Cidades

IBGE

Em um ano, 40 mil saíram da linha da pobreza em MS

Segundo o IBGE, quase 700 mil habitantes do Estado vivem com renda de até R$ 694 mensais

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De 2023 para 2024, 40 mil pessoas saíram da linha da pobreza em Mato Grosso do Sul, de acordo com a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais - Uma análise das condições de vida da população brasileira 2025, divulgada hoje (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em 2024, houve uma redução em todas as faixas de pobreza do Estado, que são a “extrema pobreza”, quando a renda per capita é de até R$ 218 mensais (equivalente a U$ 2,15 por dia) e a pobreza, quando a renda per capita é de até R$ 694 mensais (equivalente a U$ 6,85 por dia). 

No ano de 2023, a proporção de pessoas na extrema pobreza em MS era de 2,0%. Em 2024, esse percentual caiu para 1,6%. 

A proporção da população com rendimento domiciliar per capita de U$ 3,65 a U$ 6,85 saiu de 24,1% em 2023 para 22,3% no ano passado, o que representa uma redução de 40 mil pessoas na linha da pobreza. 

Isso significa que, da população estimada de 2,9 milhões de habitantes no Estado, pelo menos 698,9 mil vivem com rendimento per capita de até R$ 694 mensal. 

Em 2015, a pobreza extrema atingia 2,3% da população do Estado e as classes intermediárias representavam 31,3% dos sul-mato-grossenses, um número 7,4% maior que o estimado em 2024. 

Entre os habitantes de MS, 0,8% moravam em domicílios sem rendimento algum (22,5 mil) e 3,3% viviam com o valor de até ¼ de salário mínimo per capita mensal (93 mil). Veja os outros números na tabela abaixo. 

Isso mostra que, comparando com as outras unidades federativas do Brasil, Mato Grosso do Sul tem o 6º menor percentual de pessoas com rendimentos per capita sem rendimento até ¼ de salário mínimo (4,1%). Os Estados com os menores números nacionais nesta categoria foram Santa Catarina (2,2%), Rio Grande do Sul (2,9%) e Mato Grosso (3,0%). 

Por outro lado, Maranhão (20,9%) e Ceará (17,1%) apresentaram os maiores percentuais nesse quesito. 

Homens brancos recebem mais

Em Mato Grosso do Sul, o rendimento domiciliar per capita médio em 2024 foi de R$ 2,114 por mês, um índice maior que a média do País, que foi de R$ 2.017. Em comparação com o ano anterior - 2023 -, houve um aumento de 4,8%. 

Os homens ainda detinham os maiores valores de rendimento (R$ 2.153), enquanto o vlaor verificado para mulheres era de R$2.077. 

Em relação ao rendimento domiciliar per capita médio segundo cor ou raça, o rendimento das pessoas brancas foi de R$ 2.616, enquanto o das pessoas pardas foi de R$ 1.717 e das pretas foi de R$ 1.992. 

Isso mostra que pessoas brancas estavam em domicílios com renda per capita, em média, 1,4 vezes maior à renda dos domicílios onde viviam pessoas pretas ou pardas. 

Além disso, entre o 10% da população com os menores rendimentos, 63,3% eram de cor ou raça preta ou parda e 34,8% eram brancas e entre os maiores rendimentos do Estado, 34,7% eram de cor ou raça preta ou parda e 64,4%, brancas. 

Nacional

Entre 2023 e 2024, a proporção da população no País na linha da pobreza recuou de 27,3% para 23,1%. Isso representa uma redução de 4,2 pontos percentuais ou, pelo menos, 8,6 milhões de pessoas. 

Já a proporção de pessoas na linha da extrema pobreza recuou de 4,4% para 3,5%, o que resulta em 1,9 milhão de pessoas que saíram dessa situação. 

Na hipótese de não existirem os benefícios de programas sociais, a extrema pobreza teria sido 6,5% maior, saindo de 3,5% para 10% da população brasileira. 

Proporcionalmente, a pobreza atinge mais às mulheres (24%) do que aos homens (22,2%). As taxas de pobreza e extrema pobreza chegaram, respectivamente, a 4,5% e 30,4% entre as mulheres pretas ou pardas, enquanto entre os homens brancos os percentuais foram de 2,2% e 14,7%. 

Ainda segundo os índices, as pessoas pretas e pardas, juntas, representavam 56,8% do total da população e 71,3% dos pobres do País. 

Enquanto entre as pessoas pretas e pardas, 55,6% eram pobres, entre os brancos a taxa era de 15,1%. Quanto aos extremamente pobres, 8,4% eram de cor ou raça preta e parda contra 2,2% de brancos. 
 

FIM DA MAQUIAGEM

Tráfego na BR-163 encolhe, mas lucro da Motiva Pantanal dispara

Balanço da Motiva diz que o fluxo em 2025 foi 1,3% menor que em 2024, mas a empresa saiu de um prejuízo de R$ 376 milhões para lucro de R$ 558 milhões

12/02/2026 11h30

Após anos de deterioração do asfalto na BR-163, obras de recapeamento estão em andamento em diferentes regiões do Estado

Após anos de deterioração do asfalto na BR-163, obras de recapeamento estão em andamento em diferentes regiões do Estado

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Dados oficiais divulgados pela concessionária Motiva (antiga CCR) revelam que o fluxo de veículos BR-163 ao longo dos 845 quilômetros em Mato Grosso do Sul encolheu 1,3% no ano passado na comparação com o ano anterior. Mesmo assim, a empresa interrompeu quase uma década de prejuízos contínuos e fechou o ano com lucro líquido de R$ 558,2 milhões, o que equivale a R$ 1,5 milhão por dia.

