Cidades

Plano estadual

Estado aposta em emprego formal e renda para combater trabalho escravo em MS

Iniciativa estabelece ações integradas de prevenção, fiscalização e proteção às vítimas

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Com foco na ampliação do trabalho formal e na redução da extrema pobreza, o Governo de Mato Grosso do Sul lançou nesta quarta-feira (28) o Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. A iniciativa estabelece ações integradas de prevenção, fiscalização e proteção às vítimas, organizadas nos eixos de governança, prevenção, repressão e proteção social, ação que tem vigência prevista de dez anos e será revista ao fim da prmeira metade. 

O Plano foi apresentado em evento no Bioparque Pantanal, na Capital, e é resultado de um processo iniciado em maio de 2025, conduzido pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS), com orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e participação de instituições públicas e da sociedade civil.

Entre as diretrizes centrais estão políticas voltadas à geração de emprego e renda, ao desenvolvimento regional e à qualificação profissional, consideradas estratégicas para reduzir a exposição de trabalhadores a formas precárias de inserção laboral e à migração forçada por falta de alternativas locais.

No campo da qualificação, o Estado estruturou instrumentos para ampliar o acesso da população à formação profissional, como a plataforma MS Qualifica Digital, que reúne informações sobre cursos gratuitos, presenciais e a distância ofertados por instituições públicas e parceiras. A proposta é facilitar o acesso à informação e ampliar as oportunidades de inserção produtiva, especialmente entre trabalhadores em situação de vulnerabilidade.

Em todo o país,  2.004 trabalhadores de condições análogas às de escravo foram resgatados em 2024, segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O número foi de 3,2 mil trabalhadores em 2023 e os 2,5 mil de 2022. Ao longo do último ano, 92 pessoas foram resgatadas em situações de trabalho escravo em MS. 

O Plano também prevê ações específicas voltadas a públicos mais expostos ao risco de exploração, como povos indígenas, por meio de iniciativas de qualificação adequadas às realidades territoriais e do monitoramento de fluxos de migração laboral sazonal, especialmente em atividades agrícolas em outras regiões do país.

Durante o lançamento, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, afirmou que o Plano consolida uma política pública de longo prazo voltada ao desenvolvimento com justiça social.

“Não existe desenvolvimento econômico sem respeito aos direitos humanos. O plano consolida uma atuação integrada do Estado para prevenir, combater e erradicar o trabalho escravo, garantindo dignidade, proteção social e oportunidades aos trabalhadores”, disse.

Além das ações preventivas, o documento prevê o fortalecimento da fiscalização, a criação de um fundo estadual específico, medidas de acolhimento pós-resgate e estratégias de reintegração socioeconômica das vítimas.

A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS), Cândice Arosio, destacou que o lançamento ocorre no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo e reforça a atuação articulada entre as instituições envolvidas.

“O plano estabelece responsabilidades claras entre os parceiros e trata o tema de forma mais efetiva, a partir dos eixos de governança, prevenção, repressão e proteção às vítimas”, afirmou.

A coordenadora da Coetrae-MS, Janaína Carlin, explicou que o Plano também institui um Fluxo Estadual de Atendimento às Vítimas, com procedimentos padronizados que abrangem desde a denúncia e o resgate até o acompanhamento pós-resgate.

“O fluxo garante atendimento integrado às vítimas, assegurando acesso a direitos, proteção social, saúde, qualificação profissional e oportunidades de reinserção produtiva”, ressaltou.

De acordo com a coordenação, o Plano busca alinhar o crescimento econômico do Estado à proteção dos trabalhadores, em um cenário de expansão das atividades produtivas e avanço tecnológico nos setores agropecuário e industrial.

O evento de lançamento reuniu representantes da Semadesc, do Ministério Público do Trabalho, da Coetrae-MS, além de instituições parceiras e entidades da sociedade civil.

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CRIME

Discussão por pagamento termina em morte a facadas em município de MS

Vítima foi perseguida e atingida por golpes de faca; suspeito, que seria vizinho, fugiu após o crime

28/03/2026 14h30

O principal suspeito do crime é um vizinho da vítima, que já foi identificado pelas autoridades

O principal suspeito do crime é um vizinho da vítima, que já foi identificado pelas autoridades Aquidauana News

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Um homem identificado como David Vareiro Machado foi morto a golpes de faca na noite de sexta-feira (27), no Bairro Cristo Rei, em Anastácio, na região leste de Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações do portal Aquidauana News, equipes da Força Tática foram acionadas inicialmente para atender uma ocorrência de lesão corporal com uso de arma branca. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima caída, já sem sinais vitais.

O Corpo de Bombeiros também foi chamado e confirmou o óbito ainda no local.

De acordo com informações apuradas, o principal suspeito do crime é um vizinho da vítima, que já foi identificado pelas autoridades, mas ainda não teve o nome divulgado. Testemunhas relataram que os dois teriam discutido por causa do pagamento de um serviço, o que teria motivado o desentendimento.

Durante a briga, o suspeito teria se armado com uma faca e passado a perseguir David, desferindo vários golpes. Após o ataque, ele fugiu em uma caminhonete e não foi mais localizado.

O caso foi registrado como homicídio e está sob investigação da Polícia Civil, que realiza diligências para encontrar o autor e esclarecer as circunstâncias do crime.

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MATO GROSSO DO SUL

Briga entre famílias deixa seis acusados de tentativa de homicídio

Conflito deixou feridos graves, incluindo vítima com vísceras expostas

28/03/2026 14h00

No local, foram apreendidos objetos como facão, enxada e pá, que teriam sido utilizados na briga.

No local, foram apreendidos objetos como facão, enxada e pá, que teriam sido utilizados na briga. Osvaldo Duarte/ Dourados News

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Uma briga generalizada envolvendo duas famílias terminou com seis pessoas acusadas de tentativa de homicídio, na noite de sexta-feira (27), na aldeia Jaguapiru, em Dourados.

De acordo com informações do portal Dourados News, a Polícia Militar foi acionada inicialmente após denúncia de que um grupo estaria atacando veículos com pedras na rotatória de acesso à Reserva Indígena. Ao chegar ao local, porém, os suspeitos não foram encontrados.

Horas depois, por volta das 22h, uma nova chamada informou que uma confusão de grandes proporções ocorria dentro da aldeia. Equipes retornaram à região e encontraram diversas pessoas feridas.

Dois irmãos, um jovem de 19 anos e uma mulher de 25, foram presos em flagrante. Já outros envolvidos, um homem de 56 anos e dois filhos, de 21 e 26 anos precisaram ser socorridos pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhados ao Hospital da Vida devido à gravidade dos ferimentos.

Uma das vítimas apresentava lesões severas, com exposição de vísceras. Outro familiar, de 58 anos, também ficou ferido durante o confronto.

Segundo o boletim de ocorrência, todos os envolvidos são apontados simultaneamente como vítimas e autores, já que teriam participado das agressões.

No local, foram apreendidos objetos como facão, enxada e pá, que teriam sido utilizados na briga.

As circunstâncias e a motivação do conflito ainda são investigadas pela Polícia Civil.

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