Cidades

Shopping das Moreninhas

Empresa divulga data para iniciar construção do Shopping Cidade Morena

O empreendimento no bairro Moreninhas promete pegada inclusiva com tendência mundial de promover atividades para atrair população

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O Shopping Cidade Morena, popularmente conhecido como Shopping das Moreninhas, deve iniciar suas obras dentro de  9 a 12 meses, precisamente no segundo semestre de 2024 e início de 2025. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2026.

O diferencial será a pegada inclusiva que pretende tornar o espaço um lugar de práticas esportivas, promover ações sociais, acompanhando a tendência do mercado.

O empreendimento  irá contemplar a população do bairro Moreninhas, com atividades para atrair a população e engajar toda a comunidade da região. 

A ICH divulgou a equipe que fará parte da empreitada como RBK Construções, a Construtora Maksoud Rahe empresas regionais.

A parte do suporte jurídico ficará por conta do escritório Almeida e Almeida Advogados e de marketing e branding com a Salti Design.

Diferencial

A ICH garantiu que a expectativa da população com relação ao Shopping será atendida e adiantou que o empreendimento contará com 150 lojas, entre elas 6 âncoras, com diversas marcas de renome nacional. 

E pensando em incluir uma tendência mundial, o grande enfoque do projeto girará em torno do Ambiente, Social e Governança (ESG). Diferente de outros Shoppings da Capital, o Cidade Morena quer trabalhar com os princípios fundamentais da relação da população com a arquitetura. 

A arquitetura ESG na questão ambiental implica práticas referentes à conservação de recursos naturais e emissão de carbono; social é a relação da empresa com os colaboradores e comunidade; enquanto a governança está ligada a gestão de risco, transparência e regulamentações.

Isso significa que o bairro será contemplado com um Shopping com a pretensão de trabalhar com muitas ações sociais, atividades esportivas para promover o engajamento com a comunidade.

Obra

Até o momento o investimento na obra foi de R$ 140 milhões, a estimativa de geração de empregos é de 3.500 diretos e indiretos. 

Na ficha técnica, consta que a área bruta locável (ABL) será de 19,4 mil m², com um total de 150 lojas.

Destas, serão cinco âncoras, 10 megalojas, 110 lojas satélites, quatro restaurantes, 19 fast foods, um play e um cinema multiplex. Além disso, haverá praça de eventos e estacionamento com 860 vagas e praça de alimentação com 1,5 mil lugares.

No site do shopping, consta que várias áreas já foram comercializadas e, pelo menos, 16 lojas de diversos segmentos já estão confirmadas, além de franquias a partir de R$ 200 mil aguardando investimento.

O estacionamento inicialmente está com a previsão de 870 vagas, entre carros e motos.

 

 

Boom imobiliário e econômico


Conforme reportagem do Correio do Estado, a região das Moreninhas passa por boom econômico e comercial, que começou com o anúncio do novo shopping na região e continua com as obras do novo acesso aos bairros.

Empresários relatam uma procura maior por pontos de comércio e visam lançamentos de condomínios no bairro e nos entornos, principalmente onde as novas vias passam. 

Segundo a reportagem, a empreiteira Tecol é uma das interessadas nos bairros, que estão com novos empreendimentos planejados, alguns em execução e um novo condomínio a ser anunciado.

A empresa já tem um condomínio construído há cerca de cinco anos no bairro e, segundo o gerente comercial, o interesse nas Moreninhas veio após o anúncio de um shopping no local. Os terrenos foram comprados em frente ao local do futuro empreendimento comercial. 

Por conta da demora da construção do shopping e da nova ligação, anunciada há anos, a empresa terminou apenas um condomínio, mas, com a retomada das obras, eles vão voltar para o bairro e pretendem construir 448 apartamentos nos próximos quatro anos. 

** Colaborou Glaucea Vaccari e Ketlen Gomes

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Documentação

Mutirão para emitir novo RG sem agendamento terá dois dias em Campo Grande

Ação será realizada nos dias 11 e 12 de setembro, no Pátio Central, com atendimento para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

08/09/2026 19h33

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande.

Atendimento para emissão da nova Carteira de Identidade Nacional será realizado durante dois dias em Campo Grande. Foto: Divulgação.

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Quem precisa emitir a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui gradualmente o antigo RG, terá uma nova oportunidade de buscar atendimento em Campo Grande. O Pátio Central recebe, nos dias 11 e 12 de setembro, a segunda edição do Mutirão de Emissão de RG.

A ação será realizada no Posto de Identificação localizado no 2º piso do Pátio Central, no Centro da Capital. Na sexta-feira (11), o atendimento ocorrerá das 8h às 17h30. Já no sábado (12), o serviço estará disponível das 8h às 16h30.

A primeira emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) é gratuita. Já para a segunda via pode haver cobrança de taxa, conforme o motivo da solicitação e as regras vigentes em Mato Grosso do Sul. Em situações específicas, o cidadão também pode ter direito à isenção do pagamento.

A iniciativa chega à segunda edição com a proposta de ampliar o acesso da população ao serviço de identificação e oferecer uma alternativa para quem precisa solicitar o documento, concentrando os atendimentos durante dois dias.

O mutirão é realizado pelo Pátio Central em parceria com órgãos estaduais, entre eles a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, responsável pelos serviços de identificação no Estado.

Novo RG

Apesar de a divulgação da ação utilizar a expressão “emissão de RG”, o documento atualmente expedido segue o padrão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), criada para unificar a identificação dos brasileiros.

