Cidades

Redes sociais

Erika Hilton 'descasca' Adriane Lopes por lei que impede uso de banheiros por mulheres trans em MS

Para a deputada, lei seria uma "cortina de fumaça" para as denúncias de corrupção envolvendo o nome de Adriane

Continue lendo...

A deputada federal Erika Hilton (PSOL/SP) afirmou em suas redes sociais que a Lei Municipal 7.615/2026 sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP), que estabelece diretrizes para o uso de banheiros públicos com base no critério de “mulheres biológicas”, foi uma tentativa da política de mudar o foco das investigações por corrupção para gerar comoção. 

Segundo a deputada, Campo Grande lidera rankings de índice de feminicídio e de pior prefeitura do País. A união dos dois fatos serviria para explicar a lei. 

"Sabendo que o enfrentamento ao feminicídio causaria prejuízo com o eleitorado conservador, machista e misógino, os políticos de Campo Grande precisam fingir que estão 'defendendo' alguma mulher. Já a prefeita Adriane Lopes, extremamente impopular e cheia de investigações por CORRUPÇÃO nas costas, precisa mudar de assunto e gerar alguma comoção", afirmou Erika. 

Aprovada na última quarta-feira (22), a lei institui na Capital a "Política Municipal de Proteção da Mulher", que estabelece que banheiros femininos em espaços públicos sejam destinados exclusivamente a mulheres biológicas, ou seja, proíbe a entrada de pessoas trans nestes locais. 

A lei afirma que garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas é forma de "resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento".

Para Erika, a lei é "inconstitucional" e "inaplicável", abrindo precedentes para que "políticos e/ou pervertidos tentem fiscalizar os órgãos de mulheres e meninas nas portas de banheiros" ou, ainda, para que "pessoas odiosas se sintam autorizadas a violentar mulheres trans ou qualquer mulher que fuja do padrão de beleza em banheiros, como mulheres negras e lésbicas". 

Ainda em sua postagem, Hilton enumera investigações envolvendo o nome de Adriane, como o desvio de R$ 156 milhões da saúde pública de Campo Grande, o investimento de R$ 1,2 milhão do dinheiro de aposentados no Banco Master, denúncia de R$ 24,4 milhões para manutenção de semáforos e indícios de fraudes em processos licitatórios com superfaturamento de R$ 62 milhões. 

Ofício

Ainda ontem (5), Erika encaminhou um ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Lei, pedindo a análise da constitucionalidade da norma e a adoção de medidas para levá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento enviado à PGR, a deputada sustenta que a legislação “segrega mulheres trans e travestis ao proibir que usem banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero” e afirma que a norma cria um ambiente de "constrangimento generalizado".

Entenda o Projeto de Lei

A Lei foi sancionada pela Prefeita Adriane Lopes no dia 22 de abril e publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). Ela restringe o uso de banheiros femininos apenas a mulheres "biológicas", vetando o uso por mulheres transexuais. 

A medida integra a "Política Municipal de Proteção da Mulher", instituída em todo o município de Campo Grande. 

O projeto é de autoria do vereador André Salineiro (PL) e foi aprovado em uma votação apertada na Câmara dos Vereadores no dia 26 de março, com 13 votos favoráveis e 11 contrários, além de ter um debate acalorado.

De acordo com o texto, a Política Municipal de Proteção da Mulher terá os seguintes objetivos:

  • I - aplicar a equidade, levando em consideração os aspectos biológicos comuns das mulheres;
  • II - garantir a utilização de banheiros exclusivos às mulheres biológicas, como forma de resguardar a sua intimidade e de combater todo tipo de importunação ou de constrangimento;
  • III - promover palestras, aulas, audiências e debates acerca da importância da valorização da mulher em todos os segmentos sociais.

O item que previa "promover a concorrência, em igualdade biológica de condições, nos critérios de avaliação de certames públicos municipais, bem como nas práticas esportivas que contemplarem testes de aptidão física" foi vetado pela Prefeita na publicação oficial. 

