Cidades

Esgoto ao ar livre

Empresa terá de pagar R$ 50 mil a freira que ficou exposta a esgoto em Campo Grande

A religiosa procurou auxílio da Justiça após reclamar e o problema continuar a ponto de ter a saúde afetada

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) condenou uma concessionária a pagar R$ 50 mil a uma freira por danos morais, devido ao convento que ela administra ter sido exposto a esgoto a céu aberto, em Campo Grande.

A religiosa procurou a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul em abril de 2018 e explicou que, durante a execução de obras pela empresa, que não teve o nome divulgado, o esgoto começou a vazar nas proximidades do convento.

Segundo a defensora pública de 2ª instância, Olga Lemos Cardoso de Marco, a religiosa relatou que, mesmo após formalizar reclamações, a situação persistiu por meses.

Conforme consta no processo, o esgoto passou a ser despejado no Córrego Portinho Pache, que passa nos fundos da casa religiosa, o que resultou em diversos problemas de saúde para a freira.


“A Defensoria alegou que a exposição ao esgoto agravou o estado de saúde da assistida, diagnosticada com anemia falciforme, leucopenia e linfopenia. Relatórios médicos indicaram o surgimento de complicações clínicas e transtornos relacionados ao quadro imunológico da autora”, pontua a defensora.

Diante do exposto, a sentença de primeira instância condenou a concessionária ao pagamento da indenização por danos morais. A decisão foi mantida pelo TJMS, que reconheceu a falha na prestação do serviço de esgotamento sanitário.

A indenização, fixada em R$ 50 mil, foi considerada proporcional e adequada.

O outro lado 

Nota:

A Águas Guariroba informa que irá recorrer da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), visto que alguns fatos relativos ao processo ainda padecem de esclarecimentos.

Entre os fatos a serem esclarecidos ressalta-se que os extravasamentos de dejetos de esgoto na região do imóvel foram pontuais, e decorreram de ligações clandestinas, pois, embora houvesse rede de esgoto implantada pela concessionária, a rede ainda não estava liberada para conexão dos imóveis.

A Água Guariroba ressalta ainda que, por meio de perícias técnicas realizadas pelo Instituto de Criminalística no decorrer do processo, não ficou comprovada a relação direta entre os extravasamentos e crime ambiental ou danos à saúde da moradora, visto que o quadro delicado de saúde era preexistente aos eventos.

Por fim, a concessionária informa que permanece à disposição da justiça e, caso haja comprovação dos danos, irá acatar as decisões.

*Matéria atualizada às 13h26 desta terça-feira (3) para acréscimo de informações

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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