Uma das principais mudanças é a adoção do CPF como número único de identificação, evitando que uma mesma pessoa tenha números de RG diferentes em cada unidade da Federação.

A CIN também conta com elementos destinados a aumentar a segurança e facilitar a verificação da autenticidade do documento.

A implantação do novo modelo ocorre de forma gradual em todo o País. Por isso, quem ainda possui a carteira de identidade no modelo antigo não precisa necessariamente substituí-la de imediato apenas por causa da mudança de padrão, desde que o documento continue dentro das regras de validade aplicáveis.

Para quem precisa emitir a primeira via da CIN ou atualizar a documentação, o mutirão concentra o serviço em um ponto de fácil acesso na região central de Campo Grande.

Confira os horários

O 2º Mutirão de Emissão de RG será realizado no Posto de Identificação do Pátio Central, no 2º piso. Na sexta-feira, 11 de setembro, o atendimento será das 8h às 17h30. No sábado, 12 de setembro, será das 8h às 16h30.

Estatística

Taxa média de recusa de doação de órgãos pelos familiares é 45%

Comunicação adequada e humanizada pode mudar essa realidade

08/09/2026 19h00

Divulgação/Ministério da Saúde

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O momento da perda de um ente querido é uma das situações mais dolorosas para uma família, que se vê diante da difícil decisão de autorizar ou não a doação de órgãos após a constatação de morte cerebral para salvar vidas de pessoas desconhecidas na fila de espera. No Brasil, a taxa média de recusa familiar para a doação de órgãos gira em torno de 45%, índice que varia entre estados e até mesmo entre hospitais de uma mesma cidade, evidenciando que a recusa não depende apenas da população, mas também de fatores institucionais. 

Segundo o presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), Cristiano Franke, muitos pacientes deixam seus familiares orientados sobre sua vontade de doar órgãos e muitas famílias também gostariam de fazer isso, atendendo a esse desejo. Entretanto, ele reforça, que, em muitos casos, a falha no acolhimento aos familiares e na comunicação dentro dos hospitais — tanto públicos quanto privados — é um dos principais obstáculos para a efetivação das doações.  

“Muitas vezes as famílias não recebem todas as informações adequadamente, no momento e com um protocolo adequados para tomarem a melhor decisão. E muitas vezes também, as equipes médicas não estão preparadas para lidar com conversas difíceis, utilizando termos excessivamente técnicos e inacessíveis, ou realizando abordagens consideradas frias e comerciais em locais inadequados”, disse Franke. 

Por conta disso, a AMIB, em parceria com o Ministério da Saúde, capacitou, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, 2.534 profissionais de saúde para atuar no processo de doação e transplantes de órgãos. Até o momento, o resultado, que já superou em 25% a meta inicial desse projeto de 2 mil participantes capacitados.  

O objetivo dos cursos elaborados e oferecidos pela AMBI é o ampliar o número de profissionais preparados para conduzir esse processo, incluindo a melhoria na comunicação para reduzir a resistência das famílias em autorizarem a retirada de órgãos de parentes com diagnóstico de morte encefálica. 

De acordo com Franke, a formação também busca qualificar as diferentes etapas que antecedem uma doação, abrangendo a identificação de potenciais doadores, a determinação da morte encefálica e a manutenção clínica do potencial doador, tornando o processo mais seguro.  

“Atingir mais de 2,5 mil profissionais capacitados mostra que estamos conseguindo levar conhecimento técnico para quem está na linha de frente de um processo que exige muita responsabilidade. Um diagnóstico de morte encefálica precisa seguir critérios rigorosos, assim como a manutenção do potencial doador e o diálogo com a família”, afirmou. 

Entre as dificuldades para os familiares aceitarem autorizar os transplantes estão a compreensão ou aceitação do diagnóstico de morte encefálica, crenças religiosas, receio de alteração da integridade do corpo, desconfiança em relação ao processo e desconhecimento sobre a vontade manifestada em vida pelo familiar, ou até mesmo a percepção de que os profissionais estavam mais interessados nos órgãos do que no paciente ou em seus familiares.  

“As famílias têm receio de deformação do corpo e nós explicamos adequadamente como é feito o procedimento e a reconstituição do corpo, que não deixarão deformidades visíveis nos ritos funerais como o velório. Elas trazem isso com muita clareza e nós precisamos explicar isso com tempo e clareza”, explicou. 

De acordo com a AMIB, entre os participantes capacitados até agosto, estão 933 médicos, dos quais 473 receberam treinamento voltado à determinação de morte encefálica. O restante dos participantes, que são médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,  administradores, farmacêuticos, odontólogos, biólogos, e um nutricionista e um pedagogo, tiveram instruções sobre o Gerenciamento no processo de Doação e Transplante (GPDT) e uso da Comunicação em Situações Críticas (CSC).  

Até agosto, já haviam sido realizados 73 cursos, distribuídos em 23 módulos e com atividades em 25 estados brasileiros. Ainda estão previstos mais oito treinamentos até o encerramento do projeto. Neste mês, eles ocorrerão em Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). 

Transplantes no Brasil  

De acordo com dados do Registro Brasileiro de Transplantes, da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), em 2025, foram registrados 15.940 potenciais doadores no país. Desse total, 4.335 tornaram-se doadores efetivos. Entre as famílias entrevistadas, 4.200 não autorizaram a doação, o equivalente a 45% das entrevistas realizadas. No mesmo ano, o Brasil alcançou 20,3 doadores efetivos por milhão de habitantes, contra 19,2 em 2024.  

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