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CIDADE MORENA

Campo Grande libera R$20 milhões para alimentar usina de asfalto

Executivo da Capital coloca em prática plano para lidar com a buraqueira com Consórcio intermunicipal presidido por Adriane Lopes

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Através da edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de quarta-feira (16), o Executivo da Capital publicou o extrato de contrato com o Consórcio Intermunicipal que libera R$20 milhões para alimentar a usina que promete asfaltar uma rua inteira em dois dias, na tentativa de lidar com a buraqueira na Cidade Morena.  

Ainda em 1° de julho o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) pediu que Adriane Lopes explicasse a atual situação da buraqueira enfrentada pelo campo-grandense, diante do vencimento iminente de dois contratos que garantiam a manutenção do pavimento asfáltico em sete regiões da Capital. 

Há quase um ano, vale lembrar, o próprio então secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Ednei Marcelo Miglioli, veio à público "ignorando a vida real" para dizer que a buraqueira de Campo Grande seria um "problema histórico", que segundo ele à época ainda levaria tempo para se resolver. 

Em resposta, Adriane Lopes indicou ao TCE que trataria a buraqueira da Capital economizando quase R$3 milhões, através do uso de credenciamento conduzido pelo Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul  (Central-MS). 

Nesse sentido, conforme consta na edição extra do Diogrande de ontem (16, o montante liberado soma exatos R$20.572.674,25, com quase R$2,4 mi desprendidos ainda neste ano e os 18 milhões restantes desembolsados para 2027. 

Entenda

Em fevereiro de 2023 houve a aprovação e já em dezembro daquele ano começou a ser instalada, no Indubrasil, a chamada usina móvel de pavimentação asfáltica mais pá carregadeira, que custou R$ 5 milhões - com promessa de reduzir custos e "asfaltar uma rua inteira em dois dias" -,  

Essa compra, vale lembrar, foi feita através do  Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul, presidido pela prefeita da Capital, Adriane Lopes, que envolve: 

  • Campo Grande 
  • Jaraguari
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Terenos 
  • Sidrolândia

Entre esses cinco municípios, a Cidade Morena foi quem arcou com a maioria dos custos (80%), destinando R$4 milhões, uma vez que os investimentos foram proporcionais com as Receitas Correntes Líquidas de cada um dos municípios. Os demais foram: 

  • R$494,1 mil - Sidrolândia
  • R$224,1 mil - Terenos 
  • R$156,6 mil - Dois Irmãos do Buriti
  • R$125,2 mil - Jaraguari

Com capacidade mínima de processamento de 100 a 110 toneladas por hora, segundo o Executivo da Capital, esse modelo surgiu com intuito de sanar problemas de várias áreas, desde resíduos sólidos, estradas vicinais e recapeamento.

Economia de milhões

Campo Grande conta com uma extensão de malha viária que ultrapassa os 4.000 km, dos quais mais de três mil quilômetros seriam vias pavimentadas e distribuídas pelas mais diversas regiões da Cidade Morena. 

Diante das dimensões da Capital e com os contratos prestes a vencer, sendo que inclusive um certame não levaria menos de 30 dias para ser concluído, Campo Grande estava sob o risco de  ficar um período sem o serviço em todas as regiões enquanto se via também envolta em escândalos e tomada pelos buracos. 

Antes mesmo dos prazos finais de alguns contratos, vale lembrar que em quatro localidades o serviço já estava paralisado por se tratarem de contratos com a Construtora Rial, - empresa da "mafia do tapa-buraco" que, como abordado no Correio do Estado, inclusive mudou de nome recentemente -, que foi alvo da Operação Buraco Sem Fim do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em 12 de maio, quando houve essa operação, a própria empresa teria solicitado, conforme repassado pela prefeitura, a paralisação dos serviços e, posteriormente, o município também decidiu pela suspensão do contrato.

Através deste credenciamento de empresas para execução de serviços de restauração e manutenção de pavimentos em vias urbanas, Campo Grande espera que a iniciativa privada entre com a mão de obra, equipamentos, transporte e demais meios necessários à execução dos serviços, enquanto o Executivo, por meio do Consórcio, se encarregará de fornecer o chamado Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).

 

Ou seja, enquanto o fornecimento do chamado CBUQ será de responsabilidade exclusiva do Consórcio Central-MS, as empresas, com frota própria, ficam encarregadas de retirar e transportar esse material diretamente na usina, bem como fornecer os demais insumos necessários à execução dos serviços. 

Baseado nos valores do certame nº 005/2022, voltado para empresas especializadas para manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recomposição da estrutura do pavimento nas regiões urbanas do Município, a comparação de preço dos sete lotes por esse processo de licitação e o valor a ser desprendido através do Consórcio Central, evidenciam uma economia constatada de quase trinta por cento (28,83%). 

Se comparada o preço do tal concreto betuminoso fornecido através do Consórcio e o valor de referência conforme o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), a diferença entre ambas as referências é de 30,79%. 

Na ponta do lápis, isso representaria uma diferença de quase três milhões de reais (economia de R$2.943.253,64) em favor do Consórcio Central-MS para ampliar essa capacidade operacional e reduzir os riscos de descontinuidade na manutenção da pavimentação asfáltica. 

