Cidades

CELULOSE

Empresa indonésia confirma fábrica de R$ 25 bilhões no interior de MS

Confirmação da Bracell para a nova unidade veio durante o Fórum Empresarial paralelo ao G20

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Durante o Fórum Empresarial Brasil entre Brasil e Indonésia, evento paralelo ao G20 no Estado do Rio de Janeiro, o governo de Mato Grosso do Sul garantiu ontem (17) que mais uma fábrica de celulose, no valor de R$ 25 bilhões, foi confirmada pela Bracell.

Segundo o Governo do Estado, a planta que deve ter capacidade para produção de 2,8 milhões de toneladas de celulose ficará aproximadamente a 15 quilômetros da área urbana de Água Clara. 

Ainda em agosto deste ano, como bem acompanha o Correio do Estado, a gigante do setor solicitou estudo de viabilidade para instalação da nova planta ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), confirmando agora o investimento de cerca de R$ 25 bilhões. 

"Tivemos uma rodada de negócios com empresários dos dois países. O motivo principal da nossa vinda é para nos reunirmos com a Bracell, que é uma e empresa do grupo RGE, da Indonésia, que discute uma planta industrial no Estado", disse o Governador em nota. 

Com a presença do CEO da Bracell, Anderson Tanoto, além do presidente da República da Indonésia, Prabowo Subianto e empresários dos dois países, a empresa apontou durante o Fórum  no Copacabana Palace que pretende investir US$ 4 bilhões (dólares). 

Do lado sul-mato-grossense estavam presentes: Rodrigo Perez, da Secretaria Estadual de Governo e Gestão Estratégica (Segov); e Jaime Verruck, titular da Pasta de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), que pontuou a força do Estado nesse setor. 

"[Riedel] aproveitou a oportunidade para apresentar toda a estrutura em termos de licenciamento ambiental, política de incentivos fiscais e investimentos em logística, que é importante para estas empresas. Inclusive citou o leilão das rodovias que fazem parte da Rota da Celulose, que vai ocorrer em 6 de dezembro na Bolsa de Valores", disse Verruck. 

Rota da celulose

Mato Grosso do Sul tem se consolidado como "Vale da Celulose", com alguns indicadores ilustrando melhor a posição alcançada pelo Estado, como a expansão de 62,75% nas exportações registrada entre os meses de janeiro e setembro deste ano. 

Conforme abordado anteriormente, com base em dados da Carta de Conjuntura do Setor Externo da Semadesc, o segmento movimentou US$ 1,765 bilhão em 2024, enquanto o mesmo período de 2023 marca US$ 1,085 bilhão, diferença de US$ 680,8 milhões.

Alguns municípios em Mato Grosso do Sul concentram esse verdadeiro pólo produtivo, batizado de Vale da Celulose, entre eles:

  • Três Lagoas
  • Ribas do Rio Pardo
  • Água Clara
  • Brasilândia
  • Inocência

Vale lembrar que a explosão de preço "salvou" a balança comercial de MS, como bem apontou o Correio do Estado, levando Mato Grosso do Sul para o primeiro no ranking de exportação de celulose quando, até meados de julho, respondia por 24% da produção brasileira dessa commodity. 

 

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ESPORTES

Projeto na Câmara proíbe atletas que jogam fora do Brasil e técnico estrangeiro na Seleção

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País

09/07/2026 22h00

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

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O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou nesta quarta-feira, 8, na Câmara dos Deputados um projeto de lei que restringe as convocações para a Seleção Brasileira a jogadores vinculados a clubes do País e estende a exigência aos integrantes da comissão técnica. A proposta também veta patrocínios de casas de apostas, incluindo as bets, a clubes e outras entidades esportivas.

Pelo texto, as seleções brasileiras masculina, feminina e de base só poderão ser compostas por atletas brasileiros registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais organizadas no País. A restrição alcança ainda a comissão técnica: treinador, auxiliares, preparadores físicos e demais integrantes deverão ter nacionalidade brasileira e vínculo profissional com clubes ou entidades esportivas estabelecidos no Brasil.

A medida, se aprovada, atingiria diretamente jogadores brasileiros que atuam em clubes no exterior e também impediria a presença de treinadores estrangeiros à frente da Seleção. Atualmente, o Brasil é comandado pelo técnico italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030.

A proposta foi apresentada na mesma semana em que a Seleção foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 após perder por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

"Acabei de apresentar um projeto de lei para proibir jogadores de futebol que jogam no exterior e técnicos. Chega! Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa, fazem o Brasil passar vergonha", disse Hauly na quarta-feira, em discurso na Câmara ao defender a proposta.

Em outro trecho, a proposta proíbe clubes, associações, agremiações e entidades de administração do esporte de firmar ou manter contratos de patrocínio, publicidade ou similares com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas eletrônicas do setor. A vedação inclui a exposição de marcas em uniformes, estádios, centros de treinamento, placas, entrevistas, transmissões, redes sociais e eventos esportivos.

Os contratos já em vigor teriam de ser encerrados em até 180 dias após a publicação da lei, caso o projeto seja aprovado e sancionado. O descumprimento poderia levar à suspensão do recebimento de recursos públicos federais, incentivos fiscais, além de outras sanções previstas na legislação.

O projeto ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara. Depois de apresentado, o texto precisa ser despachado pela Mesa Diretora para análise das comissões temáticas. Caso seja aprovado nas comissões e, se necessário, no plenário da Câmara, poderá seguir ao Senado.

JUSTIÇA

PF mira empresário suspeito de intimidar jornalistas no caso Master

Décima fase da Operação Compliance foi deflagrada nesta quinta

09/07/2026 21h00

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma "organização criminosa" para blindar os atos ilícitos da gestão dele no Master Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.

O alvo desta fase é o empresário Thiago Miranda, acusado de ter ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro e atuar para intimidar jornalistas e servidores do Banco Central pelas redes sociais.

As buscas da PF foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso.

De acordo com as investigações da PF, recursos do esquema de fraudes no Master foram usados por Vorcaro para promover campanhas de desinformação na mídia tradicional e na digital. O trabalho era realizado por influenciadores contratados.

Segundo a PF, Vorcaro estruturou uma "organização criminosa" para blindar os atos ilícitos da gestão dele no Master.

Conforme a decisão do ministro, Thiago Miranda, ex-sócio do Portal Léo Dias, foi responsável pelo monitoramento da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A profissional publicou grande parte dos furos jornalísticos envolvendo as fraudes no banco de Vorcaro.

"Os elementos analisados apontam que Thiago Miranda desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão", afirmou.

Itaú

De acordo com a apuração, Thiago Miranda também teria participado do trabalho de levantamento de informações sigilosas contra Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú.

"Nos diálogos identificados, Daniel Vorcaro envia as seguintes mensagens à Thiago Mirante: Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema. Me ajuda nisso? No minuto seguinte, Thiago responde: Deixa comigo", diz trecho da investigação.

A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Thiago Miranda e aguarda posicionamento.

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