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Estado anuncia R$ 65 milhões para obras de infraestrutura em aeroportos de Mato Grosso do Sul

Sete municípios do interior serão contemplados pelo investimento; cronograma deve ser entregue ao governador até o dia 15 de abril

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No primeiro quadrimestre deste ano, o Governo do Estado irá investir mais de R$ 65 milhões em obras de infraestrutura em aeroportos de sete municípios do interior do Estado.

O valor faz parte do plano de investimento de R$ 250 milhões até 2026 destinado ao Plano Aeroviário, visando o desenvolvimento da infraestrutura aérea em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.

A previsão é de que a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) entregue até o dia 15 de abril um cronograma abrangente das obras ao governador Eduardo Riedel.

Aeroporto de Coxim (Chico Ribeiro)

Essas obras compreendem serviços de restauração e implantação de aeroportos, essenciais para impulsionar o desenvolvimento regional.

Na edição do Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (5), o Governo publicou os contratos de dois aeroportos: de Inocência, onde serão feitas obras de implantação de pista de pouso e decolagem, pista de taxiway, pátio e cerca operacional, no valor de R$ 15,4 milhões; e no município de Camapuã que irá receber obras de restauração nas pistas de pouso de decolagem e de taxiway e no pátio de aeronaves, com mais de R$ 6,4 milhões investidos.

Os contratos deverão ser executados e totalmente concluídos dentro do prazo de 180 dias consecutivos, contados da data do recebimento da Ordem de Início dos Serviços (OIS). 

Foto: Chico Ribeiro

Alinhamentos finais para a emissão das Ordens de Início de Serviços (OISs) foram acertados em uma reunião entre o secretário da pasta, Hélio Peluffo, e o superintendente Logístico e coordenador de Transporte Aéreo, Hidroviários e Ferroviários da Seilog, Derick Hudson Machado de Souza. Essa cooperação visa definir as diretrizes de desenvolvimento para os aeroportos selecionados e analisar o cronograma das obras em execução.

"Por ordem do governador estamos revisando o plano de investimentos nos aeroportos por entender a necessidade que esse setor possui para atender as demandas das regiões e também a iniciativa privada", explica Peluffo.

Mato Grosso do Sul têm apresentado crescimento exponencial quando o assunto é investimentos privados. Foram R$ 76 bilhões nos últimos 10 anos, sendo R$ 17 bilhões apenas no ano passado. Ações que têm gerado competitividade para os negócios e garantido infraestrutura de qualidade, incluindo as obras dos aeródromos e aeroportos.

Os investimentos nesta etapa contemplam os municípios de: Cassilândia (R$ 6.765.545,83), Jardim (R$ 6.550.220,63), Naviraí (R$ 6.126.306,29), Camapuã (R$ 6.685.718,35), Paranaíba (R$ 5.387.959,28), Água Clara (R$ 18.177.388,70) e Inocência (R$ 15.519.817,01).

Esse cenário tem gerado competitividade para os negócios e garantido infraestrutura de qualidade, incluindo as obras dos aeródromos e aeroportos.

"O plano aeroviário não só visa o crescimento do setor, mas também busca trazer facilidades aos turistas, promover o desenvolvimento econômico do estado e atrair novos investimentos para as cidades envolvidas", destaca o superintendente Derick Machado.  

Além do valor anunciado nesta sexta-feira, o Estado possui investimentos totais de mais de R$ 71,6 milhões até o momento (obras em execução e em processo de licitação), na elaboração de projetos, construção, reforma e ampliação de aeroportos em Dourados, Bonito, Corumbá, Campo Grande, Maracaju, Inocência, Água Clara, Camapuã, Cassilândia, Jardim, Naviraí, Paranaíba, Costa Rica e São Gabriel do Oeste.

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Tempestade

Mais de 18 horas após tempestade, semáforos continuam apagados na Capital

Danos provocados pelas rajadas de até 90 km/h afetaram a rede elétrica e comprometeram a sinalização em vários cruzamentos

11/09/2026 13h00

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande

Cruzamento movimentado opera sem semáforo após a tempestade que atingiu Campo Grande Foto: João Pedro Zequini / Correio do Estado

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Após a tempestade que atingiu Campo Grande na tarde da última quinta-feira (10), diversos semáforos continuam sem funcionar, causando transtornos no trânsito em vários pontos da Capital.

Além da forte chuva, o temporal foi acompanhado por rajadas de vento entre 86 km/h e 90 km/h, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A ventania danificou a rede elétrica e comprometeu o funcionamento da sinalização semafórica.

A Avenida Mato Grosso está entre as vias mais afetadas. No sentido Centro–Bairro, no trecho entre as ruas Rui Barbosa e Itiquira, apenas o cruzamento com a Rua Rio Grande do Sul permanece com o semáforo desligado.

No sentido Bairro–Centro, a situação é mais crítica. Entre a Rua Itiquira e a Avenida Calógeras, vários cruzamentos continuam sem sinalização semafórica.

Os semáforos seguem desligados nos cruzamentos da Avenida Mato Grosso com as ruas Alagoas, Espírito Santo, José Alencar, Bahia, 25 de Dezembro, Arthur Jorge, 13 de Junho, José Antônio, Rio Grande do Sul, Padre João Crippa e Rui Barbosa. 

