Cidades

Casas do Mandela

Engenheiro diz que casas para comunidade do Mandela devem ficar prontas em novembro

Apesar do otimismo da prefeitura com relação à entrega das casas, famílias terão que esperar um pouco mais

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Um dos bairros onde serão construídas quarenta e quatro casas está em início de fundação e a previsão para que as paredes comecem a ser erguidas está para março ou abril, se o tempo colaborar, no José Tavares, em Campo Grande. 

Durante a tarde desta sexta-feira (6) um trator trabalhava na área enquanto pedreiros mexiam na parte da fundação de duas das casas. Ao Correio do Estado, o engenheiro Civil e Ambiental responsável de obra Gustavo Souza Castro, da VBC Engenharia, explicou o andamento e roteiro da construção.

Gerson Oliveira / Correio do Estado - Pedreiros iniciam trabalho de locação e fundação dos lotes no José Tavares

A entrega das casas no bairro José Tavares estão previstas para novembro de 2024. "Já iniciamos a parte de terraplanagem em dezembro de 2023, na semana antes do Natal. Apesar da construtora ter entrado em recesso, a equipe de campo não parou", explicou o engenheiro. 

Neste período realizaram a patamarização dos lotes, que basicamente é o nivelamento, para impedir que a água das chuvas entre nas casas. Anteriormente o terreno passou pela adequação para passar água e esgoto pela concessionária de águas enquanto a empresa de energia cuidou da ligação de luz para o funcionamento das máquinas. 

No mesmo ritmo está a construção no bairro Talismã, sendo que somente o Iguatemi I e II estão atrasados por conta de documentação dos moradores que continuam sendo emitidas e regularizadas.

"O processo iniciou desde dezembro, então iniciamos a parte de obras paralelo à fase de patamarização iniciei o canteiro de obras. A [concessionária de energia] fez a ligação de luz especificamente para a obra. Para as casas já sei que está em andamento junto com a Energisa a viabilidade para a construção das redes de energia", contou o engenheiro.

A Energisa passou o orçamento para a Ehma do quanto irá custar realizar a ligação dessa nova rede. "Por se tratar de habitação de moradia social, esse custo da rede de energia ele é zero. A energia gera um custo só que ela tem que assumir por ser habitação de interesse social. Isso é normativa nacional". 

Ainda, sobre a ligação de energia nos lotes estão nos trâmites burocráticos e de acordo com Gustavo o correto é que o poste seja instalado quando a obra está com 90% do cronograma pronto. "Por questões técnicas [para não ocorrer instalação no local errado] a Energisa espera você fazer todas as bases. Então ela vai lá com uma equipe dela e fala: Não o poste não pode ser aqui, tem que ser dois metros pra cá. Dois metros pra lá", e completou:

"Creio eu que a partir de março ou abril já [estejam] todas as bases prontas, não casas prontas, [mas] com paredes levantadas. Então esse é nosso objetivo. Não todas as casas, mas uma sequência", esclareceu Gustavo.

Gerson Oliveira / Correio do Estado

Plano de necessidade

O desenho das casas foi fornecido pela Agência Municipal de Habitação (Ehma) para a empresa de VBC Engenharia, pela empresa assina a obra o engenheiro Orestes Jorge Corrêa, responsável técnico, enquanto Gustavo Souza Castro atua como engenheiro de obras. 

 

"O plano de necessidade arquitetônico é deles [Emha] eles fornecem o modelo da casa. Então tenho que fazer os projetos complementares que são as questões de ligação de água, esgoto, cobertura, fiação elétrica. O plano de necessidade que a gente fala é deles", disse o engenheiro. 

 

Urbanismo

O projeto desenvolvido - que não está dentro do escopo do Credhabita -, para a comunidade prevê a plantação de árvores, horta, academia ao ar livre, iluminação da quadra de futebol e revitalização, o que chegou a ser uma reclamação dos moradores da região que temiam perder o local de lazer. Além disso, será feita a construção de uma pista de caminhada atrás do campo e um Centro Comunitário. 

"Esse local atendia a comunidade e não vai deixar de atender porque só irão mudar de lugar. E melhorar a infraestrutura do campo, parece que o bairro não tem um centro comunitário, vai ter. Não tinha essa questão de ginástica", completou o engenheiro. 

Veja o cronograma das obras

 

Arquivo Correio do Estado

 


O cronograma físico do José Tavares com 44 unidades produzido pela VBC Engenharia com exclusividade ao Correio do Estado demonstra o andamento das obras. As linhas horizontais correspondem o decorrer dos meses de dezembro de 2023 até outubro de 2024.

