Cidades

INDICADORES

Estado apresenta uma das maiores quedas nos índices de violência

Mato Grosso do Sul teve a segunda maior redução nos índices de mortes violentas em todo o País, indica MJSP

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Mato Grosso do Sul é o segundo estado com a maior taxa de redução de mortes violentas de 2024 para 2025, sendo um dos principais responsáveis pela queda no panorama nacional, conforme levantamento que considera vítimas de homicídio doloso, morte por intervenção policial, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio.

Segundo o Painel de Indicadores Estatísticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Mato Grosso do Sul registrou 412 vítimas no ano passado, somando os cinco tipos de crime, com destaque para homicídio doloso (quando há intenção de matar), com 309 mortes.

Em comparação com 2024, quando foram registrados 572 casos dos crimes analisados, a redução foi de 28,72%.

Um dos maiores responsáveis por essa redução brusca foi o número de crimes de latrocínio (roubo que resulta na morte da vítima), que caiu de 22 para apenas 5 casos em 2025, uma queda de 77,27%. Também houve declínio de 50% do crime de lesão corporal seguida de morte, diminuindo de 14 para 7 óbitos.

Outro dado que chama atenção são as mortes por intervenção policial: os casos caíram de 86 para 59 no ano passado, uma redução de 31,40%. Por fim, os homicídios dolosos registraram queda de 26,6%, com os números despencando de 421 vítimas, em 2024, para 309, em 2025.

Comparando média da redução sul-mato-grossense, que é de 28,72%, com a de outras unidades da Federação, o Estado fica atrás somente do Amazonas, que apresentou queda de 31,54% (de 1.173 vítimas, em 2024, para 803, no ano passado) de vítimas de mortes violentas.

Apenas Acre, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins registraram aumento nas ocorrências desses crimes, com destaque para o estado nordestino, que apresentou crescimento de quase 20%.

No panorama nacional, foram 44.608 casos em 2024 e 40.365 no ano passado, resultando em uma redução de 9,51%, o que coloca Mato Grosso do Sul bem acima da média brasileira.

Importante ressaltar que, conforme consta no portal de indicadores do MJSP, todos os dados de Mato Grosso do Sul são enviados pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Os números foram atualizados pela última vez no dia 18 de janeiro.

Homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e feminicídio são considerados crimes hediondos pelo Código Penal, o que impede benefícios como fiança, graça, indulto e anistia, exigindo regime inicial fechado e progressão de pena mais rigorosa, conforme estabelecido na Lei nº 8.072/1990.

Justificativa

Em conversa com o Correio do Estado, o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, disse que a redução de 28,72% decorre de um conjunto de fatores estruturais, especialmente os investimentos no setor de segurança pública nos últimos anos.

“Destacam-se o uso intensivo de inteligência policial e análise de dados, a integração operacional entre as forças de segurança estaduais e federais, o fortalecimento do policiamento nas regiões de fronteira e corredores logísticos, além de investimentos contínuos em tecnologia, equipamentos e capacitação”, afirmou.

O vice-governador destacou também a atuação preventiva, que, segundo ele, conta com “presença territorial qualificada e ações focadas na desarticulação de organizações criminosas”, o que contribuiu diretamente para a diminuição nas ocorrências de homicídio.

Outros números

No levantamento do MJSP, é possível verificar outros dados sensíveis que envolvem ocorrência de mortes. Por exemplo, em mortes no trânsito, o Estado manteve a tendência de queda, desta vez, de aproximadamente 40%, diminuindo de 347 para 208 vítimas.

Quanto aos casos de morte a esclarecer sem indícios de crime, a redução foi ainda maior, já que as ocorrências saíram de 798 para 345, o que corresponde a uma taxa 56,77% menor de um ano para o outro.

Caso recente

Nesta quarta-feira, o empresário André Luis Mitidiero, de 49 anos, foi assassinado pelo próprio funcionário, Eduardo Araújo, de 32 anos, dentro de uma das filiais da Luigi Salgados, na Avenida Júlio de Castilho, no Jardim Imá, em Campo Grande.

A motivação do crime seria um suposto caso entre Juliana, ex-esposa de Eduardo e também funcionária da filial, e André, conforme relatos de funcionários da empresa.

A primeira constatação dos policiais que estiveram no local foi de que Eduardo agiu com premeditação. Separado de Juliana desde outubro de 2025, mas com o relacionamento em crise há muito mais tempo (desde fevereiro do ano passado, conforme uma pessoa que conhecia ambos), Eduardo Araújo teria colocado um rastreador no veículo da ex-mulher.

Eduardo surpreendeu André Luis no início do intervalo desta quarta-feira, quando o golpeou com 10 golpes de faca.

Em seguida, usou a mesma faca para golpear o próprio peito, apoiando a faca em uma pilastra e pressionando o corpo contra ela. Ambos morreram no chão da empresa onde trabalhavam. Eduardo tinha três filhos com a ex-esposa, sendo duas meninas e um menino.

O tenente do Corpo de Bombeiros, Dermival Caldeira, que esteve no local para socorrer as vítimas, disse que Araújo já estava morto quando chegou. Houve trabalho para tentar reanimar Araújo, mas a gravidade do golpe de faca no coração tirou a vida do funcionário.

