Cidades

GUERRA DO TRÁFICO

Envolvidos na morte de PM na fronteira de MS já tinham "escapado" da Justiça

Everton da Silva Viana, Rubens Zilio Neto e Waldiney Junior de Souza Alfonso atiraram contra o policial Marcelo Pimenta

Continue lendo...

Pouco mais de uma semana após a morte do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, durante confronto com criminosos ligados a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), os três principais suspeitos de participar desse assassinato também foram mortos.

O inquérito que investiga o caso segue aberto na Polícia Civil de Corumbá, mas, na prática, o caso está “encerrado” em termos de identificação e a respeito do cumprimento de penas.

Um detalhe em tudo isso: ao menos dois dos envolvidos já tinham investigação aberta de outros crimes, já haviam respondido a processo na Justiça, já haviam sido presos, porém, seguiam na rua, seja em regime semiaberto ou como foragido.

As investigações preliminares das forças de segurança também apontaram que Everton da Silva Viana e Rubens Zilio Neto tinham funções na estrutura do PCC.

Everton escondia armas e com atuação no chamado Tribunal do Crime na região de fronteira com a Bolívia. Rubens, que era de Goiás, também tinha função de atuar no Tribunal do Crime.

No inquérito já aberto, Waldiney Junior de Souza Alfonso, morto no dia 10 de junho durante confronto com a Polícia Militar na faixa de fronteira em Corumbá, não chegou a ser ouvido e a investigação aberta não identificou claramente seu envolvimento direto com o PCC.

O soldado da PM Marcelo Pimenta da Silva, pai de uma menina, estava em cumprimento de trabalho com ronda ostensiva em moto da corporação na noite do dia 30 de junho, após a denúncia de que disparos de fuzil e de outros tipos de armamento haviam sido feitos em área pública de Ladário.

Morreu dentro do Pronto-socorro de Corumbá, fronteira com a Bolívia, depois de ter sido atingido na cabeça e em outras partes do corpo durante o patrulhamento.

Do outro lado desse confronto, Everton da Silva Viana, de 40 anos, Rubens Zilio Neto, de 35 anos, e Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, estavam em um carro, armados com fuzil, carabina e pistolas e após terem cometido o atentado em Ladário, acabaram encontrados pela PM em Corumbá, entraram em confronto e atingiram Marcelo.

Everton, Rubens e Waldiney também morreram nos dias 30 de junho, 4 e 10 deste mês, respectivamente.

Everton e Waldiney morreram quando foram encontrados pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) e, conforme a corporação, reagiram à prisão.

Rubens chegou a ficar preso por mais de três dias e seria transferido de Corumbá para Campo Grande. No trajeto, uma viatura ficou com pneu furado e precisou parar.

Enquanto o investigado ia ao banheiro escoltado, em um posto na BR-262, na região de Porto Morrinho, a PM informou que ele foi executado por um atirador escondido em uma mata próxima. Esse atirador não foi localizado.

Além dessas mortes, mais três pessoas morreram enquanto as forças de segurança desencadearam a Operação Policial Jovem Guerreiro, em razão da morte do soldado PM Marcelo.

Os cidadãos bolivianos Alixberto Vasques Corrales, de 32 anos, e Luis David Justiniano Flores, de 29 anos, foram parados pela PM no dia 5, no Bairro Nova Corumbá e, conforme a PMMS, reagiram. Ambos acabaram alvejados e morreram no local da abordagem.

Na averiguação policial, foi divulgado que ambos teriam ligação para dar cobertura aos envolvidos no atentado ocorrido em Ladário.

Outra pessoa morta durante a operação foi Marlon de Souza Silva, de 42 anos, no dia 6. Ele estava em uma Duster preta na região do anel viário de Corumbá, na BR-262, com mais de 3 kg de maconha e um revólver calibre 38.

A PMMS divulgou que ele reagiu à ordem de parada e acabou atingido por disparos da Polícia Militar. Até onde houve apuração, Marlon não estaria ligado diretamente ao atentado ocorrido em Ladário e também à tentativa de fuga dos suspeitos.

