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Empreiteira oferece desconto de 5% e vai pavimentar bairro da Capital

Agesul concluiu nesta sexta-feira (16) a licitação para asfaltamento e recapeamento de ruas no Jardim Itamaracá, na região sul de Campo Grande

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Prevendo investimento inicial de R$ 19.914.884,87, a Agesul concluiu nesta sexta-feira (16) a licitação para asfaltamento e recapeamento de 16 ruas no bairro Jardim Itamaracá, na região Sul de Campo Grande.

Oito empreiteiras chegaram à fase da apresentação de proposta financeira e a vencedora foi a Equipe Engenharia, antiga conhecida dos órgãos públicos de Mato Grosso do Sul, que ofereceu desconto de 5% sobre o valor máximo estipulado no edital, que era de R$ 20.981.386,66.

Este foi um dos maiores deságios em licitações realizadas pela Agesul nos últimos doze meses. Normalmente, os descontos para construção de asfalto ficam na na casa de 1% sobre o valor máximo estipulado pela administração pública.

O preço final foi definido após uma série de 20 propostas financeiras entre as concorrentes, conforme mostra a ata da licitação disponível no site da Agesul. Em segundo lugar ficou a empreiteira Northpav Pavimentação e Locação, cuja última oferta foi de R$ 19.936.000,00. 

Conforme o edital, o chamado lote 01 dos investimentos na região prevêem o recapeamento de cerca de seis quilômetros de asfalto e implantação de cerca de 5 quilômetros de asfalto novo. As obras devem se estender por pelo menos dois anos, conforme o edital.

As vias contempladas, entre elas a Padre Mussa Tuma, a principal do Itamaracá, estão no entorno da Rua Salomão Abdalla. Esta, por sua vez, está no projeto para ser ampliada e ser utilizada como novo acesso da região central de Campo Grande às Moreninhas, numa via paralela à Guri Marques.

A primeira etapa deste novo acesso às Moreninhas começou ainda em dezembro de 2022 e já está concluída há cercade um ano. Nesta etapa o Governo do Estado já investiu R$ 53,24 milhões. O problema é que sem parte, o asfalto novo da primeira etapa (Avenida Alto da Serra) está ligando as Moreninhas a uma pastagem.

Trechos do asfalto, a drenagem, a ciclovia e até boa parte do paisagismo estão sendo utilizados pelos moradores da região. Mas, a obra tem o objetivo principal desafogar o trânsito de avenidas como, Guaicurus, Costa e Silva e Guri Marques, o que será possível depois da conclusão da segunda etapa. 

DESAPROPRIAÇÕES

Uma das explicações para a demora em tirar do papel a segunda fase é o impasse sobre a desapropriação de 52 imóveis para alargar a Salomão Abdalla. O custo das indenizações, inicialmente orçado em R$ 10,5 milhões, está sendo bancado pelo Governo do Estado. 

A parte burocrática, porém, ficou a cargo da administração municipal e uma parte dos proprietários contestou os valores e por conta disso existem pendências até hoje.

Inicialmente a primeira etapa foi licitada por R$ 41,3 milhões e os trabalhos foram executados pela empreiteira Anfer, que é proprietária de parte dos imóveis que precisam ser desapropriados. Porém, depois de uma série de aditivos e acréscimos no projeto original, o custo da obra aumentou em 29%, chegando a R$ 53,24 milhões. A Anfer chegou a participar da licitação do asfaltamento de ruas no Itamacará, mas foi derrotada.

Conforme a previsão, a nova avenida servirá para desafogar o tráfego da Avenida Guri Marques, hoje a principal via de acesso da região central de Campo Grande às Moreninhas e bairros próximos. 

A continuidade do projeto foi prometida pelo governador Eduardo Riedel no dia 4 de agosto, durante anúncio da programação das festividades relativas aos 126 anos de Campo Grande. Naquela, data, Riedel previu que as obras do novo acesso começariam ainda em 2025, mas até agora nem mesmo a licitação foi anunciada.

Operação Octano

PF investiga lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de facção criminosa em MS

Foram cumpridos mandados em Ponta Porã e Campo Grande, onde os indivíduos utilizavam "laranjas" para cobrir transações comerciais e compra de veículos

22/04/2026 15h30

Foram cumpridos mandados em Campo Grande e Ponta Porã

Foram cumpridos mandados em Campo Grande e Ponta Porã FOTO: Bruno Henrique/Arquivo Correio do Estado

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Octano, que investiga práticas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de indivíduos ligados ao crime organizado na região da Fronteira em Mato Grosso do Sul.

Foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã e 1 em Campo Grande. 

