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Escola de Governo vai atender os municípios

Escola de Governo vai atender os municípios

DA REDAÇÃO

27/04/2011 - 00h01
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A Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul realiza hoje (27) a solenidade de comemoração dos seus 10 anos. Durante o evento será lançado o Programa de Parcerias para o Desenvolvimento de Competências nos Municípios que marca a nova fase da instituição, cujo objetivo é capacitar também os servidores públicos municipais.
Instituída através de Decreto Estadual n° 10.343, de 27 de abril de 2001, a Fundação foi criada com a finalidade de promover a valorização e o desenvolvimento do servidor público, por meio de um programa permanente de capacitação, elevando o nível de qualidade e efetividade dos serviços prestados ao cidadão.
De acordo com o diretor-presidente, Édio de Souza Viegas, a Escola de Governo tem garantido aos servidores públicos a oportunidade de ampliar conhecimentos e adotar atitudes profissionais voltadas ao cumprimento de seus deveres com ética e eficiência. “As atividades realizadas pela instituição têm como base a política de Gestão de Pessoas por Competência que busca adequar o potencial individual do servidor às necessidades da administração pública”, acrescentou.


Cursos no interior

O Programa de Parcerias para o Desenvolvimento de Competências nos Municípios será lançado durante a solenidade com a assinatura do protocolo de intenções entre o Governo do Estado e as prefeituras.
“Levar qualificação para os servidores municipais é o novo objetivo da Fundação que confirma o compromisso de municipalização firmado pelo Governo do Estado”, destacou o diretor-presidente.
O evento está marcado para as 14 horas no auditório da Governadoria e contará com a presença do governador André Puccinelli, prefeitos, representantes de instituições parceiras, instrutores, servidores e todos que contribuem para a concretização das ações da Escola de Governo.

FEMINICÍDIO

Preso por matar modelo no RJ e morto em cela era de MS

Endreo Lincoln já tinha ficha criminal desde 2011, quando atropelou um policial e tentou fugir do local

23/04/2026 08h15

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses Foto: Reprodução

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Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, preso em flagrante pela morte da modelo Ana Luiza Mateus, de 29 anos, era natural de Mato Grosso do Sul. Após a prisão, o suspeito foi encontrado morto na tarde de ontem (22) dentro de uma cela na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), no Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, o homem se enforcou com uma bermuda.

Durante as investigações após a morte da modelo baiana, o suspeito se apresentou utilizando um documento de identificação em nome do irmão, que mora no Paraná.

De acordo com delegado Renato Martins, durante o depoimento, Endreo afirmou ser “culpado” pela morte, embora não tenha admitido diretamente a autoria do crime.

“Ele dizia não ter cometido o ato, mas repetia que era o culpado, independentemente disso. Também relatou comportamentos abusivos, com agressões morais e psicológicas contra a vítima”, explicou o delegado.

O casal mantinha um relacionamento há cerca de três meses. O suspeito afirmou que a última discussão ocorreu após a modelo querer terminar o namoro.

Testemunhas relataram que ambos chegaram discutindo ao condomínio de luxo Alfapark, na Barra da Tijuca. Após o desentendimento, ele deixou o local, mas retornou pouco tempo depois.

Segundo os funcionários do prédio, eles orientaram Ana Luiza a sair do apartamento caso o namorado voltasse. A modelo afirmou que viajaria de volta para sua casa na Bahia no dia seguinte e já tinha passagem comprada.

Porém, o feminicídio acabou ocorrendo antes dela viajar e a modelo foi encontrada morta por volta das 5h30, após cair do 13º andar do edifício.

A polícia apura a possibilidade de que o suspeito tenha alterado a cena antes de deixar o local.

Relatos de testemunhas e mensagens analisadas pela Polícia Civil reforçam que o relacionamento era abusivo e marcado por episódios de ciúmes excessivos.

Histórico criminal

Em 2011, Endreo Lincoln foi preso e condenado a três anos de prisão em regime aberto por atropelar um policial civil, na saída de uma festa. Ele tentou fugir do local, mas foi baleado pelo policial.

Além disso, Endreo também foi preso preventivamente suspeito de cometer crimes contra uma ex-namorada. Ele era suspeito de ter praticado estupro, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra a mulher, em Campo Grande.

Um outro caso foi em junho de 2019, quando foi baleado pelo próprio pai após uma briga. O homem alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que disparou contra o filho após o rapaz tentar invadir sua casa. Na época, Endreo dizia que tinha uma dívida de R$ 2 milhões com o pai, mas a defesa dele contestou a informação e afirmou que o filho exigia R$ 200 mil para cursar Medicina no Paraguai.