Sendo que novembro não consta no cronograma por ser o mês da entrega da obra que pode ser feito no dia 1º ou dia 30. Antes da entrega existem diversas fases como serviços preliminares:

  • Água
  • Energia
  • Consumo
  • Vigia de obra
  • Administração da obra
  • Mestre, encarregado, engenheiros

Em relação aos trabalhos de patamarização que iniciaram em dezembro precisam ser concluídos ainda em janeiro. Os trabalhos de fundação estão previstos para serem concluídos em janeiro e fevereiro. 

Na sequência iniciarão a parte da alvenaria que pode ser finalizado em abril. Sempre com uma folga de cronograma caso ocorra algum imprevisto como chuvas que podem atrasar o processo. Para entender melhor, onde a barra inicia e termina são os meses em que serão executados os serviços. 

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anhanduí

Subprefeito se envolve em briga com faca e garrafa térmica e vai parar na delegacia

Ele alega ter sido agredido com garrafada, enquanto o outro envolvido diz que foi ameaçado com faca e se defendeu; polícia investiga

19/08/2026 17h01

Subprefeito diz ter sido atingido por garrafa na região do punho

Subprefeito diz ter sido atingido por garrafa na região do punho Foto: Reprodução

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O subprefeito do distrito de Anhanduí, Elenilton Dutra, se envolveu em uma confusão, envolvendo agressão física, nesta quarta-feira (19), dentro da subprefeitura. 

De acordo com o boletim de ocorrência, Dutra acionou a Guarda Civil Metropolitana alegando ter sofrido uma agressão física na repartição pública.

A equipe se deslocou até o local e encontrou tanto o subprefeito quanto o suposto autor das agressões, e ambos divergiram das versões sobre o caso.

Dutra apresentava uma lesão na região do punho esquerdo e declarou que o suspeito teria arremessado uma garrafa térmica em sua direção, após um desentendimento motivado por um abaixo-assinado anterior.

O abaixo-assinado em questão é referente a um documento que teria reunido quase 2 mil assinaturas, em defesa da permanência de Elenilton Dutra na subprefeitura do distrito.

Já o suspeito confirmou a agressão, mas disse que lançou o objeto contra o subprefeito em legítima defesa,  para se defender após Dutra ter empunhado uma faca com intenção de agredi-lo.

Diante da divergência de relatos e da materialidade de lesão, ambos foram colocados no compartimento traseiro da viatura policial e encaminhados à Delegacia de Polícia Civil para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.

Na delegacia, ambos manifestaram o desejo de exercer o direito de representação criminal mútua, um em desfavor do outro.

Nas redes sociais, o subprefeito publicou um vídeo na delegacia, afirmando que foi surpreendido ao chegar na subprefeitura, por dois indivíduos, e que um deles o ameaçou de morte por não aceitar o abaixo-assinado em favor dele. Dutra disse ainda que não apanhou, mas foi agredido com a garrafa e que há gravações que provam a sua versão.

O caso foi registrado como lesão corporal dolosa e será investigado.

Anhanduí

Anhanduí é um distrito de Campo Grande, criado em 17 de novembro de 1948, através da Lei n. 1.131, promulgada pelo governador do então estado de Mato Grosso, Arnaldo Estevão de Figueiredo. O distrito fica distante a 60 km do centro da Capital.

Transporte Interestadual

Justiça Federal volta a suspender linhas da Guerino Seiscento entre MS e São Paulo

Transportadora afirma que vai recorrer da decisão que restabeleceu restrições sobre 23 autorizações; rotas de Campo Grande, Três Lagoas e Brasilândia estão entre as atingidas.

19/08/2026 16h26

Ônibus da Andorinha e da Guerino Seiscento, empresas envolvidas na disputa por linhas interestaduais que ligam Mato Grosso do Sul a São Paulo.

Ônibus da Andorinha e da Guerino Seiscento, empresas envolvidas na disputa por linhas interestaduais que ligam Mato Grosso do Sul a São Paulo. Foto: Divulgação Montagem: Welyson Lucas/Correio do Estado

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Uma nova decisão da Justiça Federal voltou a atingir linhas de ônibus que conectam Mato Grosso do Sul a São Paulo operadas pela Guerino Seiscento. O Judiciário revogou a tutela que havia permitido o restabelecimento provisório de 23 autorizações da transportadora e, com isso, recolocou em vigor as restrições determinadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Entre as autorizações alcançadas pela disputa estão ligações de Campo Grande a São Paulo, Três Lagoas a São Paulo e Brasilândia a São Paulo, além da rota entre Campo Grande e Santos. Há ainda operações envolvendo Mato Grosso do Sul com outros estados e o Distrito Federal.

