Mesmo após ter vencido licitação que visa a construção de 792 apartamentos, em fevereiro de 2021, a Cesari Engenharia ainda não iniciou as obras. De acordo com o diretor de planejamento da empresa, Sinomar Pereira, a empreiteira ainda aguarda liberação da Caixa Econômica Federal para começar as obras.
“O terreno onde será efetivado o empreendimento acabou de passar pela limpeza inicial e estamos aguardando apenas a posição da Caixa Econômica Federal para iniciarmos a obra”, afirmou Pereira.
No entanto, em junho do ano passado, a mesma resposta foi dada ao Correio do Estado.
Na ocasião, a empresa afirmou que o “empreendimento já estava registrado e aguardava processo na Caixa Econômica, pois existiam burocracias que deixavam os processos demorados, tanto na aprovação dos projetos pelos órgãos competentes quanto no cartório e até mesmo na Caixa”.
O diretor ainda disse que o início da obra depende exclusivamente da Caixa Federal, que a empreiteira entregou todas as documentações solicitadas e que já foi aprovada pelo comitê em Brasília, mas ainda aguarda a superintendência local.
O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-MS), Geraldo Paiva, afirmou que não tem a atualização do status desse empreendimento e relatou ao Correio do Estado, não sabe de informações de que a Caixa esteja postergando financiamentos imobiliários e crê que houve uma determinação presidencial para que o banco público fosse mais atuante nesse mercado.
Entretanto, no governo passado havia uma contenção de verbas, em razão dos efeitos econômicos da pandemia da Covid-19. O presidente do Secovi-MS ainda comentou que, “quando há interesse político, este tipo de financiamento não demora mais que seis meses para ser aprovado”.
A Caixa Econômica Federal informou ao Correio do Estado que mantém "o sigilo bancário relativo ao relacionamento com seus clientes".
Já a Prefeitura de Campo Grande comentou, por meio de nota, que a “execução do condomínio próximo ao Belas Artes, de responsabilidade da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), depende de financiamento da construção das unidades habitacionais e está em fase de liberação de recursos”.
A OBRA
O projeto visa construir apartamentos para famílias de baixa renda (até cinco salários mínimos por núcleo familiar). A obra tem o financiamento da Caixa Econômica Federal e faz parte da segunda etapa do Reviva Centro.
Dos 792 apartamentos em condomínio fechado, 498 serão destinados para essas famílias, que terão a moradia financiada pela Caixa. A Amhasf foi responsável pelo sorteio dos imóveis, feito em agosto de 2021.
Além disso, a agência também terá também o direito a 80 apartamentos, que serão usados pela prefeitura para implementação do aluguel social.
Os outros 214 imóveis e 42 salas comerciais poderão ser negociados por livre demanda pela empreiteira responsável pela obra.
O valor das moradias será superior a R$ 180 mil, que é o teto de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida.
O terreno, localizado na Rua Plutão, no Bairro Cabreúva, foi doado pela Prefeitura de Campo Grande, para viabilizar a obra.
O local estava avaliado em R$ 20.585.403 em 2022. Além do atraso, alguns moradores do bairro também são contrários à construção dos apartamentos.
REVIVA
Além do condomínio no Bairro Cabreúva, outros dois projetos imobiliários estavam previstos na segunda etapa do Reviva Centro para serem lançados também em 2021, porém, nenhum foi entregue.
Além da região do futuro Centro de Belas Artes, outro residencial, de cerca de 200 moradias, seria feito no cruzamento da Rua Rui Barbosa com a Avenida Fernando Corrêa da Costa.
A Vila dos Idosos, próximo ao Horto Florestal, está em execução e segue dentro do prazo previsto, de acordo com informações dadas pela prefeitura.
Saiba: Conforme o Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de 7 de junho de 2021, a empreiteira responsável pelo condomínio tem benefícios, como a isenção de pagamento de alguns impostos, como IPTU, durante o prazo de construção dos apartamentos.