Educação

Campeã de gasto com publicidade, UFMS ainda tem sobra de vagas

Relatório do TCU analisou 69 universidades públicas e mostrou que a de Mato Grosso do Sul gastou R$ 4,5 milhões em 5 anos

23/04/2026 08h00

Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), com relatório divulgado neste mês de abril, apontou que a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) já gastou mais de R$ 4,5 milhões em recursos públicos voltados para a publicidade ao longo de cinco anos para divulgar a instituição e suas vagas de cursos.

Mesmo com esses gastos, a universidade pública ainda não consegue garantir que todas as vagas oferecidas sejam preenchidas, o que o órgão fiscalizador avalia como uma problemática a ser enfrentada.

A fiscalização do TCU foi feita para mapear um problema crônico no País, que afeta também o Estado: a falta de ocupação de novas vagas no Ensino Superior. Essa situação passou a ser mais preocupante a partir de 2020 e ainda persiste. 

O Censo da Educação Superior, com dados já consolidados entre 2019 e 2022, mostrou que a ocupação de vagas novas nas universidades federais sofreu uma redução de cerca de 17%. Essa condição prosseguiu até 2024.

Mesmo com os recursos milionários já investidos entre 2019 e 2023, a UFMS ainda não conseguiu garantir a ocupação total de suas vagas.

Contudo, o relatório da auditoria mostra que a UFMS representa ainda um caso melhor na comparação com o cenário nacional. O atual deficit no preenchimento de vagas gira em torno de 8%, abaixo da média do Brasil. 

Para o ingresso deste ano, por exemplo, quando foram ofertadas 9,5 mil vagas para 128 cursos em 10 municípios de Mato Grosso do Sul, ficaram 760 vagas ociosas.

No total, 69 universidades federais foram avaliadas na auditoria para examinar o acesso e o fenômeno da ociosidade (não ocupação) de vagas oferecidas por meio de processos seletivos nos cursos de graduação dessas instituições, com relatoria do ministro Bruno Dantas. 

Além das universidades, a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC) também foram auditadas.
Por conta das condições identificadas, o documento assinado pelos ministros Jorge Oliveira, Walton Alencar Rodrigues, Augusto Nardes, Bruno Dantas, Antonio Anastasia, Marcos Bemquerer Costa e Augusto Sherman Cavalcanti definiu 19 obrigatoriedades a serem seguidas para tentar equalizar as deficiências do ensino público federal, seguindo as premissas da meta 12 (acesso e expansão da Educação Superior), do Plano Nacional de Educação (PNE).

Entre as recomendações e determinações estão a promoção de eventos e fomento de estudos para discussão do processo híbrido de ensino e aprendizagem, alterações no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para incentivar que alunos aprovados possam pleitear vagas de forma menos burocrática tanto em primeira como em segundas chamadas, realizar ações permanentes de divulgação institucional em meios de comunicação, ampliação de ofertas de cursos na modalidade a distância (EaD) e considera a possibilidade de ensino híbrido em casos específicos, além da redução de carga horária e promoção de maior aderência da grade de aulas às necessidades dos estudantes e da sociedade. 

POSIÇÃO DA UFMS

A fiscalização do TCU mostrou que só a UFMS, entre as 69 universidades auditadas, fez um cronograma de gastos com publicidade para promover o ingresso de novos alunos.

UFMS foi a única universidade a investir em publicidade, diz TCU - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado 

“A UFMS é a única universidade federal que realizou alguma campanha de divulgação de forma sistemática nos últimos 4 anos registrada no Sicom. Salienta-se que ocorreu divulgação institucional dos Institutos Federais (R$ 1.195.000,00 em 2023), estando previstos R$ 4 milhões/ano na licitação que estava em andamento em 2024, para a mesma finalidade”, detalhou o relatório.

A instituição também se posicionou e apontou que vem atuando com uma variedade de opções para tentar garantir o ingresso de novos alunos.

“A UFMS tem uma das menores taxas de ociosidade no ingresso do País devido a oferta de diversos processos seletivos como Vestibular, Programa de Avaliação Seriada Seletiva – PASSE, Sistema de Seleção Unificada – SISU, Processo Seletivo de Atletas de alto Rendimento Esportivo, Processo Seletivo Olimpíadas do Conhecimento e Ingresso para pessoas com 60 anos de idade ou mais, além de entradas específicas para portadores de diploma, refugiados e transferência externa”, informou, via assessoria de imprensa. 

As orientações que o TCU indicou para adequação de cursos também já vem sendo tomadas, conforme a universidade. 

“Outra estratégia de sucesso foi a revisão dos projetos pedagógicos dos cursos, reduzindo as cargas horárias e turnos e também a duração dos cursos. A UFMS também oferece auxílios e bolsas que incentivam a permanência e a conclusão dos cursos de graduação”, apontou o relatório. 

Ainda assim, as maiores deficiências de ingressos estão concentradas em cursos que vão formar novos professores. 
“Com uma taxa de 92% de ocupação, a UFMS enfrenta maior desafio nos cursos de licenciatura”, completou.

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