seguida estão a falta de condições de elegibilidade, irregularidades em convenções partidárias e a ausência de desincompatibilização de cargo público.

De acordo com o TSE, aproximadamente 99% dos 20,9 mil pedidos de registro apresentados em todo o Brasil já foram analisados pela Justiça Eleitoral. 

O primeiro turno das eleições gerais será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Caso seja necessário, o segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro. 

 

Campo grande

Doze equipes prometem tapar 3 mil buracos por dia a partir de segunda

Expectativa é que população campo-grandense perceba melhora nas vias em 30 dias

18/09/2026 11h45

Adriane Lopes (prefeita), Camila Nascimento (vice), André Brandão (secretário) e outras autoridades assinaram a ordem de serviço

Adriane Lopes (prefeita), Camila Nascimento (vice), André Brandão (secretário) e outras autoridades assinaram a ordem de serviço MARCELO VICTOR

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A página do “asfalto peneira” vai virar em breve em Campo Grande.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), André Brandão, 12 equipes de trabalho estarão nas ruas simultaneamente tapando 3 mil buracos por dia, a partir de segunda-feira (21), em diversos bairros espalhados pelas sete regiões da Capital.

Os bairros prioritários são Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Rouxinóis, Universitário, Aero Rancho, Centro e vila Planalto.

Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) e o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul (Consórcio Central) deram ordem de serviço, na manhã desta sexta-feira (18), as cinco novas empresas credenciadas que vão reforçar as outras sete que já estão atuando na operação tapa-buraco.

As empresas são:

  • Empresa Funchal Construção e Serviços Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa CG3F Serviços e Construtora - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa Sete Engenharia Eirele EPP - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa Souza dos Santos Construtora Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses
  • Empresa Projevia Engenharia Ltda - R$ 4.114.524,85 – contrato de 12 meses

O valor total dos contratos é de R$ 20.572.624,25. Os empreendimentos são responsáveis pelos serviços de manutenção corretiva localizada, conservação localizada e recomposição pontual de pavimentos urbanos, mediante execução de reconstituição de capa (remendo superficial) e reconstituição de base (remendo profundo), com fornecimento de mão de obra, equipamentos, transporte, insumos auxiliares e demais meios operacionais necessários, excluído o fornecimento de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).

Das 12 equipes, 2 são da SISEP, 5 são contratadas e 5 são credenciadas pelo Consórcio Central.

Segundo a prefeita Adriane Lopes (PP), em 30 dias, o campo-grandense já vai perceber a diferença positiva nas ruas.

“Nós estamos com a expectativa de tapar 3 mil buracos por dia. Nos próximos 30 dias, acho que a gente já começa a ter esse resultado mais visível na cidade. Com esse mutirão, a gente vai pôr um ponto final nesse problema de tapa buracos”, explicou.

A chefe do executivo municipal ainda adiantou que o próximo passo será recapear ruas e avenidas da Capital.

USINA DE ASFALTO

 

Adriane Lopes (prefeita), Camila Nascimento (vice), André Brandão (secretário) e outras autoridades assinaram a ordem de serviçoMáquina que produz massa asfáltica. Foto: Marcelo Victor

Usina de asfalto está instalada na avenida Solon Padilha, número 2049, Núcleo Industrial.

No local, é fabricada a massa asfáltica, chamada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ). O Consórcio Central instalou e gerencia o equipamento.

De acordo com a SISEP, a máquina tem capacidade de produzir 120 toneladas de asfalto por hora e promete asfaltar uma rua inteira em dois dias.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, o equipamento custou R$ 5 milhões e promete gerar economia aos cofres públicos. Segundo o secretário da SISEP, André Brandão, a economia de massa asfáltica é de 25% a 30%.

Um incêndio atingiu o local em 6 de setembro de 2024. Um reservatário ficou completamente destruído. As chamas e a fumaça densa tomaram conta da região do Indubrasil. Na época, o Corpo de Bombeiros utilizou 15 mil litros d’água e Líquido Gerador de Espuma (LGE) para controlar o fogo. Não houve vítimas.

PRODUÇÃO

Campo Grande supera R$ 1 bilhão em produção agrícola em 2025

Soja e milho concentram quase 90% do valor agrícola do município, enquanto amendoim, frutas e algodão ampliam a diversificação

18/09/2026 11h30

Agricultura municipal registrou crescimento da área cultivada e ganhos de produtividade em diferentes culturas

Agricultura municipal registrou crescimento da área cultivada e ganhos de produtividade em diferentes culturas Arquivo

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A Prefeitura de Campo Grande divulgou dados sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a pesquisa, a Cidade Morena registrou R$ 1,026 bilhão em valor de produção agrícola em 2025. 

No ano de 2025 a área plantada em lavouras temporárias chegou a 180.731 hectares, registrando um crescimento de 5,2% em relação a 2024. E com relação à 2022, a porcentagem aumenta para 9,4%. O avanço foi acompanhado por ganhos de produtividade em algumas culturas.

De acordo com os dados revelados, o milho de segunda safra passou a ter um rendimento médio de 5.723 quilos por hectare, em 2025, uma alta de aproximadamente 35% com relação ao ano anterior, que produzia 4.240 quilos por hectare. 

A maior parte da produção municipal continua concentrada na soja e no milho. Juntos, os dois produtos representam mais de R$ 920 milhões, o que equivale a pelo menos 89,7% do valor agrícola registrado no município. 

A cana-de-açúcar foi um dos destaques de crescimento. A produção alcançou 245,7 mil toneladas em 2025, contra 88,7 mil toneladas em 2022. O aumento foi de aproximadamente 187%. 

Além disso, o levantamento também registrou a produção de 750 hectares de amendoim, com valor estimado em R$ 12,39 milhões. 

Na produção de frutas, Campo Grande liderou Mato Grosso do Sul, em valor de produção de abacaxi, com R$ 6,5 milhões, e em produção de uva, com R$ 1,08 milhão. Além disso, o município também ficou na primeira posição estadual em produção e valor comercializado de manga. 

O algodão herbáceo gerou **R$ 25,2 milhões**, colocando Campo Grande na terceira posição entre os municípios sul-mato-grossenses.

Os resultados municipais mostram um cenário de recuperação da agricultura de Mato Grosso do Sul. Em 2025, a produção estadual de grãos cresceu 43,6%, enquanto o valor agrícola chegou a R$ 47,8 bilhões. 

O milho foi o principal destaque estadual, com produção de 13,93 milhões de toneladas, alta de 76,8%. A recuperação ocorreu após um 2024 marcado por problemas climáticos que afetaram culturas como soja e milho.

Nem todas as culturas avançaram. A produção estadual de feijão caiu 3,9% em 2025, para 12.143 toneladas, e acumulou redução de 33,2% desde 2022.

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