A lei também determina a adaptação de estruturas públicas e a fiscalização de estabelecimentos privados para garantir o cumprimento das medidas e evitar qualquer tipo de constrangimento às mulheres.

Além disso, o município não poderá apoiar ou patrocinar eventos esportivos que não considerem o sexo biológico das participantes.

 

Operação

Homem é preso em Campo Grande por armazenar conteúdo de abuso sexual

Operação Aeges 4 cumpriu mandatos de busca e apreensão na Capital

09/07/2026 10h55

A Polícia Federal deflagrou Operação Aeges 4 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet

A Polícia Federal deflagrou Operação Aeges 4 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet Divulgação Polícia Federal

Continue Lendo...

Na última terça-feira (7), a Polícia Federal realizou o cumprimento de um mandato de busca e apreensão contra um homem que armazenava conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. 

Durante a batida policial, o homem em questão foi preso em flagrante, além dele um aparelho de telefone celular, que continha o conteúdo e foi levado para à perícia, para intensificar a investigação. 

O material será submetido à perícia técnica, que deve analisar o conteúdo armazenado e verificar a possível participação de outras pessoas nos crimes investigados.

A operação faz parte de um conjunto realizado para combater este tipo de crime e já ocorreu outras vezes no estado, sendo uma delas em Anastácio, no último mês de abril. 
 

audiência de custódia

Justiça mantém prisão de ex-prefeito e duas empresárias alvos do Gaeco

Ontem, outros nove investigados tiveram a prisão preventiva decretada; Esquema prometia vagas no SUS em troca de contratos fraudulentos

09/07/2026 10h31

Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira

Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira Foto: Paulo Ribas

Continue Lendo...

Mais três pessoas tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva por envolvimento em esquema criminoso através de contratos fraudulentos de livros, desmantelado em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na última terça-feira (8).

Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (9), a prisão foi mantida para o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, que atualmente trabalhava na Polícia Civil.

Junior Vasconcelos também foi afastado compulsioriamente do cargo de escrivão da Polícia Judiciária, pertencente ao quadro efetivo da Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Também teve a prisão preventiva decretada e Jéssica Burgatt, filha de Ed Carlos Britto Burgatt, que atuava como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Rossana Jafar é a terceira investigada que a Justiça manteve a prisão nesta quinta. Ela teria assumido o comando da Gráfica Alvorada após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19.

Além das três audiências de hoje, passaram por audiência de custódia na quarta-feira e continuam presos:

  • Ed Carlo Britto Burgatt
  • Olívia Jafar
  • Felipe Paroschi Jafar
  • Joatan Gomes Peixoto
  • Matheus Oliveira Peixoto
  • Francisco Anizio dos Santos
  • Paulo Rogerio de Melo
  • Douglas Henrique de Melo
  • Gabriel Taquino de Paula

Na operação Gutenberg, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Esquema

O esquema desmantelado pelo Gaeco consistia na promessa de vagas em hospitais em troca de contratos fraudulentos de livros paradidáticos. A organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos.

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

O MPMS constatou ainda, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

Alvos

Um dos presos é Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Conforme apurado pelo Correio do Estado, ele seria o mediador do esquema, já que se utilizaria do seu cargo para “oferecer” vantagem na regulação hospitalar para prefeitos.

Em troca das vagas, era solicitado que uma empresa parceira fosse contratada pela administração municipal para “fornecimento de livros paradidáticos”, uma cortina de fumaça para dividir os lucros do contrato assinado.

Essa empresa seria a Gráfica Alvorada, que está ligada diretamente a Olívia e Rossana Jafar, que foram presas nesta operação e teriam assumido o comando da livraria após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19. Em tese, elas teriam continuado o esquema que já existia desde antes da pandemia.

Além de Rossana e Olívia Jafar e Ed Carlos Burgatt, há a confirmação de que foram presos Felipe Paroschi Jafar, Joatan Gomes Peixoto, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anizio dos Santos, Paulo Rogerio de Melo e Jéssica Burgatt, filha do coordenador do Core.

Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e que atualmente ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP), também foi alvo da investigação.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).