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COVID-19

Estado não adotará protocolo com hidroxicloroquina e ivermectina

Secretário de Saúde disse que não há comprovação de eficácia, mas médicos poderão prescrever com autorização do paciente
04/07/2020 17:28 - Glaucea Vaccari


 

Mato Grosso do Sul não irá adotar o protocolo para uso de medicamento a pacientes suspeitos e confirmados da Covid-19, chamado de tratamento precoce do novo coronavírus. Neste sábado (4), secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou, no entanto, que os médicos podem prescrever a medicação, entre elas e hidroxicloroquina e ivermectina, caso achem importante, sendo de responsabilidade de cada um.

“Nós não vamos fazer protocolo nenhum no Estado, mesmo porque não há evidência cientifica. Eu me guio pela ciência, o governo vai se guiar pela ciência, mas se acaso o cidadão e a cidadã queira usar este ou aquele medicamento, os medicamentos que estão chegando do Ministério da Saúde estão a disposição e outros medicamentos que se falam vez por outra, um ou outro que o pessoal entende que pode ser a pílula milagrosa no combate à Covid, o médico vai prescrever, se entender ser importante no combate à covid e fica a responsabilidade acerca do médico assistente”, disse.

Secretário já havia criticado o protocolo, que foi adotado pela Prefeitura de Campo Grande, anteriormente, afirmando que não há comprovação cientifica de que esses medicamentos tenham qualquer eficácia na prevenção ou tratamento da covid-19. Neste sábado, ele reafirmou a fala.

“Não existe medicamento nenhum em todo o mundo para o combate a covid. Há várias pesquisas colocadas a disposição da população, mas sem qualquer comprovação, sem qualquer evidência científica que diz que esse ou aquele medicamento vai curar a covid. O único medicamento para a cura da covid hoje é o isolamento social, que vai retardar o avanço da doença no Brasil e Mato Grosso do Sul”, afirmou Resende.  

Secretário afirmou ainda que há muita politização acerca de medicamentos e tratamentos da Covid no Brasil e o interesse do Estado é ficar longe dessa politização, com estratégias junto aos municípios com foco em salvar vidas.  

PREFEITURA

Conforme o protocolo da prefeitura, a ivermectina deve ser usada antes da apresentação de sintomas do novo coronavírus, mesmo sem um resultado positivo para a doença, enquanto a hidroxicloroquina seria administrada para as pessoas que estivessem nas primeiras horas dos sintomas, também sem necessidade de confirmação da Covid-19.  

Neste sábado, o prefeito Marcos Trad também afirmou que não há estudos que indicam que os remédios sejam indicados para a Covid, mas que decidiu pelo protocolo para que médicos e pacientes decidam se querem ou não usá-los.

“Nós vamos utilizar na nossa cidade sim. Tem pessoas dizendo que ainda não tem comprovação cientifica, eu também sei que não tem comprovação de que ele pode ser eficaz o suficiente como esses médicos estão dizendo, mas também não comprovação de que máscara impede o vírus, mas estamos usando porque tem unanimidade de 70% de que ela previne. O kit se faz necessário sim e, a partir do momento que disponibilizarmos, ficará a critério do profissional de saúde em prescrever ou não, ficará a critério do paciente de querer usar ou não”, disse.

O protocolo para uso de medicamento a pacientes suspeitos e confirmados da Covid-19 dever ficar pronto na segunda-feira (6).  

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!