TERCEIRO ENVOLVIDO

Waldiney Junior de Souza Alfonso foi o último dos suspeitos envolvidos na morte do soldado Marcelo a ser localizado. Ele tinha sido preso pela Polícia Militar em março do ano passado, em Campo Grande, transportando skunk. Além dele, estavam no carro dois bolivianos que acabaram presos.

Pelo fato de ter sido preso em flagrante, em seu depoimento alegou que fora contratado por cerca de R$ 1 mil para fazer o transporte de algumas pessoas de Corumbá para Campo Grande e só depois descobriu que estava transportando droga. Além da pena de seis anos de prisão, também recebeu multa de mais de R$ 30 mil a serem pagas.

Ele chegou a ficar recluso em Campo Grande, até que em maio deste ano conseguiu o direito de cumprir pena no regime semiaberto. Cerca de um mês após ter esse benefício da Justiça, estava envolvido no atentado ocorrido em Ladário que terminou com a morte do PM Marcelo.

ATENTADO

Todo o contexto que resultou na morte de Marcelo Pimenta tem como foco um homem que está relacionado como vítima.

Essa pessoa, que atua como tatuador em Corumbá e Ladário, conseguiu escapar do atentado que sofreu com tiros de fuzil HK417, que é de uso restrito e usado por exércitos para ações de contraterrorismo, porque se escondeu em um carro blindado que estava na sua garagem.

As investigações conduzidas até agora pelas forças de segurança apontam que o homem, arrolado como vítima, com o PM Marcelo Pimenta, ainda pode auxiliar nas apurações por ser uma testemunha.

Foi inclusive esse homem quem fez o primeiro contato com o 190, da Polícia Militar, para informar sobre os disparos de arma de fogo em Ladário.

A Polícia Civil apontou em inquérito que Everton Viana conhecia essa vítima e ambos teriam desavenças. A PMMS também destacou essa disputa, apontando ainda um possível desarcordo por contra do tráfico de drogas.

Conforme apurado, a vítima do atentado não está mais morando na região de fronteira.

O inquérito que investiga tentativa de homicídio, homicídio, posse de arma de uso restrito e tráfico de drogas segue em tramitação e figura como a única pessoa investigada ainda viva Kalissa das Neves Guadalupe, de 35 anos, ex-namorada de Everton Viana.

Ela não tinha passagens policiais até o dia 30 de junho, quando na casa dela encontraram um arsenal e drogas. Ela segue no presídio feminino de Corumbá.

*SAIBA

Desde a morte do policial militar Marcelo Pimenta, no dia 30 de junho, 10 pessoas morreram em confronto com a polícia, nove até o dia 11. Destes, sete supostos criminosos estavam em municípios na faixa de fronteira do Estado.

Homicídio

Jovem de 26 anos é executado a tiros enquanto trabalhava em loja em MS

Matheus Pereira Alonso foi surpreendido pelo atirador dentro do estabelecimento em Naviraí; suspeito de 24 anos foi preso pouco depois e confessou o crime, conforme o boletim de ocorrência

15/08/2026 10h01

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí. Foto: Reprodução

Continue Lendo...

Um jovem de 26 anos foi assassinado a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí, na região sul de Mato Grosso do Sul. O crime ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (14), e o suspeito foi preso pouco depois, escondido em uma área de vegetação.

A vítima foi identificada como Matheus Pereira Alonso. Conforme informações registradas no boletim de ocorrência, o homicídio aconteceu por volta das 17h.

O suspeito, identificado como Diogo Santos da Silva, de 24 anos, teria entrado no estabelecimento e seguido diretamente em direção ao trabalhador.

Sem que houvesse, conforme as informações disponíveis, qualquer discussão momentos antes do ataque, o homem sacou uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou disparos contra Matheus. Na sequência, deixou o comércio e fugiu.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.Loja de materiais de construção onde Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em Naviraí. Foto: Divulgação.

 

O número exato de tiros que atingiram o jovem não foi informado no registro policial. Matheus caiu dentro do próprio estabelecimento onde trabalhava.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar atendimento, mas, quando as equipes chegaram ao local, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no comércio.

A área foi isolada para o trabalho da perícia. Equipes das polícias Militar e Civil também acompanharam os primeiros levantamentos e iniciaram as buscas pelo responsável pelo assassinato.