Os equipamentos dos cruzamentos com as ruas Pedro Celestino, 13 de Maio e 14 de Junho funcionam normalmente.

Na Avenida Calógeras, também foram registrados pontos sem sinalização semafórica nos cruzamentos com as ruas Maracaju e Cândido Mariano.

Mais de 18 horas após a tempestade, equipes ainda trabalham para reparar os danos provocados pela queda de árvores, postes e cabos da rede elétrica. 

Enquanto os equipamentos não são restabelecidos, motoristas devem redobrar a atenção e reduzir a velocidade ao passar pelos cruzamentos afetados.

corrupção

Alir Terra repassou contratos milionários a ex-sócio logo após assumir hospital

A presidente da Santa Casa e o dono das empresas que controlam o plano de saúde do hospital foram presos em operação do MPMS nesta sexta-feira (11)

11/09/2026 12h42

A presidente da Santa Casa rompeu com outra empresa apenas 19 dias após assumir o hospital

A presidente da Santa Casa rompeu com outra empresa apenas 19 dias após assumir o hospital

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A operadora do plano de saúde da Santa Casa de Campo Grande, Duarte & Cruz, que foi alvo da operação do Ministério Público nesta sexta-feira (11) foi contratada cerca de três semanas depois de a advogada Alir Terra Lima assumir a presidência do hospital.

Conforme denúncias do advogado Oswaldo Meza, ela e o controlador da empresa, o também advogado Paulo da Cruz Duarte, haviam sido sócios em um escritório de advocacia. Ambos foram presos nesta sexta-feira acusados pelo desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões no plano de saúde do hospital somente no ano passado.

Depois de vencer a eleição com 49 votos, contra 39 da chapa concorrente, Alir Terra assumiu o hospital no dia 2 de janeiro de 2023. No dia 19 do mesmo mês ela comunicou a antiga operadora, a Plural, que fora contratada em 12 de abril de 2018, que estava rompendo o contrato. Na sequência, contratou as empresas do seu ex-sócio para operar o plano de saúde.

Mas, pelas cláusulas contratuais, qualquer rescisão só poderia ocorrer por meio de notificação formal com prazo de 90 dias de antecedência. Ocorre que a Santa Casa, antes mesmo de notificar a Plural, começou a veicular anúncios descredenciando a ex-parceira de negócios. Por conta disso, a Plural move três ações judiciais exigindo indenização do hospital.

Para defender o hospital, foi contratado o escritório de advocacia Duarte Cruz. Mas, segundo denúncia de Oswaldo Meza, Paulo da Cruz Duarte é ex-sócio da advogada Alir Terra.

Praticamente ao mesmo tempo, Paulo da Cruz Duarte, além de atuar na advocacia, passou a atuar na área da saúde, o que lhe garantiu exclusividade para comercializar os planos de saúde da Santa Casa Saúde.

E se não bastasse a entrega do plano de saúde ao escritório de advocacia comandado por Paulo Duarte, a presidente da Santa Casa ainda repassou a ele centenas de ações judiciais contra o poder público, através das quais cobra a restituição por serviços prestados a pacientes encaminhados ao hospital via decisões judiciais. Essas ações, pelo fato de serem em grande número, resultam ao final em valores significativos a título de honorários sucumbenciais, denuncia o advogado Oswaldo Meza.

Nesta sexta-feira o Ministério Público fez uma informou ter identificado irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico, grupo esse controlado pelo advogado Paulo Cruz.

Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, eles eram sócios em um escritório de advocacia, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado. A apuração apontou que, somente no ano passado a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões ao hospital.


De acordo com Oswaldo Meza, “o ponto sensível não é apenas a atuação jurídica em si, mas o fato de o advogado manter diversas empresas no ramo da saúde, concentradas no mesmo endereço comercial, atuando em segmentos como telemedicina, planos de saúde, medicamentos e tecnologia aplicada à saúde”.

Levantamentos realizados em bases públicas de CNPJ indicam que Paulo da Cruz Duarte figura como sócio ou administrador de múltiplas empresas diretamente ligadas ao mercado da saúde. Essas empresas compartilham o mesmo endereço empresarial, localizado na Rua Hélio Yoshiaki Ikeziri, nº 34, no bairro Royal Park, em Campo Grande, o que indica uma estrutura centralizada de negócios no mesmo setor econômico. E foi este endereço que sofreu devasse do MPMS nesta sexta-feira.

Para Oswaldo Meza, “entidades que lidam com vidas humanas, recursos públicos e serviços essenciais, a ética não pode ser apenas formal; precisa ser visível, ativa e transparente. Quando vínculos privados se sobrepõem ao ambiente de gestão pública ou filantrópica, o ônus da explicação recai sobre quem administra”.

Na operação desta sexta-feira, o Ministério Público cumpriu 36 mandados de busca e apreensão e seis de prisão. Além dos contratos relativos ao plano de saúde, também foi alvo um contrato que teria de digitalização de prontuários por meio do qual teriam sido desviados R$ 1,4 milhão em um ano. 

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