Os números, divulgados no balanço oficial do grupo empresarial, apontam que em 2024 o número de "veículos equivalentes" chegou a 55.115.376. No ano seguinte, foram 54.396.012, o que equiv ale a uma diferença a menor de quase 720 mil veículos. 

A explicação para esta retração, segundo a concessionária, foi o "tráfego turístico/sazonal influenciado por condições climáticas menos favoráveis". Além disso,  "menor volume das exportações vindas do MT que, apesar de uma safra forte, apresentou maior nível de competição na exportação além de maior demanda interna". 

Mesmo assim, a concessionária saiu de um prejuízo de R$ 376,5 milhões para um lucro superior a meio bilhão de reais. A explicação para esta disparidade é que nos anos anteriores havia uma espécie de maquiagem dos números relativos ao faturamento da concessionária. 

Até dezembro de 2024, somebnte te 47,3% daquilo que era arrecadado nas nove praças de pedágio era contabilizado. O restante do valor, equivalente a 52,7%, era depositado em uma espécie de poupança. Esta manobra começo em junho de 2021 e acabou em dezembro de 2024. 

No fim de 2024 foi assinado novo acordo entre a ANTT e a CCR e a partir de então o valor integral passou a ser contabilizado pela concessionária, que também sacou todos os recursos depositados nesta "poupança" durante três anos e meio. Por conta disso, os tradicionais prejuízos da concessionária desapareceram. 

A mundaça na contabilidade da concessionária faz parte de uma série de ajustes entre os controladores da Motiva e o Governo Federal. Em 22 do ano passado foi feito novo leilão e a concessionária ganhou o direito de controlar a rodovia por mais 29 anos. O novo contrato foi assinado no dia primeiro de agosto. 

De acorco dom este novo contrato, a empresa se comprometeu a duplicar pelo menos 203 quilômetros, implantar terceira faixa em 150 quilômetros e instalar 23 quilômetros de vias adicionais. 

As obras para liberação dos dois primeiros trechos de terceira faixa, em Mundo Novo, estão na fase final e a previsão é de que sejam liberadas para o tráfego no próximo mês.

Além disso, está prevista a construção de contornos urbanos em cidades como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e em dois povoados próximo a Dourados.  No total, os investimentos totais devem ultrapassar os R$ 9,3 bilhões ao longo de 29 anos de contrato. 

Próximo a Campo Grande, na saída para Dourados estão em andamento trabalhos de duplicação, nas imediações do posto da PRF na saída para Dourados. Além disso, existem trabalhos de duplicação próximo a Jaraguari e em Coxim. 

MORTES

Com 845 quilômetros, a BR-163 é a principal rodovia de Mato Grosso do Sul, cortando 21 municípios de norte a sul. No ano passado, 45 pessoas morreram em decorrência de acidentes. O número, segundo a concessionária, foi 36,6% menor que no ano anterior, quando  71 pessoas perderam a vida na rodovia.

Mas, dados do Ministério dos Transportes divulgados nesta quarta-feira, informam que no ano passado foram 47 óbitos na rodovia.

 

VESTIBULAR UFMS

Vestibular UFMS divulga terceira lista de aprovados

Matrículas estão disponíveis para candidatos garantirem a vaga na graduação pública

12/02/2026 11h28

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na última terça-feira (10), a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) divulgou a lista da terceira chamada do Vestibular e Passe, que é o Processo Seletivo de Avaliação Seriada. As matrículas já estão disponíveis para os aprovados como forma de garantia da vaga.

Todo o cadastro do ingressante deve ser feito de forma online, no site oficial da UFMS: http://matricula.ufms.br/, com o anexo dos seguintes documentos solicitados:

  • Histórico escolar do ensino médio;
  • Certificado de conclusão do ensino médio ou diploma de graduação;
  • Certidão de nascimento civil ou de casamento;
  • Documento oficial de Identidade ou Registro Nacional de Estrangeiro:
    • Carteira de Identidade emitida por órgãos de identificação,
    • Carteira Nacional de Habilitação - CNH;
    • Carteira de identidade profissional expedida por órgãos fiscalizadores de exercício profissional regulamentada, carteiras funcionais emitidas por órgãos públicos; documento de identificação militar ou passaporte.)
  • CPF, apenas se não estiver registrado na Identidade;
  • Certificado de Reservista ou documento que comprove que está em dia com as obrigações militares - para candidatos do sexo masculino entre 18 e 45 anos;
  • Comprovante de Quitação Eleitoral (obrigatório para candidatos a partir de 18 anos, pelo link: https://www.tse.jus.br/eleitor/certidoes/certidao-de-quitacao-eleitoral;
  • Foto digital recente 3x4 cm (ou 5x7 cm) frontal.

Os candidatos recebem as primeiras informações pelo e-mail que foi cadastrado no momento de insrição do Vestibular ou Passe, e devem realizar o Cadastro do Estudante e Perfil Acadêmico para finalizar a matrícula, além de outras etapas próprias da universidade para se integrar a todo o sistema.

Em caso do futuro aluno não ter em mãos algum dos documentos solicitados até o período de matrícula se encerrar, a universidade disponibiliza uma solicitação de requerimento para entregar depois.

Para os aprovados em vagas de cotas, reservadas a pessoas negras, indígenas ou com deficiência, será necessário passar por uma banca da UFMS que avaliará a veracidade da autodeclaração - disponível no edital, e então após esse processo poderá realizar a matrícula.

Candidatos em vagas reservadas para pessoas com renda per capita inferior a um salário mínimo, é necessário que seja anexado o comprovante do Cadastro Único no momento da matrícula.

Outras informações estão disponíveis no edital, e o telefone para contato disponível para sanar dúvidas por meio do WhatsApp é (67) 3345-7777, da Central de Matrículas.

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