Suspeito encontrado em terreno baldio

Após o homicídio, policiais militares realizaram buscas pela região e montaram um cerco para tentar localizar o suspeito. Diogo acabou sendo encontrado escondido em meio à vegetação de um terreno baldio.

Durante a abordagem, os policiais apreenderam uma pistola apontada como a arma utilizada no assassinato. Conforme consta no boletim de ocorrência, o jovem confessou ter entrado na loja e matado Matheus.

Matheus Pereira Alonso, de 26 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava em uma loja de materiais de construção em Naviraí.Diogo Santos da Silva, de 24 anos, foi preso após o crime e, conforme o boletim de ocorrência, confessou ter matado Matheus.Foto: Reprodução.

 

Apesar da prisão e da confissão relatada no registro policial, a motivação para a execução ainda não foi esclarecida e deverá ser uma das principais linhas de apuração da Polícia Civil.

Diogo Santos foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Naviraí, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

A ocorrência foi registrada como homicídio qualificado por emboscada, com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido. A investigação deverá agora buscar esclarecer o que teria motivado o ataque e as circunstâncias que antecederam o assassinato.

VIOLÊNCIA INFANTIL

Pai é preso suspeito de espancar bebê de dois meses

Homem confessou ficar sem paciência com choro da criança e assumiu a agressão

15/08/2026 09h30

Rio Verde News

Continue Lendo...

Um homem, de 31 anos, foi preso durante o início da noite da última quinta-feira (13), suspeito de espancar a filha, de apenas dois meses de vida. O caso aconteceu em Rio Verde de Mato Grosso, município localizado no centro-norte de Mato Grosso do Sul.

Segundo o site Rio Verde News, o bebê deu entrada no Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC) na quarta-feira (12) em estado grave. Com os exames médicos foram identificadas hemorragia cerebral e suspeitas de fraturas na região da cabeça.

Os profissionais suspeitaram do estado clínico da criança, por diversos motivos, entre eles por algumas lesões não aparentarem ser do dia.

Ao ouvir a versão inicial do homem para entender o que tinha acontecido, a equipe médica suspeitou do relato e características dos ferimentos, e então acionou o Conselho Tutelar de Rio Verde (MS), que levou o caso para a Polícia Civil do município.

Para os investigadores, o homem sustentou inicialmente a mesma versão que apresentou a equipe do hospital. Segundo o relato, durante o banho o bebê teria sofrido uma queda e o homem teria caído em sobre o bebê, o que provocou as lesões.

No entanto, posteriormente, ele admitiu ter agredido a criança por perder a paciência. Conforme o novo relato, ele disse que o bebê estaria chorando insistentemente e, por isso, ele perdeu a paciência e o agrediu.

Com a confissão, os policiais deram voz de prisão ao homem e o levaram preso em flagrante para a Delegacia de Polícia Civil da cidade. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva e o homem seguirá preso durante as investigações do caso.

A investigação apontou também, que o bebê estava sob cuidados do pai apenas, pois a mãe estava com outra criança, que necessitava de acompanhamento em uma unidade hospitalar.

O caso está registrado até o momento como maus-tratos e lesão corporal, previstos pelo artigo 136 e 129 do Código Penal.

Conforme a legislação, o crime de maus-tratos prevê aumento de pena quando a vítima é menor de 14 anos, com reclusão de dois a cinco anos como pena base, e maiores penalidades se os maus-tratos resultarem em lesão corporal grave ou morte. A lei prevê aumento de um terço em razão da idade da vítima.

A criança foi tranferida para uma unidade hospitalar de Campo Grande devido aos ferimentos e está internada.

A Polícia Civil está responsável pelo caso e ainda investiga circustâncias das lesões, dinâmica dos fatos, período exato em que ocorreram as lesões, bem como demais necessidades da investigação para esclarecer a situação.

Até o momento, as hipóteses das lesões anteriores a do dia é que teria ocorrido no domingo, mas a possibilidade ainda pode ser confirmada ou descartada pela equipe de investigação.

Violência infantil é crime. Denuncie no Disque 100, pelo Conselho Tutelar, 190 para Polícia Militar ou na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente (DEPCA).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).