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NOVIDADE

Escola cívico-militar traz expectativa a pais, alunos e professores

No primeiro dia de aula estudantes receberam orientações dos educadores e militares
02/03/2020 11:53 - Camila Andrade Zanin


 

A nova escola cívico-militar Alberto Elpídio Ferreira Dias, no Jardim Anache, dá boas-vindas aos alunos nesta segunda-feira (2). Os diretores, coordenadores, professores e militares receberam e orientaram os novos alunos, que estavam ansiosos pelo início das aulas. 

O diretor da escola, Rudinei Siqueira, ressalta a grande procura dos pais. “A designação dos alunos foi feita pela central de matrícula. A maioria vem da região, e para alguns bairros próximos”. Aqui em Campo Grande esses locais não foram mapeados, mas estarão dentro dos pré-requisitos.

A coordenadora Eliana Verneque destacou ao Correio do Estado que a procura por vagas na unidade foi alta.  Eliana lamenta que as vagas já tenham se encerrado e explica. “Tínhamos 360 vagas disponíveis. Porém, a procura foi tanta que aumentamos para 415”.

O Governo Federal permitiu a abertura de duas escolas cívico-militares por ano. De acordo com a coordenadora, o pré-requisito para escolher onde essas escolas se instalarão são bairros de alta vulnerabilidade social e Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) baixo. "O objetivo da escola é a excelência da gestão em educar. Os oficiais também tomaram conta do lado de fora, do entorno da escola, para evitarem brigas, violência e bullying".

Rudinei ainda comemora a participação ativa e animação dos pais. “Realizamos uma reunião de pais antes das aulas começarem, e recebemos mais de 600 pessoas aqui. Os pais estão presentes, o aproveitamento foi de 90%”. Ele reforça que a ‘’família presente’’ está muito além de acompanhar o filho nas aulas. “A família tem que estar presente em todos os momentos. Em casa, na hora do lazer, até os momentos mais importantes e sérios”.

 
 

O professor, diretor-adjunto e coronel Francisco Carlos da Silva Rojas explica que a escolha dos pais, pela escola, veio por expectativa de um ensino forte e disciplinar. “Os pais estão preocupados com a educação em geral no Brasil. Apresentamos uma proposta de qualidade, e eles acreditam que com a metodologia cívica militar, isso acontecerá”

A proposta da corporação da escola é que o aluno aprenda e tenha condições de ser um ‘aluno-protagonista’. “O aluno tem que participar efetivamente das aulas, criar hábitos de estudo, realizar as tarefas que serão passadas para realizar em casa. Vamos apresentar uma nova visão de mundo e com certeza conseguiremos mudar o olhar de nossas crianças”, explica Rojas.

Ele afirma que o problema do ensino atual no país é que, muitas vezes, o professor não tem condições de trabalhar, e que ali será diferente. “Vamos acolher e receber esse aluno independente de origem social e econômica dele. Vamos tratar todos como alguém capaz. Aqui não tem filho de médico, filho de gente pobre ou de gente rica”.

Os alunos também mostram muita expectativa por essa nova realidade. A aluna do 6º ano, Isadora Haustein, de 10 anos, contou ao Correio do Estado que a escolha de vir para essa escola foi dela, e que toda família a apoiou. “É uma escola diferente, com mais educação. Eu nunca vi essa disciplina em outros lugares. Estou bem ansiosa, minha sala está lotada”. 

 
 

ROTINA E NOVIDADE

Os professores, coordenadores e oficiais passaram por uma formação para que os alunos sejam atendidos de forma digna. O horário das aulas é das 6h40 até às 16h30, e antes dos alunos irem para a sala de aula, acontecerá o canto do hino nacional. Com três refeições e um total de nove aulas por dia, os oficiais não entrarão em sala de aula e atuarão como monitores.

Apenas neste primeiro dia de aula os oficiais do Corpo de Bombeiros Militar passaram nas salas dando orientações que valem para todo o ano letivo, aos alunos. A nova disciplina: "Educação/Cidadania" será lecionada por um professor docente como todas as outras matérias, e terá como foco o entendimento de respeito, valores, projeto de vida, protagonismo, ordem. Os Bombeiros Militares atuarão como instrutores, trazendo a parte do civismo, hasteamento da bandeira, e importância da uniformização (farda).

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!