 

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SAÚDE

Saúde manda R$10 milhões de cirurgias cardíacas para procedimentos ortopédicos

Recurso estava destinado a cirurgias cardíacas eletivas em Três Lagoas, mas baixa demanda levou Estado a transferir verba para atender fila de procedimentos ortopédicos

17/09/2026 09h45

Hospital Regional de Dourados receberá R$ 10,36 milhões para ampliar a realização de cirurgias ortopédicas

Hospital Regional de Dourados receberá R$ 10,36 milhões para ampliar a realização de cirurgias ortopédicas Divulgação

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A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) decidiu remanejar R$ 10,36 milhões que estavam destinados à realização de cirurgias cardíacas eletivas no Hospital Regional de Três Lagoas Magid Thomé para ampliar a oferta de procedimentos ortopédicos no Hospital Regional de Dourados.

A mudança tem como justificativa a diferença entre a demanda pelos dois tipos de atendimento. 

Segundo a resolução, o Hospital Regional de Três Lagoas apresenta perfil predominantemente voltado aos atendimentos cardiológicos de urgência e emergência e registra baixa procura por procedimentos cardíacos eletivos. Com isso, parte da programação financeira destinada especificamente a essas cirurgias estava sendo subutilizada. 

Por essa razão, a SES apontou a existência de uma demanda reprimida por cirurgias ortopédias em Mato Grosso do Sul. O Hospital Regional de Dourados, conforme a pasta, possui capacidade operacional e assistencial para absorver e ampliar a realização desses procedimentos.

Ao todo, serão transferidos R$ 10.369.590,00 para Dourados. O dinheiro deverá ser utilizado exclusivamente na execução de procedimentos da linha de cuidado de Ortopedia.

A medida integra o componente cirúrgico do programa federal atualmente denominado Agora Tem Especialistas, anteriormente chamado de Programa Mais Acesso a Especialistas, que busca ampliar o acesso da população a consultas, exames e cirurgias especializadas.

Apesar da retirada dos recursos destinados às cirurgias cardíacas eletivas, a resolução estabelece que os atendimentos cardiológicos de urgência e emergência em Três Lagoas serão mantidos.

De acordo com a SES, o remanejamento não deverá provocar desassistência aos pacientes que necessitem desse tipo de atendimento, já que a alteração atinge especificamente a programação financeira destinada às cirurgias eletivas.

Os demais hospitais e prestadores contemplados na pactuação estadual também não serão afetados. Os tetos financeiros e os procedimentos anteriormente definidos permanecem mantidos.

Habilitação temporária

Para que o Hospital Regional de Dourados possa executar os procedimentos com os recursos transferidos, a CIB também autorizou, em caráter excepcional e temporário, sua habilitação no código 29.02, referente ao componente de cirurgias do Programa Mais Acesso a Especialistas.

A habilitação será válida exclusivamente durante o período de vigência do programa.

O Hospital Regional de Dourados já integra as Ofertas de Cuidado Integrado (OCI) da Região de Saúde Centro-Sul e está previsto no Plano de Ação Regional para a execução de procedimentos relacionados à linha de cuidado em Ortopedia.

A SES sustenta que a redistribuição dos recursos segue critérios de necessidade assistencial e capacidade de execução e busca evitar que valores destinados a procedimentos com baixa demanda permaneçam subutilizados enquanto há pacientes aguardando atendimento em outras especialidades.

Os valores utilizados nos procedimentos deverão seguir os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde para Mato Grosso do Sul, inclusive quanto aos limites máximos de complementação previstos para o Estado.

 

PONTA PORÃ

PM aposentado morre após ser baleado por tenente dentro do quartel em MS

Oficial foi preso em flagrante ainda na madrugada de quarta-feira (16) e se manteve em silêncio durante o interrogatório

17/09/2026 09h00

Resoaldo Gomes (à esquerda) e o tenente Carlos Eduardo da Silva (à direita)

Resoaldo Gomes (à esquerda) e o tenente Carlos Eduardo da Silva (à direita) Reprodução

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Resoaldo Gomes dos Santos, policial militar da reserva, morreu no Hospital Regional de Ponta Porã, após ter sido baleado duas vezes, na madrugada de ontem (16), pelo 2º tenente Carlos Eduardo da Silva. O crime ocorreu dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo informações do portal Ponta Porã News, Resoaldo cumpria detennção de dez dias no alojamento do batalhão, quando foi alvejado com dois tiros, um no rosto e outro no abdômen. Por volta de 1h30 da madrugada, o tenente Carlos Eduardo foi até o local onde estava o PM aposentado para fiscalizá-lo, porém relatos apontam que não havia justificativa regimental para checagem naquele momento.

A Polícia Civil e a perícia foram até o quartel para averiguar a situação. Durante o interrogatório, o tenente não se manifestou e se manteve em silêncio durante todo o momento. Ele foi preso em flagrante pelo crime de homicídio.

O armamento do oficial foi apreendido para exames periciais e ele foi transferido para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande. A transferência foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição desta quinta-feira (17). A investigação está sob responsabilidade da Corregedoria-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul.

Resoaldo já havia sido preso em novembro do ano passado, ao ser flagrado transportando um fuzil M4 calibre .556, uma pistola e carregadores. Além disso, ele desobedeceu a ordem de parada e ameçou a equipe policial durante a abordagem. O caso foi registrado como posse ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio e direção perigosa.

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