Cidades

Operação Gutenberg

Ex-prefeito de MS e escrivão é afastado da Polícia Civil após ser preso

Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos, foi preso durante a Operação Gutenberg, que investiga fraude e desvio de dinheiro nos setores da educação e saúde

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Na edição desta quinta-feira (9) do Diário Oficial do Estado (DOE), foi publicado o afastamento compulsório de Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, o Junior Vasconcelos, do cargo de escrivão da Polícia Judiciária, pertencente ao quadro efetivo da Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

O prazo da suspensão durará o tempo em que perdurar a medida cautelar. Foi determinado o recolhimento da arma, carteira funcional e demais pertences do patrimônio público destinados ao policial, além da suspensão de senhas e logins de acesso aos bancos de dados da instituição policial, sistema SIGO, INFOSEG, suspensão de férias.

O afastamento foi assinado pelo delegado e corregedor-geral da Polícia Civil Clever José Fante Esteves. O ex-prefeito de Fátima do Sul, Junior Vasconcelos, foi preso na última terça-feira (7), durante a Operação Gutenberg, que investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em fraudar procedimentos de compras públicas, principalmente por meio de contratações diretas para aquisição de livros paradidáticos.

O grupo contava com a participação de empresários e servidores públicos que direcionavam contratos e dividiam recursos obtidos de forma ilícita. Os valores movimentados ultrapassaram os R$ 27 milhões.

As investigações apontam ainda que integrantes da organização utilizavam a influência de servidores da área da saúde para condicionar a liberação de exames, cirurgias e vagas hospitalares na rede estadual à compra dos livros comercializados pelo grupo.

Além do ex-prefeito de Fátima do Sul, também foram presos:

  • Ed Carlo Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria Estadual de Saúde (SES); 
  • Jéssyca Duarte Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo;
  • Rossana Jafar, sócia-administradora da Gráfica Alvorada;
  • Olívia Paroschi Jafar, médica e empresária, filha de Rossana;
  • Felipe Paroschi Jafar, servidor comissionado da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e filho de Rossana;
  • o empresário Paulo Rogério de Melo e seu filho Douglas Henrique de Melo;
  • Gabriel Taquino de Paula, advogado;
  • Francisco Anizio dos Santos, empresário;
  • Joatan Gomes Peixoto, dono da Editora Avante e da Souza & Fanaia Comércio de Livros e Serviços, sediada em São Paulo (SP),;
  • Matheus Oliveira Peixoto, filho de Joatan

Na quarta-feira (8), foi publicado no Diário Oficial do Estado as exonerações de Ed Carlo Britto Burgatt e Felipe Paroschi Jafar. 

Em nota divulgada na terça-feira (7), o Governo do Estado afirmou que mantém ações permanentes de compliance e transparência e que determinou o afastamento e/ou exoneração dos servidores envolvidos nas investigações.

O governo informou ainda que, além de acompanhar as diligências conduzidas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), instaurou auditoria interna para apurar procedimentos relacionados ao caso.

Operação

Homem é preso em Campo Grande por armazenar conteúdo de abuso sexual

Operação Aeges 4 cumpriu mandatos de busca e apreensão na Capital

09/07/2026 10h55

A Polícia Federal deflagrou Operação Aeges 4 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet

A Polícia Federal deflagrou Operação Aeges 4 com o objetivo de combater crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados na internet Divulgação Polícia Federal

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Na última terça-feira (7), a Polícia Federal realizou o cumprimento de um mandato de busca e apreensão contra um homem que armazenava conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. 

Durante a batida policial, o homem em questão foi preso em flagrante, além dele um aparelho de telefone celular, que continha o conteúdo e foi levado para à perícia, para intensificar a investigação. 

O material será submetido à perícia técnica, que deve analisar o conteúdo armazenado e verificar a possível participação de outras pessoas nos crimes investigados.

A operação faz parte de um conjunto realizado para combater este tipo de crime e já ocorreu outras vezes no estado, sendo uma delas em Anastácio, no último mês de abril. 
 

audiência de custódia

Justiça mantém prisão de ex-prefeito e duas empresárias alvos do Gaeco

Ontem, outros nove investigados tiveram a prisão preventiva decretada; Esquema prometia vagas no SUS em troca de contratos fraudulentos

09/07/2026 10h31

Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira

Audiência de custódia foi realizada nesta quinta-feira Foto: Paulo Ribas

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Mais três pessoas tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva por envolvimento em esquema criminoso através de contratos fraudulentos de livros, desmantelado em operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na última terça-feira (8).

Em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (9), a prisão foi mantida para o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, que atualmente trabalhava na Polícia Civil.

Junior Vasconcelos também foi afastado compulsioriamente do cargo de escrivão da Polícia Judiciária, pertencente ao quadro efetivo da Secretaria de Estado Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Também teve a prisão preventiva decretada e Jéssica Burgatt, filha de Ed Carlos Britto Burgatt, que atuava como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Rossana Jafar é a terceira investigada que a Justiça manteve a prisão nesta quinta. Ela teria assumido o comando da Gráfica Alvorada após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19.

Além das três audiências de hoje, passaram por audiência de custódia na quarta-feira e continuam presos:

  • Ed Carlo Britto Burgatt
  • Olívia Jafar
  • Felipe Paroschi Jafar
  • Joatan Gomes Peixoto
  • Matheus Oliveira Peixoto
  • Francisco Anizio dos Santos
  • Paulo Rogerio de Melo
  • Douglas Henrique de Melo
  • Gabriel Taquino de Paula

Na operação Gutenberg, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Esquema

O esquema desmantelado pelo Gaeco consistia na promessa de vagas em hospitais em troca de contratos fraudulentos de livros paradidáticos. A organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 27 milhões dos cofres públicos.

A investigação aponta a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, mais especificamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos correlatos. 

A fraude ocorreu em Campo Grande e teve atuação em diversos municípios do Estado, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. 

Os investigados se valiam de servidores públicos corrompidos para fraudar e direcionar procedimentos de compras públicas, mediante contratação direta, sem licitação, para a aquisição de livros paradidáticos.

Os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam R$ 27 milhões, que eram divididos entre os integrantes, sendo servidores públicos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.

O MPMS constatou ainda, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores da área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

A organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios.

Alvos

Um dos presos é Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial (Core) da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Conforme apurado pelo Correio do Estado, ele seria o mediador do esquema, já que se utilizaria do seu cargo para “oferecer” vantagem na regulação hospitalar para prefeitos.

Em troca das vagas, era solicitado que uma empresa parceira fosse contratada pela administração municipal para “fornecimento de livros paradidáticos”, uma cortina de fumaça para dividir os lucros do contrato assinado.

Essa empresa seria a Gráfica Alvorada, que está ligada diretamente a Olívia e Rossana Jafar, que foram presas nesta operação e teriam assumido o comando da livraria após a morte de Mirched Jafar Júnior em abril de 2021, em razão de complicações da Covid-19. Em tese, elas teriam continuado o esquema que já existia desde antes da pandemia.

Além de Rossana e Olívia Jafar e Ed Carlos Burgatt, há a confirmação de que foram presos Felipe Paroschi Jafar, Joatan Gomes Peixoto, Matheus Oliveira Peixoto, Francisco Anizio dos Santos, Paulo Rogerio de Melo e Jéssica Burgatt, filha do coordenador do Core.

Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul e que atualmente ocupa cargo no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP), também foi alvo da investigação.

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