 

 

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PREVENÇÃO

Secretaria de Saúde distribui mais de 1 milhão de preservativos no Carnaval de MS

Estratégia para cuidar dos foliões inclui também gel lubrificante e reforço na testagem rápida

14/02/2026 15h30

Os preservativos externos distribuídos serão 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex

Os preservativos externos distribuídos serão 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex Divulgação

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Com as comemorações do Carnaval marcadas pela circulação de pessoas e das interações sociais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) intensificou a distribuição de preservativos e outros insumos, além da oferta de testagem, para fortalecer as estratégias de enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em Mato Grosso do Sul.

Para este Carnaval, foram distribuídos 1.379.200 preservativos externos, sendo 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex. Além disso, também foram ofertados 123.299 preservativos internos e 97.100 unidades de gel lubrificante.

A iniciativa, coordenada pela gerência de IST/Aids e Hepatites Virais, tem como foco garantir acesso facilitado aos métodos de proteção e fortalecer a rede de cuidado nos municípios.

Já com a testagem rápida, a SES distribuiu 14.325 testes rápidos de HIV (T1), 1.375 testes confirmatórios (T2), 15.200 testes de sífilis, 10.475 testes de hepatite B, 12.300 testes de hepatite C e 1.100 autotestes de HIV, ampliando a capacidade de diagnóstico oportuno durante o período.

Segundo a gerente de IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Larissa Martins, o Carnaval é também um momento estratégico para ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde.

“O uso do preservativo continua sendo a principal forma de prevenção das ISTs e deve estar presente em todas as relações sexuais. Quando garantimos a distribuição adequada e fortalecemos a testagem, ampliamos a autonomia das pessoas para que vivenciem esse período com responsabilidade e segurança”, afirma.

Sistema Único de Saúde

Além dos preservativos e da testagem, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza estratégias complementares de prevenção ao HIV.

A Profilaxia Pré-Exposição, ou apenas PrEP, é indicada para pessoas com maior vulnerabilidade e reduz significativamente o risco de infecção pelo vírus.

Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é uma medida de urgência, que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida.

A PEP está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e pode ser acessada por qualquer pessoa que tenha tido exposição de risco. Em caso de dúvida ou situação de vulnerabilidade, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, realização de testes e início das medidas indicadas.

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DENÚNCIA

Rapazes relatam agressão e prática de homofobia de guardas civis de Campo Grande

As vítimas disseram aos agentes que aguardavam um veículo de aplicativo, mas um dos guardas se irritou e desferiu um golpe no abdômen de um deles

14/02/2026 14h45

Em depoimento, o rapaz diz que durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sua sexualidade

Em depoimento, o rapaz diz que durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sua sexualidade Divulgação/ GCM

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Duas pessoas compareceram na Delegacia de Pronto Atendimento do Centro, em Campo Grande, para relatar um caso de lesão corporal e prática de homofobia por parte de guardas civis metropolitanos.

De acordo com o relato, por volta das 6h deste sábado, os rapazes se encontravam no bar Depieri Beer, localizado na Rua Rui Barbosa, quando uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) chegou ao local e ordenou a dispersão de todos os presentes.

As vítimas esclareceram aos agentes que aguardavam um veículo de transporte por aplicativo e mostraram o celular para comprovar a solicitação da corrida. Segundo o relato, um dos guardas municipais demonstrou irritação e desferiu um golpe com a extremidade do cassetete contra o abdômen de um dos homens.

A vítima, que sofre de gastrite nervosa, disse ter sentido fortes dores e tentado se afastar. Contudo, o agente teria passado a persegui-la, desferindo novos golpes de cassetete que resultaram em escoriações nas costas.

Ainda de acordo com o depoimento do rapaz, durante a ação, o GCM proferiu ofensas verbais relacionadas à sexualidade dele e ordenou, de forma agressiva, que o cidadão deixasse o local imediatamente.

Por fim, a vítima declara que precisou correr para o meio da via pública para fugir das agressões. Logo depois, os dois conseguiram embarcar no veículo de aplicativo que chegou ao local.

Guardas civis demitidos

Na última terça-feira (10), dois guardas civis metropolitanos de Campo Grande foram demitidos do serviço público municipal. A decisão do desligamento de Jackson Alves Ramão e Renne Mendes foi publicada no Diário Oficial Municipal (Diogrande).  

A demissão se deu pelos motivos de “incontinência pública e conduta escandalosa” e “ofensa moral ou física” por casos ocorridos no ano passado. 

Jackson era Guarda Civil Metropolitana Classe Especial e foi demitido em razão de um caso  de agressão contra um jovem de 27 anos morador de rua em junho de 2025, no bairro Morada Verde, em Campo Grande. 

O jovem, conhecido como Bugrinho, foi detido por moradores da região após uma suspeita de furto. Quando os guardas chegaram, em vez de levar o suspeito à delegacia, Jackson e outro guarda agridem o jovem com pisões no rosto, tapas violentos e chutes na cabeça. 

Já Renne Mendes ocupava o cargo de Inspetor da Guarda Civil Municipal e foi demitido por um caso ocorrido no mês de julho do ano passado, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. 

O crime foi gravado por câmeras de segurança e mostram o agente dirigindo uma moto vermelha perseguindo um jovem de 21 anos. Em determinado momento, Renne efetua três disparos contra a vítima, guarda a arma na cintura e continua perseguindo o rapaz. 

De acordo com testemunhas, o guarda estava bebendo em uma conveniência anexa à casa da vítima e iniciou a confusão após uma discussão. 

O afastamento do guarda foi publicado no Diário Oficial na edição do dia 11 de julho de 2025. Com a conclusão do processo, Renne também foi desligado do cargo nesta terça-feira. 

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