A decisão foi proferida em 12 de agosto pelo juiz Renato Coelho Borelli, da 4ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal. O magistrado revogou a tutela que havia suspendido os efeitos das medidas adotadas anteriormente pela ANTT.

Na prática, voltam a produzir efeitos a Decisão Supas nº 842, de 27 de maio de 2026, e a Deliberação nº 193, de 2 de julho.

Os atos haviam determinado a suspensão cautelar dos 23 Termos de Autorização (TARs) concedidos à Guerino Seiscento enquanto são apuradas possíveis irregularidades nas operações.

Procurada pela reportagem, a Guerino Seiscento informou que está recorrendo das recentes decisões judiciais que afetaram suas operações interestaduais e que adotará as medidas processuais cabíveis nas instâncias competentes.

A empresa ressaltou que a controvérsia ainda é discutida tanto na Justiça quanto na esfera administrativa e que, até o momento, não há decisão definitiva sobre o caso.

A transportadora afirmou ainda que trabalha para conseguir a retomada das operações no menor prazo possível.

Paralelamente aos recursos judiciais, segundo a companhia, são mantidas tratativas administrativas junto à ANTT e à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), com apresentação de requerimentos, estudos técnicos e outras medidas em busca de uma solução regulatória.

A Guerino também destacou o impacto da suspensão sobre os passageiros que utilizam as linhas para deslocamentos relacionados a trabalho, saúde, educação e compromissos familiares.

Conforme a empresa, os esforços estão concentrados na retomada dos serviços dentro das exigências legais e regulatórias.

Linhas de MS estão entre as afetadas

A medida tem impacto direto para passageiros sul-mato-grossenses porque parte relevante das autorizações discutidas no processo envolve cidades do Estado.

Quando as 23 autorizações foram restabelecidas provisoriamente no fim de julho, a relação divulgada pela ANTT incluía três Termos de Autorização para Campo Grande-São Paulo e outros três para Três Lagoas-São Paulo.

Também apareciam entre os serviços abrangidos as linhas Brasilândia-São Paulo, Campo Grande-Santos, Campo Grande-Brasília, Três Lagoas-Curitiba e Brasília-Três Lagoas, via Uberlândia.

O caso, portanto, ultrapassa uma disputa regulatória concentrada em São Paulo e alcança diretamente o transporte rodoviário interestadual disponível aos passageiros de Mato Grosso do Sul.

A situação das operações da Guerino vem mudando nos últimos meses em uma sequência de decisões administrativas e judiciais.

Em 27 de maio, a ANTT determinou cautelarmente a suspensão dos 23 Termos de Autorização concedidos à empresa em outubro de 2024. A medida deveria permanecer em vigor enquanto avançasse o processo administrativo instaurado para investigar possíveis infrações.

A transportadora contestou a decisão. Em 2 de julho, entretanto, a diretoria colegiada da ANTT manteve a suspensão.

Posteriormente, a Guerino conseguiu uma decisão judicial favorável e, em cumprimento à determinação da Justiça, a ANTT publicou, no fim de julho, a Decisão Supas nº 1.174/2026, restabelecendo provisoriamente os 23 termos.

Naquele momento, as autorizações voltaram a produzir efeitos sub judice, isto é, enquanto a controvérsia permanecesse sob análise judicial.

Com a decisão de 12 de agosto, porém, a tutela favorável à transportadora foi revogada e as medidas cautelares anteriores da ANTT voltaram a valer. É justamente contra esse novo cenário que a Guerino informou estar recorrendo.

Disputa começou por operações dentro de São Paulo

Embora diversas linhas afetadas tenham origem ou destino em Mato Grosso do Sul, o ponto central da controvérsia está relacionado a viagens realizadas dentro do Estado de São Paulo.

A controvérsia teve início a partir de uma denúncia apresentada pela Empresa de Transportes Andorinha à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Conforme a acusação, a Guerino Seiscento estaria utilizando autorizações concedidas para a exploração de linhas interestaduais para realizar embarques e desembarques entre municípios localizados dentro do próprio Estado de São Paulo.

Na avaliação apresentada pela Andorinha, essas viagens teriam características de transporte intermunicipal, modalidade submetida à regulação estadual e que, portanto, exigiria autorização específica do órgão competente paulista.

