Cidades

TRÁFICO

Em MS, Justiça prende piloto de aeronave em combate ao tráfico internacional de drogas

A Justiça teve conhecimento do crime no dia 10 de dezembro, o que ocasionou na interceptação da aeronave PT-WKZ pela FAB - Força Aérea Brasileira

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Nesta quinta-feira (15), a Justiça Federal, por meio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (DRACCO), decretou a prisão preventiva do piloto que comandava uma aeronave, em ação que foi um combate ao tráfico de drogas. 

Segundo as informações divulgadas, a Justiça teve conhecimento do crime no dia 10 de dezembro, o que ocasionou na interceptação da aeronave PT-WKZ pela FAB - Força Aérea Brasileira.

A ação do Dracco encontrou, ainda, robustas evidências de associação para o tráfico internacional de drogas. Entretanto, não foram divulgados mais detalhes sobre tais evidências. 

O piloto, de 34 anos, e com nome não divulgado, foi preso preventivamente, prisão que foi determinada pela Autoridade Policial do DRACCO.

Saiba 

A investigação e o acolhimento da representação pela prisão preventiva do piloto também é responsabilidade da equipe especializada dos Operacionais do DRACCO.

A aeronave com o piloto preso se dirigia até Fátima do Sul, cidade localizada a 242 Km de Campo Grande.

Ônibus

Prefeitura terá 180 dias para tentar "salvar" concessão do transporte

Interventores atuarão como diretores do Consórcio Guaicurus e terão a palavra final em decisões importantes da concessionária

17/06/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A prefeita Adriane Lopes (PP) decidiu pela intervenção na concessão do transporte coletivo, após sete meses da ordem judicial.

Os interventores nomeados terão liberdade e poder de decisão sobre problemas operacionais no setor, com 180 dias (6 meses) para tentar salvar uma concessão de quase 14 anos com o Consórcio Guaicurus.

Ontem, por meio do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o Executivo Municipal anunciou que estava intervindo no Sistema Municipal de Transporte Coletivo, até o momento executado pelo Consórcio Guaicurus, pelo prazo de 180 dias.

Com a divulgação da ação, a prefeitura nomeou quatro profissionais para comporem a “comissão da intervenção”, que terão o papel de assumir a gestão administrativa da concessão, além de apresentar um relatório no fim de seis meses recomendando ou não a caducidade do contrato.

Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira será o interventor. Ele já ocupou o cargo de diretor de regulação e fiscalização da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (MT).

Além de Alexandro, outros três foram nomeados: o economista e consultor empresarial Rodolfo Bahiense Fernandes, como interventor administrativo-financeiro; Alexandre Souza Moreira será o interventor jurídico, ele ocupa cargo de confiança na Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e é chefe da Junta Administrativa de Recursos de Infrações e Transportes (Jarit); e Robson Tadeu Pereira, como interventor operacional.

Em coletiva realizada há poucas horas depois, que contou com a presença dos nomeados, da prefeita e de alguns vereadores que fizeram parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo no ano passado, Adriane Lopes detalhou como será essa nova fase da concessão.

Prefeita apresentou integrantes da comissão interventora do Consórcio Guaicurus durante coletiva de imprensa na tarde de ontem - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

“Como nós propusemos uma intervenção pacífica, nós vamos entrar com uma equipe técnica, trocar a diretoria das empresas para uma avaliação financeira, orçamentária, para entender se houve problema, que problemas surgiram no decorrer dos anos, a falta de investimentos”, explica.

Mesmo que três dos quatro nomeados sejam de fora do município, a prefeita destacou que a escolha foi baseada na experiência curricular, além de uma entrevista pessoal com cada um.

Mesmo que seja uma comissão de caráter fiscalizatório e investigatório, os interventores poderão tomar decisões e terão liberdade para resolver problemas do dia a dia, mas pregam cautela por enquanto e falam que não querem realizar “mudanças drásticas”.

“A intervenção é um procedimento legal, é uma previsão contratual para contratos de concessão de serviço público em crise. Nesse primeiro momento, a intervenção não está entrando para revolucionar o trabalho, nem tem tempo hábil para isso. Nesse primeiro momento, principalmente, é a manutenção e a continuidade do serviço”, afirmou Adriane.

“Esse é o primeiro passo para que a gente faça um diagnóstico mais aprofundado de acordo com a lei, para que, a partir desse diagnóstico a prefeita possa tomar a decisão correta e necessária, seja exigindo o devido cumprimento, seja buscando financiamento, seja fazendo uma nova licitação se for o caso, esse passo é um passo de quem está buscando uma solução efetiva para esse problema”, completa Alexandro de Oliveira.

Por fim, Adriane também falou qual será o papel do Consórcio Guaicurus durante o período de 180 dias de intervenção, esperando que os diretores da empresa ajudem os interventores neste processo para entender a fundo quais os reais problemas que abrangem o setor.

“[Esperamos que o Consórcio atue] colaborando com as informações, quanto mais informações no tempo hábil eles passarem para essa comissão que está dentro da empresa a partir de hoje, mais rápido a gente soluciona o problema. Essa equipe técnica aqui tem informações, mas que a partir de agora, olhava de fora, vai poder olhar de dentro e buscar a solução o quanto antes”, explicou.

FROTA

Tanto no relatório final entregue pela CPI do Transporte Coletivo no fim do ano passado quanto no relatório da comissão chefiada pela Procuradoria-geral do Município, há a constatação de que a frota de veículos do setor está velha, com 197 ônibus nos “acréscimos” da vida útil.

