Cidades

Operação Octano

PF investiga lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de facção criminosa em MS

Foram cumpridos mandados em Ponta Porã e Campo Grande, onde os indivíduos utilizavam "laranjas" para cobrir transações comerciais e compra de veículos

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A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (22) a Operação Octano, que investiga práticas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de indivíduos ligados ao crime organizado na região da Fronteira em Mato Grosso do Sul.

Foram cumpridos 7 mandados de busca e apreensão em Ponta Porã e 1 em Campo Grande. 

Diligências anteriores identificaram imóveis, veículos e outros bens registrados em nomes de terceiros, o que reforça as suspeitas de incompatibilidade patrimonial. 

De acordo com a Polícia Federal, "os elementos reunidos até o momento apontam para a possível utilização de interpostas pessoas e de empresas com a finalidade de ocultar patrimônio, bem como para a facilitação de transações suspeitas mediante compra e venda de veículos automotores". 

A apuração da PF apontou que a ocultação dos bens ocorreria através do registro formal de bens em nome de terceiros (laranjas) ou de pessoas jurídicas, sem que os nomes fossem os donos ou beneficiários reais do patrimônio. 

Segundo a Políca, a descoberta do crime de lavagem de dinheiro dos suspeitos se deu a partir do desdobramento de outra operação. 

A reportagem entrou em contato com a PF para obter informações sobre a operação que resultou o desdobramento da Octano e o valor monetário dos bens apreendidos. Até o fechamento da matéria, essas respostas não foram informadas. 

 

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a partir de 10 anos

Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2

Crianças a partir de 10 anos poderão usar o medicamento, que até então era restrito para adultos

22/04/2026 14h31

Monjauro poderá ser usado por crianças com diabetes

Monjauro poderá ser usado por crianças com diabetes Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (22) o uso do medicamento Mounjaro para tratar diabetes tipo 2 em crianças a partir de 10 anos. Até então, a indicação era apenas para uso adulto. 

Em nota, a Anvisa informou que as demais indicações do medicamento permanecem para uso adulto. “A única mudança foi a ampliação da população-alvo para tratamento de diabetes, que era apenas de uso adulto e agora passa a ser de uso pediátrico”.  

O Mounjaro é um dos diversos medicamentos  da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Manipulação

Na próxima semana, a diretoria colegiada da Anvisa discute uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Grupos de trabalho
Na semana passada, a agência publicou portarias que criam dois grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Epidemia

Chikungunya: prefeitura de recolhe 20 toneladas de lixo em aldeias de Dourados

Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano

22/04/2026 14h15

Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Dourados intensificou o combate à chikungunya com um mutirão de limpeza na Reserva Indígena que, nos últimos três dias, já retirou cerca de 20 toneladas de resíduos nas aldeias Bororó e Jaguapiru. A ação começou na segunda-feira (20) e tem como principal objetivo eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e da zika.

Nesta quarta-feira (22), as equipes iniciaram os trabalhos nas primeiras horas do dia na Aldeia Bororó e atuam simultaneamente na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade. Com o uso de caminhões, maquinários e pás carregadeiras, o mutirão realiza limpeza porta a porta e em áreas consideradas críticas, como as margens do anel viário, garantindo a destinação adequada dos resíduos.

De acordo com o secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Ângelo Augusto Gomes, a mobilização segue diretriz da administração municipal de atacar a origem do problema. As equipes estão reforçadas e orientam moradores a descartarem objetos que possam acumular água. A eliminação desses focos, segundo ele, é essencial para reduzir o avanço da doença.

A força-tarefa reúne equipes da Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). O trabalho integra as estratégias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar as ações de enfrentamento à epidemia no município.

Desde 9 de março, mais de 1,1 mil toneladas de resíduos já foram recolhidos em diferentes regiões da cidade. A expectativa é manter o ritmo nos próximos dias, com ações concentradas nas áreas mais críticas.

Epidemia

Dourados registra 6.411 notificações da doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, e 2.755 ainda em investigação. O município contabiliza oito mortes por chikungunya, sendo sete na Reserva Indígena.

Atualmente, 41 pacientes seguem hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade chega a 60,2%, indicador de que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado.

Em nível estadual, Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano.

A prefeitura reforça o alerta para que a população colabore, mantendo quintais limpos e livres de recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito, medida considerada decisiva para conter a epidemia.

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