A Empresa de Transportes Andorinha questionou operações da Guerino sob a alegação de que a concorrente estaria utilizando autorizações concedidas para linhas interestaduais para também transportar passageiros entre municípios paulistas.

A diferença é relevante do ponto de vista regulatório. O transporte entre estados está submetido à fiscalização da ANTT, enquanto as ligações realizadas exclusivamente entre municípios paulistas estão sujeitas à regulação estadual.

A discussão envolve justamente os limites dessas autorizações e a necessidade de anuência dos órgãos responsáveis para a realização dos atendimentos.

Documentos citados no processo indicam que, entre janeiro e novembro de 2023, teriam sido comercializados 449.573 bilhetes em trechos apontados como não autorizados.

Também foi considerada no processo a ausência de comprovação de autorização da Artesp para determinadas operações intermunicipais.

A controvérsia envolve, portanto, a possibilidade de utilização das autorizações interestaduais em mercados sujeitos também à competência regulatória estadual.

Uma disputa marcada por idas e vindas

A nova decisão acrescenta mais um capítulo a uma disputa que vem alterando sucessivamente a situação das linhas da Guerino.

Primeiro, as 23 autorizações foram suspensas cautelarmente pela ANTT. Depois, a própria agência manteve as restrições ao analisar o caso.

A transportadora recorreu à Justiça e conseguiu uma tutela que permitiu o restabelecimento provisório das operações, mas essa decisão acabou posteriormente revogada.

A Guerino sustenta que ainda não existe uma definição final e afirma que continuará exercendo o direito de defesa nas instâncias competentes.

A empresa também diz buscar uma solução administrativa com ANTT e Artesp que permita uma regularização estável das operações.

Enquanto a discussão prossegue, as restrições determinadas pela ANTT voltam a alcançar as autorizações envolvidas no processo, incluindo ligações que conectam Mato Grosso do Sul a São Paulo e outros destinos.

Para os passageiros sul-mato-grossenses, a nova mudança representa mais uma reviravolta em uma disputa que, em menos de três meses, já passou pela suspensão das autorizações, pelo restabelecimento provisório dos serviços e, agora, pela retomada das restrições.

Diferença no preço chega a 81,7%

Na comparação entre as empresas, a diferença também aparece no preço das passagens. Antes da suspensão, a Guerino Seiscento comercializava o trecho em ônibus semileito por R$ 299 e no leito por R$ 349.

Já na Andorinha, a passagem na categoria leito custa R$ 633,99, uma diferença de R$ 284,99, o que significa que o bilhete da Andorinha é cerca de 81,7% mais caro que o leito oferecido pela Guerino.

A tarifa superior a R$ 800 corresponde à categoria leito-cama da Andorinha e, por se tratar de uma modalidade diferente, não entra na comparação direta.

Ônibus da Andorinha e da Guerino Seiscento, empresas envolvidas na disputa por linhas interestaduais que ligam Mato Grosso do Sul a São Paulo.Comparativo mostra diferença nas tarifas entre Guerino Seiscento e Andorinha no trecho entre Campo Grande e São Paulo. Crédito: Arte/Correio do Estado.

Confira a íntegra da nota da Guerino Seiscento

NOTA INSTITUCIONAL

A Guerino Seiscento Transportes informa que está recorrendo das recentes decisões judiciais que impactaram suas operações interestaduais, com a adoção de todas as medidas processuais cabíveis perante as instâncias competentes.

A companhia ressalta que permanecem em curso ações judiciais e processos administrativos relacionados à matéria, sem que haja, até o momento, decisão definitiva sobre a controvérsia.

A Guerino seguirá exercendo regularmente seu direito de defesa e buscando, perante as autoridades competentes, uma solução que permita a retomada de suas operações no menor prazo possível.

Em paralelo, a empresa mantém atuação administrativa junto à ANTT e à ARTESP, com a apresentação de requerimentos, estudos técnicos e demais providências necessárias à construção de uma solução regulatória estável e definitiva.

A Guerino tem plena consciência da relevância social dos serviços afetados e do impacto causado aos milhares de passageiros que dependem dessas ligações para deslocamentos de trabalho, saúde, educação, compromissos familiares e integração entre diferentes regiões do país.

Por isso, todos os esforços da companhia estão concentrados na retomada dos serviços com a maior brevidade possível, dentro dos marcos legais e regulatórios aplicáveis.

A empresa reafirma seu compromisso institucional com o diálogo, com a segurança jurídica, com o interesse público e, sobretudo, com os passageiros e as comunidades que há décadas confiam na Guerino para garantir sua mobilidade.

 

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