Porém, o interventor falou durante a coletiva de imprensa que não será possível realizar uma troca imediata desses veículos, já que eles são essenciais para que o serviço continue funcionando normalmente, sem prejudicar os usuários.

“Nós precisamos desses ônibus, apesar de estarem com a idade média acima do previsto no contrato, para dar continuidade no serviço. Esses ônibus, na verdade, são parte do problema hoje que estão levando essa intervenção e são um reflexo muito claro da ausência de investimentos e descumprimento do contrato”, disse o interventor cuiabano.

Vale destacar que, conforme garantido na coletiva, o repasse mensal realizado pela Prefeitura para auxiliar no pleno funcionamento do setor continuará normalmente.

VERSÃO

Em nota enviada à reportagem logo após o decreto de intervenção, o Consórcio Guaicurus afirmou que ainda está tentando compreender os efeitos dessa medida, para então responder a cada situação de forma mais abrangente.

“O Consórcio recebeu o ato com o respeito devido às instituições e encontra-se, neste momento, analisando integralmente o teor do decreto, seu alcance e as medidas nele impostas, a fim de compreender, em sua totalidade, os efeitos jurídicos, operacionais e administrativos da determinação”, disse.

Ainda na nota, a concessionária não descarta entrar com recursos jurídicos se assim for preciso. 

No prazo de até 30 dias, deverá ser instaurado o procedimento administrativo, assegurando-se ao Consórcio Guaicurus o contraditório e a ampla defesa.

* Saiba 

A remuneração do interventor e dos demais integrantes da equipe corresponderá ao valor mensal bruto de referência percebido pelo ocupante da função executiva pela gestão do Consórcio Guaicurus, respeitado o teto remuneratório municipal  (R$ 31.912,56, valor referente ao salário da prefeita), devendo seu custeio ocorrer com recursos vinculados à concessão.

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Investigação

Contrabandistas usavam Capital como entreposto para cigarros paraguaios

Polícia fez 12 apreensões, que totalizaram 1 milhão de maços; a movimentação financeira foi superior a R$ 76 milhões

17/06/2026 08h00

Durante a operação foi apreendido até um jet ski de um investigado

Durante a operação foi apreendido até um jet ski de um investigado Divulgação/Receita Federal

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Uma quadrilha especializada no contrabando de cigarros paraguaios usava endereços em Campo Grande como entrepostos para armazenar os produtos trazidos ilegalmente e que seriam levados para outros estados do Brasil.

O esquema foi desmantelado em uma operação realizada ontem pela Polícia Federal (PF), a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

De acordo com as investigações, o grupo trazia a mercadoria contrabandeada por “rotas ilegais na região de fronteira” de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. 

“Em seguida, eram armazenados em depósitos clandestinos em Campo Grande/MS e distribuídos para outras unidades da federação, com o uso de veículos adaptados, transportadoras vinculadas ao grupo e documentação fiscal fraudulenta para simular legalidade”, diz trecho da nota.

Ainda segundo a Receita Federal, a investigação começou a partir de informações de inteligência da Polícia Federal, que identificaram “a atuação de um grupo organizado voltado ao contrabando de cigarros. A partir desse ponto, foram realizadas diligências integradas e análises fiscais detalhadas, que confirmaram a estrutura e o funcionamento sistemático da organização criminosa”.

Conforme a investigação, há indícios de que a quadrilha usava empresas de fachada e interpostas pessoas (laranjas) para lavagem de dinheiro conquistado por meio do contrabando de cigarros.

Isso porque foram identificadas “movimentações incompatíveis com a renda declarada, transferências fracionadas e utilização de mecanismos informais de remessa de valores ao exterior (‘dólar-cabo’)”.

“A investigação contou com análises fiscais e bancárias conduzidas pela equipe de investigação, que evidenciaram incompatibilidades entre rendimentos declarados e movimentações financeiras, além de variação patrimonial sem origem comprovada, contribuindo para o fortalecimento das apurações e o embasamento das medidas cautelares”, diz outro trecho da nota.

A quadrilha atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre seus integrantes, “incluindo aquisição no exterior [principalmente no Paraguai], transporte clandestino, armazenamento, distribuição e gestão financeira”.

De acordo com a Receita Federal, o grupo tinha pessoas para executar diversas atividades, como: aquisição de cigarros na região de fronteira com o Paraguai; transporte fracionado em veículos para reduzir riscos de apreensão; armazenamento em imóveis e estabelecimentos comerciais; distribuição em larga escala para outros estados; utilização de empresas de fachada e documentos fiscais fraudulentos para dar aparência de legalidade; e uso de sistemas informais de remessas financeiras e contas de terceiros para ocultação de valores.

“As condutas investigadas caracterizam os crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro”, explica a Polícia Federal, em nota.

Durante a Operação Rota Clandestina foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão – sendo 13 em Campo Grande e 1 em Santa Luzia (MG) –, além de 5 mandados de prisão preventiva e 5 medidas cautelares de monitoração eletrônica.

Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados. Entre os bens apreendidos está um jet ski, além de vários outros veículos utilizados pelo grupo para o transporte dos cigarros contrabandeados.

OUTRA OPERAÇÃO

Esta é a segunda operação contra quadrilhas voltadas ao contrabando de cigarros paraguaios que ocorre em Mato Grosso do Sul este mês. Na semana passada, os alvos estavam em Mundo Novo, Eldorado, Maracaju e Nova Andradina.

* Saiba

Ao todo, participaram da operação 62 policiais federais, 17 policiais rodoviários federais, além de 7 auditores fiscais da Receita Federal do Brasil e 15 analistas tributários da Receita Federal.

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