Diligências anteriores identificaram imóveis, veículos e outros bens registrados em nomes de terceiros, o que reforça as suspeitas de incompatibilidade patrimonial. 

De acordo com a Polícia Federal, "os elementos reunidos até o momento apontam para a possível utilização de interpostas pessoas e de empresas com a finalidade de ocultar patrimônio, bem como para a facilitação de transações suspeitas mediante compra e venda de veículos automotores". 

A apuração da PF apontou que a ocultação dos bens ocorreria através do registro formal de bens em nome de terceiros (laranjas) ou de pessoas jurídicas, sem que os nomes fossem os donos ou beneficiários reais do patrimônio. 

Segundo a Políca, a descoberta do crime de lavagem de dinheiro dos suspeitos se deu a partir do desdobramento de outra operação. 

A reportagem entrou em contato com a PF para obter informações sobre a operação que resultou o desdobramento da Octano e o valor monetário dos bens apreendidos. Até o fechamento da matéria, essas respostas não foram informadas. 

 

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BR-163

PRF apreende R$ 580 mil em notas de R$ 100 com motorista em MS

Homem não tinha CNH e dirigia uma caminhonete na BR-163, quando foi flagrado com mais de meio milhão de reais em um mochila

22/04/2026 15h00

Flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina na BR-163, em Coxim

Flagrante aconteceu durante fiscalização de rotina na BR-163, em Coxim Foto: Arquivo / PRF

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Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi flagrado com mais de meio milhão de reais em cédulas de R$ 100, sem comprovaão de origem, nessa terça-feira (21), na BR-163, em Coxim. O montante foi apreendido.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), policiais realizavam fiscalização de rotina na rovodia, quando abordaram uma Toyota Hilux.

Durante a fiscalização, os policiais descobriram que o motorista da caminhonete não tinha carteira nacional de habilitação (CNH) e iniciaram vistoria no veículo.

Na revista, foi encontrada uma mochila, onde havia R$ 580 mil em dinheiro, tudo em notas de R$ 100.

O motorista confessou ser o proprietário do dinheiro e disse ter recebido a quantia por compra e venda de mercadorias, mas sem apresentar comprovantes ou documentos que comprovassem a afirmação.

O homem viajava com uma passageira e acompanhado por um casal, que seguia em outro veículo. Todos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil em Coxim para prestar esclarecimentos.

Transportar muito dinheiro é crime?

Atualmente no Brasil, a Receita Federal não impõe um limite específico para a quantidade de dinheiro em espécie que pode ser transportado em viagens dentro do País, desde que o valor tenha origem lícita e comprovada.

Mesmo sem a delimitação de quantitativo, em caso de abordagem policial, se a pessoa não tiver documentação que comprove a origem legal do dinheiro, o montante pode ser apreendido, mesmo que temporariamente, para investigação.

Isto porque manter grandes valores fora de instituições financeiras pode estar associado a crimes, como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

O valor pode ser devolvido após a conclusão da investigação e comprovação da origem lícita do dinheiro.

Para combater a criminalidade, um projeto de lei (PL 3.951/2019), que busca restringir o uso de dinheiro vivo em grandes montantes foi aprovado no Senado Federal em março deste ano e foi encaminhado para a Câmara dos Deputados, onde aguarda despacho.

A proposta, de autoria do  senador Flávio Arns (PSB-PR), autoriza o Conselho Monetário Nacional (CMN) a definir valores máximos e regras para pagamentos em espécie, com o objetivo de reforçar o combate à lavagem de dinheiro.

O PL 3.951/2019 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei 9.613, de 1998) para determinar que o Conselho Monetário Nacional (CMN), ouvido o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), definirá os valores máximos e as condições para pagamentos e transações realizadas em espécie, inclusive no caso de cheques e boletos bancários. 

Do senador Flávio Arns (PSB-PR), o projeto foi aprovado na forma de substitutivo do senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR). O substitutivo  mantém a emenda aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) que proíbe, de forma expressa, o uso de qualquer valor em espécie em transações imobiliárias.

A versão original do projeto estabelecia diretamente, entre outros pontos a restrição à circulação de dinheiro vivo em montantes superiores a R$ 100 mil, salvo com comprovação de origem e destino lícitos.

No entanto, para o relator Oriovisto, além de "excessivamente detalhadas", as regras extrapolariam os limites do poder normativo do Congresso. Ele argumenta que a definição dos parâmetros operacionais e limites financeiros deve ser feita por órgão técnico competente, com base em critérios atualizados e flexíveis, justificando a transferência dessa atribuição ao Conselho Monetário Nacional.

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